THE FIRST-EVER NATURALLY OCCURRING GEARS ARE FOUND ON NA INSECT´S LEGS. (Comentado)

engrenages

Gears are a potent symbol of human industry, a sign of mechanical wonder or a cold assembly line. If you had to pick something to stand against the natural world, they’d be a pretty likely pick — except that as it turns out, insects discovered them first. In a paper published today in Science , Malcolm Burrows and Gregory Sutton of the University of Cambridge reveal that the plant-hopping Issus coleoptratus leaps with the aid of a pair of tiny, one-way gears, the first functional ones ever found on an animal.

inseto

The gears aren’t connected all the time. One is located on each of the insect’s hind legs, and when it prepares to jump, the two sets of teeth lock together. As a result, the legs move in almost perfect unison, giving the insect more power as the gears rotate to their stopping point and then unlock. Lead author Malcolm Burrows says this method lets it jump without relying on a nervous system that simply wouldn’t be fast enough. “By developing mechanical gears, the Issus can just send nerve signals to its muscles to produce roughly the same amount of force — then if one leg starts to propel the jump the gears will interlock.”

Despite their usefulness, the gears only exist for part of the insect’s life. As it grows out of its nymph stage, it keeps its powerful jump but sheds the gears, for unknown reasons. Burrows hypothesizes it could be because the older Issus is strong enough to jump without the extra benefit of the locking system. But it could also be because of a fundamental mechanical problem. Like man-made ones, the gears on Issus’ legs can be damaged over time. As a nymph, it can molt periodically, repairing the injury. But once it becomes an adult, that option no longer exists. And unlike man-made gears, there’s no cog that can replace an Issus leg segment with a broken tooth.

Fonte: The Verge

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Comentários do autor.

Este é um caso igual do camarão-pistola, o besouro bombardeiro e da lingua do pica pau, besouros e tartarugas descobriram o mesmo mecanismo monomonostático do gomboc muito antes do ser humano…por isso ele evidencia um designer inteligente?

Essas são concepções erradas. Esses propósitos teleológicos são dispensados na ciência hoje por motivos claramente definidos. A ideia de que esses elementos são perfeitos e especificamente funcionais não justifica a posição de que foram elaborados por uma mente superior trabalhando no plano de fundo do universo. Esses mecanismos nem mesmo são perfeitos, são apenas funcionais. Se realmente fossem perfeitos toda estratégia de ataque e de defesa seria um sucesso e a vida na natureza não existiria. Se de fato existe uma entidade superior criadora desses mecanismos complexos, ela somente explicaria porque existem mecanismos complexos, afinal, como explicaria animais com características simples. No fundo todas as características ou todas as espécies são especiais, cada qual com seu modo de sobreviver, algumas com mecanismos ridiculamente simples, outras com sistemas mais complexos.
Para este debate eu citei um exemplo simples que demonstraria perfeição no modo como fisiologicamente nos livramos do nitrogênio de nosso corpo. A ideia é simples, se realmente fossemos maquinas eficientes e indubitavelmente perfeitas, biologicamente a melhor maneira do organismo excretar todo o nitrogênio excedente de seu corpo não seria através da urina. Não faz sentido postular que os organismos vivos foram desenhados da forma mais eficiente possível para se viver quando a melhor maneira de eliminar o nitrogênio do corpo seria através da respiração, na expiração. O benefício seria duplo, a excreção seria mais rápida, eficiente e eliminaria a perda de água do corpo.

Mas a alegação mais comum é de que os mecanismos biológicos não precisam ser perfeitos, nem mesmo o designer inteligente precisa ser perfeito.

Ora, essa é uma bela saída pela tangente, alias, não combina com a definição de designer inteligente e por isso não lhe cabe autoridade científica. Veja a definição de designer inteligente dada por Phillip Johnson ao Journal of Mere Christianity em 1999:

In 1802 William Paley’s natural theology presented examples of intricate purpose in organisms. His version of the watchmaker analogy argued that, in the same way that a watch has evidently been designed by a craftsman, complexity and adaptation seen in nature must have been designed, and the PERFECTION and diversity of these designs shows the designer to be omnipotent, the Christian God.

A própria definição mostra que um designer não perfeito trás uma contradição clara em relação ao adjetivo inteligente, e até a sua onisciência. Esse é um problema conceitual de quem acredita em designos teleológicos inteligentes, alguns dizem que ele não precisa ser perfeito, outros tem uma concepção cristã do tal designer, portanto perfeita. Outros reconhecem perfeição sem realmente estar ligado ao cristianismo. O pior é, ainda estamos discutindo uma pseudo-filosofia para sustentar a ideia de existência de um desígnio. Filosofia não refuta teorias científicas. Por incrível que pareça aos defensores do inteligentismo, modelos explicativos científicos se debate e se refuta usando ciência.

A questão então é; 1) se ele é inteligente, porque não há perfeição em sistemas? Se ele não precisa ser perfeito, então porque tem o adjetivo inteligente? 2) qual é a natureza da identidade deste designer? É Deus? uma entidade desconhecida, externa ou interna ao universo? É uma força, é algo incognoscível?

Há quem diga que a sua identidade não precisa ser definida, 3) obviamente deixando o conceito aberto a qualquer coisa…de Deus a extraterrestres. Ora, se é descartável a sua definição concreta e consensual, então é descartável a argumentação filosófica sobre ele, e como filosofia não refuta artigos científicos, logo, ele também é descartado como ciência.

Leia mais em:

AUSÊNCIA DE INTENCIONALIDADE E IMPERFEIÇÕES DESESTABILIZAM O CRIACIONISMO E FAVORECEM O VERDADEIRO DESIGNER.

DESCARTANDO A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL DO DESIGNER INTELIGENTE.

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Scritto da Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Engrenagens, Designer inteligente, Teleologia.

4 thoughts on “THE FIRST-EVER NATURALLY OCCURRING GEARS ARE FOUND ON NA INSECT´S LEGS. (Comentado)

  1. Você matou a charada criacionista. Paley realmente julgou que na natureza tudo era perfeito, por isso o tal “designer” seria Deus, mas acertou que um relógio não poderia ter surgido “por acaso” ou do nada ou de seleção natural de porcaria nenhuma..
    Acontece que na natureza nada é perfeito, senão não estaria em transformação, ou ENTÃO TERÍAMOS QUE ENTENDER DEUS ALGUM ÍDOLO TAMBÉM EM EVOLUÇÃO, como os velhos ídolos dos nossos antepassados.
    A engrenagem que é humana, também não é perfeita, como o relógio, E NEM POR MILAGRE DAQUELE DEUS PODERIA SER SELEÇÃO NATURAL DO QUE QUER QUER FOSSE, como surgido do nada. Nisso reside os equívocos criacionistas e evolucionistas em conjunto.
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    Dawkins no livro “O Relojoeiro Cego” pretendeu mostrar que não havia inteligência alguma no Universo, e se houve seria de um “relojoeiro cego”, isto é, burro, porque na sua versão, TIRANDO O HOMEM INTELIGENTE,, O RESTO É CEGO E BURRO.
    Até lascou que a diferença entre um artefato e um ser-vivo é que o primeiro não é feito de carne e osso! Até mostrou um programinha de computador que “simulava” como o DNA fazia para produzir SERES-VIVOS ALEATORIAMENTE. Esqueceu evidentemente de dizer que sem sua inteligência, não haveria programa algum, mas na natureza tudo se resolvia de forma burra mesmo,
    Contudo, tanto ele como Darwin e ninguém da ciência que eu conheça até hoje definiu o que seja o “ser-vivo”, que com certeza Dawkins considerou que a diferença entre um artefato e o ser-vivo, é que o primeiro não era “feito de carne e oss”! Você conhece algum evolucionista mais fanático do que Dawkins?
    10 anos depois num outro livro, reconsiderando sua besteria, corrigiu ,,, bem, não seria bem cego, mas apenas um “designoide”, isto é, meio inteligente, como que se pode concluir de sua explicação, tão fajuta como do outro livro.
    Não estou respeitando Dawkins, porque ele também não respeita ninguém, certo? Pode ser um cientista como biólogo ou zoólogo, como filósofo, é um “mané”!

    Entende porque evolucionistas e criacionistas só se sustentam por alguma crença igualmente fanática? Tata-se da discussão de sexo de anjo do ditado popular, o roto falando do esfarrapado?

    Meu amigo, procure entender a definição de ser-vivo, que está em qualquer religião, o que não quer dizer que qualquer religioso entenda, a maioria vai jurar que é uma “graça de Deus”!.
    O SER-VIVO É UMA DUALIDADE DE ESPÍRITO, E ORGANISMO MATERIAL, Espírito é um termo, como alma, ou qualquer outro nome que se dê a alguma entidade que de fato tem o atributo da inteligência. E organismo material é essa “maquina” feita de matéria que definimos como orgânica, feita de átomos como qualquer outra matéria como ferro, plástico etc. etc.
    Isso clareia o que acontece na morte, UM MERO ENIGMA PARA A CIÊNCIA. Isso define a Vida como a evidência de inteligência e também da faculdade de trabalho, que simplesmente desaparecem do organismo quando morre, claro, desaparece sua causa. SÓ O SER-VIVO REALIZA TRABALHO, o resto se rege pela entropia, conservação etc. etc.ESPONTANEAMENTE A MATÉRIA APENAS SE DEGRADA ATÉ O INFINITO, tanto faz ser orgânica ou não.
    Entende de onde saiu o Universo “arrumado” como conhecemos? Do trabalho de “alguém” que teria de ser inteligente como o homem, pelo menos? Senão seria matéria no estado perfeito, estático e acabado de entropia infinita? E tudo arrumado que vemos, COMEÇOU HIPOTETICAMENTE DA MATÉRIA INERTE. E ela poderia começar a ser “arrumar sozinha”, por milagre de um nada, na contramão da lei que qualquer aluno de fundamental conhece?
    Conclui-se logicamente que a única forma de “contrariar a entropia” é através da inteligência, que pode realizar trabalho? E aí uma espécie mais evoluída, surge de outra por “seleção natural”?

    Claro como água limpa, e não precisa de crença alguma em nada! É SÓ CONSTATAR EM TUDO QUE ESTÁ AO NOSSO LADO. Você já viu um automóvel se ‘construir’ por acaso, ou por seleção do que quer que seja? Bastou apenas a inteligência e o trabalho humano?
    E precisamos encontrar idolatrias absurdas de um Deus Infinito construtor, ou um “nada” que faria os mesmos milagres que se negam a esse Deus? E não foi isso que Dawkins não enxergou e que diferenciou o ser-vivo que vive, do artefato que só pode viver também, PELA INTELIGÊNCIA DO HOMEM? Você algum dia vai ver um estlingue ou um computador funcionar sem o homem, que os criaram e construíram?

    As coisas não mudam porque inventamos idiotices, tanto como religiosos como cientistas. Claro que não sabemos e com certeza nem saberemos enquanto vivos como se iniciou essa “arrumação” em algum ponto do tempo e do espaço, mas também não sabemos o que é gravidade ou temperatura, e nem por isso precisamos inventar bobagens, BASTA QUE SE CONSTATEM EFEITOS, que podemos ver e até medir. O automóvel ou qualquer outro artefato, que são cópias grosseiras dos organismos vivos, estão aí e É SÓ VÊ-LOS, e concluir que a mesma inteligência que faz um artefato, terá que ter feito o organismo que circunstancialmente, se torna vivo, ou um planeta ou estrela, que se movem MATEMATICAMENTE DE ACORDO COM LEIS, como se fosse “vivos”.
    Mas LEIS SÃO FEITAS POR “RELOJOEIROS CEGOS”?.
    Faça um raciocínio análogo sobre o tal Big Bang, e verá que não passa de uma “ficção científica”, que se perde nas próprias definições. Na melhor das hipóteses, se aconteceu a tal “explosão”, foi um evento no Universo com certeza já começado a ser arrumado. Acreditamos nos nossos instrumentos, como acreditamos no missionário que prega milagres, MESMO COM A CERTEZA DE ESSES INSTRUMENTOS MUDAM TODO O DIA. Ajustamos nossas teorias às nossas respectivas crenças
    Crenças, realmente não se discutem. Não se gastou 10 bilhões de dolares no tal LHC feito de matéria que conhecemos (em torno de 5%), para encontrar matéria que não conhecemos e nem sequer temos meios de perceber ou conhecer? E aí se encontra um “efeito qualquer”, e se ganha prêmio nobel por descoberto partícula de Deus?
    Não se trata de discutir trabalho, pesquisa, etc., mas de discutir besteiras filosóficas evolucionistas e criacionistas.

    arioba

  2. Caro Rossetti, não venho aqui no intuito de brigarmos, como era de costume outrora, mas no intuito de procurarmos conversar amigavelmente e aprendermos um com o outro.

    Primeiro eu acredito que vc esteja atacando a famosa falácia do espantalho, sim, pois Michael Denton é agnóstico e é signatário do discovery institute. David Berlinsk é agnóstico, alguns dizem q ele é ateu, e é signatário do discovery institute, então essa ideia de que o Designer tenha que ser o Deus cristão não condiz com a realidade da proposta do DI, mas condiz sim com a proposta dos criacionistas bíblicos(terra jovem).

    Veja o que diz esse texto:
    “O design inteligente (ID) é a visão de que é possível inferir a partir de evidências empíricas de que “certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não um processo não-direcionado como a seleção natural ” [1] O design inteligente não pode ser inferida a partir da complexidade sozinho, uma vez que padrões complexos muitas vezes acontecem por acaso. ID foca apenas os tipos de padrões complexos que na experiência humana, são produzidos por uma mente que concebe e executa um plano. De acordo com os adeptos, design inteligente pode ser detectado nas leis e estrutura do cosmos naturais, mas também pode ser detectada em pelo menos algumas características de seres vivos .
    Maior clareza sobre o tema pode ser adquirida a partir de uma discussão sobre o ID não é considerado por seus principais teóricos. O design inteligente não é geralmente definido o mesmo que o criacionismo , com os defensores alegando que ID se baseia em evidências científicas, em vez de Escritura ou religiosos doutrinas. ID não faz afirmações sobre cronologia bíblica, e tecnicamente uma pessoa não tem que acreditar em Deus para inferir design inteligente na natureza. Como uma teoria, ID também não especifica a identidade ou natureza do designer, por isso não é o mesmo que a teologia natural , que razões de natureza para a existência e os atributos de Deus. ID não tem a pretensão de que todas as espécies de seres vivos foram criados nas suas formas atuais, e não tem a pretensão de fornecer um relato completo da história do universo e dos seres vivos.”
    http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Intelligent_design

    Isso é muito claro, no entanto o mesmo argumento é usado.

    Passando agora para o outro ponto a ser discutido é que vc afirma claramente que o Design na natureza é ruim e q ele não é inteligente o suficiente. Usando esse argumento vc acaba de atestar que a TDI é ciência, pois a mesma afirma que há padrões de design na natureza e que esses mostram sinais de inteligencia e são detectáveis empiricamente(veja a definição no link q passei), e o que vc afirma é justamente o contrário, que o Design é ruim e não é inteligente, ora, se vc diz que a proposta dos proponentes do DI não é falseável, como então vc sabe que o Design é ruim e não é inteligente, se segundo vc isso não é empiricamente detectável nem pode ser falseado? Para vc dizer que o Design não é inteligente deve existir um padrão para se falsear isso não é verdade?

    Se o Desinger nao é inteligente, porque que as invenções do homem é em sua grande maioria copiada da natureza?

    Suas conclusões de não ser inteligente, é muito vago, não tem premissas válidas para suas conclusões, e muito menos elas invalidam um Designer, haja vista que mesmo uma criação humana não é perfeita, nem por isso deixa de ser criação.

    • Não brigamos, você não me permitiu chegar a este ponto😉 Se bem me lembro discutíamos este mesmo assunto e você simplesmente ameaçou me tirar de sua comunidade “Criacionismo científico”. E eu, com toda minha delicadeza disse que não me importaria de sair daquela porcaria. Não lhe ofendi, mas sim as suas publicações. Voce interrompeu meus comentários na comunidade, mas ainda vejo suas publicações, que por sinal as tenho printadas e postadas em discussão em outras comunidades.

      Mas vamos a discussão.
      Não recorro a falácia de espantalho algum. Foram alegadas afirmações de que o animal suportaria uma característica que evidenciaria o designer inteligente. Portanto, o foco do meu comentário foi este. Não há qualquer respaldo cientifico que fundamente o designer inteligente, que nem é reconhecido como ciência diga-se de passagem.
      A Discovery Institute é formada por diversos membros que tem formação teológica e atuante no cristianismo. Eles alegam não ter contato com criacionismo, mas todos sabemos que tem, basta ver o Wedge Document. O Dembsky é professor de Teologia e Ciência no Southern Baptist Theological Seminary em Louisville, Kentucky e membro do Discovery Institute.
      Pouco me importa se esses autores que você citou são ou não ateus ou agnósticos (isso se não for um embuste é claro, como você meu caro evolucionista Tourinho).
      Alias, o que tem a ver ateísmo com o presente texto? O ateísmo que se lasque.
      Discovery institute não é reconhecido como entidade científica. Ninguem aceita uma defesa de tese com “artigos” dos Discovery Institute, Answer in Genesis etc e tal… Alias, nem o criacionismo ou o Designer inteligente são aceitos como ciência nem nos EUA como advertido pela The American Association for the Advancement of Science (AAAS) (Veja aqui http://www.aaas.org/news/press_room/evolution/qanda.shtml) na qual não reconhece exemplos de complexidade irredutível que fomente o DI nem metodologia cientifica aplicável especialmente falseamento popperiano.
      A Academia Nacional de Ciências Nos EUA (NAS) deixa claro em seu artigo

      The National Academy of Sciences of the United States has stated that “creationism, intelligent design, and other claims of supernatural intervention in the origin of life” are not science because they can not be tested by scientific methods.
      ( National Academy of Sciences, 1999 Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second Edition)

      Como provar que há intenção na composição do universo? É como dizer que é possível provar cientificamente que um cara passou com o carro na poça de lama para molhar uma pessoa na calçada intencionalmente.

      Outra questão. Não há consenso sobre a identidade do DI. Uma entidade divina? Cristã? Onisciente ou não? Extraterrestre? Cada defensor do DI que conheci apresentou uma versão distinta do que seria o DI. E vago, é aberto e não pode ser delimitado com respaldo cientifico como dito acima.
      Há divergências claras, você mesmo cita sua divergência em relação ao conceito defendido pelo criacionismo.

      Outra questão, sua alegação é teleológica, e como bem sabemos, teleologia não é argumento científico. De fato, a teleologia já é discutida desde Aristoteles, epicuristas e estoicos passando por Lucrecio, Teofrasio, Barão d’Holbach e destruída por David Hume no seu livro Uma Investigação sobre o Entendimento Humano de 1748.
      Como separar a nossa interpretação de que tudo tem um desígnio nosso da ideia de que possa haver mesmo um criador designando as coisas do universo? Como separar a nossa interpretação pessoal de uma intenção divina?
      Uma engrenagem é uma construção humana, e portanto alegar que a presença de um mecanismo análogo em um animal é obra divina é respaldar uma alegação teleológica com base em um conceito criado por homens. Não atribua criações inteligentes humanas para respaldar supostas intenções divinas. Ray Cmmfort se lascou numa alegação desta nesta semana quando disse que a banana tinha tal formato (desenhado por Deus) para se encaixar em nossa mão. Um comentarista disse que tal formato também serviria para enfiar na bunda.
      Hume deixa sua critica a teleologia no capitulo 10, mas especialmente no capitulo 3 quando afirma que há certos princípios segundo os quais as idéias, “em sua aparição na memória ou imaginação, introduzem-se umas às outras com certo grau de método e regularidade”.

      a) Esses princípios são apenas três: semelhança (“um retrato leva naturalmente nossos pensamentos para o original”), contigüidade em tempo ou lugar (“a menção de um cômodo em um edifício introduz naturalmente uma investigação ou discurso sobre os demais cômodos”) e causa ou efeito (“se pensamos em um ferimento, dificilmente podemos deixar de refletir sobre dor que o segue”). Para nos convencermos de que essa enumeração dos princípios de associação de idéias é completa não há outra forma, diz Hume, senão percorrer diversos casos de idéias associadas.
      b) Embora os efeitos dos princípios de associação de idéias sejam patentes, Hume diz que suas causas são “em grande parte desconhecidas, e têm de ser atribuídas às qualidades originais da natureza humana

      Para Hume, a argumentação de que a existência de ordem, propósito, funcionalidade especial visto no mundo não são provas do desígnio divino. Ele argumentava que animais saudáveis morriam da mesma forma, e que consequentemente também seria assim com o universo. A aparente ordem pode ser apenas inerente à matéria, podendo assim dizer que a constituição lhe permite funcionar da forma que conhecemos, sem a necessidade de criadores propositais. Sendo assim, o universo até poderia fundamentar a ideia de um criador inteligente, mas ele não nos permite inferir sobre sua existência. Isso quer dizer que afirmar não é o mesmo que corroborar.

      Outra questão; imperfeições então provam a existência de um designer? Isto é Ad hoc!!! Se são perfeitas deus criou, se são imperfeitas é porque o designer não onisciente e diferente ao das escrituras (por favor, escreva “escrituras” em caixa baixa pois “Escrituras” denota que você as segue a risca)
      Na natureza há coisas que aparentam ser designadas, em espécies como a que apresenta tal engrenagem pode parecer desenhado, pois certamente os que não tiveram tal adaptação não sobreviveram. Fitness é tudo!!! O fato de vermos somente o último membro de uma infinidade de gerações nos da a impressão de desenho….mas não significa que tenha sido desenhado especialmente. As evidencias cientificas novamente mostram essa quebra; estudos de biologia comparativa, a quebra do ajuste fino feita pelo professor Victor stenger e seu ultimo livro “Why the universe wasn’t fine-tuned for life”….
      Significa que você esta abrindo mão de uma explicação com base em mecanismos naturais e recorrendo a divindades ou alegações teleológicas. Para qual finalidade ou intenção o DI criaria estabilidade em átomos cuja configuração eletrônica seja igual a de gases nobres, ou seja 2 ou 8 elétrons na ultima camada? Porque somente esses dois números trazem estabilidade atômica na distribuição eletrônica de Linus Pauling? Qual o propósito de um átomo se tornar neutro com essa configuração?
      Argumentar que nem todos os planos biológicos, físicos ou químicos da natureza não são perfeitos não prova que o designer existe, nem que ele seja inteligente ou imperfeito. Pelo contrário, é mais lógico interpretar como resultado de processos naturais, como a recente descoberta da endossimbiose na lesma Elysia chlorotica cuja a explicação é cientifica e testada bioquimicamente nos artigos:

      *Crawling leaves: photosynthesis in sacoglossan sea slugs.
      *Endosymbiotic chloroplasts in molluscan cells contain proteins synthesized after plastid capture
      *Horizontal gene transfer of the algal nuclear gene psbO to the photosynthetic sea slug Elysia chlorotica
      *Mollusc-algal chloroplast endosymbiosis. Photosynthesis, thylakoid protein maintenance, and chloroplast gene expression continue for many months in the absence of the algal nucleus.
      *Sea Slug Kleptoplasty and Plastid Maintenance in a Metazoan

      Quando você diz:

      “Design é ruim e não é inteligente, ora, se voce diz que a proposta dos proponentes do DI não é falseável, como então vc sabe que o Design é ruim e não é inteligente, se segundo vc isso não é empiricamente detectável nem pode ser falseado?”

      Eu não sei se é ruim ou inteligente porque não é teoria científica. Ser falseável requer experimentação e você não coloca um designer dentro de um tubo e testa. Voce alega que há desenho inteligente segundo uma interpretação teleológica em que as engrenagens foram criadas para tal, sendo elas um conceito humano, ou que por serem semelhantes a engrenagens só podem ser criadas.
      Bom, mas Hume não é ciência. Então vamos a ciência. Prove-me, usando metodologia cientifica e falseamento, que as engrenagens tem um fundo proposital criado por um agente superior a nós? Ou porque um Designer criaria peixes cegos com olhos vestigiais em cavernas.
      Apresente seus artigos CIENTÍFICOS que expliquem a motivação real da engrenagem ou dos olhos cegos e porque foi construída intencionalmente?
      Após isto ser apresentado e aceito, ai eu pessoalmente considero a possibilidade do seu designer existir. Alias, a comunidade científica poderia aceitar também.
      Caso contrário, ficará no plano das afirmações especulativas.
      Como sempre digo nos debates, afirmar na é corroborar, negar não é refutar.

      Vou deixar seu texto aqui exposto, não boicotarei ele como você fez com os meus em sua comunidade. Pois é assim que se discute de forma justa e igualitária, pondo os pingos nos Is e deixando as propostas aqui expostas para os leitores lerem ambas e optar pelo que lhes parece mais coerente.
      Sem ressentimentos. Abraço!!!

  3. Vocês criacionistas e evolucionistas, ficam brigando entre si,discutindo epopeias de deuses gregos, mitológicos, pois todos vocês não tem certeza de nada, ainda no Sec. XXI, não conseguem transpor a ponte da igreja que ainda permanece dentro de vocês todos. Rossetti, evolução meu caro é gradativa! Caso contrário quem criou não necessitasse de habitantes de qualquer natureza, no buscar aprendizado e, experiências diárias, a cada vivência. Deus daria você pronto e acabado lá embaixo! P’ra que gastar celulose! Rossetti, o fim último é a Suma Sabedoria, esta que você busca ferozmente, com gana, em descobrir o fio da meada, Você está na caverna do Minotauro! Vai com calma, toma um folego, pois senão você fica pelo meio do caminho.Buda diz, nem tanto a esquerda e nem tanto a direita – O caminho do meio – Veja só as Ciências dos Ciclotrons – já determinaram um partícula ( pois determina esta mesma Ciência que – partícula – é quando tem matéria ) e, agora aparece o FOTON como fotografavel por esta Máquina! Logo fica registrado que o Designer, está neste FOTON, que é pura Energia! E cirnscunscrito numa parte deste Universo! Não poderá fugir deste Cogitatio et Extentio, de Spionoza, e nem sair desta Ciência de Einstein, quando ele determina também um valor agregado para o Pensamento de Deus – E=mc²!!! Ambas as partículas tem Pensamento e Extensão e primordiais do Universo. O Universo cocriador de Spinoza tem um princípio; lógico, epistemológico, ontológico, que em toda a sua estrutura de conhecimento, você não colocou nada primordial. A tua teoria carece de um fundamento, que está ainda antes deste teu pensar. ESTE ACASO, O GEÔMETRA DO UNIVERSO ABOMINA! O Genoma quando trata o DNA, dirá que ele é e será imutável, em si mesmo! O Quaks, possui o mesmo ácido do RNA, que após uma evolução aperceptiva, pra o DNA, com seus Protons e Neutros, que perfaz o seu todo neste Quarks, pois diz Anaxàgoras; tanto quanto Spinoza, confirma esta Teoria – destas partes que não podem ser diferentes do todo! A geometria de Spinoza, é tão exata quanto a tua geometria, e Spinoza diz que o Hidrogênio, é uma cocriação – Deus criador e Hidrogênio cocriador – o por isto desta inseparabilidade, indestrutibilidade, fundiu-se no espaço e no tempo de uma ação reação, propiciado por um Fenomenal Intelecto de Deus, designado de agora em diante DI, cocriador de todas as coisas deste Universo!!! Tanto que este individuado Ser Metafísico, fundou o sob sua gerência o reino deste H²O! Inteligente não? Tinha Algum Arcanjo por lá! O Universo resume-se numa TEOLOGIA do DI, meu caro!! Abraços Romeu Filósofo de Spinoza.

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