DESCOBERTA DE HARVARD REFORÇA TEORIA DE ORIGEM DA VIDA NA TERRA.

Imagem mostra como teria sido o ciclo da protocélula com síntese de RNA e replicação da célula nos primórdios da Terra

Imagem mostra como teria sido o ciclo da protocélula com síntese de RNA e replicação da célula nos primórdios da Terra

A origem da vida na Terra é o tema de recente estudo conduzido por um pesquisador vinculado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Publicado nesta sexta-feira (29) pelo periódico científico Science, o estudo liderado pelo cientista Jack Szostak reforça teoria de que o início da vida no planeta envolveu replicação espontânea de RNA (sigla para ácido ribonucleico, cadeia de moléculas com dimensões inferiores às do DNA).

Essa replicação, segundo a teoria, teria ocorrido dentro de um tipo de compartimento estrutural celular, uma vesícula de ácido graxo.

Porém, esse “protótipo celular”, essa protocélula, jamais pôde ser reproduzido em laboratório porque esse processo de polimerização do RNA requer altos níveis de íon de magnésio, que acabavam por desestabilizar as membranas do ácido graxo, que circundariam as primeiras células vivas.

É aí que entra o estudo conduzido por Szostak: o pesquisador afirma ter descoberto que uma pequena molécula chamada citrato revelou-se capaz de atuar como um escudo das membranas do ácido graxo, protegendo-as dos íons de magnésio, ao mesmo tempo em que auxilia a polimerização das moléculas do RNA e mantém a salvo as já contidas nas membranas.

Para Szostak e seu time, moléculas precursoras do citrato tiveram participação no sistema de replicação espontânea de RNA que deu origem à vida.

Além do citrato, os pesquisadores testaram a performance de moléculas como isocitrato e oxalato, com melhor desempenho do citrato.

A descoberta, diz a Science, ajudará cientistas a elaborarem um modelo de protocélula mais plausível, capaz de reproduzir a replicação espontânea de RNA que teria atuado como um catalisador da vida na Terra, provendo mais pistas sobre uma das mais importantes perguntas que ainda carecem de uma resposta exata da Ciência.

Marte é o mais investigado na busca por vida fora da Terra. O robô Curiosity, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), que está no planeta vermelho desde agosto de 2012, já achou vestígios que indicam que pode ter existido vida microbiana no passado. Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó retirado do solo marciano

Marte é o mais investigado na busca por vida fora da Terra. O robô Curiosity, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), que está no planeta vermelho desde agosto de 2012, já achou vestígios que indicam que pode ter existido vida microbiana no passado. Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono – alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida – no pó retirado do solo marciano

Europa, lua de Júpiter, é uma das grandes candidatas a abrigar vida no nosso Sistema Solar. Já se sabe que ela tem água líquida abaixo da espessa camada de gelo de sua superfície. Há também outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre. Na imagem, uma concepção artística mostra a água sob camada de gelo na lua e Júpiter ao fundo

Europa, lua de Júpiter, é uma das grandes candidatas a abrigar vida no nosso Sistema Solar. Já se sabe que ela tem água líquida abaixo da espessa camada de gelo de sua superfície. Há também outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre. Na imagem, uma concepção artística mostra a água sob camada de gelo na lua e Júpiter ao fundo

 Io, uma das grandes lua de Júpiter, possui características diferentes das demais: sua superfície é cheia de vulcões e rica em enxofre. Por outro lado, o satélite parece possuir água e atmosfera (fraca, mas existe), de acordo com dados da sonda Galileo, e poderia ter uma forma de vida diferente das que estamos acostumados na Terra

Io, uma das grandes lua de Júpiter, possui características diferentes das demais: sua superfície é cheia de vulcões e rica em enxofre. Por outro lado, o satélite parece possuir água e atmosfera (fraca, mas existe), de acordo com dados da sonda Galileo, e poderia ter uma forma de vida diferente das que estamos acostumados na Terra

Já Enceladus, lua de Saturno, é outra candidata a abrigar vida no Sistema Solar. Foram encontrados gêiseres de água (em vapor), mas as possibilidades aqui são menores do que em Europa, lua de Júpiter, por exemplo. O satélite é uma bola de gelo e possui uma paisagem diferente de outras luas e planetas, com ranhuras e colinas, mas não crateras. Na imagem da direita, é possível ver nuvens de cristais de gelo, o que pode indicar a existência de um mar abaixo da superfície -- a presença de água é a primeira grande característica favorável à vida. Há também atmosfera, outra característica essencial. A lua é tão branca que reflete cerca de 99% da luz que recebe do planeta e só uma pequena porção dela é iluminada diretamente pelo Sol; por isso, a temperatura na superfície é de -201 graus Celsius. Apesar disto, o polo Sul dessa lua é mais quente, o que indica uma fonte de calor interna

Já Enceladus, lua de Saturno, é outra candidata a abrigar vida no Sistema Solar. Foram encontrados gêiseres de água (em vapor), mas as possibilidades aqui são menores do que em Europa, lua de Júpiter, por exemplo. O satélite é uma bola de gelo e possui uma paisagem diferente de outras luas e planetas, com ranhuras e colinas, mas não crateras. Na imagem da direita, é possível ver nuvens de cristais de gelo, o que pode indicar a existência de um mar abaixo da superfície — a presença de água é a primeira grande característica favorável à vida. Há também atmosfera, outra característica essencial. A lua é tão branca que reflete cerca de 99% da luz que recebe do planeta e só uma pequena porção dela é iluminada diretamente pelo Sol; por isso, a temperatura na superfície é de -201 graus Celsius. Apesar disto, o polo Sul dessa lua é mais quente, o que indica uma fonte de calor interna

Titã, a maior lua de Saturno, também possui água e, por isso, é tida como um local possivelmente habitável. Entretanto, possui muito metano, o que obrigaria a existência de uma forma de vida diferente da que encontramos na Terra. Ela também possui atmosfera marrom alaranjada e elementos químicos complexos, como hidrocarbonetos. Na imagem da direita, é possível ver a atmosfera e pequenos grãos de areia do satélite

Titã, a maior lua de Saturno, também possui água e, por isso, é tida como um local possivelmente habitável. Entretanto, possui muito metano, o que obrigaria a existência de uma forma de vida diferente da que encontramos na Terra. Ela também possui atmosfera marrom alaranjada e elementos químicos complexos, como hidrocarbonetos. Na imagem da direita, é possível ver a atmosfera e pequenos grãos de areia do satélite

Já fora do Sistema Solar, os grandes candidatos a abrigar vida são os "Keplers", exoplanetas descobertos pelo telescópio da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Esta concepção artística compara os tamanhos dos exoplanetas Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e e Kepler-62f com o da Terra. Todos estão na zona habitável de suas respectivas estrelas

Já fora do Sistema Solar, os grandes candidatos a abrigar vida são os “Keplers”, exoplanetas descobertos pelo telescópio da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Esta concepção artística compara os tamanhos dos exoplanetas Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e e Kepler-62f com o da Terra. Todos estão na zona habitável de suas respectivas estrelas

O sistema planetário Kepler-62 possui cinco planetas a 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lira, sendo dois deles na zona habitável, Kepler-62f e Kepler-62e. Os outros três planetas são muito quentes e, por isso, inóspitos para a vida. A estrela do sistema mede 2/3 do nosso Sol e é mais fria e velha do que ele. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar -- que vai de Vênus até além de Marte

O sistema planetário Kepler-62 possui cinco planetas a 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lira, sendo dois deles na zona habitável, Kepler-62f e Kepler-62e. Os outros três planetas são muito quentes e, por isso, inóspitos para a vida. A estrela do sistema mede 2/3 do nosso Sol e é mais fria e velha do que ele. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar — que vai de Vênus até além de Marte

O Kepler-62e (em concepção artística na imagem acima) é 60% maior do que a Terra e está a 1.200 anos-luz de distância, na zona habitável de seu sistema planetário. Sua órbita é de 122 dias e o coloca em uma região em que sua temperatura seria favorável à vida; entretanto, os cientistas não sabem se o planeta tem água ou uma superfície sólida

O Kepler-62e (em concepção artística na imagem acima) é 60% maior do que a Terra e está a 1.200 anos-luz de distância, na zona habitável de seu sistema planetário. Sua órbita é de 122 dias e o coloca em uma região em que sua temperatura seria favorável à vida; entretanto, os cientistas não sabem se o planeta tem água ou uma superfície sólida

O Kepler-62f (em concepção artística na imagem) é um planeta 40% maior do que a Terra, a 1.200 anos-luz de distância. A órbita em torno de seu sol é de 267 dias, o que o coloca na zona habitável do sistema planetário. Seu tamanho é conhecido, mas a composição não, apesar de os cientistas acreditarem que ele é rochoso

O Kepler-62f (em concepção artística na imagem) é um planeta 40% maior do que a Terra, a 1.200 anos-luz de distância. A órbita em torno de seu sol é de 267 dias, o que o coloca na zona habitável do sistema planetário. Seu tamanho é conhecido, mas a composição não, apesar de os cientistas acreditarem que ele é rochoso

O sistema planetário Kepler-69 possui dois planetas a 2.700 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, sendo um deles na zona habitável, Kepler-69c. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar -- que vai de Vênus até além de Marte

O sistema planetário Kepler-69 possui dois planetas a 2.700 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, sendo um deles na zona habitável, Kepler-69c. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar — que vai de Vênus até além de Marte

O Kepler-69c (em concepção artística na imagem) é tido como um super-Vênus, a 2.700 anos-luz da Terra. Ele é 70% maior do que nosso planeta e está na zona habitável de seu sistema planetário, com órbita de 242 dias, o que o coloca na região que fica Vênus em nosso Sistema Solar

O Kepler-69c (em concepção artística na imagem) é tido como um super-Vênus, a 2.700 anos-luz da Terra. Ele é 70% maior do que nosso planeta e está na zona habitável de seu sistema planetário, com órbita de 242 dias, o que o coloca na região que fica Vênus em nosso Sistema Solar

Exoplaneta 581d, que gira ao redor da estrela-anã Gliese 581, é sete vezes mais maciço que a Terra e aparentemente rochoso. Detectado em 2007, a 20 anos-luz do nosso planeta, ele foi considerado na ocasião frio demais para ser "habitável", categoria que alcançou apenas em 2011

Exoplaneta 581d, que gira ao redor da estrela-anã Gliese 581, é sete vezes mais maciço que a Terra e aparentemente rochoso. Detectado em 2007, a 20 anos-luz do nosso planeta, ele foi considerado na ocasião frio demais para ser “habitável”, categoria que alcançou apenas em 2011

Astrônomos encontraram evidências da existência de ao menos seis planetas ao redor da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância, segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). Três deles são "super Terras" (eles têm mais massa do que o nosso planeta, mas são menos massivos do que Urano ou Netuno, por exemplo) que orbitam uma região onde a água pode existir sob forma líquida e com temperatura adequada, o que os faz bons candidatos à presença de vida como a conhecemos. Esta é a primeira vez que três corpos são descobertos na zona habitável de um mesmo sistema planetário, destaca o ESO

Astrônomos encontraram evidências da existência de ao menos seis planetas ao redor da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância, segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). Três deles são “super Terras” (eles têm mais massa do que o nosso planeta, mas são menos massivos do que Urano ou Netuno, por exemplo) que orbitam uma região onde a água pode existir sob forma líquida e com temperatura adequada, o que os faz bons candidatos à presença de vida como a conhecemos. Esta é a primeira vez que três corpos são descobertos na zona habitável de um mesmo sistema planetário, destaca o ESO

Concepção artística mostra o sistema planetário da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância. Estudos anteriores já haviam descoberto que a estrela acolhia três planetas (b, c e d), sendo que um deles estava na zona habitável (mancha verde). Como a Gliese 667C é muito mais fria e tênue do que o nosso Sol, a zona habitável fica dentro de uma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela do que ocorre no Sistema Solar. Agora, uma equipe internacional de astrônomos voltou a estudar o sistema e encontrou evidências da existência de ao menos seis exoplanetas (falta confirmação do h), aumentando para três o número de candidatos com chances de abrigar vida fora da Terra

Concepção artística mostra o sistema planetário da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância. Estudos anteriores já haviam descoberto que a estrela acolhia três planetas (b, c e d), sendo que um deles estava na zona habitável (mancha verde). Como a Gliese 667C é muito mais fria e tênue do que o nosso Sol, a zona habitável fica dentro de uma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela do que ocorre no Sistema Solar. Agora, uma equipe internacional de astrônomos voltou a estudar o sistema e encontrou evidências da existência de ao menos seis exoplanetas (falta confirmação do h), aumentando para três o número de candidatos com chances de abrigar vida fora da Terra

Fonte: Uol Notícias

One thought on “DESCOBERTA DE HARVARD REFORÇA TEORIA DE ORIGEM DA VIDA NA TERRA.

  1. Pois mais “ficção científica” que seja, imaginar que um dia sairemos colonizando mais e mais planetas é algo muito gratificante. Imagine os minérios que poderão existir nesses planetas, imagine as novas tecnologias que a descoberta desses minérios irão possibilitar. Computadores mais potentes, Aeronaves mais resistentes, combustíveis cada vez mais duradouros…

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