FILOSOFIA DA CIÊNCIA – MACROEVOLUÇÃO, SALTACIONISMO E CONCEITOS BÁSICOS PARA NÃO FAZER PAPEL DE INCOMPETENTE.

Macroevolução

Em debates de criação Vs evolução sempre encontramos muitas concepções erradas. Não digo somente a respeito da confusão que as pessoas fazem em relação ao conceito de dogma e paradigma, ou alegações de que é preciso ter fé na biologia evolutiva. Geralmente essas alegações são restringidas a desonestidade intelectual, pois o autor dessas falácias sabe que o conceito de fé é dado pela crença sem evidência em divindades, e pouco tem a ver com aspectos científicos e empíricos. Em miúdos, não se tem fé que no dia de amanha vai chover, acredita-se que vai chover porque a meteorologia afirma isto. Portanto, fé fica se restringe a concepção teológica, porque é um sentimento de crença especial e específico a condição da existência de Deus. Ao atribuir conceitos teológicos, dogmáticos a ciência o autor certamente esta recorrendo a desonestidade intelectual. A mesma coisa ocorre quando citamos o termo macroevolução.

Estudos macroevolutivos têm como foco as mudanças que ocorrem no nível de espécie ou acima, em contraste com a microevolução, que tem como objeto de estudo mudanças evolutivas em menor escala, que ocorrem dentro de uma espécie ou população, e podem ser descritas como mudanças nas frequências alélicas. Essa foi a definição que o geneticista Theodosius Dobzhansky deu a origem de novas espécies no ano de 1937. Quando citamos macroevolução em um debate entre ciência e religião, ocorre a confusão, ou desonestidade intelectual, em tentar igualar macroevolução com saltacionismo. Na verdade, não somente isto, mas se reduz a evolução como mecanismo que explica a origem da vida e do universo, igualam a abiogênese com geração espontânea, vácuo quântico com vácuo absoluto, aleatoriedade com o acaso, atribuindo a ideia de que somos fruto do acaso em seu grau mais elevado e absoluto, reduzem a biologia humana a uma natureza genérica descontextualizada, reduzem a classificação biologia humana ao termo macaco. Na grande maioria das vezes, é possível perceber quando um debatedor criacionista não domina o tema na qual esta criticando. E por vezes, são superficiais em seus argumentos, recorrendo a fontes não confiáveis ou meramente a um ponto de vista pessoal, anedótico, portanto, informal. Rara são ás vezes em que encontramos um criacionista que leu o livro “A origem das espécies” do Darwin.

Como ressaltou Dobzhansky,a macroevolução tratam de mudanças que ocorrem no nível de espécie ou acima, e que justifica a origem de uma espécie. Os mecanismos pela qual isto ocorre é a especiação, que é um fenômeno populacional, que geralmente ocorre ao longo de variações de frequências alélicas, em uma dada população, em um dado espaço geográfico, sujeita a pressões seletivas. Mecanismos evolutivos estão presentes e atuantes neste local; a seleção natural, seleção sexual, deriva genética, mutualismo, comensalismo, relações especificas, a dinâmica da teia alimentar, processos co-evolutivos se estabelecem em especificidade inter espécies etc e tal (Primack & Rodrigues, 2001). Neste tempo podem ocorre variações que alteram a população local mas que ainda permite sua reprodução com outras espécies, é o que chamamos de microevolução. São processos adaptativos, que promovem ligeiras mudanças, geralmente em padrão de coloração, a temperaturas, umidade, variação na coloração, comportamento exclusivos e etc e tal. Como a especiação é um processo que envolve uma população, envolve também gerações, e é nessa miríade que espécies novas surgem, pelo acumulo de pequenas variações e promovem o isolamento reprodutivo. Eis a macroevolução, variações que ocorrem acima do nível da espécie. Essa nova espécie agora carrega um conjunto fenótipos determinado pelos genes que a partir deste momento seguira um caminho evolutivo independente (Futuyama, 2009)

Não há artigos científicos que demonstram que as variações ocorrem somente no nível da espécie e que não ultrapassem tal limite de tal forma a permitir que uma nova espécie surja. De fato, há muitas razões para acreditar que as variações possam permitir que novas espécies surjam. Os estudos anatômicos, morfológicos, embriológicos, paleontológicos, etológicos, genéticos e moleculares sustentam esta ideia.

O grande conflito que os criacionistas encontram nos debates é não saber diferenciar microevolução, macroevolução e saltacionismo. Criacionistas geralmente afirmar que espécies muito próximas são na verdade a mesma espécie. Mas, se essas duas populações estão isoladas reprodutivamente entre si elas constituem uma nova espécie, afinal, seguem agora caminhos evolutivos distintos. Um dos casos que mais causa confusão é este:

Boloria

Geralmente a alegação é que estas duas borboletas na verdade são microevoluções, embora claramente seja filogeneticamente relacionadas, elas seguem caminhos distintos, pois não trocam mais genes entre si. Alegar que Boloria euphrosyne e Boloria dia são a mesma espécie é como dizer que a zebra Equus quagga e o cavalo Equus ferus são a mesma espécie, ou que todos as borboletas abaixo são variações de uma mesma espécie, quando na verdade compõem espécies distintas, com hábitos, comportamentos específicos, ligeiramente diferentes uns dos outros (veja: Revising the recent evolutionary history of equids using ancient DNA).

Junonias

A) Junonia almana; B)Junonia atlites; c) Junonia iphita; D) Junonia lemonias; E) Junonia oenone; F) Junonia orithya (fêmea); G) Junonia villida; H) Junonia sophia; I) Junonia stygia

A alegação utilizada pelos criacionistas é que a macroevolução se restringe a origem de grupos biológicos e não de espécies. E a grande questão é; a macroevolução não pode ser testada em laboratório, portanto, não ocorre. Nesta questão, há pequenos pontos que precisam ser esclarecidos; 1) o fato dela não ocorre in vivo em tempo real em laboratório ou na natureza, (como bactérias evoluírem para texugos) significa que não estamos falando de saltacionismo. O saltacionismo, defende que a evolução ocorre através de grandes mudanças, possivelmente numa única geração, ou seja, nunca existiram intermediários, e que os indivíduos mutantes diferiam drasticamente dos seus pais. (Futuyma, 2009).  2) o fato de não ser observável em tempo real não significa que não ocorra, mesmo porque, as evidências anatômicas, morfológicas, embriológicas, paleontológicas, etológicas, genéticas e moleculares sustentam esta ideia. E isto é empírico, mensurável e falseável. Dizer que algo não ocorre porque não pode ser observado em tempo real é como dizer que um crime só ocorre quando autor é pego em flagrante. Aliás, a polícia científica trabalha exatamente desta forma. O criminologista analisa um cenário do crime e através das evidências consegue remontar a ordem em que as coisas aconteceram. Com sorte, ele pode encontrar evidencias do culpado, monta um elenco de razões pelo qual o crime ocorreu e talvez até estabeleça um perfil psicológico do autor. 3) não há razão para acreditar que variações morfológicas ocorram dentro de uma espécie, que variações criem novas espécies mas que elas não podem criar novos grupos biológicos. De fato, o registro fóssil mostra exatamente “retratos naturais“ de grupos biológicos passados que apresentam características em comum com a origem de outros grupos. Por exemplo, o Archaeopteryx que junto de mais 25 fosseis estabelecem a transição perfeita entre repteis e aves; o tiktaalik e mais uma série de 11 fosseis mostram a transição de peies de nadadeira lobada para anfíbios. De fato, algumas evidências biológicas nos grupos vivos ainda hoje sugerem isto. O pulmão presente nos primeiros animais terrestre na realidade é uma cooptação da função da bexiga natatória. A bexiga natatória tecnicamente chamada de vesícula gasosa é um órgão auxiliar dos peixes ósseos que realiza a manutenção do equilibro e deslocamento dos animais a determinadas profundidades através do controle da sua densidade relativo a da água. É de fato um saco de paredes flexíveis que pode se expandir ou contrair de acordo com a pressão e a profundidade na qual o peixe se encontra. É bastante vascularizada e forrada com cristais de guanina que a tornam impermeável a gases. A vesícula gasosa está evolutivamente ligada ao pulmão dos animais terrestres. Os primeiros pulmões eram simples sacos onde o peixe podia armazenar ar da atmosfera quando a água estava em estado de hipóxia. Durante o desenvolvimento embrionário tanto o pulmão quanto a vesícula gasosa têm origem numa envaginação do tubo digestivo e em algumas espécies atuais a bexiga natatória continua a ter uma ligação pneumática com este órgão. Este é um exemplo de relação entre o desenvolvimento ontogênico (ou embrionário) que preservar alguns estágios evolutivos. O mais importante é considerar que não existe nenhuma espécie que possua ao mesmo tempo pulmões e bexiga natatória (Pough, 2003). A mesma coisa ocorre com os fosseis de baleias, desde o pakicetus até os cetáceos, inclusive com a visualização da origem do aparato da ecolocalização já presente neste animal (Gingerich & Russell, 1981).

OrDEM

Uma confusão bastante comum nesse assunto acaba revelando contradições na argumentação dos criacionistas. Quando colocamos animais de grupos de distintos, mas claramente relacionados, o problema da macroevolução fica mais complexo. Por exemplo, mariposas e borboletas são grupos de animais que pertencem a ordem dos lepidópteros. Quando apresentamos mariposas e borboletas para os criacionistas, geralmente eles afirmam que esses grupos são exemplos de microevolução, ou seja, pertencem a mesma espécie. Mas quando apresentamos chimpanzés e homens, eles dizem que é um exemplo de macroevolução, ou seja, espécies distintas. Porém, mariposas e borboletas pertencem á ordem dos lepidópteros, da mesma forma com que humanos e chimpanzés pertencem a ordem dos primatas. Seria então o homem e o chimpanzé a mesma espécie? Ou será que borboletas e mariposas são grupos distintos?

Biologicamente, humanos e chimpanzés são grupos distintos relacionados filogeneticamente, assim como ocorre com mariposas e borboletas. As mesmas evidências que temos para a relação entre homens e chimpanzés, temos para mariposas e borboletas, ou seja, evidências anatômicas, morfológicas, embriológicas, paleontológicas, etológicas, genéticas e moleculares.

Então agora não estamos mais falando de variações que ocorrem somente no novel da espécies, estamos falando do surgimento de novas espécies, e novos grupos bilógicos. Entretanto, não é tão fácil descrever quando exatamente um grupo da origem a outro. Por exemplo. Se olharmos na linha do tempo com os fósseis que representam a origem das baleias a partir de um ancestral semi-aquático de 55 milhões de anos, em que ponto exatamente as baleias surgem?

Cetaceos

Em que momento um grupo da origem a outro? A mesma coisa ocorre com os 25 fosseis que representam a passagem de repteis para anfíbios, ou de peixes pulmonados para anfíbios. Geralmente, nomeia-se um representante, que erroneamente é chamado de elo de transição, ou de elo perdido. Fóssil de transição é um ocorre quando um registro fóssil combina características dos seus descendentes e antecessores evolutivos. Evolutivamente este é um conceito que não é correto, pois é um conceito pouco preciso em termos científicos, uma vez que a evolução das espécies é mais complexa que uma simples cadeia onde há um elo em falta. De fato, a grande maioria dos fósseis de transição não é antecessora direta de formas atuais. Tendo em conta que a evolução das espécies é um processo contínuo, todos os organismos vivos num dado momento representam formas transicionais, mas algumas são particularmente importantes para perceber a relação filogenética entre grupos distintos. Poderíamos até dizer que cada geração pode ser um elo de transição entre uma espécie e outra, ou que as gerações das espécies que distanciam um grupo de outro podem ser transicionais. Em seu livro “ A grande historia da evolução “ o zoólogo Richard Dawkins usa gerações como medida para distanciar uma espécie da outra. Por exemplo, o ancestral comum entre Humanos e ascídias viveu a 565 milhões de anos atrás, ou seja, a cerca de 275 milhões de gerações. Cogitamos então que cada uma dessas gerações foram elos de transição entre as Ascídias e Homo sapiens.

É fundamental conhecer estes conceitos para evitar alegações superficiais entre grupos biológicos e porque as gerações são muito importante, pois é nelas que a evolução ocorre. É a partir da geração seguinte que os genes alterados que passaram pela poda da arvore da vida vão seguir seu curso em direção ao futuro. Outra maneira de mostrar como a diferença entre macromutação e saltacionismo é tentar estabelecer no diagrama abaixo quando a cor verde termina e quando a cor vermelha se origina.

COr

No diagrama da esquerda é possível entender o conceito saltacionista, onde a evolução das cores ocorre através de grandes mudanças, sem intermediários, e que os indivíduos mutantes diferiam drasticamente dos seus pais. No diagrama a direita vemos uma transição suave e por consequência difícil de estabelecer o ponto exato quando um grupo de cor deixa de ser verde e passa a ser vermelho. A transição é gradual. Muitas vezes acontece de espécies irmãs não terem um intermediário. É o caso das borboletas do gênero Boloria, e muito comum em borboletas do gênero Heliconius, na qual constituem 43 espécies e muitas delas surgiram a partir de hibridização ou de novos padrões de coloração que favoreceram uma estratégia mimetica com sua espécie ancestral/irmã (Veja BIOLOGIA, ECOLOGIA, EVOLUÇÃO E GENÉTICA DE POPULAÇÕES DE BORBOLETAS HELICONIUS DO BRASIL).

Tocando no ponto do gradualismo. É fundamentar compreender o conceito de equilibro pontuado, pois alguns debatedores ainda o enxergam como saltacionismo, quando na verdade não é.

Gradualismo na  evolução é quando ocorre o acumulo de pequenas modificações ao longo de várias gerações. São as microevoluções que permitem uma nova espécie surgir. O equilíbrio pontuado é uma proposta evolutiva feita pelos paleontólogos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould em 1972, e afirma que a maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam pouca mudança ao longo do tempo geológico e, quando mudanças evolutivas no fenótipo ocorrem, elas se dão de forma rara e localizada em eventos rápidos de especiação denominados cladogênese. A cladogênese corresponde a um processo evolutivo que gera ramificações nas linhagens de organismos ao longo de sua história evolutiva e implica obrigatoriamente em especiação biológica.

O equilíbrio pontuado é frequentemente contrastado com a teoria do gradualismo, a qual afirma que a evolução ocorre de maneira uniforme, por mudança contínua e gradual de linhagens inteiras (anagênese). Segundo essa visão, a evolução é vista como um processo suave e contínuo que envolve uma mudança na frequência genética de uma população inteira. Isso significa que  quando um número suficiente de mutações se fixam em uma dada população de tal maneira que existe uma diferença significativa em relação à população ancestral, uma nova espécie pode ser designada.

REFERÊNCIAS

Dawkins, R. A grande história da evolução. ED. Companhia das letras. 2008.

Dawkins, R. A escalada do Monte improvável. ED. Companhia das letras. 1998.

Dobzhansky, Theodosius Grigorievich. Genetics and the origin of species. [S.l.: s.n.], 1937.

Futuyma, D. J. Evolution. Sunderland, Massachusetts: Sinauer Associates, 2ndEd, 2009

P. D. Gingerich & D. E. Russell, 1981 Pakicetus inachus, a new archaeocete (Mammalia, Cetacea) from the early-middle Eocene Kuldana Formation of Kohat (Pakistan) Univ. Mich. Contr. Mus. Paleont. 25:235–246

POUGH, F. Harvey, HEISER, John B., JANIS, Christine M. A vida dos vertebrados, Atheneu São Paulo, 3ª edição, 2003.

2 thoughts on “FILOSOFIA DA CIÊNCIA – MACROEVOLUÇÃO, SALTACIONISMO E CONCEITOS BÁSICOS PARA NÃO FAZER PAPEL DE INCOMPETENTE.

  1. Algumas observações sobre “filosofia e filosofês”.
    Filosofias são formas de externar ideias e pensamentos, que quando “acadêmicas”, redundam em “correntes” chamadas “filosóficas”. Filosofês é o mesmo que “economês”, mistura de economia com política, e feita por políticos que pensam que não precisam mais aprender nada, os famosos “dogmas de fé”.

    A questão da crença e fé não é bem o que Rossetti explica. Acreditar que vai chover, é mera crença, A FÉ QUE VAI CHOVER, É FAZER ALGO PARA CHOVER, que justifique a crença. O sujeito que entra numa igreja não pratica apenas a crença (se não for um cão ou um político que apenas encontram a porta aberta), mas também a sua “fé” que é a esperança de que pode acontecer algo, exato como no caso da chuva.
    Então, crença é um sentimento chamado de “crença”, fé é ação na direção dessa crença. Você só pode ‘domesticar’ um animal, porque ele acredita em você, senão não pode. O cientista só começa uma pesquisa, porque acredita em algo, senão nem começa. A pesquisa externa a fé, cuja origem foi uma crença.
    Logo, filosoficamente crença e fé, tem pouco a ver com religião, e muito a ver com o processo de evolução da inteligência humana. O homem tem noção da crença e da fé, O ANIMAL QUE ACREDITA NO HOMEM APENAS AGE PORQUE ACREDITA NO HOMEM QUE LHE DÁ ALGO EM TROCA, e se não der, DEIXA DE ACREDITAR. Isto é, teria apenas fé, e nem sabe disso porque não precisa.
    O sujeito que entra numa igreja, ou num hospital, ou escola, ou clube como uma animal ao qual domesticamos, se não tem a ‘troca” pelo ato da fé, SE TORNA DESCRENTE naquela igreja ou religião ou hospital, seja lá o que for..Se alguém vai a um clube para aprender jogar tenis, e não aprende por este ou aquele motivo, SE TORNA DESCRENTE COMO JOGO DE TÊNIS.
    Esse descrente é diferente daquele que “não acredita naquilo que você acredita” mas do ponto de vista de resultados, são exatamente iguais.
    Então, filosofia sobre crença e fé, não têm muito a ver apenas com a crença em Deus, ou no demônio, e simplesmente a descrença em ambos, que no fundo são crenças iguais, que se não puderem ser transformadas em ‘fé’ de alguma coisa, não servem absolutamente para nada, e sua discussão é a mesma que de sexo de anjos..
    Sobre a parte “prática” do texto que trata da questão da “macro e micro-evolução”, não quero entrar nos detalhes literários e biólogos a respeito, mas a questão é bem simples quando olhamos para nossos artefatos, ainda que muitos biólogos pensem que o artefato humano “não é feito de carne e osso”, como disse R; Dawkins, e por isso não serve bem como exemplo.
    Qualquer artefato humano é feito de acordo com um “desenho” que decorre de um “projeto”, e dali sai uma ‘espécie’ de artefato. Por exemplo, automóvel e avião são duas “espécies de uma mesma fauna”, os transportes. Ou fogão e geladeira de eletrodomésticos etc. Então, para sua mudar uma “espécie”, é preciso mudar o “desenho” cuja origem é um projeto. O fato de ter milhares de aviões e milhares de automóveis, não significa que foi isso que originou nem o automóvel nem o avião, e é evidente que no mundo dos seres vivos a coisa é similar senão igual, do ponto de vista de conceitos. Basta apenas entender que o DNA É O DESENHO DE ALGUM PROJETO, QUE DE FATO SAI DE ALGUMA INTELIGÊNCIA.
    O dia que o homem “dominar o DNA, que já funciona há 4 bilhões de anoS, vai ser mais fácil entender isso, o que não quer dizer que por isso será mais fácil “mudar” um DNA. Entender como muda um projeto e seu desenho, não significa “saber” como se faz isso, claro como água limpa.

    Isso me parece uma explicação mais clara e inteligível para qualquer um, mesmo que não seja biólogo e tenha apenas o curso básico escolar. “Saber como faz” é outra coisa que a própria ciência não sabe (ciência não é cientista, como religião não é religioso).

    A questão da “microevolução” também se pode entender no automóvel, ou no avião ou num simples estilingue. O ‘projeto’ de objeto, que pode se tornar um “indivíduo vivo” pode ser alterado no uso. Por exemplo, o motorista pode alterar seu automóvel em algumas partes que o ‘projeto’ permite, fazendo “adaptações”. Essas adaptações podem ser simples que o próprio motorista faz, ou mais complexas que demandam um “projetista e desenhista ou especialista fazer”, mas o automóvel continua automóvel, o avião avião e o estilingue estilingue. Claro como água. Isso seria equivalente a tal “micro-evolução”, que acontecem porque o DNA de cada espécie e ser-vivo, é suficientemente “superlativo” e permite isso. É como projeto que permita modificações a “dar com pau”.
    Então, evolução significa “alterar um projeto e desenho” de alguma forma que torne o objeto “melhorado” de alguma forma também. Isso não é “por acaso” nem da natureza nem de ambiente, nem de biólogo ou seja lá o que fôr. Mas decorre de alguma “inteligência” capaz de fazer isso, até mesmo de um biólogo ou motorista ou curi que manuseia o estilingue, através do “uso”,

    Claro que uma explicação demanda filosoficamente uma crença, e essa é uma crença que me parece mais racional de imaginar que o “acaso” da natureza ou do ambiente que por sua vez também depende da própria Vida na Terra, possa fazer uma “milagre” que de fato só acontece através da existência da inteligência.
    Um artefato humano não “copia” o ser-vivo por mera coincidência, é que as leis são as mesmas, SENÃO NÃO FUNCIONAM, claro como água limpa também.
    O que o “redator” do texto tenta mostrar, É COMO ISSO ACONTECE, como o mágico que explica a alguém como “ele” faz a mágica. É claro que explica o que sabe como mágico, e pode até não entender da “lei’ que permite existir a mágica. E quem entende a lei, não precisa e nem é mágico de nada, entender não é fazer.
    Entender demanda evolução da inteligência, saber demanda “conhecimento” que demanda trabalho para se conhecer. Se alguém “entender” e não ralar para treinar, NUNCA VAI FAZER MÁGICA ALGUMA.

    arioba

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