COMO NASCE UM UNIVERSO: AS CAUSAS DE SUA APARENTE AFINAÇÃO.

vacuo

A teoria da gravidade quântica em loop (teoria antagônica à teoria das cordas)  parece estar ganhando a corrida, pois o artigo [Spontaneous creation of the universe from nothing] traz uma prova matemática acerca do surgimento do universo a partir de perturbações quânticas em um vácuo.

Este artigo se funda nas equações de Weeler/De Witt a qual possui a forma de um operador que atua numa função de onda, fazendo-a se reduzir a uma função cosmológica.

Com isso, uma pequena bolha de vácuo verdadeiro é criada a partir de flutuações quânticas do vácuo metaestável.

Na teoria quântica de campos, um falso vácuo é um setor metaestável de espaço, que parece ser um vácuo perturbativo, mas é instável devido aos efeitos instantâneos que podem criar um efeito de tunelamento para um estado de energia mais baixo.

Um estado metaestável corresponde a qualquer estado do sistema diferente do estado de equilíbrio mais estável, associado a uma restrição que impede a transição imediata deste estado metaestável para o estado mais estável, o que ocorreria por meio de alguma perturbação significativa, cuja origem seja geralmente externa ao sistema.

Este encapsulamento pode ser causado pelas flutuações quânticas ou pela criação de partículas de alta energia.

Simplificando, o falso vácuo é um mínimo local, mas não o estado de menor energia, embora possa permanecer estável por algum tempo. Isto é análogo a metaestabilidade para transições de fase de primeira ordem.

Esta bolha criada pode se expandir exponencialmente, não importando se é fechada, chata ou aberta. Esta expansão exponencial termina quando a bolha se torna grande o suficiente e assim, surge o universo primordial.

A teoria da trajetória quântica de De Broglie Bohm, que é uma interpretação da teoria quântica. Para além de uma função de onda com todas as configurações possíveis no espaço, esta teoria inclui uma configuração real, mesmo quando não observada.

A evolução ao longo do tempo desta configuração (isto é, relacionada às posições de todas as partículas ou a configuração de todos os campos) é definida pela função de onda por meio de uma equação base, cuja evolução da função de onda ao longo do tempo, é dada pela equação de Schrödinger.

A teoria de Broglie-Bohm é explicitamente não local (o objeto não é influenciado pelo meio que o circunda). Logo, a velocidade de qualquer uma das partículas depende do valor da equação de base, a qual depende de toda a configuração do universo.

 Isso se dá porque as leis conhecidas da física são todas locais, e porque interações não-locais, combinadas à relatividade levam a paradoxos causais, o que seria inaceitável.

Esta teoria é determinista, pois a maioria (mas não todas) as suas variantes que suportam a relatividade especial requerem um “quadro de preferências”. As variantes que incluem rotação e espaços curvos são conhecidas, podendo ser modificadas para incluir a teoria quântica de campos.

 De acordo com o princípio da incerteza de Heisenberg, um espaço pequeno e vazio (pequena bolha de vácuo verdadeira) pode probabilisticamente surgir devido a flutuações quânticas do vácuo metaestável. Essas flutuações criam pares de partículas virtuais.

Essas partículas virtuais se separam imediatamente antes de se aniquilarem, devido à expansão exponencial da pequena bolha.

Em física, uma partícula virtual é uma variação transitória que apresenta muitas das características de uma partícula normal, mas que existe num período de tempo limitado.

O conceito de partículas virtuais surge na teoria quântica de perturbação de campos quânticos, em que as interações entre as partículas comuns são descritas em termos de trocas de partículas virtuais.

Desse modo, há um potencial quântico que faz o papel exatamente da constante cosmológica que confere o poder de expansão à bolha de vácuo verdadeiro.

 Logo, se o universo não se expandir rapidamente ele se esvanecerá devido às mesmas flutuações quânticas que geram a pequena bolha. No caso de uma rápida expansão, a expansão do universo será irreversível.

É desse falso vácuo com nível de energia maior que o do vácuo verdadeiro que nasce o universo. E no tocante ás suas constantes, elas têm sua origem nesse mesmo falso vácuo.

Por isso elas são o que são. Tudo é uma questão energética.

As partículas que se encontram em um falso vácuo estão impedidas por uma barreira energética de cair no vácuo verdadeiro. Isto implica que a transição para este vácuo verdadeiro somente ocorrerá quando ocorrerem partículas de alta energia ou via tunelamento quântico.

Assim, essas partículas criadas no vácuo metaestável tunelam para o vácuo estável e elas possuem uma determinada energia típica do vácuo metaestável que pode assumir infinitos valores.

Assim se dá a afinação do universo. Ela tem sua origem em vácuos metaestáveis e suas características são dependentes das energias de cada um desses vácuos.

Dessa gama infinita de energias é que surge a ideia de universos paralelos e suas características próprias, cada qual com sua afinação específica.

 Logo, a energia do vácuo metaestável é o que cria a afinação do universo e como ela varia, ela pode criar infinitas afinações e assim gerar infinitos tipos de universo.

Basta ter energia o suficiente para que a bolha de vácuo verdadeiro se expanda, mas não tão rápido.

Elyson Scafati

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Elyson Scafati, Universo, Vácuo Metaestavel, Afinação do universo, Origem do Universo. 

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