DEBUNKED!!!! DNA, COMPORTAMENTO E PSEUDOGENES PROVAM EVOLUÇÃO E NEGACIONISMO CRIACIONISTA.

Criacionismo 13

Recentemente um criacionista fez uma crítica bastante infundada em relação a um texto escrito  pelo jornalista Salvador Nogueira sobre as evidências da evolução biológica.  Novamente temos mais alegações de que a biologia evolutiva não seria falseável e que o DNA, comportamento animal e pseudogenes não atestariam a ocorrência da evolução.

Poderíamos escrever um texto denso sobre as evidências das cincos áreas que Salvador Nogueira mencionou em seu texto e ao mesmo tempo criticar o posicionamento negacionista dos criacionistas, mas em ciência o que vale é o artigo publicado. E é nisto que vou me basear nesse texto, não somente argumentando, mas deixando links de artigos publicados em revistas científicas que atestam claramente o uso do DNA, dos pseudogenes e de comportamento usados como ferramentas para estabelecer relacionamento filogenético.

Talvez a grande falha do artigo tenha sido não citara artigos que demonstram a falibilidade do DNA, comportamento e Pseudogenes como exemplos de evolução. Se estes artigos realmente demonstrassem a falibilidade da evolução biológica então teríamos realmente um exemplo de falseamento. E é exatamente isso que o texto criacionista tenta demonstrar, mas não consegue.

Evolução é sim falseável. Encontrar um coelho no período geológico do Cambriano poderia sugerir uma teoria paralela passiva de refutação da evolução biológica. Um registro fóssil estático poderia sugerir também nova teoria, bem como quimeras (seres com diversas partes diferentes e de diversas linhagens combinados formando um novo grupo misto), e que não pudessem ser explicados por transferência genética (cuja transferência ocorre por pequenas quantidades de DNA entre gerações), ou por simbiose (quando dois organismos se unem). Um mecanismo que impeça as mutações de acumularem. A observação de organismos sendo criados divinamente. Uma dica aos criacionistas;demonstre que a endossimbiose entre células eucariotas e mitocôndrias é um exemplo de complexidade irredutível; ou seja, demonstre que o artigo The reducible complexity of a mitochondrial molecular machine está errado usando artigs científicos publicados em revista de grande impacto.

Alegar que o DNA não comprova evolução é negacionismo puro visando que a síntese da biologia evolutiva ocorrida na década de 40 por Ernst Mayr, Dobzhansky e Simpson relacionou as leis de Mendel para a hereditariedade com as ideias de Darwin e com a descoberta da estrutura molecular do DNA por Watson e Cricks na década seguinte demonstraram claramente a evolução no nível molecular. Dizer que a evolução não comprova parentesco é como dizer que o DNA não pode ser usado para estabelecer paternidade.

Talvez o negacionismo seja dado pelo incomodo de saber que a vida em si, e a vida do homem foge de uma criação especial, intencional, fixista, que foi abandonada no século passado e permitiu com que a biologia e a ciência em geral não esteja mais entrelaçada com as garras da teologia.

Sim, o DNA estabelece relação entre os seres vivos, e sim, as homologias de genes, redes de genes e padrão de expressão de genes demonstram isso. (Veja UMA ÚNICA ORIGEM PARA AS MANCHAS OCELARES DAS BORBOLETAS DA FAMÍLIA NYMPHALIDAE)

E deixemos que os artigos falem por si:

Toward a Phylogenetic Classification of Primates Based on DNA Evidence Complemented by Fossil Evidence

Rapid evolution of animal mitochondrial DNA

Evolution of DNA Polymerase Families: Evidences for Multiple Gene Exchange Between Cellular and Viral Proteins

Recent evidence for evolution of the genetic code

Evolution in bacteria: Evidence for a universal substitution rate in cellular genomes 

Molecular Evidence for the Early Evolution of Photosynthesis 

Genome evolution in polyploids

Biological identifications through DNA barcodes

Phylogeny and evolution of ferns (monilophytes) with a focus on the early leptosporangiate divergences 

Ribosomal DNA phylogeny of the major extant arthropod classes and the evolution of myriapods 

DNA phylogeny of the extinct marsupial wolf 

No que diz respeito ao comportamento, também temos evidencias da psicologia evolutiva. Sugere-se ao autor das alegações criacionistas ler livros do Steve Pinker que tratam de aspectos comportamentais na evolução e Frans de Waal que trata de comportamentos homólogos entre o homem e os outros grandes primatas. Comportamentos fixos podem e são usados como ferramentas úteis para se estabelecer relacionamento filogenético. O Instituto Butantan tem um setor só de etologia de aracnídeos que produz artigos e forma doutores em etologia e evolução. O já falecido professor Cesar Ades era uma das referencias da Universidade de São Paulo nesse assunto. Estranho também é o fato do criacionista elaborar sua crítica respaldando-se em Chomski, considerando que este é ateu.

Um artigo bem recente demonstrou-se que a estruturação psíquica do homem e do chimpanzé para a formação da personalidade segue categorias comportamentais homologas e com base genética e neurobiológica.

A pesquisa mostra também algumas dessas características têm uma base neurobiológica, e que alguns traços variam de acordo com características sexuais individuais do chimpanzé. A análise mostrou que o traço de personalidade mais fundamental para os chimpanzés é o domínio – ou seja, se um animal é um dominante, descontrolado, geralmente é o “Alpha”, ou se é mais brincalhão e sociável, é o “Beta”. Mas essas duas grandes categorias podem ser estatisticamente divididas em pequenos traços de personalidade de forma que ecoam as estruturas de personalidade repetidamente encontradas em algumas crianças e adultos humanos.

Personalidades Alpha, por exemplo, quebram estatisticamente baixo em tendências de dominação e desinibição. Personalidades Beta, por outro lado, mostrar dominância e baixa emotividade positiva.

A equipe de pesquisa identificou que cinco fatores de personalidade combinam de forma diferente em cada chimpanzé individual: consciência, dominância, extroversão, afeição e intelecto. Isto ecoa um modelo de cinco fatores bem conhecidos da personalidade humana, embora os fatores específicos sejam ligeiramente diferentes. O artigo que apresenta isso como base foi produzido por Robert D. Latzman, William D. Hopkins, Alaine C. Keebaugh, Larry J. Young.Personality in Chimpanzees (Pan troglodytes): Exploring the Hierarchical Structure and Associations with the Vasopressin V1A Receptor GenePLoS ONE, 2014; 9 (4)

Talvez o livro que mais explica e retrata o uso da psicologia e de comportamentos como ferramentas para a evolução seja The Handbook of Evolutionary Psychology escrito por David M. Buss. embora atualmente existam até livros de Psicopatologia evolutiva dado a aplicação de tal ciência baseada em ideias evolutivas.

Segue abaixo outros artigos que retratam a psicologia e comportamento como evidencias da evolução:

The Evolutionary Psychology of Facial Beauty

The evolutionary psychology of extrapair sex: The role of fluctuating asymmetry

Dynamical evolutionary psychology: Individual decision rules and emergent social norms.

Exaptation: A Crucial Tool for an Evolutionary Psychology

Evolutionary psychology and the generation of culture, part I: Theoretical considerations

Modules, Brain Parts, and Evolutionary Psychology

Developmental Dynamics: Toward a Biologically Plausible Evolutionary Psychology. 

Pseudogenes são muitas vezes identificados como junk DNA. Podemos definir um pseudogene operacionalmente como um fragmento da sequência de nucleotídeos que se assemelha a domínios de uma proteína conhecida, mas com códons de parada. Pseudogenes contem  histórias biológicas e evolutivas importantes dentro de suas seqüências. Isto é devido à ancestralidade compartilhada de um pseudogene com um gene funcional: da mesma maneira que Darwin pensava de duas espécies tinham um ancestral comum compartilhado seguido por milhões de anos de divergência evolutiva, um pseudogene e seu gene funcional associado também compartilham um ancestral comum e divergiram como entidades genéticas distintas ao longo de milhões de anos (Retirado de Pseudogenes in the ENCODE regions: Consensus annotation, analysis of transcription, and evolution).

Pseudogenes são constatados cientificamente…

Processed Pseudogenes: Characteristics and Evolution

Human LINE retrotransposons generate processed pseudogenes

Nonviral Retroposons: Genes, Pseudogenes, and Transposable Elements Generated by the Reverse Flow of Genetic Information

Pseudogenes as a paradigm of neutral evolution 

Patterns of nucleotide substitution in pseudogenes and functional genes

Ao notarmos os artigos e tantos outros disponíveis nas revistas e ambiente acadêmico a ciência esta do lado de Salvador Nogueira.

A conclusão, deixo para os leitores.

Victor Rossetti

Palavras Chave: Rossetti, NetNature, DNA, Pseudo-Genes, Comportamento, Evolução biológica, Ciência, Criacionismo, Negacionismo, Pseudo ciência. 

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