NUNCA POSTE UMA TESE NAS REDES SOCIAIS ANTES DE DEFENDE-LA, ESPECIALMENTE SE FOR PSEUDOCIENTÍFICA.

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Recebi recentemente uma tese que ainda não foi defendida e que pretende discutir o conceito criacionista de Design Inteligente como uma proposta científica. Por questões éticas manterei em sigilo o nome do autor. A tese foi nomeada de “Design Intencional: Evidências a favor de um projeto inteligente do Universo“. Em uma breve análise sobre tal tese os resultados são surpreendentemente interessantes.

A tese não foi defendida e foi postada pelo próprio autor em uma comunidade (de causa própria) de uma rede social, cujo objetivo era exatamente discutir aspectos técnicos de sua tese. Tal proposta traz consigo a promessa de evidenciar um projeto inteligente nos aspectos ligados a estruturação do universo e da vida. Traz também consigo o nome dos avaliadores, dentre eles, um assumidamente criacionista.

A primeira questão é sobre uma defesa de uma tese claramente religiosa, dentro de um ambiente acadêmico da Força Aérea Brasileira. Porque religiosa?

Pelo contexto histórico em que o conceito de Designer inteligente (Designer porque se refere a uma entidade criadora, arquiteta ou projetista) foi construído, no seio do movimento criacionista, defendido e orquestrado por cristãos fundamentalistas como Price e Morris. O termo Designer Inteligente (D.I) surge somente no final da década de 80 e em um julgamento em 2005 foi considerado criacionismo e pseudociência. Posteriormente a comunidade científica publicou uma serie de refutações a respeito de afirmações feitas pelo proponente encabeçador de tal movimento, Michael Behe. Os artigos criticaram e afundaram o conceito de complexidade irredutível exemplificando maquinarias moleculares como resultados de processos evolutivos e homologias evolutivas. De fato, as moléculas falam, elas gritam a palavra evolução.

Defensores internacionais do Designer inteligente, inclusive o orientador desta tese que estamos discutindo, defendem assumidamente que o designer criador do universo e da vida é o Deus do cristianismo. Notamos então o profundo relacionamento entre criacionismo e DI.

A segunda questão é exatamente sobre as retóricas utilizadas pelo autor. Uma das afirmações errôneas e falsas apresenta-se logo no “Resumo” de sua tese. Ela afirma:

tese 2

Analisando é com “S”e nao com “Z”.

Esta afirmação carece de fontes, razão pela qual é citada no inicio, e obviamente não são aceitas no meio acadêmico e científico. Primeiro porque a defesa do autor é “filosófica” e não científica no sentido do método experimental, considerando a própria natureza do método que impossibilitar a mensuração, falseamento e estruturação paradigmática de teses de cunho sobrenatural. Isso quer dizer que tal “tese” não é representada pelo discurso do método de Descartes, nem o falseamento Popperiano e tão pouco a estrutura de revolução descrita por Khun. Notavelmente observamos que tal tese falha como método científico, e não tem respaldo nem pela filosofia da ciência. E obviamente defende, ainda que não citado, uma vertente religiosa cristã.

Ao contrário do que cita o autor, a “Teoria do Design Inteligente” não tem ganhado grande vulto nas universidades mais respeitadas do mundo como afirma o autor. Primeiro porque o que se entende por teoria científica não se encaixa em um projeto sobrenaturalmente projetado. E obviamente não é aceito e não vem sendo aceito de maneira alguma nas maiores Universidades do mundo. De fato, o exato oposto ocorre.

De acordo com Numbers, Ronald L. (2006) da Universidade de Harvard o designer inteligente é uma forma modernizada do conhecido e tradicional argumento teleológico para a existência de Deus, adaptado com a finalidade de evitar especificações sobre a natureza ou identidade do criador. A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, 1999) também dá apoio a essa afirmação, junto com a Associação de Professores de Ciências dos Estados Unidos (NSTA, 2005) e a Associação Americana para o Avanço da Ciência a classificaram como pseudociência (AAAS, 2008). A Sociedade Brasileira de Genética publicou oficialmente que não há qualquer respaldo científico no design inteligente e outras teorias criacionistas, explicando que esta posição é consensual na comunidade científica (SBG, 2010). A Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, 2005) declara que o designer inteligente é pseudociência. A The National Center for Science Education também declara a mesma coisa destacando o papel negativo da pseudomatemática usada pelos proponentes (NCSE, 2010). A The Quarterly Review of Biology (2010) destaca que o “designer inteligente é uma incoerência irredutível”. A revista Harvard Science Review (2005) afirmou que “para a maioria dos membros da comunidade científica dominante, o DI não é uma teoria científica, mas uma pseudociência criacionista”.

A mesma posição é a do Committee on Culture, Science and Education (2007), a American Society for Biochemistry and Molecular Biology (2005) declara que “o design inteligente não é uma teoria, no sentido científico, nem é uma alternativa científica para a teoria da evolução….pode ​​ser apropriado para ensinar em uma religião ou aula de filosofia, mas o conceito não tem lugar na uma aula de ciências e não deve ser ensinado“.

National Association of Biology Teachers (2008) afirma que “Os cientistas firmemente estabelecem a evolução como um importante processo natural. Explicações…ou maneiras de saber que invocam mecanismos metafísicos, não-naturalista ou sobrenaturais, seja chamada de “ciência da criação”, “criacionismo científico”, “teoria do design inteligente”, “teoria da Terra jovem”, ou designações semelhantes, estão fora do âmbito da ciência e, portanto, não fazem parte de um currículo de ciências válido.”

tese 3

Citação do criacionista Adauto Lourenço, e nenhuma citação de artigo científico. Clique para ampliar

National Science Teachers Association (2005) declarou que “Estamos com as principais organizações científicas e cientistas do país”, incluindo o Dr. John Marburger, conselheiro científico do presidente, ao afirmar que o design inteligente não é ciência. A The Royal Society (2008), sociedade científica em que Newton e Darwin fizeram parte, a mais antiga do mundo confirma que “…design inteligente tem muito mais em comum com a crença religiosa no criacionismo do que tem com a ciência, que é baseada em provas obtidas através da experimentação e da observação. A teoria da evolução é suportada pelo peso da evidência científica; a teoria do design inteligente não é”.

American Chemical Society (2010) aceita a evolução biológica e nega categoricamente o designer inteligente e o criacionismo, bem como a American Society of Agronomy (2005) declarando que “O design inteligente não é uma disciplina científica e não deve ser ensinada como parte do currículo K-12 ciência. Veja a lista completa de Universidades que rejeitam a criacionismo/DI.

Como se nota, a afirmação do autor da tese não tem qualquer respaldo acadêmico. De fato, grande parte das alegações do autor carecem de referências em seus mais diversos pontos.Vejamos mais algumas:

Citação de Hawking

Citação de Hawking e Lenoxx

Note que o corpo do texto não apresenta referências científicas alguma, e sim o posicionamento pessoal do autor respaldado pelo Lenoxx. Mas a citação de Lenoxx não é um artigo e sim um livro publicado sem passar pelo escrutínio acadêmico. Razão pela qual ele erroneamente cita “conceitos religiosos é muito difícil para qualquer cientista, independente do método científico utilizado”.

O método científico é único. É possível construir conhecimento ou ter ciência de diversas formas, mas a ciência como método científico é única, é aquele que confere experimentação, é o método empírico, é o que segue a necessidade de falseamento e de propor modelos paradigmáticos. O conceito de designer inteligente não propõem hipóteses testáveis e não derruba paradigmas científicos, por conseguinte, é considerado pseudociência.  Não há teses de defesa do criacionismo ou de D.I com hipótese nula, hipóteses falseáveis e um paradigma consolidado pelo simples fato de não se encaixar no método científico.

Ainda sim, a tese acima apresentada sequer respeita os limites que ela mesmo impõem quando afirma que “é necessário que se desvincule a TDI de qualquer tipo de “idéiarelacionada a religião” e cita Adauto Lourenço, que é cristão defensor da teoria criacionista formado na Bob Jones University que é assumidamente cristã.

Embora o autor defenda a posição do matemático John Lenoxx de que existe somente um método, o próprio autor cita exatamente o que define a ideia de ciência pelo seu método, a de que a ciência trata do natural. Ele cita “Michael Ruse (1982, p.322) de definir o método científico: por definição, trata apenas do que é natural, do que é replicável e do que é regido por lei“. Não só por leis (com uma estruturação matemática), mas também por conceitos e todos eles delimitados. E a criação por D.I não é replicável.

O que Lenoxx tenta fazer é denominar de positivista o método por ele tentar manter-se íntegro em sua filosofia, a sua forma de ser e não porque defende-se que ele é o único modo de construir conhecimento (o cientificismo). Ciência no sentido de conhecimento é possível ser criada pela religião, pela filosofia e diversos outros acervos disponíveis pela humanidade. Alguns deles explicam melhor aspectos em que a ciência como método científico não tem competência para fazer. Este é o respeito a epistemologia do método em que a ciência tem, e o criacionismo/D.I não. Portanto, não há uma defesa positivista em tentar manter o modus operandi do método científico. O que Lenoxx tenta fazer ao dizer que “essa definição é obviamente fraca, pois não aceitaria a maior parte da cosmologia moderna” e reflexibilizar o método para que ele venha adotar uma postura religiosa (na maioria das vezes pessoal), e obviamente isso foge da sua estruturação, pois não é mensurável e nem falseável.

Por essa razão, pela sua forma de construir conhecimento com base no método é que a ciência consegue exatamente separar astrologia de astronomia, ufologia de astrobiologia, grafotécnica de grafologia e tantas outras ciências separadas de pseudociências, como a evolução biológica e criacionismo/D.I.

Ao citar Stephen Hawking o autor destaca a definição de teoria científica, que não por coincidência não pode ser aplicada ao conceito de D.I como teoria. Ao acompanhar a afirmação de Hawking notamos que uma teoria é científica quando um modelo descreve e codifica as observações que fazemos.

Sendo assim, questione-se: é possível observar uma estrutura biológica, e testa-la com a finalidade de verificar se sua construção é sobrenatural? Como testar uma hipótese que afirma que uma flor de angiosperma é resultado de uma criação intencional inteligente? O fato de ter uma flor com pétalas aveludadas e uma coloração avermelhada comprova uma criação inteligente? A simples beleza ou simetria de uma estrutura biológica comprova intencionalidade? Como confirmar se as moléculas dos pigmentos de carotenóides foram criadas intencionalmente? Como lidar com o fato de que há registros fósseis que indicam que as diatomáceas cêntricas com pigmentos carotenoides apareceram a cerca de 180 milhões de anos atrás?

Negar não é refutar, afirmar não é confirmar e tudo aquilo que pode ser alegado sem ter base cientifica pode ser refutado e descartado sem base científica.

Continuando a seguir o raciocínio de Hawking, uma teoria científica integra descreverá uma ampla gama de fenômenos com base em poucos postulados simples e fará previsões claras que possam ser testadas.

Isso nos leva a perguntar: é possível prever aspectos da natureza respaldando-se em uma concepção sobrenatural de criação?

Ainda parafraseando Hawking, se as previsões concordarem com as observações, a teoria sobreviverá ao teste, embora nunca se possa provar que seja correta. Ao contrário, se as observações discordarem das previsões, a teoria terá que ser descartada ou modificada.

O proponente do D.I já parte da pressuposição de que as estruturas foram inteligentemente desenhadas, afinal, ela segue uma concepção dogmática religiosa, a de um criador intencional. Portanto, para o proponente do D.I, a conclusão precede previsões, observações, testes, experimentações, mensurações e o falseamento. A conclusão sempre foi pré-concebida para o proponente do designer, cabe a ele adequar (ainda que mal-intencionadamente) um método que ateste uma convicção de fé, e tenta chama-lo de método científico. Mas não é!

Isso fica clara na declaração do Lenoxx que afirma que a definição do método é fraca. Obviamente que ele criticaria-o, já que o método não abarca a concepção de fé pessoal d Lenoxx. E o autor da tese acompanha-o no bojo dessas afirmações tomando essas concepções como científicas sem ao menos estudar e entender o que é o método, e os seus limites epistemológicos. A filosofia da ciência esta notoriamente contra essa concepção. Por essa razão, a presente tese não é uma defesa do D.I como ciência e tão pouco como filosofia. Ela é uma tese pessoal.

Além disto, a tese trás algumas afirmações que exigiriam mais conhecimento do autor, como por exemplo entender que a complexidade das formas de vida não são resultado de passos aleatórios e desordenados.

Processos de seleção em evolução não são aleatórios. Pois o que se entende por aleatoriedade e casualidade não se aplica a dinâmica de genes das populações quando se entende o que, como e onde ocorrem as taxas de mutação, os algoritmos biomatemáticos de origem de informação genética e por quais motivos e porque certas características se fixam em grupos biológicos.

Nessa breve análise da monografia o que mais chamou a atenção foram tantas outras afirmações não científicas e descontextualizadas pelo que se entende não só por método cientifico, mas também aspectos básicos da biologia em geral e em especial da bio evolutiva.

Qualquer orientador e/ou avaliador de banca de trabalhos de conclusão de curso deve observar inicialmente as referências bibliográficas utilizadas pelo autor da monografia. Ao comparar o conteúdo da monografia, suas diversas descontextualizações com o que é apresentado como referência bibliográfica nota-se uma forte desonestidade intelectual.

Primeiramente porque não há qualquer plausibilidade entre você citar autores reconhecidos dentro da biologia evolutiva ou genética de populações e afirmar que “a complexidade da vida….é improvável que tenha surgido de meios aleatórios e desordenados”. A biologia e não se resume a aleatoriedade e aspectos desordenados. Hawking, Sagan, Mlodinow, Ridley ou Dawkins não afirmam isso. Richard Dawkins afirma o oposto claramente em seu livro “O maior espetáculo da terra” que a evolução se dá por mutações aleatórias e uma seleção não aleatória. A seleção existe, ela não é aleatória, e sim obrigatória, e as mutações ocorrem com maior probabilidade em certas áreas do genoma que tem predisposição maior, e não é casual, pois os geneticistas sabem quais elementos podem causar mutações. Mutações têm causas!

Então, notavelmente, as citações da monografia sofrem descontextualizaçoes, e as contestações do autor da monografia não foram feitas com base em artigos científicos, mas com base em uma opinião pessoal, portanto, anedótica. Razão pela qual não se encontra artigos como referências bibliográficas que defendam o D.I na presente monografia ou nos grandes centros universitários do mundo.

De fato, o que mais pesa para descartar tal monografia possa se apresentar como algo considerado científico ou filosófico são as referências bibliográficas em si. Paley que é citado pelo autor da monografia teve sua tese “Teologia Natural” (1809) extremamente criticada entre os anos 1800 e 1840 deixando de ser referência acadêmica no que diz respeito a teleologia. De fato, este conceito hoje é abandonado pelos próprios filósofos. O conceito que ele carrega já havia sido amplamente criticado por David Hume em seu livro “Diálogos sobre a Religião Natural” de 1757.

Ao observar as referências bibiográficas notamos que somente a de Lenoxx defende um posicionamento cristão (o que novamente fere a proposta de neutralidade religiosa do autor da monografia) e de Adauto Lourenço, na qual o autor deixa claro que existe um relacionamento íntimo entre designer inteligente com criacionismo, pois a referência de Adauto é “Como tudo começou – Uma introdução ao Criacionismo. E claro não é um argumento defendido em um artigo científico, mas sim informalmente ou mesmo em igrejas.

O livro de Aliester e Joana MCGrath são referências críticas ao posicionamento ateísta de Richard Dawkins e de fato é uma boa referência pois critica aspectos interessantes que são tomados em seu livro.

Todas outras referências citadas pelo autor da tese são de cientistas que rejeitam a ideia de designer inteligente, de construção intencional de estruturas biológicas e da natureza do universo.

Referências citadas pelo autor

Referências citadas pelo autor. Clique para Ampliar

É axiomático que não se constrói uma tese de defesa de um conceito usando apenas textos que criticam aquilo que se defende. É preciso artigos para defender uma tese ou para refutar as existentes. O autor da usou somente referências que criticam seu posicionamento pessoal, descaracterizando-as com críticas próprias sem fundamento acadêmico. Note que o titulo não condiz em absolutamente nada com as referências usadas, que acabam atuando como um fator atenuante até para a própria invalidação e refutação da tese.

Por exemplo, o autor cita “O mundo Assombrado pelos demônios” de Carl Sagan. Tal livro traz capítulos de como identificar uma afirmação pseudocientífica e claramente usa o criacionismo como exemplo de má ciência. Outro exemplo é a citação de textos da Oxford, que é uma Universidade que claramente rejeita o criacionismo e o D.I. Ela deixa isso claro no artigo “Creationism’s Trojan horse : the wedge of intelligent design”.

O mesmo acontece com Stephen Hawking, Mark Ridley, Dawkins, o físico Leonard Mlodinow e claro Stephen Jay Gould que testemunhou na Suprema Corte Americana a favor da evolução e centrou sua monografia na distorção criacionista dos trabalhos científicos sobre o tempo geológico e as provas de transformação da evolução no julgamento de Arkansas em 1987 (Gould, 2002).

Até mesmo o uso de criacionistas como avaliador de uma monografia de D.I atua como um desqualificador da monografia uma vez que a conclusão/opinião entre o aluno e o avaliador é a mesma. A tendência é que tal monografia seja validada por alguém que compartilha do mesmo posicionamento religioso/ideológico uma vez que a o tema em defesa é marginalizado pela ciência por não representar uma tese genuinamente científica em seu sentido mais estrito e pode apresentar por parte de ambos um interesse em firmar concepção, por interesses pessoais.

Outro fator atenuante é que o Currículo Lattes do criacionista avaliador contém diversos artigos científicos publicados, mas absolutamente nenhum deles defende a tese do criacionismo de Terra jovem ou Designer inteligente formalmente. Atestando assim que mesmo o avaliador, tem uma defesa informal de suas convicções, não validade academicamente caracterizando o fato de que D.I é pseudociência.

Em qualquer universidade séria do mundo este tipo de tese não seria permitido defender dentro de um ambiente acadêmico regido pelo governo que estabelece pela constituição um estado laico. Qualquer tipo de pregação religiosa dentro de um ambiente destes e que não siga o método cientifico resultaria em uma demissão ou exclusão do profissional, exatamente pela falta de ética no trabalho.

De fato, isso ocorreu na Universidade Estadual da Califórnia com o professor criacionista Mark Armitage (Veja aqui e aqui) ao publicar artigos científicos defendendo a evolução (ainda que omitisse dados primordiais de suas teses para deixa-la frágil propositalmente), mas pregava o criacionismo em sala de aula.

Em uma universidade séria, ao observar as referências bibliográficas contrastando com o título de uma monografia que se propõem defender uma pseudociência, o avaliador não permitiria ao menos o aluno abrir seus slides no Power Point e exigira um posicionamento coerente ou a a mudança do tema defendido na monografia.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Pseudociencia, Criacionismo, Designer Inteligente, Lenoxx, evolução, Dawkins, Hawking, Ridley, Mlodinow.

 

Referências

Hume D. História Natural da Religião e os Diálogos sobre Religião Natural. 1757.

Stephen Jay Gould. Pilares do Tempo. Ed. Rocco. Rio de Janeiro 2002.

New AAAS Statement Decries “Profound Dishonesty” of Intelligent Design Movie, 2008

NSTA. National Science Teachers Association Disappointed About Intelligent Design Comments. 2005

National Academy of Sciences, 1999 Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second Edition.

SBG – Sociedade Brasileira de Genética. MANIFESTO DA SBG SOBRE CIÊNCIA E CRIACIONISMO. 2010

Harvard Science Review. Focus: Science, Religion, and Politics. TROJAN HORSE or LEGITIMATE SCIENCE? 2005

National Association of Biology Teachers Statement on Teaching Evolution”. National Association of Biology Teachers. Retrieved 2008-11-27.

National Science Teachers Association Disappointed About Intelligent Design Comments Made by President Bush”. National Science Teachers Association. 2005-08-03.

Royal Society statement on evolution, creationism and intelligent design”. Royal Society. April 11, 2006. Retrieved 2008-01-28.

Committee on Culture, Science and Education. The dangers of creationism in education. 8 June 2007

3 thoughts on “NUNCA POSTE UMA TESE NAS REDES SOCIAIS ANTES DE DEFENDE-LA, ESPECIALMENTE SE FOR PSEUDOCIENTÍFICA.

    • Bacana esse seu artigo, você usou exatamente aquilo que combateu! É sensacional a maneira como você diz que não se pode argumentar sobre o designe inteligente usando cientista cristãos, mas você usa cientistas evolucionistas para falar sobre evolução!
      Mais do que isso você refuta a monografia por estar carente de citações ou colocá-las sem contexto, mas você lança mão do mesmo princípio, concordo que há citações em seu artigo, mas todas elas estão destacadas somente em partes e fora do contexto geral.
      Por último, citou uma série de universidades e artigos que condenam o criacionismo, mas isso em nada demonstra que estão de fato correta, se lembrarmos um pouquinho de história, as teorias que hoje são comprovadas e irrefutáveis no passado foram motivo de zombaria e desprezo, como você faz hoje (cito como exemplo os micro-organismos, a teoria dos átomos e as leis das ondas).
      Não sou nenhum perito em ciência, nem mesmo pretendo defender qualquer tese científica ou mesmo qualquer tipo de religião, espero apenas que numa análise sincera você não seja soberbo o suficiente para cegar seus olhos e baseado em preconceitos procurar respostas absurdas para assuntos simples.

      • Não usei, eu citei artigos de universidades e centros de produção científica importantes no mundo todo. O autor não citou artigos, citou pontos de vista dado por quem não publicou artigos.
        Monografias devem ter citações, ainda que sejam teses novas. Ninguem constrói uma tese sem qualquer respaldo em outros autores. Se ele quer se apresentar como ciência deve apresentar artigos sobre a sua área. Sim, estão no contexto, criacionismo/D.I não é ciência, portanto a tese é pseudocientifica, as referencias dizem isto. Se o criacionismo quer se apresentar como uma tese cientifica e a mais correta, deve fazer por merecer.
        Outro ponto uma teoria não pode ser irrefutável. É preciso ser possível refutar ela para ser entendida como teoria.

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