NASCIDOS PARA SER NATURALMENTE ASSASSINOS – VIOLÊNCIA CHIMPANZÉ É UMA ESTRATÉGIA EVOLUTIVA

Parentes mais próximos do homem matam uns aos outros, a fim de eliminar rivais e obter melhor acesso ao território, companheiros, comida ou outros recursos – não porque as atividades humanas tê-los feito mais agressivo.

Assassinatos ocorrem frequentemente durante as patrulhas de fronteira territorial, onde os machos procuram ativamente outros chimpanzés em territórios vizinhos. Aqui os homens Ngogo ouvir vizinhos que ouviram ao longe.  Crédito: Cortesia da imagem de John Mitani

Assassinatos ocorrem frequentemente durante as patrulhas de fronteira territorial, onde os machos procuram ativamente outros chimpanzés em territórios vizinhos. Aqui os machos Ngogo ouviram vizinhos que os ouviram ao longe. Crédito: Cortesia da imagem de John Mitani

Essa é a conclusão de uma análise internacional de agressão letal entre os diferentes grupos de chimpanzés na África estudados por mais de cinco décadas. A pesquisa aparece na edição atual da Revista Nature.

“As observações que os chimpanzés matam membros de sua própria espécie influenciaram esforços para compreender a evolução da violência humana”, disse o antropólogo John Mitani da University of Michigan, que ajudou a iniciar e conceber o estudo ambicioso que foi realizado com 30 colegas de todo o mundo.

O estudo fornece evidências convincentes para contrariar o argumento de que esse tipo de morte não é um comportamento natural, mas um resultado incidental de agressão agravada por atividades humanas, como o desmatamento ou a prática de alimentar de grupos de chimpanzés que estão sendo estudados.

Em vez disso, a pesquisa fornece um forte apoio para a ideia de que matar é uma tática evolutiva, de acordo com Mitani, que vem estudando o comportamento de chimpanzés selvagens no Parque Nacional Kibale em Uganda há duas décadas.

Nessa visão, a morte é uma estratégia adaptativa que proporciona benefícios reprodutivos importantes no sentido evolutivo, aumentando o acesso a recursos como território, alimento ou companheiros e, assim, tornando mais provável que as pessoas vão sobreviver o tempo suficiente para se reproduzir e transmitir seus genes para gerações futuras.

Mitani e seus colegas avaliaram quais fatores foram correlacionados com assassinatos observados ou inferidos em 18 comunidades de chimpanzés ao longo de décadas.

Os atacantes eram invariavelmente machos atuando em grupos, e as vítimas eram principalmente machos e lactentes de outras comunidades que provavelmente não eram parentes próximos. Quando as crianças foram mortas, os invasores às vezes os removia das mães em circunstâncias em que pareciam ser capazes de matar a mãe também, mas não o fizeram.

Os pesquisadores avaliaram o impacto humano baseado na comunidade ter sido alimentada, se a área protegida que habitavam era grande ou pequena, e se a área havia sido perturbada ou desmatada.

Eles descobriram que as mortes foram mais comuns nas comunidades de chimpanzés da África Oriental que foram menos afetados pela interferência humana de qualquer tipo. Uma comunidade, que fazia parte do projeto de pesquisa de longo prazo da Mitani, teve uma alta densidade populacional e um grande número de homens que se uniram em coalizões para realizar ataques contra as tropas vizinhas.

Nenhuma morte ocorreu no local mais intensamente modificado por seres humanos na Guiné.

“Os padrões de agressão letal no Pan mostram pouca correlação com os impactos humanos”, escrevem os autores, “mas em vez disso são melhor explicados pela hipótese adaptativa que matar é um meio para eliminar rivais quando os custos do assassinato são baixos”.

Segundo Mitani, não há nada nos resultados que sugerem que a propensão humana para matar os outros é inevitável.

“Há uma variação considerável nas taxas de morte por chimpanzés que vivem em diferentes populações, por isso mesmo que matar chimpanzés não é inevitável”, disse ele. “E, claro, nós somos seres humanos e não os chimpanzés. Nós temos a capacidade de moldar e alterar o nosso comportamento de forma que eles não podem. Podemos aliviar o sofrimento humano considerável, aproveitando essa capacidade.”

Journal Reference:

Michael L. Wilson, Christophe Boesch, Barbara Fruth, Takeshi Furuichi, Ian C. Gilby, Chie Hashimoto, Catherine L. Hobaiter, Gottfried Hohmann, Noriko Itoh, Kathelijne Koops, Julia N. Lloyd, Tetsuro Matsuzawa, John C. Mitani, Deus C. Mjungu, David Morgan, Martin N. Muller, Roger Mundry, Michio Nakamura, Jill Pruetz, Anne E. Pusey, Julia Riedel, Crickette Sanz, Anne M. Schel, Nicole Simmons, Michel Waller, David P. Watts, Frances White, Roman M. Wittig, Klaus Zuberbühler, Richard W. Wrangham. Lethal aggression in Pan is better explained by adaptive strategies than human impacts. Nature, 2014; 513 (7518): 414 DOI: 10.1038/nature13727

Fonte: Science Daily

One thought on “NASCIDOS PARA SER NATURALMENTE ASSASSINOS – VIOLÊNCIA CHIMPANZÉ É UMA ESTRATÉGIA EVOLUTIVA

  1. Como não se tem o autor do texto, vamos dizer que se refira ao trabalho dos 30 “pesquisadores” do Journal Reference. Serve apenas para demonstrar a estupidez da doutrina evolucionista.

    Primeiro que fala de uma “tática evolutiva”! Evoluindo do quê e para o quê? O que mostra o texto é que os indivíduos de uma espécie que tende à extinção, FAZ O DIABO PARA SE MANTEREM VIVOS, na sociedade que ainda fazem parte. É a mesma conclusão da raça humana, quando os membros começam a se devorar, QUANDO A PRÓPRIA SOCIEDADE NÃO É CAPAZ DE GARANTIR A VIDA DE SEUS MEMBROS. Quando o cientista chegar a essa conclusão óbvia até a alunos de primários, ESTARÁ DESCOBRINDO A RODA, e se candidatando a um prêmio Nobel..

    Segundo, é que se a “seleção natural é verdadeira”, o que não passa de mera ficção, É SÓ ACOMPANHAR ESSES CHIMPANZÉS, e observar quando de um mesmo casal SURJA OUTRA ESPÉCIE não se sabe do quê, O QUE COLOCARIA O PESQUISADOR NO PRIMEIRO DA FILA PARA O PRÊMIO NOBEL. Claro que nenhum idiota vai esperar que isso aconteça, MAS É O QUE DIZ A DOUTRINA.
    Terceiro é que se considera “observação como verdade”. Observa-se que algo acontece com a a tal espécie de chimpanzé, E SE CONCLUI QUE É PROVA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES. Não muito diferente de acreditar que Deus veio aqui e “fabricou Adão e Eva”. Crenças não se discutem.

    Quarto, e mais importante, é que as pesquisas cada vez aponta que a Vida na Terra é um evento circunstancial que a ciência insiste em ignorar, e a religião, a tratar como mera “dádiva de um Deus” inventado pelos criadores. A religião revela sem precisar explicar e provar, e a ciência “só acredita” no que alguém “cientista” diz como é.
    Não se critica as pesquisas etc., mas o conclusão provando a evolução pela seleção natural das espécies. PROVANDO COMO?

    arioba.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s