EVOLUÇÃO E PSICOLOGIA – A FUNDAÇÃO MORAL DEFINE O POSICIONAMENTO POLÍTICO LIBERAL OU CONSERVADOR.

Quadro político americano

Quadro político americano

Em períodos de eleição, as pessoas são influenciadas por uma ampla variedade de forças sociais e emocionais. Algumas delas são consideradas fatores periféricos, indiretos, que influenciam nosso julgamento (Ballew &Todorov, 2007). Nos últimos anos,cada vez mais atenção tem se dado aos aspectos morais na política e na sociedade como um todo.

Os eleitores que votam contra seus próprios interesses materiais são vistos como aqueles que não votam em seus valores, ou na ideia de uma boa sociedade (Lakoff, 2004). A “guerra cultural” que há muito tem marcado a política norte-americana é um choque de visões sobre tais questões morais, e são fundamentais, como a autoridade dos pais, a santidade da vida e do casamento bem como a resposta mais adequada diante das desigualdades sociais. Compromissos ideológicos são compromissos morais; eles não são, necessariamente as estratégias para o auto-enriquecimento.

Pensando nessa proposta de moralidade, e como ela determina nossa preferência política foi que um grupo de pesquisadores da Universidade de Virginia avaliou a Teoria das Fundações Morais originalmente desenvolvida para descrever as diferenças morais entre culturais existentes. Neste projeto, foi feito uma analise de 4 estudos sobre moralidade, concatenados entre si que levam a definir a base da moralidade e como esta define a preferência política. (Artigo: Liberals and Conservatives Rely on Different Sets of Moral Foundations)

Com base no trabalho teórico de Haidt & Graham em 2007, que aplica a teoria de diferenças morais a todo o espectro político dentro dos Estados Unidos eles propõem uma hipótese bastante simples: a de que os liberais políticos constroem seus sistemas morais sobre duas bases psicológicas fundamentais, a do dano/cuidado e equidade/reciprocidade. Já os políticos conservadores constroem sistemas morais mais uniformes, em cinco fundações psicológicas, as mesmas que os liberais, e aspectos ingroup/lealdade, autoridade/respeito e pureza/santidade. Isso quer dizer que essas 5 categorias emergiram evolutivamente em nossa espécie e fazem parte de nosso elenco psicológico que fundamentalmente faz julgamentos morais que podem definir a nossa preferência política.

Mas para entender exatamente o que isso quer dizer é preciso definir os limites do estudo e o que significa liberalismo e conservadorismo.

As opiniões políticas são multifacetadas. Do ponto de vista filosófico o elemento essencial de todas as formas de liberalismo é a liberdade individual (Gutmann, 2001). Os liberais têm historicamente tomado uma otimista visão da natureza e perfeição humana (Sowell,2002),chamada de “visão irrestrita”, em que as pessoas devem ser deixadas tão livres quanto possível para seguir seus próprios cursos de desenvolvimento pessoal.

O conservadorismo, em contraste, é melhor compreendido como uma “ideologia posicional”, com uma reação aos desafios fundadas pela autoridade e instituições que são tão freqüentemente montadas pelos liberais (Muller, 1997). Os conservadores têm tradicionalmente tomado uma visão mais pessimista da natureza humana, acreditando que as pessoas são inerentemente egoístas e imperfeitas. Eles, portanto, mantem o que Sowell chama de “visão restrita”, em que as pessoas precisam das restrições de autoridade, instituições e tradições para viver civilizadamente umas com as outras.

Em termos de suas personalidades, liberais e conservadores têm uma longa lista de modos que correspondem às suas visões conflitantes. Os liberais, em média, são mais abertos à experiências, mais inclinados abuscara mudança e novidade, tanto pessoalmente quanto politicamente (McCrae, 1996). Os conservadores, por outro lado,têm uma preferência mais forte por coisas que são familiares, estáveis e previsíveis (Jost, Nosek, & Gosling, 2008). Para eles, o subconjunto propenso ao autoritarismo também demonstra certa sensibilidade emocional para ameaças à ordem social, que motiva-os a limitaras liberdades em defesa da ordem. Além do ideologia conservadora ser resistência à mudança e aceitação da desigualdade.

O consenso em psicologia da moral tem sido de que moralidade é antes de tudo sobre a proteção de indivíduos. A mais citada definição vem de Turiel (1983), que definiu o moral como domínio de “julgamentos prescritivos da justiça, dos direitos e do bem-estar referentes a como as pessoas devem se relacionar umas com as outras”. Turiel fundamenta esta definição na tradição liberal de teoria política de Kant através de John Stuart Mill a John Rawls.

Quase todas as pesquisas em psicologia moral, são feitas utilizando entrevistas, ressonância magnética (fMRI) ou o uso de dilemas morais para avaliar as pessoas. Geralmente ela se limita a questões de justiça, direitos e bem-estar. Quando a moralidade é equiparada com a proteção individual, as preocupações centrais dos conservadores (e dos povos com culturas não ocidentalizadas), caem fora do domínio moral. Pesquisas na Índia, Brasil e Estados Unidos, por exemplo, descobriram que as pessoas menos ocidentalizadas tratam como questão moral temas como comida, sexo, vestuário e a oração, mesmo quando envolvem nenhum dano a qualquer pessoa (Haidt, Koller, & Dias, 1993).

Shweder, Much, Mahapatra, e Park (1997) propuseram que as elites ocidentais são incomuns na limitação do domínio moral para o que chamaram de “ética da autonomia.” Eles propuseram que moralidade na maioria das culturas, também envolve uma “ética da comunidade” (incluindo bens morais como obediência, dever, interdependência e a coesão de grupos e instituições) e uma “ética da divindade” incluindo bens morais, tais como pureza, santidade, e a supressão de instintos basais da humanidade, os instintos mais carnais. Haidt (2007) sugeriu uma abordagem alternativa para definir moralidade que não exclui preocupações conservadoras e não-ocidentais.

Em vez de especificar o conteúdo de uma decisão verdadeiramente moral ele especifica as funções dos sistemas morais como “sistemas que interliga conjuntos de valores, práticas, instituições e evoluiu mecanismos psicológicos que trabalham em conjuntos para suprimir ou regular egoísmo e tornar a vida social possível. Haidt descreve dois sistemas morais e duas maneiras de suprimir o egoísmo que corresponde a duas visões de Sowell.

Algumas culturas tentaram suprimir o egoísmo, protegendo os indivíduos diretamente (muitas vezes usando o sistema legal) e ensinando as pessoas a respeitar os direitos dos outros indivíduos. Esta abordagem centra-se na individualização dos indivíduos (parece redundante, mas não é) como o cerne do valor moral. Outras culturas tentar suprimir o egoísmo pelo fortalecimento de grupos e instituições e por ligações individuais em papéis e deveres restringindo suas naturezas imperfeitas. Esta abordagem centra-se na ligação do grupo como o locus do valor da moral. A distinção da individualização não corresponde necessariamente a um de esquerda versus direita política para todos os grupos em todas as sociedades.

A esquerda política tem sido, por vezes, associada ao socialismo e ao comunismo, posições que privilegiam o bem-estar da grupo sobre os direitos do indivíduo e que têm, por vezes severamente limitado a liberdade individual. Por outro lado, a direita política inclui libertários e conservadores que favorecem ao indivíduo a liberdade como essencial para o funcionamento do mercado livre (Boaz, 1997).

Por isso, não é possível pensar em ideologia política (ou moral) como um espectro estritamente unidimensional. De fato, é fundamental considera-la como uma força de fundamentos morais que permite as pessoas e as ideologias serem caracterizadas ao longo dessas cinco dimensões citadas anteriormente.

A Teoria das Fundações Morais também tenta reduzira panóplia de valores com uma estratégia diferente, não medindo os valores morai se fator de análise deles, mas na busca das ligações entre a antropologia e as bases evolutivas da moralidade.

Temos a ideia de que as intuições morais derivam de mecanismos psicológicos inatos que co-evoluíram com instituições e práticas culturais (Richerson &Boyd,2005). Estes mecanismos inatos,mas modificáveis, permitem outros agentes socializadores fundar aspectos morais e ensinaras crianças suas virtudes locais,vícios e práticas morais (Marcus, 2004).

Haidt e Joseph (2004) listaram virtudes de muitas culturas e épocas distintas, juntamente com
taxonomias de moralidade da antropologia (Fiske, 1992; Shweder et al., 1997), psicologia (Schwartz & Bilsky, 1990), e teorias evolutivas sobre a sociabilidade humana e de primatas (Brown, 1991; de Waal, 1996). Eles olharam para casos de virtude ou preocupações morais encontradas amplamente (embora não necessariamente universais) em culturas para as quais não foram publicados explicações ou mecanismos evolutivos e/ou psicológicos plausíveis. Dois deles demonstraram uma clara correspondência com a proposta de Turiel (1983) sobre a ética da autonomia. A generalizada obsessão humana com a equidade, reciprocidade e justiças e encaixa bem com os escritos evolutivos sobre altruísmo recíproco (Trivers, 1971). E a preocupação humana generalizada sobre como cuidar, nutrir e proteger indivíduos vulneráveis do mal que se encaixa bem com escritos sobre a evolução da empatia (de Waal, 2008) e ao sistema de afeto (Bowlby, 1969). Estes mecanismos foram marcados pela equidade/reciprocidade e pelo dano/cuidado. Estas fundações correspondem à”ética da justiça” e a “ética do cuidado”, que segundo Gilligan (1982) era um contribuinte independente do julgamento moral.

Haidt e Joseph (2004) verificaram, no entanto, que a maioria das culturas não limita suas virtudes para aqueles que protegem os indivíduos. Eles identificaram três grupos adicionais de virtudes que correspondiam de perto a descrição de Shweder et al. (1997), a descrição dos domínios morais que estão além da ética da autonomia. Virtudes como a lealdade, patriotismo e auto-sacrifício para o grupo, se combinam com uma extrema vigilância para traidores e é demonstrada segundo trabalhos recentes como a evolução da “psicologia de coalizão” (Kurzban, Tooby, & Cosmides, 2001). Virtudes de subordinados (por exemplo, obediência e respeito à autoridade) emparelhada com virtudes de autoridades (tais como liderança e proteção), se combinam com escritos sobre a evolução da hierarquia em primatas (de Waal, 1982) e as formas que a hierarquia humana consolidou mais dependente do consentimento dos subordinados (Boehm, 1999). Estes dois conjuntos compreendem a “ética da comunidade”. E, por último, as virtudes de pureza e santidade que desempenham um papel tão grande em leis religiosas se relacionam a evolução do nojo e sensibilidade de contaminação (Rozin, Haidt, & McCauley, 2000). De fato, as práticas relacionadas à pureza e poluição devem ser entendidas como mais do que as funções de higiene. Tais práticas também têm funções sociais, inclusive demarcando fronteiras culturais do grupo e suprimindo a egoísmo, muitas vezes associado com a natureza carnal da humanidade (luxúria, fome e ganância material), cultivando uma mentalidade mais espiritual (Shweder et al., 1997).

Nos referimos a essas três fundações da moral (ingroup/lealdade,autoridade/respeito e pureza/santidade) como as bases porque eles sugerem ser a fonte das intuições morais dos conservadores e dos religiosos, com ênfase na lealdade da ligação grupal, dever,e auto-controle, de tal forma que pode ser aprendida e ser atraente para muitas pessoas.

Assim, para entender se fundamentos são inatos, ou se podem variar nas pessoas de acordo com a culturas, Marcus (2004) afirmou que inato não significa imutável, mas que os genes criam o primeiro projeto do cérebro, e a experiência depois começa a edita-lo. No estudo essa metáfora de Marcus pode ser usada para o desenvolvimento moral, assumindo que os seres humanos tem as cinco fundações como parte de sua primeira versão evoluída, mas que, como para quase todos os traços, há uma variação hereditária (Bouchard, 2004).

Muitos traços de personalidade relacionados a essas fundações morais já foram demonstrados ser moderadamente hereditários, incluindo a ausência de danos (Keller, Coventry, Heath, & Martin, 2005) e o autoritarismo da direita (McCourt, Bouchard, Lykken, Tellegen, & Keyes, 1999). Essas bases não são valores ou virtudes. Eles são os sistemas psicológicos que dão sentimentos e intuições que fazem histórias locais, práticas e argumentos morais relativamente atraentes durante o processo de edição do sistema nervoso das pessoas. Sendo assim, os sistemas morais surgem como mecanismos de intertravamento de conjuntos de valores, práticas que evoluiu a mecanismos psicológicos “que funcionam para suprimir o egoísmo.

Na pesquisa feita pelos pesquisadores da Universidade da Virginia, 4 estudos analisaram a moralidade do ponto de vista dos liberais e dos conservadores usando diferentes métodos variando em grau e a resposta intuitiva e religiosa. A primeira parte do estudo analisou a Relevância Moral. No estudo os participantes classificaram preocupações relevantes a se fazer julgamentos morais.

Tal método pode ser descontextualizado e apropriado para medir valores morais. Dado os limites de introspecção (Nisbett & Wilson, 1977) e a qualidade intuitiva de muitos julgamentos morais esse método não faz necessariamente medir como as pessoas realmente fazem julgamentos morais. Esses relatórios são melhor compreendidos como auto-teorias sobre o julgamento moral, e eles tendem a ser concordantes com raciocínio explícito durante argumentos morais. Assim, o estudo notou que os liberais avaliariam preocupações relacionadas com os fundamentos individualizando como mais relevante do que faria os conservadores. Isso quer dizer que se o estudo se limitasse a questões relacionadas com danos/cuidado e equidade/reciprocidade (Turiel, 1983), os liberais teriam mais preocupações morais do que conservadores (Emler, Renwick, e Malone, 1983). Ao medir sobre questões relacionadas com os grupos de ligação em conjunto, ou seja, o grupo interno ou inGroup/lealdade, autoridade/respeito e pureza/santidade foi encontrado um padrão complexo.

O pensamento moral de liberais e conservadores não pode ser uma questão de mais contra menos, mas de opiniões diferentes, considerações distintas sobre o que são relevantes para o julgamento moral. As diferenças observadas foram uma função da identidade política e não variou substancialmente ou consistentemente por sexo, idade, renda familiar, ou nível de escolaridade, o que sugere que estes efeitos poderiam ser uma descrição geral das preocupações morais entre a esquerda e para a direita.Essas diferenças entre liberais e conservadores não foram “binárias” e tão pouco absoluta. Participantes de todo o espectro político concordaram com as preocupações individuais são relevantes para julgamento moral.

Como é o caso com a política em geral, a mais dramática evidência para essas hipóteses vieram de partidários nos extremos. As classificações de relevância moral eram auto-avaliações de que fatores individuais permitiriam fazer julgamentos morais; eles não eram julgamentos morais reais. Para isso, a investigação partiu para a segunda parte, a dos Juízos morais.

Nessa parte, manteve-se as avaliações abstratas da moral do estudo 1 e acrescentou-se itens mais contextualizados que poderiam provocar fortemente os tipos de intuições morais que são ditas a desempenhar um papel importante no julgamento moral (Haidt, 2001). Foram criados quatro alvos de julgamento para cada fundação: uma normativa ideal, uma declaração sobre a política do governo, um cenário hipotético e uma virtude positiva.

Além disso, foi pedido ais participantes se definir politicamente em um único item (liberal ou conservador) segundo uma escala. Tudo foi analisado estatisticamente. Para esta parte do estudou-se 2.212 voluntários (62% do sexo feminino, 38% do sexo masculino; mediana de 32 anos). Os dados de 77 participantes foram excluídos devido a altos índices astrológicos.

Na verdade, a segunda parte do estudo replica as diferenças políticas na relevância moral observadas no primeiro estudo. Ela apenas estende o apoio da fundações moral para julgamentos morais concretos. Os liberais foram mais preocupados do que os conservadores sobre questões de danos e justiça, enquanto os conservadores estavam mais preocupados do que os liberais em questões relacionadas ao grupo interno, autoridade e pureza.

Além disso, para ambos, na relevância moral e julgamentos morais foram observados os efeitos em ambas as identidades políticas explícitas e implícitas. A identidade política implícita contribuiu preditivamente para a medida de juízos morais em todos os cinco fundamentos, mas ocorreu de forma mais fraca para a medida de relevância moral. Isto sugere que os juízos morais são influenciada por mais do que auto-teorias explícitas de relevância moral. Pedir a alguém sua identidade política foi amplamente suficiente para prever o que disse que seria relevante para eles na tomada de julgamentos moral.

Na terceira parte do estudo, analisou-se conflitos de escolha, ou seja os Trade-Offs da moralidade. Esses julgamentos morais mais pessoais eram mais viscerais do que havia sido feito nas partes um e dois do experimento. Tetlock e seus amigos (2000) definem valores sagrados como “qualquer valor que uma comunidade moral explícita ou implicitamente trata como possuindo infinito significado transcendental que impede comparações, trade-offs, ou mesmo qualquer outra mistura com valores limitados ou seculares”.

Os participantes foram confrontados com escolhas que envolviam trocas de um valor sagrado (como a vida humana), valores profanos (como roubar dinheiro de um hospital) apresentando resistência a tarefa e aos sentimentos de “poluição” posteriormente. Foram geradas cinco violações tabu potenciais para cada fundação moral.

Os resultados apoiaram a hipótese de fundamentos morais: liberais recusaram-se a fazer concessões sobre a maioria dos itens individuais, mas estavam mais dispostos a realizar ações que violaram a três fundações obrigatórias. Os conservadores, em contraste, mostraram uma maior preocupação e tiveram maior relutância do que os liberais em aceitar dinheiro para agir de maneiras que violariam InGroup, autoridade e pureza.

Liberais geralmente justificam as regras morais em termos das suas consequências para os indivíduos; eles são bastante acostumados a equilibrar interesses concorrentes e fazer ajustes finos a instituições sociais para maximizar a sua utilidade social. Os conservadores, ao contrário, são mais propensos a respeitar as regras transmitidas por Deus (por religiosos conservadores) ou de gerações anteriores (Muller, 1997).

Os conservadores são mais frequentemente atraídos para sistemas morais deontológicos. em que não se deve quebrar as regras morais, mesmo quando as consequências, em geral, são positivas (Graham, Nosek, Haidt, Hawkins, e Iyer, 2008).

Liberais tiveram as piores pontuações em sacralidade em todos os cinco fundamentos. Libertários podem até apoiar o Partido Republicano por razões econômicas, mas em seus fundamentos morais foi visto que eles estão mais próximos dos liberais do que os conservadores.

Na última parte do estudo foram analisados Textos Morais. Liberais e conservadores usam palavras diferentes para criar quadros abrangentes que fazem as políticas parecerem moralmente boas ou más. Primeiro, foram analisados os candidatos Republicanos e Democratas e seus respectivos discursos. Discursos que foram tão cheio de propostas de políticas, e de apelos morais para o centro político do do país. Um dos procedimentos foi a contagem de simples palavras de seus discursos.

Foram identificados denominações cristãs tanto em conservador quanto liberalismo, e os sermões foram transcritos. Em seguida analisados o uso da palavra relacionado com cada um dos cinco fundações morais usando o programa estatístico Linguistic Inquiry and Word Count Program (LIWC).
Os percentuais brutos mostram os efeitos previstos para quatro dos cinco fundamentos: os liberais usado palavras como “danos” e “equidade” com mais freqüência do que os conservadores, enquanto que os conservadores usaram palavras de “autoridade”e “pureza” com maior freqüência do que liberais. Descobrimos que oradores liberais expressaram preocupações mais em linha com os danos e equidade do que o discurso dos conservadores que se preocupam mais como grupo interno, autoridade e pureza.

Esses quatro estudos encontraram apoio na hipótese de fundação moral nos quatro métodos diferentes: avaliações de relevância moral, julgamentos morais, falta de vontade de violar os fundamentos em troca de dinheiro e o uso de palavras em sermões religiosos.

Em todos os quatro estudos, a moralidade liberal estava principalmente preocupada com os danos e a justiça, ao passo que preocupações morais dos conservadores foram distribuídos mais uniformemente por todas as cinco bases. Estes resultados ajudam a explicar por que os liberais e conservadores discordam em tantas questões morais e muitas vezes acham difícil entender como uma pessoa ética conseguia manter suas crenças. Liberais e conservadores baseiam seus valores morais, juízos, e os argumentos em diferentes configurações das cinco fundações.
A psicologia do dano/cuidado e equidade/reciprocidade tem sido estudada por psicólogos morais por décadas nos trabalhos sobre raciocínio moral, a empatia e a teoria da equidade Walster, Berscheid, & Walster, 1976). A investigação relativa as três fundações de ligação,no entanto,na maior parte examinou-ascomo fonte de imoralidade.

A psicologia ingroups foi estreitamente relacionado com a psicologia do racismo (Allport, 1954; Brewer,2007); a psicologia da autoridade tem sido estudada como a psicologia do fascismo e cega obediência (Altemeyer, 1996; Milgram, 1974);e a psicologia de pureza e do nojo tem sido relacionada coma psicologia do estigma (Crocker &Major,1989).

As bases da moral podem certamente motivar comportamentos horríveis, mas um tema comum nas pesquisas recentes sobre moralidade é que os mecanismos psicológicos da moral são muitas vezes uma espada de dois gumes (de Waal, 1996). A reciprocidade, por exemplo, está subjacente tanto a justiça quanto a vingança (Frijda, 1994). A religião traz o melhor e o piornas pessoas (Wilson, 2002). A psicologia moral completa deve incluir dentro de sua esfera de ação dos grandes temas, virtudes,e os fenômenos que tanto os liberais, quanto conservadores acreditam ser parte de sua moralidade.

No que diz respeito a integração com outras teorias, os cinco fundamentos morais fornecem uma taxonomia para as bases dos juízos morais, intuições e preocupações. Essas taxonomias são os blocos de construção da teoria, metáforas organizadoras que oferecem um veículo para as teorias e exercem um poder explicativo sobre comportamento humano.

Se o objetivo é descrever o discurso moral em todas as culturas, as três éticas funcionam bem e são totalmente compatíveis com os cinco fundamentos: a “ética da autonomia” é gerada pelo dano e fundações equidade; a “ética da comunidade baseia-se nos fundamentos InGroup e autoridade; e a “ética da divindade” é construído sobre a pureza. Se a meta é descrever padrões de relações sociais, então os quatro modelos de Fiske (1992) funcionam bem, e dois deles são partidas diretas para dois as cinco fundações.

Estrutura fatorial das bases morais é uma nova teoria da moralidade que afirma um novo fator estrutural utilizando o itens de medição e grandes tamanhos de amostrados estudos 1-3 para criar modelos de equações estruturais de diferentes análises fatoriais confirmatórias. O suplemento mostra que os modelos com cinco fatores tiveram uma significativa melhoria (pesando tanto em forma quanto em parcimônia) ao longo de três outros modelos: (a) um modelo de moralidade de fator único, (b) de dois fatores de modelo individualizante de fatores distintivos (dano-equidade) e vinculativos (ingroup-autoridade-pureza), e (c) um modelo de três fatores correspondentes para três da ética da autonomia (dano-justiça), da comunidade (ingroup-autoridade), e divindade (Pureza) (Shweder et al. 1997)

Comparações do modelo foram calculadas utilizando o programa FITMOD e os estudos 1, 2, 3 basearam-se em grandes amostras heterogêneas em idade, escolaridade, renda e ocupação dentro dos Estados Unidos.

Partindo do princípio de que as influências de seleção são semelhantes dentro da
amostra, podemos confiantemente interpretar comparações internas, mas não se pode inferir que as encostas e os meios específicos servirão como estimativas dos parâmetros precisos dos EUA ou da população em todo o mundo. Essas inferências requerem amostragem representativa. As conclusões sobre moralidade em liberais e conservadores dependem não apenas das amostras estudadas, mas sobre os itens específicos que foram escolhidos para a medição. A consistência entre as quatro medidas(relevância, julgamentos,tabu trade-offs, e análise de texto) fornece certa confiança para a robustez destas conclusões.No entanto, ainda é necessário um trabalho de validação que garanta que todos esses itens estão discriminando e medindo os fundamentos,como pretendido.

Uma investigação mais ampla destes e de outros fundamentos potenciais também se faz necessária para garantir que diferenças liberais e conservadores sejam caracterizadas corretamente.
Embora o estudo tenha mensurado a identidade política implicitamente, bem como explicitamente, não foi investigado se diferenças de fundamentos morais existentes implicitamente, bem como de forma explícita. O modelo social-intuicionista de Haidt, juntamente com a recente estudos de questões morais mostram que o julgamento moral depende claramente de processos automáticos.

No estudo 1, é provável que a relação entre política e fundamentos morais possa variarem algum grau em diferentes contextos culturais. Identificar a situação social,fatores econômicos, ecológicos e históricos que criam tais variações pode enriquecer nosso entendimento da moralidade,da política e das conexões entre elas. O trabalho experimental é necessário para compreender melhor a natureza das relações causais que temos encontrado, como identificar coma esquerda ou a direita política se relacionam; ou entender quais preocupações morais vêm em primeiro lugar; ou ainda, entender se há influência recíproca ou mesmo de uma terceira variável na moralidade.

Sociedades ocidentais estão cada vez mais diversificadas, e com essa diversidade e multiculturalização vem ideais divergentes sobre a melhor forma de regular o egoísmo e sobre como devemos viver juntos.

.

Referências

Ballew, C. C., & Todorov, A. (2007). Predicting political elections from rapid and unreflective face judgments. Proceedings of the National Academy of Sciences, USA, 104, 17948–17953.
Lakoff, G. (2004). Don’t think of an elephant! Know your values and frame the debate: The essential guide for progressives. White River Junction, VT: Chelsea Green.
Haidt, J., & Graham, J. (2007). When morality opposes justice: Conservatives have moral intuitions that liberals may not recognize. Social Justice Research, 20, 98–116.
Gutmann, A. (2001). Liberalism. In N. J. Smelser & P. B. Baltes (Eds.), International Encyclopedia of the Social and Behavioral Sciences. New York: Elsevier.
Trivers, R. L. (1971). The evolution of reciprocal altruism. Quarterly Review of Biology, 46, 35–57.
Sowell, T. (2002). A conflict of visions: The ideological origins of political struggles. New York: Basic Books.
Muller, J. Z. (1997). What is conservative social and political thought? In J. Z. Muller (Ed.), Conservatism: An anthology of social and political thought from David Hume to the present (pp. 3–31). Princeton, NJ: Princeton University Press.
McCrae, R. R. (1996). Social consequences of experiential openness. Psychological Bulletin, 120, 323–337.
Jost, J. T., Nosek, B. A., & Gosling, S. D. (2008). Ideology: Its resurgence in social, personality, and political psychology. Perspectives on Psychological Science, 3, 126–136.
Turiel, E. (1983). The development of social knowledge: Morality and convention. Cambridge, United Kingdom: Cambridge University Press.
Haidt, J., Koller, S., & Dias, M. (1993). Affect, culture, and morality, or is it wrong to eat your dog? Journal of Personality and Social Psychology, 65, 613–628.
Shweder, R. A., Much, N. C., Mahapatra, M., & Park, L. (1997). The “big three” of morality (autonomy, community, and divinity), and the “big three” explanations of suffering. In A. Brandt & P. Rozin (Eds.), Morality and health (pp. 119–169). New York: Routledge.
Boaz, D. (1997). Libertarianism: A primer. New York: Free Press.
Richerson, P. J., & Boyd, R. (2005). Not by genes alone: How culture transformed human evolution. Chicago: University of Chicago Press.
Marcus, G. (2004). The birth of the mind. New York: Basic Books.
Haidt, J., & Joseph, C. (2004). Intuitive ethics: How innately prepared intuitions generate culturally variable virtues. Daedalus: Special Issue on Human Nature, 133(4), 55–66
Fiske, A. P. (1992). Four elementary forms of sociality: Framework for a unified theory of social relations. Psychological Review, 99, 689–723.
Brown, D. E. (1991). Human universals. Philadelphia: Temple University Press.
de Waal, F. B. M. (1982). Chimpanzee politics. New York: Harper & Row.
de Waal, F. B. M. (1996). Good natured: The origins of right and wrong in humans and other animals. Cambridge, MA: Harvard University Press.
Bowlby, J. (1969). Attachment and loss: Vol. 1. Attachment. New York: Basic Books.
Gilligan, C. (1982). In a different voice: Psychological theory and women’s development. Cambridge, MA: Harvard University Press.
Kurzban, R., Tooby, J., & Cosmides, L. (2001). Can race be erased? Coalitional computation and social categorization. Proceedings of the National Academy of Sciences, USA, 98, 15387–15392.
Boehm, C. (1999). Hierarchy in the forest: The evolution of egalitarian behavior. Cambridge, MA: Harvard University Press.
Rozin, P., Haidt, J., & McCauley, C. R. (2000). Disgust. In M. Lewis & J. M. Haviland-Jones (Eds.), Handbook of emotions (2nd ed., pp. 637–653). New York: Guilford Press.
Bouchard, T. J. J. (2004). Genetic influence on human psychological traits: A survey. Current Directions in Psychological Science, 13, 148–151.
Keller, M. C., Coventry, W. L., Heath, A. C., & Martin, N. G. (2005). Widespread evidence for non-additive genetic variation in Cloninger’s and Eysenck’s personality dimensions using a twin plus sibling design. Behavior Genetics, 35, 707–721.
McCourt, K., Bouchard, J. B. J., Lykken, D. T., Tellegen, A., & Keyes, M. (1999). Authoritarianism revisited: Genetic and environmental influences examined in twins reared apart and together. Personality and Individual Differences, 27, 985–1014.
Nisbett, R. E., & Wilson, T. D. (1977). Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes. Psychological Review, 84, 231–259.
Emler, N., Renwick, S., & Malone, B. (1983). The relationship between moral reasoning and political orientation. Journal of Personality and Social Psychology, 45, 1073–1080.
Tetlock, P. E. (2003). Thinking about the unthinkable: Coping with secular encroachments on sacred values. Trends in Cognitive Science, 7, 320– 324.
Muller, J. Z. (1997). What is conservative social and political thought? In J. Z. Muller (Ed.), Conservatism: An anthology of social and political thought from David Hume to the present (pp. 3–31). Princeton, NJ: Princeton University Press.
Graham, J., Nosek, B. A., Haidt, J., Hawkins, C. B., & Iyer, R. (2008). The persistence of the gut: Deontological carryover and political ideology. University of Virginia.
Walster, E., Berscheid, E., & Walster, W. G. (1976). New directions in equity research. In L. Berkowitz (Ed.), Advances in experimental social psychology (Vol. 9, pp. 1–42). New York: Academic Press.
Allport, G. W. (1954). The nature of prejudice. Reading, MA: Addison-Wesley.
Altemeyer, R. A. (1996). The authoritarian specter. Cambridge, MA:Harvard University Press.
Crocker, J., & Major, B. (1989). Social stigma and self-esteem: Theself-protective properties of stigma. Psychological Review, 96, 608–630.
Frijda, N. H. (1994). The lex talionis: On vengeance. In S. H. M. Van Goozen, N. E. van der Poll, & J. A. Sargeant (Eds.), Emotions: Essayson emotion theory (pp. 263–289). Hillsdale, NJ: Erlbaum.
Wilson, D. S. (2002). Darwin’s cathedral: Evolution, religion, and the nature of society. Chicago: University of Chicago Press.

One thought on “EVOLUÇÃO E PSICOLOGIA – A FUNDAÇÃO MORAL DEFINE O POSICIONAMENTO POLÍTICO LIBERAL OU CONSERVADOR.

  1. Longo trecho para mostrar como os cientistas vêem a moral e a ética.
    Primeiro, que sequer definem ou entendem do que se fala. Daí coisas como moral e ética da esquerda ou direita, faltou ainda falar sobre de cima ou de baixo, da frente ou de trás. Depois fala do eleitor como se tivesse “direito de escolher” em quem votar. E por fim, se entende que o voto, mesmo que encabrestados nos respecitos currais eleitorais, leva à justiça. Há até cientistas PhDs que lascam que a essência da democracia é a existência dos partidos!

    O mundo humano desde Adão e Eva vive da dupla que comanda as sociedades, O CACIQUE E O PAJÉ. Tudo começou quando o pajé “religioso” determinou que ele era intérprete de Deus, e que o cacique era o “próprio” ou seu preposto, E DE LÁ PARA CÁ, ´POLÍTICA SIGNIFICOU “MENTIR PARA GOVERNAR”, e isso se tornou a “moral científica da política”. Agora estamos sob a égide de “cacique economês” QUE ADOTOU O DEUS “DINHEIRO”, evidentemente sob o comando dos banqueiros, como antes era de algum Papa ou bispo ou chefe religioso qualquer.

    Primeiro com o sistema patriarcal classicamente dependente de um cacique
    guerreiro como ‘super-homem” capaz de derrubar qualquer “concorrente”, como o “lobo que disputa a sua turma”, até que surgiu um franzino Davi que com rústico estilingue derrubou o mais valente e forte “concorrente” inimigo e se tornou rei de dois povos, com uma simples pedrada na cabeça do gigante. Depois surgiram os sábios gregos que contestaram os estúpidos religiosos nas suas interpretações sobre o Universo Material, a política etc. e quase em paralelo, Cristo contestando os mesmo idiotas religiosos sobre que entendemos por Universo Espiritual E disseram o que se entendeu como “democracia” e “justiça divina”, e hoje se confunde com “governos democráticos” pelo sufrágio do voto popular, encurralado pelos partidos, O comunismo chegou ao cúmulo da “democracia de partido único” QUE ESCOLHE QUEM VAI GOVERNAR, e o idiota povo acha que está escolhendo o “melhor” colocando uma cédula numa urna como mandam OS PATRIARCAS, até descobrir que escolheu um vagabundo qualquer para governá-lo!.
    Antes quem comandava os currais eleitorais era a simples “herança genética de governos” através dos pajés religiosos em nome de um deus que eles mesmos inventavam. Agora, cientificamente quem comanda são os pajés banqueiros, que comandam o dinheiro, e sem dinheiro se morre de fome, de guerras, de injustiças etc. etc. APENAS SE MUDARAM OS PAJÉS, OS CACIQUES CONTINUAM OS MESMOS. e esses mesmos banqueiros definem e determinam o que “os ciedntistas devam dizer ou fazer”, e achamos que a ciência resolve tudo. E aí os cientistas quebram cabeça para explicar como se vota de forma moral e ética, sem sequer definirem o que entendem por isso.

    E O PARADIGMA DE QUALQUER RELIGIÃO DIZ PURA E SIMPLESMENTE QUE SE CADAS INDIVÍDUO FOR MELHOR, A SOCIEDADE COMO RESULTADO TAMBÉM SERÁ MELHOR. E algumas religiões até mostram caminhos para isso, COMO OS 10 MANDAMENTOS, que cada um há que entender e praticar como sua própria evolução intelectual lhe permita fazer. OS 10 MANDAMENTOS NÃO FORAM FEITOS PARA O JOAQUIM, O MANUEL, O NERO, O REI ARTUR, A RAINHA ELIZABETH, OU NAPOLEÃO, STALIN E HITLER, OU KENNEDY, OBAMA OU PERON E ASSIM POR DIANTE, mas para cada um na condição da razão para usar o livre arbítrio da escolha, ONDE SE TORNA POSSÍVEL E VIÁVEL, e esse foi o avanço político da humanidade, lançado pelos gregos, ATRAVÉS DOS MELHORES ESCOLHE O MELHOR COMO GOVERNANTE. Isso se faz em qualquer Força Armada desde Adão e Eva, na Igreja Católica desde sua “fundação por um imperador romano” (a mentira diz que foi obra de Cristo, que nunca fundou igreja alguma, era um “crente de seu templo”, ainda que o contestasse também).
    O cacique e o pajé assumiram que “eles sabem o que é ser bom ou ruim, melhor ou pior etc.”, e até hoje os religiosos nas suas igrejas e os cientistas nas empresas ou instituições, SAEM POR AÍ DIZENDO QUE SEJA MORAL E ÉTICO, sem sequer definirem “como lei”, o que entendem por isso. No comunismo isso chegou ao cúmulo do pajé burocrata definir para o povo o que tem de comer, de vestir, de usar como carro etc., e deu no que deu na própria falência burra e idiota.

    MORAL SIGNIFICA A LEI CORRETA, ACATADA E CUMPRIDA SEMPRE, seja rei rainha, patrão, empregado, padre, médico, engenheiro, benfeitor ou ladrão. ÉTICA SIGNIFICA A LEI DA ETERNA EVOLUÇÃO, tanto na lei como no cumprimento dela,.ENTÃO, POLITICAMENTE CORRETO SIGNIFICA LEI CORRETA, ETERNA E ACIMA DE TUDO CUMPRIDA, o resto é papo furado de cacique e pajé para enganar o trouxa idiota que vota nele, nos sufrágio do voto de curral. E já foi uma melhora sobre o tribalismo do rei imposto pelo “gene” da herança, como se filho de Pelé fosse outro Pelé, e sabemos que não é, até na prática comum. Mas os cientistas ainda acreditam que os genes definem até nossos reis, rainhas, presidentes etc., COMO OS RELIGIOSOS FAZIAM HÁ POUCO TEMPO em nome do deus que inventavam. Parece que o homem fica mais burro, à medida que apenas com sua inteligência, sem a evolução moral e ética em paralelo.

    Sem a moral do cumprimento das leis que devem ser eternas ainda que “em evolução”, e da ética que leva a essa evolução, confundimos Jesus com Genésio, tanto nos templos religiosos como nos templos científicos, e continuamos nos engando acreditando neste ou naquela pajé com seu respectivo deus.
    E qualquer religião, que não significa de fato sua respectiva igreja, diz simplesmente que moral é cumprir leis, PRIMEIRO AS DA NATUREZA, DEPOIS A DOS HOMENS QUE DEVEM SE ADEQUAR ÀS PRIMEIRAS, e isso significa a tal “vontade de Deus”, que se precisasse de fato de “vontades”, sequer poderia ser deus de porcaria alguma.

    arioba.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s