GRAND CANYON FURA O OLHO DA TERRA JOVEM.

Alguns mitos sobre o Grand Canyon são expostos por entidades religiosas que se disfarçam de cientistas e acabam prestando um desserviço à geologia e a divulgação dos conhecimentos realmente científicos. É a famosa filosofia dos perdedores; se não pode vencê-los, deturpe.

Grand Canyon. CLique para ampliar

Grand Canyon. CLique para ampliar

Muitos mitos sobre o Grand Canyon foram criados com o intuito de disseminar posicionamentos de grupos religiosos literalistas fundamentalistas, ou na tentativa de recrutar pessoas para movimentos anti-ciência. Geralmente, grupos anti-ciência, fazem isto espalhando falsas alegações, como o caso anti-vacina de Andrew WakeField, ou conceitos religiosos como se fossem validados cientificamente, alegando em nome de grupos verdadeiramente acadêmicos que certas teorias científicas foram refutadas. Geralmente atacam a geologia, teoria da evolução, Big Bang e mais recentemente as mudanças climáticas e até as vacinas.

No caso da geologia, eles fazem por que esta ciência bem consolidada apresenta evidências de uma Terra datada em bilhões de anos, e não de 6 mil anos como pregam entidades religiosas, em especial os criacionistas e proponentes do Design inteligente (no Brasil isso ocorre em geral com este último movimento pseudocientífico que deixa claro a associação entre criacionismo e Design inteligente da terra jovem). Veja Design Inteligente e Criacionismo – Farinha do mesmo saco.

Geralmente eles distorcem artigos científicos ou alegam que paradigmas foram refutados, descartados, ainda que claramente, não tenham sido. Afirmam que sua cosmovisão (mascarada de ciência) é o modelo que melhor explica os fenômenos naturais, embora não haja artigos científicos que sustentem suas ideias.

O caso mais comum nos Estados Unidos é o uso do Grand Canyon como se fosse um exemplar que sustenta crença na Terra Jovem.

Aqui, vamos discutir algumas dessas alegações que se apresentam como verdades absolutas, mas que não passam de mitos ou exemplos de pseudocientificismo já que os artigos científicos da geologia são categóricos e claros no que se refere á idade da terra; 4,54 bilhões de anos. A geologia do Grand Canyon espeta a menina dos olhos dos criacionistas da terra jovem.

Para nossa abordagem sobre o mito da criação do Grand Canyon segundo os criacionistas escolhemos dois textos do Institute for Creation Research (ICR), liderado por John D. Morris, filho de Henry Morris, considerado o fundador do movimento criacionista “científico”.

Um terceiro texto que tratada do método de datação do autor Andrew Snelling já foi discutido anteriormente e portanto é um amostra do tipo de distorção e aberrações metodológicas que vamos ver nesses textos.

No ICR é bastante comum autores apresentarem seus dados como se fossem cientificamente testados, com um layout da página que lembra uma revista científica, mas com um conteúdo profundamente literalista, sem artigos publicados e sem metodologia (como é o caso dos textos que vamos analisar).

Nenhum dos textos que vamos analisar tem qualquer matriz de dados, metodologia ou cálculos que corroborem as afirmações de que os dados foram coletados em campo e foram analisados cientificamente.

Por uma regra do NetNature, discutiremos os textos dando seus respectivos títulos traduzidos e o nome dos autores, mas nenhum link de direto acesso a estes textos serão disponibilizados nesta presente análise, pois foge de nossa filosofia, uma vez que nosso compromisso é divulgar ciência e patrocinar o ensino científico e não divulgar pseudociência com conteúdo referente a uma visão compatível com o analfabetismo científico. Fica a critério de cada leitor procurar (ou não) pelos textos aqui analisados.

Os autores são bastante conhecidos; o já citado John D. Morris, defensor claro da Terra Jovem e do dilúvio bíblico. Foi um dos homens consultados quando supostamente havia se encontrado os restos da arca de Noé no Monte Ararat. Embora seja um defensor de tal proposta concluiu que os restos não correspondiam a Arca de Noé. Ele é autor de diversos livros de cunho religioso referentes a Arca de Noé e embora tenha doutorado em geologia trabalha exclusivamente na procura da Arca e divulgando textos do ICR. Claramente nota-se que sua proposta é religiosa e não científica, até pelo discurso que ele apresenta com conclusões tendenciosas sem qualquer referência científica de fato.

O outro autor é Brian Thomas, biólogo mestre em biotecnologia e da aula para ensino médio em escolas religiosas no Texas (Veja o caso abominável do Texas onde Criacionismo e Design Inteligente não respeitam as leis referentes ao ensino público). Ele foi escritor do ICR.

O Mito criacionista para o Grand Canyon

O primeiro texto que vamos analisar chama-se “Grand Canyon – Ele realmente exibe a evolução e a Terra Velha?” cujo autor é John D. Morris. Para tal análise selecionamos alguns pontos deste texto para discutir:

“In school, Grand Canyon was “Exhibit A” for evolution, uniformity, and billions of years”

Na escola, o Grand Canyon era como uma prova para a evolução, uniformidade, e bilhões de anos”.

Vale uma descrição do que é o Uniformitarismo e o Catastrofismo.

O catastrofismo (eventualmente chamado de “Teoria” catastrofista), surgiu da obra do geólogo Georges Cuvier (1769-1832). Para ele, havia descontinuidades importantes e impactantes na geologia e nos conjuntos faunísticos verificados nos fósseis. Ele chamou isso de “extinções em massa”, e interpretou tais catástrofes como mecanismos propulsores de novos conjuntos faunísticos que iriam viver até uma nova catástrofe. Esta proposta marcou muito o pensamento geológico até meados do século XIX, porque foi a primeira vez que se assumiu que espécies entravam em extinção (o que representaria a falibilidade de uma obra divina), mas principalmente porque explicava não só as citadas descontinuidades faunísticas, mas também as alterações ocorridas na Terra como tendo sido causadas por acontecimentos súbitos, especialmente inundações. Essa conclusão, Cuvier retirou a partir da ocorrência de fósseis marinhos em regiões muito afastadas do mar. Algumas pessoas de sua época começaram a ver estes fenômenos como castigos provenientes de Deus.

O Uniformitarismo é definido como uma proposta de interpretação dos eventos passados com base nos mesmos eventos geológicos que ocorrem no presente. De fato, não há evidência alguma de que eventos no passado eram distintos dos atuais e que esses eventos exclusivos tenham sido especialmente selecionados para modelar os conjuntos faunísticos subsequentes. É uma corrente de pensamento geológico criada nos séculos XVIII e XIX, com destaques importantes, como James Hutton (1726-1797), John Playfair (1748-1819) e Charles Lyell (1797-1875). Ele também é chamado de Princípio das Causas Atuais, ou de Atualismo, e hoje é unanimemente considerado como uma das bases fundamentais da geologia moderna. Somente as vertentes criacionistas adotam o catastrofismo como forma conveniente para explicar um evento sobrenatural e justificar o injustificável em uma terra jovem com literalismos bíblicos.

O Conde Buffon (1707-1788), que estudou a campo e experimentalmente a geologia em sua época conseguiu fundir areia obtendo material rochoso, coeso e rígido a partir de colunas altas usando pressão e calor. Com esta experimentação precursora do Uniformitarismo, ele combinou materiais e processos físicos e químicos atuais e inferiu que rochas dos processos geológicos eram fruto de transformações. Posteriormente, outro pai da geologia, James Hutton, apontou essa ideia para a teoria da evolução e que foi corroborada por Charles Darwin (Concept of Uniformitarianism).

Portanto, aplicar o catastrofismo (um conceito já descartado e refutado, nada convencional na geologia moderna), é uma tentativa desesperada de abrir uma justificativa para dizer apenas um evento catastrófico é responsável pela origem de todos as espécies atuais a partir de uma “evolução” baraminológica ocorrida em apenas 6 mil anos. Para os criacionistas, este evento é o Dilúvio.

“No one can scientifically “prove” any view of history, creation or evolution, old earth or young earth, uniformity, or Noah’s flood. The best we can do is to identify our view of history, interpret the evidence within that view, and see which view does the best job”.

Ninguém pode cientificamente “provar” qualquer ponto de vista da história da criação ou evolução, Terra velha ou Terra jovem, uniformidade, ou o dilúvio de Noé… O melhor que podemos fazer é identificar a nossa visão da história, interpretar a evidência dentro desse ponto de vista, e ver qual é a opinião do melhor trabalho.”

Aqui, Morris apresenta claro desconhecimento do que é o método científico. Ele dissemina duas alegações completamente falsas; a de que não é possível constatar nenhuma das propostas e que tudo não passa de uma visão pessoal. Essas duas concepções são absurdamente erradas.

A ideia de que não se pode inferir ou testar a forma na qual ocorreu a sedimentação das rochas e suas camadas estratigráficas é uma tentativa de transformar algo evidenciado direta e indiretamente em algo que foge dos princípios básicos da filosofia básica da ciência. O que era possível de ser constatável nas afirmações criacionistas pontuaram a favor da geologia convencional  evolução.

Sim, é possível verificar, inferir e consolidar paradigmas ao analisar a composição das rochas e a taxa de sedimentação. Alias, é nisso que a geologia se fundamenta, o estudo da estratificação do solo ao longo do tempo geológico. Como geólogo John D. Morris deveria retornar as primeiras aulas do curso de geologia e filosofia da ciência para tentar entender o que estuda esta ciência na qual ele se graduou.

É possível sim verificar e constatar as afirmações da geologia, razão pela qual o uniformitarismo é vigente academicamente na geologia atual. As datações, a disposição das camadas sedimentares, a disposição de fósseis de grupos biológicos são coerentes com a teoria da evolução e demonstram que a forma nas quais as camadas sedimentares se assentaram exigiu milhões de anos. As taxas de decaimento radioativo dos elementos radioativos de rochas ígneas (basálticas ou graníticas), ou seja, de origem vulcânica ofertam-nos com datas em escala de milhões e bilhões de anos. Mesmo Buffon, datou a Terra usando um princípio básico da física; o tempo de dissipação de calor de uma esfera. Embora sua datação tenha sido errada, ainda sim ela supera (e muito) a datação da Terra dada pelos criacionistas. Buffon calculou a idade da Terra usando esferas de mesmo diâmetro feitas de diferentes materiais. Ele calculou o tempo que cada uma delas demorava para resfriar. Depois fez o mesmo calculo considerando a geologia da Terra e seu diâmetro. Assim ele datou a Terra em 70 mil anos. Apesar de errada, a datação feita por ele partiu de um princípio físico, científico e não metafísico sobrenatural como fazem os criacionistas. Um princípio muito inteligente apesar de errado.

O segundo comentário de Morris é uma tentativa de reduzir a produção de conhecimento científico a uma esfera ideológica, ou, que tudo não é nada mais do que uma “filosofia de vida”, uma crença.

A ideia criacionista é uma cosmovisão, a da ciência não. O conhecimento científico surge e pouco importa se suas convicções pessoais estão de acordo com ele, ou não, sejam elas dogmáticas ou pessoais. Esse é o sapo que os criacionistas não conseguem engolir a mais de 150 anos. O conhecimento científico não é democrático. A anticiência pode negar a teoria da gravidade ou a da evolução; não significa que os criacionistas vão voltar para suas casas flutuando ou estacionar a dinâmica de atuação dos genes homólogos com chimpanzés que eles (eu e você) carregamos no genoma.

Todo este cenário ocorre porque o criacionismo carece de evidências que sustentem seu mito. Uma vez que tudo que era possível de ser testado e constatado mostrou-se a favor do uniformitarismo e de uma escala de tempo em bilhões de anos, sobrou apenas um sapo para engolir e uma tentativa infantil desses grupos de reduzir o conhecimento acadêmico a uma cosmovisão. Chamando tudo de ideológico ou naturalismo filosófico, quando em ciência o que se tem são modelos paradigmáticos. Nela, o que é afirmado precisa ser respaldado por artigos, e o criacionismo carece deste tipo de respaldo.

“Well, there is room to doubt, and even many old-earth advocates are revising their views. Now many geologists who study the Canyon are talking about catastrophic deposition.”

“Bem, não há margem para dúvidas, e mesmo muitos defensores da Terra antiga estão revendo as suas opiniões. Agora, muitos geólogos que estudam o Canyon estão falando sobre a deposição catastrófico”.

Sempre há margem para dúvidas e questionamentos, existem muitas descontinuidades entre muitas plataformas geológicas do Grand Canyon. Elas são discutidas e concorridas entre geólogos uniformitaristas. Não existe concorrência entre a geologia convencional e o catastrofismo criacionista porque a resposta que o criacionismo oferece não é científica. Essa correspondência simplesmente não existe. Não há equivalência entre ciência e religião literalista.

O que eles oferecem já foi derrubado a séculos atrás, pouco depois de Cuvier. A datação feita por James Ussher (de que a Terra foi criada por Deus dia 23 de outubro do ano 4004 a.c) não tem respaldo algum. A datação radiométrica é unanime, não há concorrência, duelo, disputa entre a ciência e pseudociência criacionista. Essa é uma falsa premissa que o autor tenta embutir para garantir novos defensores dessas visões analfabéticas científicas literalistas e fundamentalistas.

Lacunas geológicas que podem ser questionadas precisam de artigos científicos que derrubem as hipóteses e teorias vigentes; coisa que o criacionismo não faz. Portanto, não há correspondência com a ideia de que o Grand Canyon vem mudando a forma de pensar dos geólogos. O catastrofismo está morto, tal como Georges Cuvier.

Catastrophic deposition:…Evidence of underwater turbidity currents is found in the Tapeats Sandstone, the Redwall Limstone, and others.”

“Deposição catastrófica:…Evidência de correntes de turbidez subaquáticas é encontrado no Arenito de Tapeats, o Redwall limstone”.

Analisaremos primeiramente o caso da turbidez da água. O problema desta afirmação é referente a Formação de Tapeads que é constituída por granito. Este granito faz a base do complexo de Gorges.

O granito é um tipo comum de rocha ígnea de grão fino, médio ou grosseiro, composto essencialmente por quartzo, mica e feldspato e zircão, ou ainda de outros minerais. É normalmente encontrado nas placas continentais da crosta terrestre. Por ser um sólido resistente é muito usado como pedra para a construção civil em forma de pedra britada.

Por ser uma formação de granito, uma rocha ígnea, é possível fazer a datação com precisão (525 milhões de anos), é mais resistente e apresenta poucas erosões (There’s Only One Grand Canyon). Rochas ígneas geralmente tem uma maior resistência.

No Brasil, as depressões periféricas da bacia do Paraná são intercaladas de arenito (eventualmente com registros de paleo-dunas) do Triássico, e de rochas ígneas, como o basalto. Este último é responsável pela formação de disjunções colunares quando ocorre o resfriamento, e nas formações por onde escorre a maioria das cachoeiras do Estado de São Paulo.

A rocha ígnea sofre menos com a ação da água (mas ainda sim sofre). No Grand Canyon a rocha ígnea é o granito, igualmente resistente a erosão. Não que não haja erosões em sua formação, mas elas são menos expressivas do que em rochas sedimentares. Portanto, o granito nos fornece um sistema de datação confiável, preciso e demonstra porque as erosões são menos intensas em certas formação e mais intensas em outras, onde houve descontinuidades na sedimentação.

Ainda em Tapeads, nós temos turbidez de água dada por mares antigos, formados de água salgada e não de água doce. Se cogitássemos um eventual dilúvio bíblico não teríamos água salgada. O conjunto faunístico encontrado no registro fóssil é formado por braquiópodes, mas principalmente por trilobitas, que são de água salgada. Especialmente os da espécie Dolichomitus productus bastante encontrados nessa formação e nas adjacentes, como no xisto de Bright Angel (National Park Service).

Essa informação esta disponível no próprio site do Parque e foi omitida por Morris para sustentar sua cosmovisão.

A formação de Redwall é constituída de um conjunto faunístico característico de mares rasos, com esponjas, briozoários, nautilóides, crinóides e trilobitas. Essa formação tem características típicas de mares rasos já que é constituída principalmente por calcário cinza; silex brancos que são rochas sedimentares silicatadas e algumas constituídas de quartzo; misturadas no meio da dolomita que é formada principalmente pelo carbonato de cálcio CaMg(CO3)2 presente na água dos mares. Lembrando que a gênese da dolomita só ocorre em fontes hidrotermais (Zenger et al, 1994).

Portanto, pelas evidências, sabemos que tais formações tem datações antigas, com formações geológicas ocorrendo em mares profundos ou rasos e com um conjunto faunístico que não se casa com qualquer afirmação criacionista diluviana.

“Widespread strata:…The Supai Formation has traditionally been interpreted as a delta deposit, but has laterally extensive thin members, unlike modern deltas.”

“A Formação Supai tem sido tradicionalmente interpretada como um depósito delta, mas tem lateralmente extensas membros finos, ao contrário de deltas modernos. 

As formações de Supai na parte ocidental do Grand Canyon contém um calcário indicativo de um mar quente e pouco profundo, enquanto a parte oriental foi, provavelmente, um delta lamacento de rio. Esta formação é constituída por siltitos vermelhos e xistos cobertos por camadas de arenito de cor castanho dourado que juntos atingem uma espessura de cerca de 200m.

O xisto das formações do Permiano (299 e 251 milhões de anos) foram oxidados para uma cor vermelha brilhante. Os fósseis de pegadas de anfíbios, répteis e plantas abundantes são encontrados na parte oriental e um número crescente de fósseis marinhos são encontrados na parte ocidental (Harris et al, 1997). Não só em Supai, mas o delta de rio permanece presente na Formação Heremit, apresentando fósseis de plantas que podem ser encontradas em formações de argilitas, ou seja, formações rochosas produzidas a partir de grãos finos de rocha sedimentar cujos constituintes originais eram argilas ou lama típica de sistemas de rios.

Além disto, havia siltitos, uma rocha sedimentar clástica formada pela deposição e litificação de sedimentos com grãos de tamanho silte, intermediário entre os tamanhos areia e argila. Ela é composta principalmente por quartzo, feldspato, mica e argila característico de delta de rios, como os atuais.

A região também contém fósseis de um clima semi-árido, com samambaias adaptadas a seca, ou seja, com sementes rígidas, além de plantas como cavalinhas, pequenos pinheiros, ginkgos, e uma notável ausência de samambaias verdadeiras. A maioria dos fósseis de plantas são impressões, ou traços fósseis, com pouco do material vegetal remanescente, mas que indicam claramente que havia um ambiente terrestre característico.

Isto por si só demonstra que aquilo que os criacionistas chamam de um evento único para explicar paredões gigantescos de sedimentação (catastrofismo), na geologia convencional é visto, segundo as evidências diretas, como uma sucessão de eventos ao longo de Bilhões e milhões de anos de formações, com avanços e regressões de mares, com ecossistemas terrestres, ambientes áridos que criaram tal cenário deixando as evidências nas rochas.

O delta de rio e a presença de fósseis neste local, bem como as rochas que permitiram a datação são conclusivos e não dependem de cosmovisão; tal formação é um mosaico de milhões de anos de eventos geológicos uniformitaristas. O que ocorreu no passado ocorre ainda hoje no Grand Canyon.

Fossils: The fossils at every level are extremely complex, but the ones in the bottom layers, such as the trilobites, are even more complex than the ones nearer the top, such as corals. No evolutionary sequence here!”

“Fósseis: Os fósseis em todos os níveis são extremamente complexos, mas os que estão nas camadas inferiores, como os trilobites, são ainda mais complexos do que as mais próximas do topo, tais como corais. Nenhuma seqüência evolutiva aqui!”

Esta informação é falsa. Por exemplo, não encontramos fósseis de répteis, ou de Ginkos na formação geológica de Gorges, que é tipicamente do Pré-Cambriana. Bem como se olharmos a diversidade de trilobitas em formações distintas e temporalmente mais distantes encontraremos trilobitas distintos. Essa diferença ocorre tanto dentro de um único grupo biológico quanto com outros grupos.

Por exemplo, fósseis de tubarões foram encontrados datados no Mississipiano (359 e 318 milhões de anos) e não são encontrados em formações mais antigas. Em todo o Grand Canyon foram encontrados mais de 40 espécies de trilobitas (Sadler, 2006). Algumas ocorreram em momentos históricos diferentes. Outros grupos só ocorrem a partir de um nível estratigráfico específico demonstrando diferentes níveis de complexidade. Falamos acima sobre o Dolichomitus productus, um trilobita comum da formação de Tapeads, mas na formação de Bright Angel (uma formação acima de Tapeads) já temos outro conjunto faunístico de trilobitas como demonstrado no canto direito da imagem abaixo:

trilobitas

Se voltarmos cada vez mais no tempo vamos encontrar menos grupos biológicos complexos, pois muitos deles não haviam ainda surgido. Em rochas do Pré-Cambriano encontramos pouca diversidade de trilobitas, muitos estromatólitos e algas bem com alguns resquícios de organismos multicelulares que se originaram a 700 milhões de anos. Grande parte do que ocorreu no Pré-Cambriano já foi descrita no texto A VIDA ANTES DO CAMBRIANO E A ORIGEM DOS ARTRÓPODES – HOUVE UMA EXPLOSÃO CAMBRIANA? e não mais tão misteriosa quanto era a alguns anos atrás. A “explosão” Cambriana esta sendo clareada pela luz da evolução.

O que Morris tentou fazer aqui é criar falsas falhas na disposição dos fósseis para tentar quebrar não só a sequencia cronológica das rochas, mas de organismos nas camadas estratigráficas. Assim justificar descontinuidades   que nunca existiram. Outras tentativas como esta (de desonestidade intelectual) já tentaram ser aplicadas e foram desmascaradas no texto UM PEIXE, UM COELHO – SÃO A MESMA COISA PARA UM CRIACIONISTA

Lack of erosion on the plateau: The Colorado Plateau is thought to have been uplifted some 70 million years ago, but the stratum on top at the time of uplift is still on top, a flat, featureless plain, hardly touched by erosion.”

“Falta de erosão no planalto: The Plateau Colorado é pensado para ter sido elevada a cerca de 70 milhões de anos atrás, mas o estrato em cima no momento da elevação ainda está no topo, uma planície sem traços característicos plana, quase não tocou pela erosão”.

O Platô do Colorado tem de fato uma característica geológica estável, pois ele é relativamente pouco deformada em suas rochas. Esse platô tem mais de 600 milhões de anos, e sofreu uma elevação a 70 milhões de anos, dando origem as Montanhas Ute e as Montanhas Carrizo com rochas ígneas que permitiram sua datação com precisão.

Mas o platô em si é bem mais antigo, é datado do Pré-Cambriano. Ao longo da Era Paleozóica, mares tropicais periodicamente inundaram a região do Colorado. Espessas camadas de calcário, arenito, siltito e xisto foram depositadas em mares rasas. Durante os tempos em que os mares se retiraram, houve depósitos de e areias e de dunas que foram formadas em camadas nos últimos 300 milhões de anos, sendo que as mais antigas foram removidas pela erosão. Portanto, houve sim a ação de intemperismo físico (mecânico), químico e biológico.

O Pleistoceno trouxe idades de gelo periódicas, um clima mais frio e úmido. Este aumento da erosão em altitudes mais elevadas trouxe geleiras alpinas criando nas áreas mais baixas com um fluxo de lavagem do solo. Lagos pluviais também se formaram durante este tempo. As geleiras e lagos pluviais desapareceram e o clima aqueceu tornando-se mais seco no início do Holoceno (Kiver et al, 1999).

Erosion of Grand Canyon: The Canyon was eroded but the present Colorado River was not the erosive agent. Erosion was rapid, not so long ago according to dating efforts, and the waters carried the debris far to the west, not like the modern Colorado River. Furthermore, the main erosional features are typically those of soft sediments, not hard rock.”

“Erosão do Grand Canyon: O Canyon foi corroído, mas o presente Rio Colorado não foi o agente erosivo. A erosão foi rápida, não há muito tempo de acordo com os dados, e as águas carregaram a detritos longe para o oeste, não como o Rio moderno Colorado. Além disso, as principais características de erosão são tipicamente os de sedimentos moles, sem rochas rígidas.”

A escala de tempo e sequência em que o curso do Rio Colorado se estabeleceu no Grand Canyon ainda é incerta apesar de trabalhos recentes apontarem para uma formação nos últimos 6 milhões de anos. Antes do Golfo da Califórnia se formar entre 12 e 6 milhões de anos, por falhas ao longo da fronteira entre as placas do Pacífico norte-americano (Martin-Barajas et al, 2009), o rio Colorado fluía para o sentido oeste saindo no Oceano Pacífico (possivelmente Monterey Bay, na costa central da Califórnia). Com a elevação das montanhas de Sierra Nevada que começou a cerca de 4,5 milhões de anos atrás, seu curso foi desviado para o sul em direção ao Golfo. (Prisciantelli, 2002). Como o Platô do Colorado continuou a subir pelos próximos 2,5 milhões de anos, o rio começou a cortar o Grand Canyon. Criando as características geográficas da bacia hidrográfica, incluindo bisecção do Rio Dolores, e o corte do Rio Verde através das montanhas de Uinta em Utah (Davis, 2009).

Colorado

Esquema de como o Rio Colorado erodiu o Grand Canyon

Entre 1,8 milhões e 10 mil anos atrás, os fluxos maciços de basalto do campo vulcânico no norte do Arizona represou o Rio Colorado dentro do Grand Canyon. Pelo menos 13 barragens de lava foram formadas, a maior das quais era mais de 700m de altura, recuando o rio-se por cerca de 800 quilômetros da atual Utah (Fenton et al, 2012). Esse represamento durou entre algumas décadas até 20 mil anos, criando cachoeiras. Esses diques naturais acumulavam muitos sedimentos, e posteriormente eram destruídos pela erosão e força da água. Quando estouravam, causavam inundações catastróficas.

Portanto, sim, a garganta do Grand Canyon foi formada com o Rio Colorado cortando essas camadas de rochas erguidas pela erosão. Além do rio, outras forças de erosão e intemperismo ocorreram, tais como chuva, neve derretida, e pequenos riachos e córregos de cânions  laterais que também fazem com que o Grand Canyon se torne mais amplo e profundo. As camadas mais fracas corroem criando pistas enquanto que as camadas fortes formam falésias, dando ao Grand Canyon uma paisagem de “escadaria” reconhecível. Suas rochas são antigas, mas a própria paisagem é jovem devido a dinâmica de sucessões. O Rio Colorado começou erodir o Grand Canyon com muito intensidade a partir de 6 milhões de anos (Grand Canyon Geology) o que pode parece um tempo geológico curto, mas só para termos uma comparação, as 300 cavernas que formam o complexo espeleológico do Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira (PETAR)  são formações cársticas formadas entre 1,7 e 3 milhões de anos. O Rio Amazonas mudou seu curso a 16 milhões de anos atrás e só alcançou o atlântico 6 milhões de anos depois. Sendo assim, o curso atual do Rio Amazonas só se estabeleceu a 10 milhoes de anos atrás.

O nível da base e curso do Rio Colorado (ou seu equivalente ancestral) mudou a cerca de 5.3 milhões de anos atrás, quando o Golfo da Califórnia abriu e reduziu o nível de base do rio (o seu ponto mais baixo), isso aumentou a taxa de erosão e cortou quase tudo que vemos hoje  na profundidade atual do Grand Canyon. Isso quer dizer que a 1.2 milhões de anos atrás o Grand Canyon já era muito parecido com o cenário atual (Beus et al, 2003). Hoje o volume de água do Colorado é reduzido devido ao uso humano.

Soft sediment deformation: According to the evolutionary view, many rocks were already hundreds of millions of years old at the time of uplift. However, the Tapeats Sandstone was clearly bent while it was still soft, unconsolidated sediment, not as hard rock. Evidently, it was not very old.”

“Deformação soft de sedimentos: De acordo com o ponto de vista evolutivo, muitas rochas já tinham centenas de milhões de anos de idade no momento da elevação. No entanto, o Tapeats Sandstone era claramente dobrada quando ainda estava mole, sedimentos não consolidados, não como rochas duras. Evidentemente, não era muito antiga”.

Como dito anteriormente, a Formação de Tapeats Sandstone é constituída de arenito e de granito, datados em 525 milhões anos de idade. Apresenta uma granulação grossa e conglomerados de areia que foram depositados continuamente (Park Science). Portanto, não só é uma rocha rígida (granito) como também é antiga, já que rochas ígneas permitem inclusive fazer datação.

Radioisotope dating: Results from radioisotope dating efforts are not at all consistent with the old-earth study. In fact, volcanic basalts on the rim date as older than the deeply buried Cardenas Basalts.”

“Dados de Radioisotopos: Resultados de radioisótopos os dados não são de todo coerentes com o estudo da terra antiga. Na verdade, basaltos de bordas vulcânicas datam ser mais velhos do que os basaltos Cardenas profundamente enterradas”.

Esta é outra informação que não condiz com os dados. A formação do Grand Canyon teve períodos distintos de atividade vulcânica. Mas antes de entrar nesse assunto, vamos questionar o papel do vulcanismo no dilúvio.

Se houve atividade vulcânica e rochas ígneas nessas formações geológicas; como essas atividades se conciliariam com a ideia criacionista de que tudo na verdade foi formado a partir de um dilúvio? Em outras palavras: como atividades vulcânicas seriam responsáveis pela formação geológica se, segundo os criacionistas, elas são resultado de um catastrofismo diluviano? Eles precisam escolher; ou a formação do Grand Canyon ocorreu por atividades vulcânicas ou por uma enchente, não da para ter os dois. Afinal, pela lógica criacionista, o Grand Canyon se formou em um único evento “hidrológico”.

Não há qualquer base científica para este cenário, e pior, não há qualquer base teológica para afirmar que vulcanismos ocorreram juntos com o dilúvio. Literalmente, segundo a bíblia, a água veio do céu, em uma chuva que durou 40 dias e 40 noites. Qualquer ad hoc é dispensável.

Pela geologia, precisamos definir exatamente de qual momento ao longo da história do Grand Canyon estamos falando, ou seja, de quais atividades vulcânicas; as que deram origem as barragens ou as que expeliram material ígneo para a formação das rochas mais antigas das primeiras formações que constituem a base do Canyon?

Por exemplo, como vimos anteriormente, uma atividade vulcânica no Grand Canyon começou em Uinkaret, um campo vulcânico a oeste, a cerca de 3 milhões de anos. Mais de 150 fluxos de lava basáltica represaram o Rio Colorado, no mínimo, 13 vezes entre 1,8 milhões e 10 mil anos atrás mil anos.

No caso do Basalto de Cardenas houve critérios diferentes de datação. Com base nos critérios geológicos, os pesquisadores descobriram que as datas (que variam de 700 milhões a 1 bilhão de anos) do basalto Cardenas (do Grupo Unkar) eram jovens demais e algo estava claramente perturbando os dados sistemáticos.

Essa datação “jovem” não tem nada a ver com a alegação criacionista, pois a proposta criacionista é de 6 mil anos, e a data jovem que não batia com as evidências era entre 700 e 1.000 milhão de anos. Essa data mesmo errada ainda supera e muito a alegação criacionista. Todas as outras datações foram conclusivas, esta foi á única que apresentou algum tipo de alteração, por conta de metamorfismo. Portanto, não é a regra que esta errada, mas o basalto de Cardenas é uma situação especial, uma exceção.

 A interpretação atual deste registro geológico dado pelos pesquisadores é que a deposição do Grupo Chuar ocorreu em um ambiente marinho e interrompeu o sistema radiométrico de potássio-argônio (K-Ar). Aparentemente, os fluídos associados á deposição do Grupo Chuar alteraram o basalto de Cardenas, degradando parcialmente os minerais, e portanto, interrompendo a sistemática da datação de K-Ar. Usando recentes técnicas de datação e abordagens que não estavam disponíveis para os geólogos na época da primeira datação, o basalto Cardenas foi re-analisado. Novos dados adquiridos com o uso de técnicas mais recentes de datação e abordagens, indicam que o basalto Cardenas eclodiu na superfície a cerca de 1.104 bilhões de anos atrás. Esta data marca o fim dos tempos Unkar (Timmons et al, 2005 & Timmons et al, 2012).

O segundo texto proposto para nossa análise é do criacionista Brian Thomas, M.S. e questiona se “as rochas do Grand Canyon mostram realmente um tempo geológico longo tempo”. Seu primeiro questionamento é:

“A violent mudflow from a Mount St. Helens eruption deposited fine layers in less than a day.2 And water flume studies recreate the fast-flow rates that deposit particles, creating layers in moments”.

“A fluxo de lama violento de uma erupção do Monte St. Helens depositou camadas finas em menos de um dia. E estudos das aguas recriam as taxas de fluxo rápido que depositaram as partículas, criando camadas em momentos”.

Aqui, Brian cria uma falsa comparação para tentar justificar o injustificável. Primeiro porque o Monte St. Helens é um caso de vulcanismo, e não de dilúvio. Vulcanismo é uma atividade completamente distinta de enchente com taxas de deposição distintas, com dinâmicas distintas em situações distintas.

Vulcanismo libera muitos xenólitos, material piroclástico e ainda sim, no caso de St. Helens, não houve formação de um depósito de material ígneo de 400 metros de camadas. O vulcão ejetou cerca de 2,79 km3 de material incandescente, e de acordo com o Science for a Changing World (USGS) a Montanha de St. Helens reduziu seu tamanho em 400 metros. Então não houve a formação de uma camada estratigráfica de 400 metros, a montanha é que reduziu seu tamanho de acordo com a energia (megatons) liberada pela atividade vulcânica. Esse fenômeno é conhecido pela geologia.

Lembremos também, que no caso do Grand Canyon há muitas formações com arenito, que são típicas de climas semiáridos. Isso nos leva a questionar: Como um criacionista explicaria a presença de paleo-dunas e arenito nas camadas geológicas do Grand Canyon se, segundo sua alegação, todo o paredão é formado por um único evento global? Como explicar arenito em uma formação que supostamente foi criada por uma inundação?

Grande Unconformity, o contato entre Vishnu Xisto abaixo e camadas sedimentares de Tapeats Sandstone acima

Grande inconformidade – o contato entre o Xisto de Vishnu abaixo e camadas sedimentares de arenito em Tapeats acima.

Quando Brian tenta usar o exemplo de St. Helen para justificar que catástrofes como esta podem formar grandes camadas estratigráficas em pouco tempo, e tenta usa-las como comparação ao dilúvio cria uma falsa relação. Analisemos e consideremos um cenário hipotético em que tudo no Grand Canyon conspire a favor do vulcanismo.

Se hipoteticamente considerássemos que: a) que um único evento vulcânico fosse capaz de criar uma coluna de 400 metros de altura de material como rochas, cinzas e poeira; b) que todo o Grand Canyon fosse formado somente por esses processos vulcânicos; c) em função do tempo proposto pelos criacionistas, teríamos uma média temporal muito curta e a necessidade de frequente ocorrência de eventos vulcânicos raros.

Vejamos: se considerarmos a data proposta por grupos literalistas, o dilúvio bíblico ocorreu em 2.348 a.c, ou seja, a 4.363 anos atrás e consideramos também que um dos pontos mais altos do Grand Canyon tem 2.740 metros de altura.

Considerando a altura do cânion pelo tempo proposto pelos criacionistas, seriam necessários 6,85 eventos semelhantes ao de St. Helens para formar o Grand Canyon. Seria uma média de um evento desses a cada 342 anos, cada qual com 400metros de altura formando camadas estratigráficas.

O problema é que elas seriam formadas apenas por material ígneo, e nem o Grand Canyon, e tão pouco o Mont St. Helens são formados exclusivamente por material ígneo.

Em resumo, o que Brian esta propondo é que um único evento catastrófico (hidrológico e não vulcânico), quase 7 vezes maior que o de St. Helens ocorreu de uma única vez para criar o Grand Canyon.

Portanto, a alegação de Brian é falsa, por tentar mostrar equivalências que não existem (vulcanismo com enchente e/ou ciência com criacionismo), e porque ao que se refere ao monte St. Helens, 400 metros foi a redução do monte e não a deposição de um estrato ígneo dessa espessura.

“But even without these live studies, clues within Grand Canyon rocks point to catastrophic water deposition”.

“Mas, mesmo sem esses estudos vivos, pistas de rochas de dentro do Grand Canyon apontam para deposição catastrófico água”.

Como vimos acima, na questão do Uniformitarismo e Catastrofismo não temos razão alguma para supor um evento único para explicar toda a geologia da terra segundo um dilúvio mitológico. E como vimos no decorrer deste texto as alegações criacionistas de Terra jovem são frágeis, infrutíferas e perecem diante das evidências e dos artigos.

Em seu texto ele então propõem 4 pontos em que ele “refutou” da geologia convencional que trabalha com escalas de tempo maiores que 6 mil anos. Vamos analisa-las

“The first clue against “a slow process of formation” is the canyon’s fossils. The Coconino Sandstone, conventionally interpreted as a windblown sand dune deposit, contains fossil trackways likely made by some kind of lizard.5 The footprints preserve claw marks, which is expected if the creature walked in wet sand. Also, fossil shells from extinct sea creatures called nautiloids inhabit the base of the Redwall Limestone.6 These also appear in the same limestone layer far removed from the canyon, implying that one huge underwater mudflow deposited them all. How could any slow process bury countless strong-swimming nautiloids and orient them to a single flow direction?”

“O primeiro indício contra “um lento processo de formação” são os fósseis do cânion. O arenito de Coconino, convencionalmente interpretada como um depósito duna de areia, contém pegadas fósseis provavelmente feitas por algum tipo de lagarto. As pegadas preservam marcas de garras, o que se espera que se a criatura caminhou na areia molhada. Além disso, conchas fósseis de criaturas marinhas extintos chamados nautiloides habitam a base da Redwall Limestone. Estes também aparecem na mesma camada de calcário longe da garganta, o que implica que um enorme fluxo de lama subaquática depositou sobre todos eles. Como pode qualquer processo lento enterrar incontáveis ​​nautiloides bons de natação e orientá-los para uma única direção de fluxo?”

Notem como Brian cita o “Coconino Sandstone”, ou seja, o arenito de Coconino. Se estamos falando de arenito, estamos falando de uma formação rochosa que só ocorre em clima semi-árido, e que não poderia ter se formado a partir de um evento de enchente.

Ele cita a presença das pegadas de lagartos, o que é bastante comum em climas semi-áridos. Uma simples pergunta surge: como pegadas de lagartos que vivem em ambiente terrestre teriam sido feitas no meio de uma camada estratigráfica que foi formada em ambiente diluviano, ou seja, em águas profundas?

Posteriormente, Brian cita o calcário que é típico de ecossistema marinho, com a presença de nautilóides.

Os processos de formação de fósseis são lentos, mas o “encapsulamento” do animal pelo solo precisa ser rápido. Isso significa que não só no caso dos nautilóides, mas todos os animais que foram fossilizados foram soterrados por um evento único (salvo alguns casos). Geralmente soterramento.

Os processos diagênicos e tafonômicos ocorreram posteriormente ao longo de milhões de anos. Toda a substituição do material orgânico por mineralógico demora milhões de anos. Isso quer dizer que a simples existência de fósseis por si só quebra a ideia da Terra Jovem. Isso porque para ser considerado um sub-fóssil, o encapsulamento do animal por um evento geológico ocorreu a no mínimo 11 mil anos. Para ser considerado um fóssil, e todo material orgânico ser substituído e incrustado na rocha, ele precisa de no mínimo 1 milhão de anos.

A diagênese estuda os processos físicos que alteram os restos do organismo após o soterramento, e são divididos em diferentes, o principal e mais conhecido é a compactação.

A compactação diagênica pode se apresentar sob aspectos químicos e mecânicos. A compactação química trata-se da dissolução de minerais sob pressão e a mecânica de aspectos físicos, como mudança no empacotamento intergranular e a deformação ou quebra de grãos individuais do registro.

Outras formas diagênicas de conservação de registros fossilizáveis é: dissolução, metossomatismo, recristalização e cimentação. Em partes duras é possível ainda observar a substituição, perminaralização e incrustação. Para partes moles é possível ver crio-preservação, mumificação, carbonização e permineralização celular. Por isso em raros casos é possível encontrar “tecidos moles” fossilizados (Veja ‘Soft tissue’ não são ‘tecidos macios’), tecnicamente chamados de tecidos-não-resistentes.

“The second clue is soft-sediment deformation …There, we found entire stacks of sandstone layers tightly bent. Clearly, powerful tectonic forces uplifted and warped freshly deposited, soft, moldable land areas. If they had lithified (hardened into rock) over millennia, the brittle rock would have broken and fractured instead of bending under pressure”.

“A segunda dica é deformação soft-sedimentos …Lá, encontramos pilhas inteiras de camadas de arenito forçosamente dobrada. Claramente, as forças tectônicas poderosas erguidas e recém-depositadas, áreas de terra entortadas macios, moldáveis. Se eles tivessem sido litificados (endurecido em rocha) ao longo de milênios, a pedra britada teria quebrado e fraturado em vez de dobrar sob pressão”.

Esta argumentação não é exclusiva de Brian, mas é principalmente alegada por Snelling, que já foi citado anteriormente.

Quase todas as rochas expostas na superfície são completamente fraturadas, especialmente aquelas que tenham sido submetidas a algum tipo de deformação. Geralmente, as fraturas ocorrem em pequenas escalas, sendo que é mais comum este “entortamento” das camadas estratigráficas. A natureza da deformação frágil depende das propriedades da rocha e das forças envolvidas no processo, por isso não se deve fazer generalizações a partir de um único local do Grand Canyon. Lembremos que ele é um mosaico de diversas formações geológicas e que há diferentes processos envolvidos.

Fold rocks do Grand Canyon

Fold rocks do Grand Canyon

A deformação é um processo comum, na qual uma tensão é libertada, de modo que as camadas de rochas sedimentares possam continuamente se curvar em diferentes tipos de dobras preservando a estrutura estratigráfica. Isso é visto em outras formações geológicas na qual o arenito esta presente.

Muitas rochas podem acomodar tensão por recristalização lenta. Em calcários, a calcita pode dissolver-se sob pressão (com o auxílio de água) e recristaliza-se em pontos de menor tensão. O resultado é a formação de milhares de veias microcristalinas que funcionam como as fibras através da rocha e que só são visíveis em amostras microscópicas. Arenitos e rochas clásticas também pode deformar-se lentamente, através de um método semelhante de recristalização. Enquanto a água migra através das rochas, é possível rochas se dobrarem em curvas apertadas sem fraturas.

Essa dobra de arenito ocorre em outras formações do próprio Grand Canyon, como no arenito de Tapeats, que foi deformado por falhas nas subjacências Pré-cambrianas do embasamento cristalino. Nela esta toda a base das rochas Paleozóicas do Grand Canyon; e assim, as rochas que se sobrepõem foram também deformadas.

Toda coluna de rochas do Paleozóico nos locais descritos por Brian e também por Snelling são deformadas por dobras. Eles concluem que toda a seqüência de rochas deve ter sido mole quando foram deformadas.

Em baixas temperaturas e pressões, tais como as encontradas na superfície da Terra, quase todas as rochas deformam-se de modo frágil. Se um estresse aplicado foi grande o suficiente para estas rochas, eles vão quebrar. Mas no interior da crosta, a temperatura e pressão aumentam e as rochas são mais propensas a se comportar de forma dúctil, em vez de uma forma frágil.

Alguns tipos de rochas pode se deformar dobrando-se em profundidades de menos de um quilômetro se o estresse é aplicado lentamente. Com o aumento da profundidade e temperatura, mais tipos de rocha podem se deformar dobrando ao invés de quebrar.

O Tapeats Sandstone está atualmente enterrado sob até dois quilômetros de sedimentos, e foi provavelmente mais profunda do atualmente no momento da sua deformação.

Outras formas de deformar e dobrar uma rocha esta no Movimento Intergranular, onde grãos de areia individuais deslizam umas sobre as outras entornando a rocha. Há ainda a Deformação Intragranular no qual distorções internas dentro grãos individuais, muitas vezes, em nível atômico ocorrem. A recristalização também pode favorecer o entortamento rochoso quando átomos são rearranjados, muitas vezes na presença de fluídos.

Snelling e Brian ignoram estes fatores, e mesmo que nenhum deles fosse responsável pelo curvamento das rochas do Grand Canyon eles são geologicamente constatáveis e conhecidos.

Outro ponto importante a se considerar é que as camadas de rocha que são deformadas mantêm a sua integridade como camadas distintas. Isso significa que uma camada geológica do Grand Canyon que foi dobrada mantém a sua identidade como uma camada distinta, sem se misturar com outras unidades rochosas. Os sedimentos, respondem ao stress de diferentes de maneiras. Além de dobrar, um resultado de deformação de certos sedimentos incluem diferentes tipos de deformação: dobras intensas localizadas, diapirismo ou diques clásticos. Estas estruturas são formadas por causa da instabilidade inerente de uma pilha de sedimentos consolidadas de diferentes densidades a diferentes concentrações de água (Questioning Answer in Genesis).

Outras rochas também sofrem dobras no Grand Canyon. O embasamento cristalino de 1,8 bilhões anos que forma base do continente norte-americano colidiu com uma antiga cadeia de ilhas vulcânicas, bem como as ilhas havaianas atuais. O calor intenso e pressão da colisão das rochas formou o Xisto de Vishnu. A rocha derretida fluiu como magma entre as frestas do Xisto de Vishnu. À medida que o magma foi fluindo, resfriando e endurecendo, ele formou veias de rochas que formam o granito de Zoroastro. Por causa do calor extremo e pressão ele sofreu dobras sem que nenhum fóssil na rocha fosse destruído (Layers in Time).

“Sharp, flat contacts between rock layers provide the third clue that refutes deep time in Grand Canyon. If thousands of years transpired after the completion of one layer and before a different layer was deposited over it, what would we expect to see?  a) Chemical weathering on the long-exposed rock, b) semblances of soil profiles that occur on land surfaces today, and c) erosion ruts where thousands of years’ worth of water runoff would have etched grooves and valleys”.

“Rídigos, contatos planos entre camadas rochosas fornecem a terceira pista que refuta tempo no longo do Grand Canyon. Se milhares de anos se passaram após a conclusão de uma camada e antes de uma camada diferente ser depositada sobre ele, o que seria de esperar para ver? a) intemperismo químico na rocha longo exposta, b) Semelhanças de perfis de solos que ocorrem em superfícies da terra hoje, e c) sulcos de erosão, onde milhares de valor de anos de escoamento de água teria gravado sulcos e vales”.

Existem intemperismos expressivos nas rochas do Grand Canyon, com diversas erosões em diferentes grupos de camadas. Especialmente onde estão as descontinuidades.

Primeiro, intemperismos químicos geralmente são promovidos por ácidos ou água ligeiramente ácida que durante milhares de anos de intemperismo químico (mesmo em rochas duras como o granito) podem eventualmente se transformar em sedimentos. As formações cársticas das cavernas do PETAR foram formadas pela água ligeiramente ácidas.

Ácido, precipitação-chuva, granizo ou neve que contém uma alta concentração de ácidos lentamente “comem” partículas da rocha. Líquens também, produtos subterrâneos nas águas criam reações químicas que decompõem rocha lentamente. Muitos destes processos ocorreram durante a formação do Grand Canyon. Desconformidades no Grand Canyon demonstram a ação do intemperismo. (Kiver et al, 1999). Uma descontinuidade é quando aparece uma lacuna que do tempo geológico na formação das camadas. No caso do Grand Canyon elas ocorrem e a ação do intemperismo criou vales, penhascos que foram depois cobertos por sedimentos mais jovens.

No Calcário Redwall, são encontradas erosões nas descontinuidades.  Nessas áreas, ainda na condição de proto-America do Norte, havia criado uma região estuarina, com acúmulos de erosões continentais e espessuras uniformes aparentes, em oposição à espessura altamente variável, perto de condições do nível do mar, e, provavelmente, a falta de terrenos elevados sobre a superfície do Redwall, e todos os fatores que conduzem a acumulações finas, descontínuas regionalmente extensivas na região do nível do mar.

No Temple Butte, o calcário criou uma falésia na porção ocidental do parque, onde ele é cinza para dolomita. Nessa região há uma discordância que representa 40 a 50 milhões de anos de história geológica com erosões que marcam o início desta formação (Price, 1999). Portanto, onde há estas descontinuidades, onde sedimentos não foram depositados houve sim erosão, intemperismo que foram cobertos com sedimentos mais novos que posteriormente se depositaram e criaram o mosaico geológico do Grand Canyon.

“The clues so far yield a powerful implication. If watery catastrophe deposited each rock layer and its fossils and if no traces of long ages like erosion ruts lie between the layers, then it appears that a single mega-catastrophe quickly deposited all ten of the Grand Canyon’s remarkably uniform upper strata—thousands of feet thick”.

“As pistas até agora proporcionam uma poderosa implicação. Se catástrofe aquatica depositou cada camada de rocha e seus fósseis e se não há vestígios de longas eras, como sulcos de erosão situam-se entre as camadas, em seguida, verifica-se que um único mega-catástrofe rapidamente depositando todos os dez estratos notavelmente uniformes”.

Vimos acima que há vestígios e evidências claras de intemperismos nas descontinuidades. Isso quer dizer que onde houve lacunas do tempo (onde não houve sedimentação de rochas), houve a ação de intempéries, químicas, físicas e certamente biológicas.

Não há mega-catastrofe alguma que crie erosões entre camadas geológicas que, segundos os criacionistas, foram criadas em um único evento. Como erosões poderiam se formar em camadas que foram consolidadas em um período de tempo muito curto?

Não há! De fato, esta argumentação de Brian se volta contra ele já que as marcas de erosões nas descontinuidades mostram um longo tempo geológico e que erosões não ocorreram em camadas intermediarias do Grand Canyon já que elas estariam de baixo da água.

“The fourth and final clue showcasing rapid catastrophe comes from “flat gaps,”….“an erosion surface which has older strata below, dipping at a different (usually steeper) angle than the younger strata above… in other places, lies below many tilted intervening layers. Where did the missing layers go?”

“A quarta e última pista que apresenta uma rápida catástrofe vem de “lacunas planas”, como inconformidades ….uma superfície de erosão que tem estratos mais velhos abaixo, mergulhando em um ângulo diferente (geralmente mais íngreme) do que os estratos mais jovens acima.”…em outros lugares, se encontra abaixo muitas camadas intermediárias inclinados. Para onde as camadas perdidas foram?”

Novamente, não há inversão de camadas geológicas. Todas as camadas foram datadas de acordo com os métodos tradicionais da geológica moderna, na qual foi possível criar uma sequencia estratigráfica característica. Há angulações, especialmente nas formações: Sixtymile, Chuar, Nankoweap e Unkar. As camadas subsequentes apresentam-se facilmente constatáveis, pois preservam-se de forma linear, exceto nas regiões onde já se identificou as deformações e dobramentos, as descontinuidades, e claro, as erosões na qual houve preenchimento por sedimentos rochosos dos períodos subsequentemente mais novos.

Eventualmente, há formações geológicas em que conjuntos de camadas giram 180 graus. É possível identificar essas rotações pela datação. O nível de refinamento e conhecimento das camadas geológicas feito pela geologia atual é tão ricamente conhecido que muitos períodos geológicos podem ser divididos em diversos conjuntos de tempo com características que são universais.

Alguns geólogos conseguem identificar a rocha somente ao observar o padrão de camadas estratigráficas, e obviamente, posteriormente constatam sua observação fazendo a datação pelo método radiométrico. Outra forma de descrever uma camada é de acordo com a biota fossilizada encontrada nela. Em 2007 tive a oportunidade de ir a pedreira de Corumbataí (Rio Claro-SP) e encontrar fósseis de dentes de mesossauros e fósseis completos desses animais. Pelo registro da biota sabíamos que estávamos trabalhando com um período geológico de aproximadamente 260 milhões de anos, pois este grupo animal era comum em mares do Permiano. Certamente, em um sub-período entre o Capitoniano e o Wuchiapingiano. Assim como encontrar um fóssil de T. rex sabemos que aquela camada representa o Cretáceo. O que Brian tenta fazer é dizer, ainda que implicitamente, que se há inversão nas camadas, então não há padrão, e tudo esta errado, consequentemente o criacionista esta certo. Esse sofisma (silogismo barato) e falsa dicotomia que ele induz a pensa, simplesmente não existe.

Mesmo que a disposição das camadas, e dos fósseis fosse invertida e a ciência comprovasse isso, ela buscaria novos modelos naturais para explicar tal conformação e não recorrer a uma explicação teológica na qual um fenômeno divino explica tal conformação. Isto não é testável, constatável, reproduzível e não consolida paradigmas. Esta fora do método e não é ciência. Pode ser uma visão pessoal, religiosa, mas não se pode afirmar que é científico. Não é!

Conclusão

Em conclusão, notamos que as argumentações a favor de uma Terra Jovem são frágeis, insustentáveis diante das evidências geológicas e suas formações. São argumentações limitadas, descontextualizadas, com profundo caráter teológico e por vezes ideológico, muitas vezes distorcidas e sem artigos científicos que as sustentem.

Grande parte dessas informações publicadas aqui para desmentir as afirmações criacionistas foram tiradas de artigos ou da página do próprio Parque do Grand Canyon na qual estudos já foram feitos.

Não há qualquer evidência de Catastrofismo Cuvieriano, que permanece sepultado nos confins da história da geologia.  Não há evidências de eventos únicos dado ás características físicas e geoquímicas das camadas, sua distribuição temporal, suas datações e suas eventuais idiossincrasias, que são conhecidas e compreendidas pela geologia atual. Em nossa conclusão, e na conclusão da geologia moderna, atual, vigente no ambiente acadêmico, não há espaço algum, ou evidência alguma que sustente um dilúvio. De fato, tal descrição fica represada somente na esfera da mitologia. Henry Morris não conseguiu encontrar qualquer evidência de dilúvio, seu filho John D. Morris e seus amigos Brian e Snelling também não. De fato, seria desnecessário escrever um texto detalhado como este para argumentar que o dilúvio é uma fábula se desde o início considerássemos que: se para o criacionismo todo cânion só pode ter sido criado pelo dilúvio; como explicar a presença de cânions gigantescos em Marte?

Isso significa que as formações geológicas podem ser explicadas por simples fenômenos físicos, químicos que modelam as formações geológicas, seja no Grand Canyon, no Brasil e no mundo.

Referências

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Kiver, Eugene P.; Harris, David V. (1999). Geology of U.S. Parklands (5th ed.). New York: John Wiley & Sons.
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Timmons, JM, J. Bloch, K. Fletcher, KE Karlstrom, M Heizler, and LJ Crossey (2012) The Grand Canyon Unkar Group: Mesoproterozoic basin formation in the continental interior during supercontinent assembly. In JM Timmons and KE Karlstrom, eds., pp. 25-47, Grand Canyon geology: Two billion years of earth’s history. Special Paper no 294, Geological Society of America, Boulder, Colorado.
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Grand Canyon Geology
National Park Service
Science for a Changing World
Layers in Time
Questioning Answer in Genesis
Park Science

One thought on “GRAND CANYON FURA O OLHO DA TERRA JOVEM.

  1. Chegamos num ponto que os cientistas debatem com beócios religiosos ao invés de entre si, nas palavras do professor Hubert J. Farnsworth (Futurama) ” Eu não quero mais viver neste planeta”.
    p.s. mudem para o Disquis

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