LONGAS CADEIAS PROMETEM UMA NOVA VIDA A HIPÓTESE DO RNA-WORLD

A chamada hipótese RNA-World ganhou um novo impulso com a síntese em laboratório da mais longa cadeias de RNA cultivada usando uma enzima que é, ela própria feita de RNA, é uma ‘RNAzyme’.

Philipp Holliger e sua equipe do laboratório do Medical Research Council, em Cambridge, Reino Unido, desenvolveram um RNAzyme que faz RNA compostas de até 93 bases.

RNA-World: RNA teria feito os trabalhos que proteínas e DNA fazer hoje  © Conselho de Pesquisa Médica

RNA-World: RNA teria feito o trabalho das proteínas, o que o DNA faz hoje. © Conselho de Pesquisa Médica

Em 1968, Francis Crick sugeriu que a primeira enzima poderia ter sido feito de RNA, e a partir desta idéia surgiu a hipótese de “RNA-World”, em que a vida começou com uma molécula de RNA que ganhou a capacidade de auto-replicação. A hipótese tem gerado desde então um enorme interesse na comunidade científica e ao público em geral, mas ainda não foi totalmente provada.

Os cientistas identificaram o primeiro RNAzyme no início de 1990. Em um trabalho posterior, eles escolheram mutantes dessa estrutura para crescer mais, mas as cadeias eram ainda relativamente curtas, geralmente compreendendo cerca de 20 bases, e as bases foram colocadas na mesma seqüência apesar de mudar o mutante.

Holliger normalmente trabalha com as enzimas mais conhecidas feitas de proteínas. Com a introdução de pressão evolutiva, o grupo foi capaz de melhorar seletivamente a enzima e, em seguida, combinar as melhores partes de seus experimentos para fazer uma nova RNAzyme que reproduz mais rápido e mais confiável do que as tentativas anteriores.

“A pressão era apenas o tipo certo de pressão”, diz Gerald Joyce, que estuda a evolução da RNAzymes no Scripps, na Califórnia, EUA. Holliger foi capaz de adicionar ‘algumas reviravoltas técnicas realmente agradáveis ​​para selecionar para a polimerização”, explica. “A evolução molecular é um processo poderoso e nos permite identificar rapidamente as moléculas de RNA com uma atividade desejada” acrescenta Holliger, explicando como o grupo encontrou a sua “agulha no palheiro”.

Não só tornamos mais longas as cadeias de RNA, mas o RNAzyme também pode fazer molécula de RNA enzimaticamente ativa, algo que Joyce diz que é extremamente significativo.

Holliger diz que espera que o seu trabalho, juntamente com a de outros grupos, forneçam pistas suficientes para “reproduzir a fita” e traçar um curso provável para como a vida começou.

“A mentalidade no campo é vamos fazer um mundo de RNA, para que possamos ver um em movimento”, diz Joyce. “Há apenas um exemplo de vida que conhecemos não seria legal se tivéssemos um outro exemplo, mesmo que fosse a biologia sintética”, acrescenta.

“Há ainda alguns desafios formidáveis ​​à frente”, diz Holliger. Mas o desenvolvimento de RNA auto-replicantes seria um grande passo em frente”. É muito claro onde você gostaria de lá ir”, acrescenta.

Fonte: The Royal Society of Chemistry

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