FÓSSEIS DE 550 MILHÕES DE ANOS FORNECEM NOVAS PISTAS SOBRE A FOSSILIZAÇÃO

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Missouri e da Virgínia está desafiando ideias atualmente aceitas sobre como os organismos de corpo mole antigos se tornaram fósseis. Os achados sugerem que bactérias envolvidas na decomposição desses organismos desempenharam um papel ativo na formação dos fósseis. Entender a relação entre a decomposição e a fossilização irá ajudar em um estudo futuro e ajudar pesquisadores a analisarem os fósseis de outra forma.

Conotubus. Tridimensionalmente pyritized tubo verme como fósseis, Conotubus, do 550000000 anos de idade Gaojiashan Lagerstätte, província de Shaanxi, sul da China. Crédito: Yaoping Cai, Northwest University, Xi'an, China.

Conotubus. Tridimensionalmente piritizado, um verme tubular como fósseis. Conotubus, de 550 milhões  anos de idade Gaojiashan Lagerstätte, província de Shaanxi, sul da China.
Crédito: Yaoping Cai, Northwest University, Xi’an, China.

“A maioria vasta dos registros fósseis é composta de ossos e carcaças”, diz James Schiffbauer, professor assistente de ciências geológicas no Colégio de Artes e Ciências na Universidade de Missouri. “Fósseis de animais de corpo mole, como águas-vivas e vermes, porém, fornecem apenas a história evolutiva recente deles. Muitas hipóteses relacionadas à preservação desses fósseis concentram-se em processos passivos, onde a decomposição normal é impedida ou atrasada por algo, como o depósito de sedimentos no local onde o animal está. Nossa equipe está detalhando um cenário onde a decomposição atual ajudou a “alimentar” o processo de fossilização – nesse caso, a deterioração dos organismos desempenhou um papel ativo na criação de fósseis”.

Schiffbauer estudou um tipo de fóssil animal do Período Ediacarano chamado de Conotubus, que viveu há mais de 540 milhões de anos. Ele notou que esses fósseis foram ou replicados ou associado com pirita – comumente, chamada de ouro dos tolos. Os fósseis pequenos têm a forma de tubo e acredita-se que tenham sido compostos de substâncias ao menos tão duras quanto uma unha. Esses tubos fossilizados são tudo o que resta de animais de corpo mole que um dia viveram neles, que provavelmente se assemelhavam a vermes ou a anêmonas.

“A maioria dos animais que uma vez viveu na Terra – estima-se que 10 bilhões de espécies – nunca teve seu registro fóssil preservado, mas, em nosso estudo, temos uma visualização espetacular de uma pequena fração dos animais de corpo mole”, diz Shuhai Xiao, professor de geobiologia na Universidade de Virgínia e co-autor do estudo. “Nós fizemos perguntas importantes de como e em que condições especiais esses organismos de corpo mole puderam escapar da decomposição completa e foram preservadas em rochas”.

Schiffbauer e sua equipe fizeram um uma análise química sofisticada desses fósseis para determinar o que causou a sua formação. Então, eles acharam que a pirita nos tubos dos organismos se formou quando bactérias começaram a consumir os tecidos moles do animal, originando-a por meio da decomposição.

“Normalmente, a Terra é boa em limpar a si mesmo”, Schiffbauer diz. “Neste caso, a bactéria que ajudou limpar esses organismos também é responsável por preservá-los como fósseis. À medida que a deterioração ocorria, a pirita começou a recompletar os espaços entre o esqueleto do animai, preservando-o. Ademais, nós encontramos que esse processo aconteceu em pouco tempo, talvez entre 12 e 800 anos. Por último, esses novos achados irão ajudar cientistas a obterem uma melhor compreensão do porquê desses fósseis serem preservados me quais características do processo de fossilização não entram em concordância com a biologia original, então, nós poderemos construir uma árvore da vida evolutiva melhor”.

Jornal de Referência:James D. Schiffbauer, Shuhai Xiao, Yaoping Cai, Adam F. Wallace, Hong Hua, Jerry Hunter, Huifang Xu, Yongbo Peng, Alan J. Kaufman. A unifying model for Neoproterozoic–Palaeozoic exceptional fossil preservation through pyritization and carbonaceous compressionNature Communications, 2014; 5: 5754 DOI: 1038/ncomms6754

Fonte: Science Daily

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