O HOMEM É UM PRIMATA, E NÃO PODEMOS NEGAR NOSSA GENÉTICA.

Na primeira parte do texto destacamos uma série de artigos sobre a origem pré-biótica de peptídeos, as evidências do RNA-world e a troca da uracila pela timina na consolidação do DNA como molécula responsável pela hereditariedade.

Aqui destacaremos questões ligadas ao Cromossomo Y e se ele apresenta evidências, de fato, sobre um relacionamento histórico, filogenético, entre humanos e outros primatas antropomorfos. Para fazer uma abordagem um pouco mais ampla, destacamos também comparações feitas entre o genoma de chimpanzés e humanos, e a fusão do cromossomo 2 humano.

1

Acredita-se que os cromossomos X e Y tenham surgido a partir de um par de cromossomos idênticos (Lahn & Page, 1999) denominados autossômos, quando um mamífero ancestral desenvolveu uma variação alélica, o chamado “locus do sexo”, e o fato de possuir esse alelo permitiu o organismo ser do sexo masculino (Graves, 2006). O cromossomo com este alelo se tornou o cromossomo Y, enquanto o outro membro do par tornou-se o cromossomo X. Ao longo do tempo, os genes que foram benéficos para os machos e prejudiciais para as fêmeas se desenvolveram no cromossomo Y, ou foram adquiridos através do processo de translocação (Graves & Koina, 2006).

De fato, acredita-se que os cromossomos X e Y divergiram-se a cerca de 300 milhões de anos atrás. No entanto, a pesquisa publicada em 2010, por Hamilton, avaliando trabalhos posteriores e o seqüenciamento do genoma do ornitorrinco (Warren et al, 2008) sugeriu que o sistema de determinação do sexo XY não teria sido presente a mais do que 166 milhões de anos atrás, na separação dos mamíferos monotremados dos outros grupos mamíferos (marsupiais s placentários). Esta nova estimativa da idade do sistema XY de mamíferos Therios baseia-se na constatação de que as sequências que estão nos cromossomos X dos marsupiais e mamíferos plancentários estão presentes nos cromossomos autossômos do ornitorrinco e das aves (Veyrunes et al, 2008). A estimativa mais velha foi baseada em relatórios mais “simples” sobre os cromossomos X de ornitorrincos e o que havia contido nestas seqüências (Grützner et al, 2004 & Watson et al, 1992). Com o avanço da ciência algumas mudanças ocorreram.

Diferente do homem, do chimpanzé e do rato, o conteúdo dos genes do cromossomos Y é pouco conhecido, mesmo para espécies como o cão ou a cadela cujos genomas já foram seqüenciados. Há uma variação considerável entre conteúdo de gene entre as espécies, embora eles se sobreponham e todos contenham genes como o SRY além de vários genes necessários para a espermatogênese. Este gene é um dos responsáveis pelo processo de diferenciação gonadal e fenotípica.

No ser humano, a maioria dos genes do cromossomo Y, são parálogos ao de outras espécies. Cromossomos parálogos são aqueles originados por duplicação antes ou depois da especiação (podem, ou não, ter o mesmo papel biológico).

Há genes parálogos com X também, e comparações de genes do Y em humanos, ratos, vacas e cavalos com genes do cromossomo X sugerem que diferentes subconjuntos de genes foram retidos em algumas espécies e perdidos em outras a partir de um antigo ancestral autossômo comum (Waters et al, 2007).

Homologia de genes entre os cromossomos Y existentes em mamíferos em comparação com seu ancestral. O roxo indica regiões pseudoautossômica, azul são as regiões eucromáticas não-recombinantes com Y, e cinza são heterocromatinas. As ordens dos genes dos cromossomos Y no rato e canguru são desconhecidas, e os genes listados sob os cromossomos são aqueles localizados em Y, para os quais não existem dados de posição disponíveis Cromossomos Y de diferentes espécies contêm diferentes subconjuntos de genes derivados do antigo par proto-X e Y. Padrões de expressão de genes ortólogos em espécies diferentes não são necessariamente os mesmos; Por exemplo, o gene ZFY humano é responsável pelo serviço de limpeza celular enquanto que em ratos é responsavel pela espermatogênese nos testículos. Isto sugere que uma função do gene em Y, pode mudar durante o curso da evolução em algumas linhagens.

Homologia de genes entre os cromossomos Y existentes em mamíferos em comparação com seu ancestral. O roxo indica regiões pseudoautossômica, azul são as regiões eucromáticas não-recombinantes com Y, e cinza são heterocromatinas. As ordens dos genes dos cromossomos Y no rato e canguru são desconhecidas, e os genes listados sob os cromossomos são aqueles localizados em Y, para os quais não existem dados de posição disponíveis Cromossomos Y de diferentes espécies contêm diferentes subconjuntos de genes derivados do antigo par proto-X e Y. Padrões de expressão de genes ortólogos em espécies diferentes não são necessariamente os mesmos; Por exemplo, o gene ZFY humano é responsável pelo serviço de limpeza celular enquanto que em ratos é responsavel pela espermatogênese nos testículos. Isto sugere que uma função do gene em Y, pode mudar durante o curso da evolução em algumas linhagens.

Os cromossomos X e Y humanos são altamente diferenciados. O cromossomo X possui 155Mb e representa cerca de 5% do genoma haplóide, contendo aproximadamente 1.100 genes com uma série de funções especializadas (Ross et al, 2005). O cromossomo X de mamíferos é altamente conservado entre espécies, na medida em que a ordem dos genes e o conteúdo são praticamente idênticas entre as espécies (Raudsepp et al, 2004) com a exceção dos roedores da família Muridae em que a ordem dos gene está embaralhada (Bourque et al, 2004).

Embora a maioria dos genes do cromossomo X humano não estejam envolvidos com o sexo, há um aumento na frequência (em relação ao autossômos) do genes relacionados ao sexo (genes SRR) (Saifi & Chandra, 1999). Muitos genes SSR do cromossomos X humano também estão envolvidos no desenvolvimento de algum tipo de desordem mental. Isso sugere que o mesmos genes foram recrutados para funções cerebrais, nos testículos e placenta, porque eles foram os responsáveis ​​pela especiação humana (Wilda et al, 2000), ou porque diferentes forças seletivas agiram de forma independente nas mesmas proteínas multifuncionais (Graves, 2006).

O cromossomo Y humano é muito menor e rico em repetitivas sequências. Embora pareça completamente diferente do o cromossomo X, compartilha uma pequena região homóloga; a região pseudoautossômica (PAR, sigla em inglês) dentro do qual existe um evento de recombinação obrigatório que ocorre durante a meiose na segregação em X e Y. Uma segunda pequena PAR está na extremidade do X e do Y humano. O resto do cromossomo Y é especificamente masculino (MSY para a sigla em inglês de male-specific Y) e representa cerca 2% do genoma haplóide (60 Mb) (Waters et al, 2007).

Grande parte da MSY é composta de simples seqüências repetitivas de DNA, e não contém genes. Mesmo a eucromatina (porção dos cromossomos que se cora fracamente e permanece descondensada e geneticamente ativa, exceto durante a divisão celular) com 24Mb contém alguns genes ativos; com 172 unidades de transcrição, muitos são pseudogenes intraduzíveis e outros são produtos de amplificação. Os códigos de MSY representam apenas 27 proteínas distintas (Skaletsky et al, 2003). Destas, 20 têm relação com o cromossomo X.

A homologia dos cromossomos XY nas regiões pseudoautossômicas PAR e uma porção preponderante dos genes de XY são compartilhados e apoiam a proposta de que estes cromossomos em mamíferos se originaram a partir de um par autossômico. A diferenciação do proto-Y começou quando um macho adquiriu uma acumulação de outros genes vantajosos do macho, em uma região na qual a recombinação foi suprimida (Ohno, 1967 & Charleswort, 1991). A falta de recombinação resultou em degradação progressiva porque nenhuma seleção foi mais posta em prática sob um único gene, mas sim o sobre o MSY inteiro. Sob estas condições a degradação do cromossomo Y se deu devido à maior variação, deriva e seleção ineficiente. A mutação é mais elevada no testículo do que nos ovário por causa dos ciclos de divisão adicional e repetitivos nesta estrutura. A seleção é ineficaz contra um alelo deletério em um Y, ou para um alelo favorável em um Y mau adaptado, e a deriva genética torna-se importante por causa da incapacidade de recombinar regiões não-mutantes do Y (Charlesworth, 2000).

Assim, dos ~1.100 genes do ancestral Y (agora representado pelo cromossomo X) apenas 45 “sobreviveram”. Sendo confinados aos homens, onde muitos deles evoluíram uma função na reprodução masculina, e veio a se expor sob a seleção positiva.

A inativação e eliminação da maior parte do cromossomo Y trouxe problemas de segregação cromossômica e dosagem de genes. Cromossomos emparelhamento na meiose foram comprometidos, de modo que mecanismos especiais que garantem alta recombinação na pequena PAR evoluiu (Waters et al, 2007).

Com a perda de funções de certos genes do Y, houve um desequilíbrio na dosagem do gene entre os sexos, que é compensado pela regulação positiva dos genes não-pareados no X (Nguyen & Disteche, 2006). Para compensar isso, o silenciamento transcricional de um cromossomo X nas células somática de fêmeas evoluiu. A inativação do cromossomo X é um mecanismo epigenético complexo controlado pelo gene XIST.

Uma visão geral da evolução de cromossomos sexuais em vertebrados. As homologias entre genomas de espécies representativas são indicadas por cores diferentes em SRY/SOX3 e DMRT1 que são controladas em cada espécie. Homólogos do réptil/ave são os pares ZW (cromossomos sexuais) e são indicados em verde, os homólogos do antigo cromossomo X e compartilhados por marsupiais e placentários (XCR/YCR) são azuis. Os homólogos autossomos que foram adicionados ao X e Y (XAR/YAR) estão em vermelho. As regiões cinzas dos cromossomos Y representam a heterocromatina. Grandes eventos na evolução de cromossomos sexuais são marcados na árvore. A seta mais escura indica a origem do SRY. O proto-X-Y de mamífero, além dos cromossomas sexuais e perda de placenta a partir dos cromossomas sexuais em monotremados são indicadas na árvore. São indicados diferentes sistemas de determinação do sexo, representados nas cobras, lagartos, anfíbios e peixes. Estes sistemas são heterogametico femininos (ZW), e heterogametico masculino (XY) e a temperatura influencia na determinação do sexo dependente.

Uma visão geral da evolução de cromossomos sexuais em vertebrados. As homologias entre genomas de espécies representativas são indicadas por cores diferentes em SRY/SOX3 e DMRT1 que são controladas em cada espécie.
Homólogos do réptil/ave são os pares ZW (cromossomos sexuais) e são indicados em verde, os homólogos do antigo cromossomo X e compartilhados por marsupiais e placentários (XCR/YCR) são azuis. Os homólogos autossomos que foram adicionados ao X e Y (XAR/YAR) estão em vermelho. As regiões cinzas dos cromossomos Y representam a heterocromatina. Grandes eventos na evolução de cromossomos sexuais são marcados na árvore. A seta mais escura indica a origem do SRY. O proto-X-Y de mamífero, além dos cromossomas sexuais e perda de placenta a partir dos cromossomas sexuais em monotremados são indicadas na árvore. São indicados diferentes sistemas de determinação do sexo, representados nas cobras, lagartos, anfíbios e peixes. Estes sistemas são heterogamético femininos (ZW), e heterogamético masculino (XY) e a temperatura influencia na determinação do sexo dependente. Clique para ampliar

O DNA do cromossomo Y humano é composto de cerca de 59 milhões de pares de bases, e é passado somente de pai para filho, ou seja, é uma herança patrilinear. Por essa razão, é possível fazer datações usando o cromossomo Y e estimar a data de origem de nossos ancestrais e possíveis linhagens, da mesma forma que o DNA mitocondrial, por ser uma herança matrilinear. Com a datação com o cromossomo Y o Homo sapiens do qual todos os seres humanos vivos descendem patrilinearmente foi estabelecido.  O consenso atual sobre a origem da humanidade usando cromossomo Y como ferramenta de datação em um estudo conduzido pela Escola de Medicina da Universidade de Stanford indica que a linhagem masculina (cromossomo Y) viveu entre 120 e 156 mil anos atrás, e da mulher viveu entre 99 e 148 mil anos atrás (Poznik, 2013 & Cann, 2013).

Um estudo recente “Chimpanzee and human Y chromosomes are remarkably divergent in structure and gene content” ressalta uma diferença de 30% entre os seres humanos (Homo sapiens) e chimpanzés (Pan troglodytes), isto porque o cromossomo Y tem uma das taxas de evolução mais rápidas no genoma humano (Ross et al, 2005). O problema é que há várias formas de se abordar estas comparações (por identidade total, bases alinhadas, identidade entre bases alinhadas e identidade de genes) e para a artigo não utilizou-se todo o genoma humano, ou mesmo todo o DNA do cromossomo Y. A pesquisa se restringiu somente a região MSY dos cromossomos de chimpanzés e humanos. Portanto, existe uma diferença de 30% enter humanos e chimpanzés nesta região e não em todo o cromossomo (Evolution academy, 2015). É preciso lembrar este detalhe para que se evite descontextualização e afirmações que não são ditas no artigo original.

Todos os genes do cromossomo Y são genes duplicados, ditos “hemizigóticos”, pois estão presentes em apenas um cromossomo, exceto nos casos de aneuploidia, quando ocorre síndromes XYY ou síndrome XXYY. Comparações entre regiões semelhantes do cromossomo Y em seres humanos e cromossomos Y de chimpanzés, bonobos e gorilas demonstram que o mesmo fenômeno de conversão para genes pareciam estar atuando a mais de 5 milhões de anos atrás, quando os seres humanos e os primatas não-humanos divergiram um do outro (Hughes et al, 2005).

Um estudo feito em 2006 por  Kuroki e amigos analisou a sequência de DNA do cromossomo Y do chimpanzé, incluindo 271kb da região pseudoautossômica e 12,7Mb da região MYS do cromossomo Y constatou uma maior divergência de seqüência entre o cromossomo Y humano e o de chimpanzés (cerca de 1,78%) do que entre os respectivos genomas inteiros (cerca de 1,23%). O estudo também confirmou que uma maior taxa evolutiva do cromossomo Y. Cada um dos 19 genes codificadores de proteínas em chimpanzés foram analisados e ​​tinham pelo menos uma substituição não-sinônima. Em 11 desses genes, havia taxas de substituição mais elevadas do que aquelas substituições não-sinônimas sugerindo um relaxamento da restrição seletiva e da seleção positiva ou ambos. Também foi identificado mudanças de linhagem específica, incluindo a eliminação de um fragmento de 200kb da região peri-centromérica  na espécie humana e uma expansão de famílias jovens de sequencias Alu, além de retrotransposons e repetições terminais em chimpanzés. A reconstrução do cromossomo Y ancestral comum reflete que as alterações dinâmicas em nossos genomas ocorreram nos últimos 6 milhões de anos desde a especiação com nosso ancestral comum com chimpanzés. Portanto, o artigo estabelece uma conexão clara entre os cromossomos Y de ambas as espécies.

O que torna os humanos diferentes de seus parentes evolutivos mais próximos, os chimpanzés esta ligado a questões genéticas. Somos semelhantes aos chimpanzés em cerca de 98,8% do genoma. Embora isto possa variar ligeiramente dependendo da amostragem. Claro, se  compararmos somente genes ligados ao processo de desenvolvimento do sistema nervoso em humanos e chimpanzés essa diferença aumenta para 16%, o que é compreensível considerando que do ponto de vista cognitivo temos atributos específicos como espécie que nos diferencia de um chimpanzé (Veja SEMELHANÇA GENÉTICA DE 99% COM CHIMPANZÉS).

A maioria dos projetos que utiliza o genoma como ferramenta concentra-se em elucidar a sequência e estrutura do genoma de uma espécie e, em seguida, identificar genes funcionalmente conservados. O genoma humano acabado fornece um catálogo de recursos genômicos que interagem com o ambiente para determinar a nossa biologia, fisiologia e susceptibilidade à doença. A conclusão da seqüência do genoma do projeto chimpanzé pelo Consortium 2005 forneceu um catálogo comparativo da genômica que pode ser usado para identificar genes ou regiões genômicas subjacentes às muitas características que distinguem os seres humanos e os chimpanzés (Varki & Altheide, 2005).

Detecção de duplicação segmentar em chimpanzé na montagem do genoma humano NCBI. Em A, mostra uma correlação do número de cópias e sequência em todo o genoma (R2=0,953) com base na análise de original e de loci de chimpanzé duplicado e o número de cópias conhecidas. De B até D, três exemplos de semelhanças de duplicações em chimpanzés que são retratadas com base em 4 analises de duplicações (WGAC humano, azul escuro; WSSD humano, preto; WGAC de chimpanzé, em roxo; e WSSD chimpanzé, em azul claro). Desvios significativos em chimpanzés são mostrados em vermelho. Pontos vermelhos indicam a posição de variantes.

Detecção de duplicação segmentar em chimpanzé na montagem do genoma humano NCBI. Em A, mostra uma correlação do número de cópias e sequência em todo o genoma (R2=0,953) com base na análise de original e de loci de chimpanzé duplicado e o número de cópias conhecidas. De B até D, três exemplos de semelhanças de duplicações em chimpanzés que são retratadas com base em 4 analises de duplicações (WGAC humano, azul escuro; WSSD humano, preto; WGAC de chimpanzé, em roxo; e WSSD chimpanzé, em azul claro). Desvios significativos em chimpanzés são mostrados em vermelho. Pontos vermelhos indicam posições de variantes. Clique para ampliar

O chimpanzé também tem sido visto como um modelo para doenças humanas por causa da sua estreita relação evolutiva conosco (com os anti-evolucionistas aceitando isto, ou não). As oportunidades surgem a partir da possibilidade de estudar questões da biologia evolutiva, e examinar as forças evolutivas que fundamentam a especiação recente e divergência fenotípica entre dois taxa de mamíferos intimamente relacionados, bem como os mecanismos pelos quais novidades evolutivas são geradas. A antropogenia (o estudo das origens humanas), tem interesses biomédicos e gerais de evolução que tornam o genoma do chimpanzé importantes.

A genômica e análise comparativa criaram novos insights sobre as taxas e os resultados dos processos moleculares (tais como substituições de nucleotídeos, duplicações de genes, inserções e deleções, retrotranspositions, e possíveis alterações cariotípicas) que moldaram a nossa espécie (Varki & Altheide, 2005).

Em uma comparação global das diferenças no conteúdo de duplicação segmentar entre os humanos e chimpanzés, um estudo determinou que 33% das duplicações humanas (94% de identidade de sequência) não são duplicadas no chimpanzé, incluindo algumas duplicações causadoras de doenças humanas. Combinando abordagens experimentais e computacionais, a taxa de duplicação genômica os dados resultaram em diferenças de expressão genética entre as espécies. Em termos de número de pares de bases afetadas, foi determinado que as duplicações contribuíram mais significativamente para as diferenças entre as espécies, seguido de eliminação de duplicações ancestrais. A conversão de genes no momento pós-especiação é responsável por menos de 10% das recentes duplicações segmentares. Especificamente em  chimpanzés, há uma hiperexpansão (com mais de 100 cópias) de segmentos específicos de DNA que resultaram em diferenças e alterações quantitativas marcantes na paisagem genômica da espécie e sua comparação com o ser humano. Quase todas as diferenças mais extremas de variações na estrutura dos cromossomos, incluindo o surgimento das porções subterminais da heterocromatica dos grandes símios africanos. Entretanto, de base por base, grandes eventos de duplicação segmentar tiveram um impacto maior (2,7%) na alteração da paisagem genômica destas duas espécies do que um único par de bases de substituição (1,2%) (Cheng, 2005).

A hiperexpansão de uma duplicação segmentar em chimpanzé. Um clone de DNA humano (WIBR2-1785A6) correspondente à região duplicada foi hibridizado contra uma série de cromossomos em metáfase primatas, incluindo humanos, chimpanzés comuns (P. troglodytes), bonobo (P. paniscus), gorila, orangotango, macacos e babuínos. Centenas de cópias foram mapeadas para as porções subterminais de cromossomos de chimpanzés e bonobos, indicando uma expansão da duplicação de linhagem específica a cerca de 2 a 6 milhões de anos atrás. Sinais intersticiais de cromossomos também são observados nos cromossomos VII e XIII e correspondem a hibridação cruzada com sequência de repetição satélite subterminal. Legenda: GGO, Gorilla gorilla; HSA, o Homo sapiens; MFU, Macaca fuscata; OWM, macaco do Velho Mundo; PAN, Papio anubis; PPA, Pan paniscus; P PY, Pongo pygmaeus; PTR, Pan troglodytes.

A hiperexpansão de uma duplicação segmentar em chimpanzé. Um clone de DNA humano (WIBR2-1785A6) correspondente à região duplicada foi hibridizado contra uma série de cromossomos em metáfase primatas, incluindo humanos, chimpanzés comuns (P. troglodytes), bonobo (P. paniscus), gorila, orangotango, macacos e babuínos. Centenas de cópias foram mapeadas para as porções subterminais de cromossomos de chimpanzés e bonobos, indicando uma expansão da duplicação de linhagem específica a cerca de 2 a 6 milhões de anos atrás. Sinais intersticiais de cromossomos também são observados nos cromossomos VII e XIII e correspondem a hibridação cruzada com sequência de repetição satélite subterminal. Legenda: GGO, Gorilla gorilla; HSA, o Homo sapiens; MFU, Macaca fuscata; OWM, macaco do Velho Mundo; PAN, Papio anubis; PPA, Pan paniscus; P PY, Pongo pygmaeus; PTR, Pan troglodytes. Clique para ampliar.

Essa análise revelou algumas propriedades importantes a respeito da surgimento e manutenção de duplicações de segmentos dentro da linhagem humana-símia. Ela permite determinamos que uma significativa fração do genoma (cerca de 1,5, ou 46Mb) é especificamente duplicado em uma linhagem, mas não em outras. Permitiu entender que 60% destas aparentes diferenças específicas de linhagem são resultado de duplicações genômicas, ao passo que a maior parte do restante é o resultado da deleção (Cheng, 2005).

No que se refere às diferenças qualitativas no conteúdo duplicação, o estudo identificou  copiar numéricas diferentes nas duplicações entre homem chimpanzés e que compartilhadas. Estas diferenças têm contribuído para um ganho líquido de 26Mb de duplicação segmentar dentro da linhagem dos chimpanzés. No total, foi estimado que 70Mb (2,7%) da sequência de eucromatina foram diferencialmente duplicadas entre o chimpanzé e o ser humano, com 4,4Mb de material genético adicionado, em média, por milhão de anos. No entanto, quando comparado com diferenças únicas de pares de base, que correspondem a diferença genética 1,2%, de base por base, os eventos de duplicação segmentar grandes tiveram um impacto maior (2,7%) na alteração da paisagem genômico nas duas espécies. O que mostraria uma semelhança entre chimpanzés de por volta 97,3% (Cheng, 2005).

Comparações também podem ser realizadas através da similaridade entre o Citocromo C de chimpanzés, bonobos, orangotangos, gorilas e macacos rhesus. Esse tipo de abordagem usando a bioinformática demonstra como podemos validar afirmações de similaridade e relacionamento filogenético de forma rápida e confiavel. Fonte: Evolution Academy http://evolutionacademy.bio.br/blog/2015/04/12/comparacoes-geneticas-entre-humanos-e-primatas/

Comparações também podem ser realizadas através da similaridade entre o Citocromo C de chimpanzés, bonobos, orangotangos, gorilas e macacos rhesus. Esse tipo de abordagem usando a bioinformática demonstra como podemos validar afirmações de similaridade e relacionamento filogenético de forma rápida e confiavel. Fonte: Evolution Academy. Clique para ampliar

Um outro estudo ainda fez uma comparação genômica entre o chimpanzé e o bonobo (Pan paniscus). Embora sejam semelhantes em muitos aspectos, diferem entre si notavelmente na questão comportamental, social e sexual. O estudo consistiu em um seqüenciamento e montagem do genoma do bonobo para estudar a sua relação evolutiva com o chimpanzé e com o genoma de humanos. Eles descobriram que cerca de 3% do genoma de humanos está mais intimamente relacionado com o de bonobos do que com o genoma do chimpanzé. As regiões estudadas permitiram que vários aspectos da linhagem das duas espécies de primatas fossem reconstruídas. Além disso, muitas dessas regiões se sobrepõem e podem eventualmente ajudar-nos a compreender a base genética de fenótipos que os seres humanos compartilham com cada um desses símios (Arnold et al, 2006).

Duplicações segmentares afetam pelo menos 80Mb do genoma do bonobo. Utilizou-se a sequência do cromossomo 21 de chimpanzé, juntamente com o do genoma humano para estimar uma taxa de erro de cerca de 2% (ou 10 kb) no genoma do bonobo, com qualidades comparáveis ​​para o cromossomo X e autossômos. O genoma do bonobo pode, portanto, servir como uma seqüência de alta qualidade para análises comparativas.

Em média, dois alelos de um único exemplar, de regiões autossômicas no genoma são aproximadamente 99,9% idênticas uma à outra, 99,6% das sequencias são idênticas no genoma de chimpanzés, 98,7% idênticas às sequências correspondentes no genoma humano.

Os pesquisadores ainda investigaram se bonobos e chimpanzés trocaram genes
após a sua separação. Para isto, analisaram estatisticamente o grau em que os genomas de bonobos podem estar mais próximos para alguns chimpanzés do que a outros. Foram geradas sequências de DNA de sete chimpanzés três bonobos. Em seguida, foram utilizados alinhamentos de conjuntos de quatro genomas, cada um consistindo de dois chimpanzés, um bonobo e um humano. Foi analisado também excessos de alelos compartilhados entre bonobo e chimpanzés, e comparados com o outro chimpanzé. Nenhuma diferença significativa entre o número de alelos derivados compartilhados foi encontrada. Assim, não há indicação de fluxo gênico preferencial entre bonobos e qualquer um dos grupos de chimpanzés testados (Arnold et al, 2006).

Em A) Distribuição geográfica dos bonobos e chimpanzés. B) estatísticas para o teste de mistura entre bonobos e três grupos de chimpanzés. Cada comparação pareada entre um bonobo e dois grupos de chimpanzés é retratado no painel. Cada ponto em um painel representa um indivíduo bonobo em comparação com dois indivíduos de diferentes grupos de chimpanzés. A mistura entre bonobo e chimpanzé é indicado por um “Z-score” superior a 4,4 ou menor - 4,4.

Em A) Distribuição geográfica dos bonobos e chimpanzés. B) estatísticas para o teste de mistura entre bonobos e três grupos de chimpanzés. Cada comparação pareada entre um bonobo e dois grupos de chimpanzés é retratado no painel. Cada ponto em um painel representa um indivíduo bonobo em comparação com dois indivíduos de diferentes grupos de chimpanzés. A mistura entre bonobo e chimpanzé é indicado por um “Z-score” superior a 4,4 ou menor – 4,4.

Tal separação contrasta com os relatórios que demonstram hibridização entre muitos outros primatas (Arnold et al, 2006). Mas é muito consistente com a hipótese de formação do rio Congo entre 1,5 e 2,5 milhões de anos atrás que criou uma barreira ao fluxo de gene na população ancestral que deu origem aos bonobos e chimpanzés e seus diferentes fenótipos.

Como a divisão da população entre bonobo e chimpanzés ocorreu relativamente perto no tempo para a divisão entre o ancestral bonobo-chimpanzé (Pan ancestral) e os seres humanos, nem todas as regiões genômicas são esperadas ser vistas no nas sequências de DNA de bonobos e chimpanzés que estão mais estreitamente relacionados entre si do que para os seres humanos. Essa semelhança de 3% do genoma humano mais estreitamente relacionadas com bonobos do que com chimpanzés pode ser usada para elucidar a história da população e eventos seletivos que afetaram o antepassado de bonobos e chimpanzés.

Além disso, cerca de 25% dos genes humanos contêm partes que estão mais estreitamente relacionadas com um ou outro símios. Tais regiões podem agora ser identificadas e contribuem para o entendimento do fundo genético e fenotípico entre esses primatas (Prüfer et al, 2012).

Descrição esquemática de uma Linhagem Incompleta de Classificação (ILS) onde os estados e percentuais de bases são atribuídos a cada Estado. Em B, o tamanho efetivo populacional e tempos parciais inferidos a partir do ILS e com base em um relógio molecular. Notamos que outras estimativas de taxas de mutação correspondentemente afetam as estimativas dos tempos parciais. Em C, a sobreposição entre os transposons ILS previstos e as mais próximas atribuições dentro de 100 bp de uma inserção do transposon. Em D, a proporção de ILS em exons, introns e todo o genoma, contados dentro de aproximadamente 1 MB de segmentos de alinhamento. Em E, temos as proporção de ILS dependentes das taxas de recombinação.

Descrição esquemática de uma Linhagem Incompleta de Classificação (ILS) onde os estados e percentuais de bases são atribuídos a cada Estado. Em B, o tamanho efetivo populacional e tempos parciais inferidos a partir do ILS e com base em um relógio molecular. Notamos que outras estimativas de taxas de mutação correspondentemente afetam as estimativas dos tempos parciais. Em C, a sobreposição entre os transposons ILS previstos e as mais próximas atribuições dentro de 100 bp de uma inserção do transposon. Em D, a proporção de ILS em éxons, íntrons e todo o genoma, contados dentro de aproximadamente 1 MB de segmentos de alinhamento. Em E, temos as proporção de ILS dependentes das taxas de recombinação.

Cariótipo – a fusão cromossômica

Em 1991, Ijdo e colegas identificaram dois cosmídeos alélicos no cromossomo humano 2, denominados c8.1 e c29B, cada uma contendo duas matrizes teloméricas invertidas em vertebrados com um arranjo cabeça-cabeça, 5′ (TTAGGG) N-(CCCTAA) 3’. Sequências teloméricas repetidas são características dos pré-telomeros humanos. A partir de uma série de análises usando enzimas como a BAL-31 nuclease, com a clonagem artificial de cromossomos humanos e hibridação in situ descobriu-se que essas sequências repetidas e invertidas hibridizam-se com a banda 2q13, e com subconjuntos de extremidades dos cromossomos humanos. Conclui-se que o locus clonado em c8.1 e c29B é uma relíquia de uma antiga fusão telômero-telômero e marca o ponto em que dois cromossomos de um símios ancestral fundiram-se para dar origem ao cromossomo humano 2 (Ijdo et al, 1991).

Semelhanças em padrões de bandas cromossômicas e homologias de hibridação entre a porção final telomérica em cromossomos humanos sugerem que o cromossomo 2 surgiu da fusão de dois cromossomos ancestrais símios (Wienberg &  Stanyon, 1990).

Dados moleculares mostram evidências de que este evento deve ter ocorrido a
6 milhões de anos atrás.

Dados citogenéticos apontam que a fusão telomérica ocorreu próximo a região 2ql (Yunis & Prakash, 1982). A observação de que o DNA telomérico está presente na banda cromossômica 2q13 mostra que os telômeros (extremidades dos cromossomos), estao envolvidos nessa fusão (Wells et al, 1990). Normalmente, os telômeros formam um amortecedor dinâmico contra a perda de sequências internas e evitam a fusão cromossômica.

A seta indica a localização da região 2q

A seta indica a localização da região 2q13 e 2q14

Por outro lado, as extremidades de DNA não-telomericos estão sujeitas à degradação por nucleases e a fusão por ligação (Haber et al, 1984). As extremidades dos cromossomos humanos consistem em matrizes de cabeça-cauda com sequencias TTAGGG, executando-se no sentido 5′-3′ para a extremidade do cromossoma, com comprimentos médios de 5-10 kilobases (kb) em células somáticas (Allshire et al, 1988).

As extremidades proximais destas matrizes contêm formas degeneradas desta repetição, tais como TTGGGG e TGAGGG  (Allshire et al, 1989).

Sequências adjacentes a estas repetições simples têm sido caracterizados em um número de cromossomos humanos e mostrou consistir em elementos repetitivos, cada um compartilhado por um subconjunto em todos os cromossomos. Além disso, essas repetições teloméricas estão presentes em locais intersticiais, geralmente em regiões sub-teloméricos mas também em locais distintos no interior de banda interna 2q13 (Wells et al, 1990).

O trabalho de Ijdo consistiu em isolar duas dessas estruturas alélicas que foram localizados
no cromossomo 2, contendo cada um dois conjuntos de repetição telomérica TTAGGG numa disposição invertida. As sequências são características das regiões pré-terminais de cromossomos humanos. Os dados demonstram que uma fusão dos telômero-telômero ocorreu em cromossomos ancestrais deixando uma relíquia patognomônica na banda 2q13. Isso quer dizer que a relíquia cromossômica tem características específicas, idiossincráticas que permitem identifica-la como uma fusão.

Esta fusão representa a redução de 24 pares de cromossomos nas grandes símios (chimpanzés, orangotango, gorila e) para 23 em humano moderno e deve, portanto, ter sido um evento relativamente “recente” (Ijdo et al, 1991).

Estudos citogenéticos comparativos em espécies de mamíferos indicam que as mudanças Robertsonianas têm desempenhado um papel importante na evolução do cariótipo (Ward et al, 1987 & Wurster et al, 1988).

Este estudo demonstra que a fusão dos telômeros-telômero, ao invés de translocação após quebras cromossômicas, é responsável pela evolução do cromossomo humano 2 de cromossomos ancestrais símios. Essa fusão cromossômica acompanhou também uma inativação ou eliminação de um dos centrômeros ancestrais, bem como por eventos que estabilizam o ponto de fusão. Estudos de hibridização sugerem que há um remanescente de um centrômero ancestral na banda 2q21, o que é consistente com a fusão telomérica proposta por Ijdo (1991).

As evidências sobre o cromossomo humano 2 e sua fusão cabeça-cabeça de dois cromossomos ancestrais não acabam por ai. Sequências que uma vez residiam perto das extremidades dos cromossomos ancestrais são agora intersticialmente localizadas nas porções do cromossomo 2q13 e 2q14 (Ijdo et al, 1991).

As porções destas sequências tinham se duplicados em outros locais, antes da fusão e isto pode ser constatado em análises da estrutura genômica e história evolutiva. Foi o que fez um trabalho realizado por  Yuxin Fan e colegas (2002) quando estudaram 600 kb de estrutura genômica que cercam o local de fusão e sequências estreitamente relacionadas em outros cromossomos humanos. Blocos de sequência que ocorrem próximos das matrizes invertidas de repetições dos telômeros degenerados que marcam o local de fusão são duplicados principalmente em regiões subteloméricas. Grandes porções de um bloco centrômero-proximal de 168kb são duplicados nas porções 9pter, 9p11.2, e 9q13, com 98% e 99% de identidade de sequência média. Um bloco de 67 kb no lado distal do local de fusão é altamente homólogo com as sequências correspondentes em 22qter. Um terceiro segmento de de aproximadamente 100 kb é 96% idêntico a a 2q11.2.

Resumo das regiões de homologia com porções da sequência de 614 kb em torno do local de fusão em 2q13-2q14.1 que foram identificados. Linhas sólidas vermelhas indicam as regiões com >95% de identidade com a sequência média 2qFus. As cores diferentes são usados para indicar sequências divergentes, com linhas cheias indicam a extensão da sequência, as outras linhas pontilhadas indicam qualquer sequência indisponível que não tem homologia com qualquer outros segmentos mostrados. Blocos 9p11.2-A e -B no mapa mostram uma região peri-centromérica de 9 por hibridação fluorescente in situ e estão atribuídos a 9p11.2.

Resumo das regiões de homologia com porções da sequência de 614 kb em torno do local de fusão em 2q13-2q14.1 que foram identificados. Linhas sólidas vermelhas indicam as regiões com >95% de identidade com a sequência média 2qFus. As cores diferentes são usados para indicar sequências divergentes, com linhas cheias indicam a extensão da sequência, as outras linhas pontilhadas indicam qualquer sequência indisponível que não tem homologia com qualquer outros segmentos mostrados. Blocos 9p11.2-A e -B no mapa mostram uma região peri-centromérica de 9 por hibridação fluorescente in situ e estão atribuídos a 9p11.2.

Ao integrar dados sobre a extensão e similaridade desses blocos parálogos, incluindo a presença de elementos repetitivos e filogeneticamente informativos, com observações da sua distribuição cromossômica em primatas não-humanos, foi possível encontrar a ordem das duplicações que levaram à sua disposição atual. Vários destes blocos duplicados podem estar associados com pontos de interrupção e inversões que ocorreram durante a evolução dos primatas e de rearranjos cromossômicos recorrentes em seres humanos.

Isto explica o cariótipo humano. Os seres humanos têm 46 cromossomos, enquanto que o chimpanzé, gorila, orangotango e tem 48. Esta grande diferença cariotípica consolidada pela fusão de dois cromossomos ancestrais como dito, levou a inativação posterior de um dos dois centrômeros originais (Yunis e Prakash, 1982) e o resultado desse fenômeno deixou essas sequências próximas as extremidades dos cromossomos ancestrais. Assim, referimos a região essa região em torno da fusão como 2qFus.

O trabalho de Ijdo foi pioneiro pois mostrou a hibridação cruzada entre a área 2qFus e várias regiões sub-teloméricos através da técnica de hibridação in situ por fluorescencia (tendo a sigla FISH em inglês) (Ijdo et ai 1991).

Resumo de hibridização fluorescente in situ (FISH) as análises dos cromossomos hominídeos usando BACs RP11-480C16 (verde), RP11-395L14 (azul), e RP11-432G15 (vermelho) derivados do local de fusão ancestral humano no 2T13-q14.1. Os dados para os cromossomos 2, 9 e 22, que transportam os principais blocos paralogos em humanos, são mostrados no topo, de modo que os padrões de bandas não são obscurecidos pelos sinais de FISH. Outros cromossomos são mostrados no painel inferior. Sinais de hibridação atendidos em cada local foram marcados a partir de imagens digitalizadas.

Resumo de hibridização fluorescente in situ (FISH) as análises dos cromossomos hominídeos usando BACs RP11-480C16 (verde), RP11-395L14 (azul), e RP11-432G15 (vermelho) derivados do local de fusão ancestral humano no 2T13-q14.1. Os dados para os cromossomos 2, 9 e 22, que transportam os principais blocos paralogos em humanos, são mostrados no topo, de modo que os padrões de bandas não são obscurecidos pelos sinais de FISH. Outros cromossomos são mostrados no painel inferior. Sinais de hibridação atendidos em cada local foram marcados a partir de imagens digitalizadas.

Várias porções da região em torno do local onde dois cromossomos ancestrais se fundiram foram duplicadas em outro local no genoma humano, principalmente em locais sub-teloméricos e peri-centroméricos. Pelo menos 24 genes funcionais e 16 pseudogenes residem em 614 kb de sequência em torno do local da fusão e em outros segmentos de parálogos desses cromossomos. Comparando as sequências de cópias genômicas e transcritas, é possível notar que pelo menos 18 dos genes nestas regiões são parálogos e transcricionalmente ativos. Entre estes, estão alguns genes do domínio cobalamina-sintetase-W (CBWD) e o domínio de uma família de genes denominado FoxD4. Cópias dos pseudogenes RPL23A e SNRPA1 e foram incluídas nas duplicações segmentares, foram retrotransposicionadas de tal modo que é possível encontrar 53 pseudogenes de RPL23A no genoma humano e mapear a cópia funcional do SNRPA1 na região 15qter. Fan e colegas analisaram a sequência do genoma humano e descobriram novas informações sobre a localização de estruturas intron-exon e cópias funcionais de outros genes da fusão (PGM5, genes específicos de retina como o F379, a helicase CHLR1, e acrosina).

Isto ilustra que a duplicação e rearranjo das regiões sub-teloméricos e peri-centroméricas tem relevância funcional para a biologia humana e surgem a partir de eventos evolutivos de alguns amilhões de anos. Estes processos podem alterar a dosagem de um gene (ou de genes) e gerar novas funções.

As análises genômicas de Fan sobre o cromossomo 2 e sua fusão iluminaram a história complexa e dinâmica de sequências na região. Duplicações segmentares envolvendo sequências 2qFus e sequencias parálogas têm multiplicado sete genes. De dois a sete cópias destes genes (ou talvez mais) estão presentes no genoma humano.

A existência de genes em segmentos 2qFus parálogas suporta a ideia de que as duplicações são um processo evolutivo importante para a mudança funcional (Nei et al, 1997). Dos 32 genes pertencentes às famílias de genes associados com as duplicações de segmentos da região de fusão (excluindo os pseudogenes processados), 14 são transcricionalmente ativos; e outros 6 parecem ser capazes de codificar proteínas funcionais, podendo ser transcritos em tecidos ou em estágios de desenvolvimento ainda desconhecidos; 12 são pseudogenes com parciais ou interrompidos de sequencias “open reading frame” (ORF). O destino destes genes duplicados é coerente com o modelo de nascimento e morte para a evolução gene (Nei et al 1997). Uma fração relativamente elevada de genes funcionais potencialmente poderia refletir a ação purificadora de seleção naqueles duplicados (Fan et al., 2002).

Esses genes descritos foram incorporados em regiões com extensa homologia entre si. Essas regiões são altamente suscetíveis a eventos de recombinação ectópica que podem resultar em rearranjos cromossômicos brutos (Ji et al 2000;. Samonte & Eichler 2002; Stankiewicz & Lupski 2002). Estes rearranjos poderiam perturbar ou alterar a dosagem de qualquer um dos genes aqui descritos, que conduz a um fenótipo anormal. Portanto, testar tais alterações nos genes identificados neste estudo como candidatos potenciais para doenças humanas ligadas ao local a fusão ancestral ou blocos parálogas parece ser viável, e assim, nota-sen como eventos evolutivos novamente acabam tendo extensões importantes para a medicina. Além disso, há variações normais na sequência, número de cópias ou no contexto cromossômico destes genes, tais como os localizados e sub-telomericamente transcritos F379 que são específicos de retina (Mah et al, 2001) e genes de receptores olfativos (Mefford et al, 2001), que pode contribuem para tratar doençcas causadas por diferenças fenotípicas entre os indivíduos saudáveis.

Na genética, este evento de fusão de cromossomos tem nome, translocação cromossômica. Uma translocação cromossômica causa o rearranjo de partes entre cromossomos. Elas podem ser classificadas como translocações Robertsonianas ou não-Robertsonianas.

As translocações não-Robertsonianas são geralmente uma troca de material entre cromossomos não-homólogos. Elas ocorrem em cerca de 1 em cada 625 recém-nascidos humanos e geralmente não causam danos (Mackie & Scriven, 2002).

Em translocações Robertsonianas ocorre um rearranjo que envolve dois cromossomos acrocêntricos (quando o centrômero está mais próximo das extremidades do que do centro) que se fundem próximos da região do centrômero e ocorre a perda de seus braços curtos. O cariótipo resultante em humanos possui somente 45 cromossomos já que dois cromossomos se uniram com a fusão. Os portadores de translocações Robertsonianas são fenotipicamente normais. Por exemplo, portadores de translocações Robertsonianas envolvendo o cromossomo 21 possuem uma maior chance de ter uma criança com síndrome de Down (Oliver-Bonet et al, 2002). Embora, em ambos os casos, a translocação possa causar aborto.

Hoje sabemos que o cromossomo 2 é o segundo maior cromossomo humano, e engloba mais de 242 milhões de pares de bases (Human Molecular Genetics, 2009) e representa cerca de 8% do DNA total de células.

A dentificação de genes em cada cromossomo é uma área ativa de pesquisa genética com cerca de 1.491 genes, incluindo as do grupo de genes homeobox HoxD (Hillier et al, 2005), aqueles genes reguladores do desenvolvimento embrionário de animais, fungos e plantas.

Todos os membros da família Hominidae (exceto seres humanos, Neandertais e Denisovanos) têm 24 pares de cromossomos (Meyer et al, 2012).

Conclusão

Infelizmente ocorre uma intensa negação sobre a natureza de si mesmo, especialmente nos proponentes de movimentos anti-ciência como os criacionistas/design inteligente. Existe uma perda de identidade em não se enxergar como parte e protagonista de processos evolutivos e uma forte não-aceitação a ciência em certas pessoas que optam por seguir uma crença religiosa e divulgar a falsa ideia de que é preciso negar a evolução ou a crença; ou que não é possível seguir seus preceitos religiosos sem abrir mão de certos conhecimentos produzidos pela ciência.

Referências

Allshire RC, Gosden JR, Cross SH, Cranston G, Rout D, Sugawara N, Szostak JW, Fantes PA, Hastie ND. Telomeric repeat from T. thermophila cross hybridizes with human telomeres. Nature. 1988 Apr 14;332(6165):656–659.
Allshire RC, Dempster M, Hastie ND. Human telomeres contain at least three types of G-rich repeat distributed non-randomly. Nucleic Acids Res. 1989 Jun 26;17(12):4611–4627.
Arnold, M. L. & Meyer, A. Natural hybridization in primates: one evolutionary mechanism. Zoology 109, 261–276 (2006)
Bourque G, Pevzner PA, Tesler G. Reconstructing the genomic architectureofancestralmammals:lessonsfromhuman,mouse,andratgenomes. Genome Res 2004;14:507–16.
Charlesworth B. The evolution of sex chromosomes. Science 1991;251: 1030–3.
Charlesworth B, Charlesworth D. The degeneration of Y chromosomes. Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci 2000;355:1563–72.
Callway. E. Genetic Adam and Eve did not live too far apart in time. August 2013
Cheng1 Z, Mario Ventura2 , Xinwei She1, Philipp Khaitovich3 , Tina Graves4 , Kazutoyo Osoegawa5 , Deanna Church6, Pieter DeJong5, Richard K. Wilson4 , Svante Pa¨a¨bo3 , Mariano Rocchi2 & Evan E. Eichler.A genome-wide comparison of recent chimpanzee and human segmental duplications. NATURE|Vol 437|1 September 2005
Graves, J. A. M. (2006). “Sex chromosome specialization and degeneration in mammals”. Cell 124 (5): 901–914
Graves J.A.M., Koina E., Sankovic N. (2006). “How the gene content of human sex chromosomes evolved”. Curr Opin Genet Dev 16 (3): 219–24.
Grützner F, Rens W, Tsend-Ayush E; et al. (2004). “In the platypus a meiotic chain of ten sex chromosomes shares genes with the bird Z and mammal X chromosomes”. Nature 432 (7019): 913–9177.
Haber JE, Thorburn PC, Rogers D. Meiotic and mitotic behavior of dicentric chromosomes in Saccharomyces cerevisiae. Genetics. 1984 Feb;106(2):185–205.
Hamilton, Jon (January 13, 2010). “Human Male: Still A Work in Progress”. NPR.
Hillier; et al. (2005). “Generation and annotation of the DNAD sequences of human chromosomes 2 and 4”. Nature 434 (7034): 724–31.
Hughes, Jennifer F.; et al. (2005). “Conservation of Y-linked genes during human evolution revealed by comparative sequencing in chimpanzee”. Nature 437 (7055): 100–103.
Human Molecular Genetics Table 2.3: Human chromosome groups”. Human Molecular Genetics (2nd ed.). Garland Science. 1999.
Ijdo*t, A. BALDINIt§, D. C. WARDt, S. T. REEDERS**, AND R.A. WELLS*. Origin of human chromosome 2: An ancestral telomere-telomere fusion. roc. Nadl. Acad. Sci. USA Vol. 88, pp. 9051-9055, October 1991
Ji Y, Eichler EE, Schwartz S, Nicholls RD. Structure of chromosomal duplicons and their role in mediating human genomic disorders. Genome Res. 2000;10:597–610.
Kuroki1, Atsushi Toyoda1, Hideki Noguchi1, 2, Todd D Taylor1, Takehiko Itoh3, Dae-Soo Kim4, Dae-Won Kim4, 5, Sang-Haeng Choi4, Il-Chul Kim4, Han Ho Choi4, Yong Sung Kim4, Yoko Satta6, Naruya Saitou7, Tomoyuki Yamada2, Shinichi Morishita2, Masahira Hattori1, 8, Yoshiyuki Sakaki1, Hong-Seog Park4, 5 & Asao Fujiyama1, 9. Comparative analysis of chimpanzee and human Y chromosomes unveils complex evolutionary pathway. Nature Genetics 38, 158 – 167 (2006)
Lahn B, Page D; Page (1999). “Four evolutionary strata on the human X chromosome”. Science 286 (5441): 964–7.
Mackie Ogilvie C. and Paul N Scriven (December 2002). “Meiotic outcomes in reciprocal translocation carriers ascertained in 3-day human embryos”. European Journal of Human Genetics (European Society of Human Genetics) 10 (12): 801–806. doi:10.1038/sj.ejhg.5200895. PMID 12461686. Retrieved 2008-12-26.
Mah N, Stoehr H, Schulz HL, White K, Weber BH. Identification of a novel retina-specific gene located in a subtelomeric region with polymorphic distribution among multiple human chromosomes. Biochim Biophys Acta. 2001;1522:167–174.
Mefford HC, Linardopoulou E, Coil D, van den Engh G, Trask BJ. Comparative sequencing of a multicopy subtelomeric region containing olfactory receptor genes reveals multiple interactions between non-homologous chromosomes. Hum Mol Genet. 2001;10:2363–2372.
Meyer M, Kircher M, Gansauge MT, Li H, Racimo F, Mallick S, Schraiber JG, Jay F, Prüfer K, de Filippo C, Sudmant PH, Alkan C, Fu Q, Do R, Rohland N, Tandon A, Siebauer M, Green RE, Bryc K, Briggs AW, Stenzel U, Dabney J, Shendure J, Kitzman J, Hammer MF, Shunkov MV, Derevianko AP, Patterson N, Andrés AM, Eichler EE, Slatkin M, Reich D, Kelso J, Pääbo S; Kircher; Gansauge; Li; Racimo; Mallick; Schraiber; Jay; Prüfer; De Filippo; Sudmant; Alkan; Fu; Do; Rohland; Tandon; Siebauer; Green; Bryc; Briggs; Stenzel; Dabney; Shendure; Kitzman; Hammer; Shunkov; Derevianko; Patterson; Andrés; et al. (October 2012). “A high-coverage genome sequence from an archaic Denisovan individual”. Science 338 (6104): 222–6.
Nei M, Gu X, Sitnikova T. Evolution by the birth-and-death process in multigene families of the vertebrate immune system. Proc Natl Acad Sci. 1997;94:7799–7806.
Nguyen DK, Disteche CM. Dosage compensation of the active X chromosome in mammals. Nat Genet 2006;38:47–53.
Oliver-Bonet; J. Navarro1; M. Carrera; J. Egozcue; J. Benet (October 2002). “Aneuploid and unbalanced sperm in two translocation carriers: evaluation of the genetic risk”. Molecular Human Reproduction (Oxford University Press for the European Society for Human Reproduction and Embryology) 8 (10): 958–963.
Ohno S. Sex chromosomes and sex-linked genes. New York: Springer-Verlag; 1967.
Poznik GD, Henn BM, Yee MC, Sliwerska E, Euskirchen GM, Lin AA, Snyder M, Quintana-Murci L, Kidd JM, Underhill PA, Bustamante CD (August 2013). “Sequencing Y chromosomes resolves discrepancy in time to common ancestor of males versus females”. Science 341 (6145): 562–565.
Prüfer,  Kasper Munch, Ines Hellmann,  Keiko Akagi,     Jason R. Miller, Brian Walenz,    Sergey   oren,   Granger Sutton,            Chinnappa Kodira,        Roger Winer,    James R. Knight, James C. Mullikin,     Stephen J. Meader,      Chris P. Ponting,           Gerton Lunter, Saneyuki Higashino,       Asger Hobolth, Julien Dutheil,   Emre Karakoç,  Can Alkan,        Saba Sajjadian,         Claudia Rita Catacchio, Mario Ventura,  Tomas Marques-Bonet, Evan E. Eichler, Claudine André,            Rebeca Atencia,           Lawrence Mugisha,       Jörg Junhold,   Nick Patterson, Michael Siebauer,         Jeffrey M. Good,  Anne Fischer,   Susan E. Ptak, Michael Lachmann,       David E. Symer,           Thomas Mailund,          Mikkel H. Schierup, Aida M. Andrés,        Janet Kelso      & Svante Pääbo. The bonobo genome compared with the chimpanzee and human genomes. Nature 486,527–531 (28 June 2012)
Raudsepp T, Lee EJ, Kata SR, Brinkmeyer C, Mickelson JR, Skow LC, et al. Exceptional conservation of horse-human gene order on X chromosome revealed by high-resolution radiation hybrid mapping. Proc Natl Acad Sci USA 2004;101:2386–91.
Ross MT, Grafham DV, Coffey AJ, Scherer S, McLay K, Muzny D, et al. The DNA sequence of the human X chromosome. Nature 2005;434:325–37
Saifi GM, Chandra HS. An apparent excess of sex- and reproduction related genes on the human X chromosome. Proc R Soc Lond B Biol Sci 1999;266:203–9.
Samonte RV, Eichler EE. Segmental duplications and the evolution of the primate genome. Nat Rev Genet. 2002;3:65–72
Skaletsky H, Kuroda-Kawaguchi T, Minx PJ, Cordum HS, Hillier L,Brown LG, et al. The male-specific region of the human Y chromosome is a mosaic of discrete sequence classes. Nature 2003;423:825–37.
Stankiewicz P, Lupski JR. Genome architecture, rearrangements and genomic disorders. Trends Genet. 2002;18:74–82.
Varki1 and Tasha K. Altheide. Comparing the human and chimpanzee genomes: Searching for needles in a haystack. Genome Res. 2005. 15: 1746-1758
Veyrunes F, Waters PD, Miethke P; et al. (2008). “Bird-like sex chromosomes of platypus imply recent origin of mammal sex chromosomes”. Genome Research 18 (6): 965–973.
Ward OG, Wurster-Hill DH, Ratty FJ, Song Y. Comparative cytogenetics of Chinese and Japanese raccoon dogs, Nyctereutes procyonoides. Cytogenet Cell Genet. 1987;45(3-4):177–186.
Warren WC, Hillier LDW, Graves JAM; et al. (2008). “Genome analysis of the platypus reveals unique signatures of evolution”. Nature 453 (7192): 175–183.
Watson, Jaclyn M.; Riggs, Arthur; Graves, Jennifer A. Marshall (1992). “Gene mapping studies confirm the homology between the platypus X and echidna X1 chromosomes and identify a conserved ancestral monotreme X chromosome”. Chromosoma 101 (10): 596–601.
Waters, P. Mary C. Wallis, Jennifer A. Marshall Graves. Mammalian sex—Origin and evolution of the Y chromosome and SRY.  Seminars in Cell & Developmental Biology 18 (2007) 389–400
Wells RA, Germino GG, Krishna S, Buckle VJ, Reeders ST. Telomere-related sequences at interstitial sites in the human genome. Genomics. 1990 Dec;8(4):699–704.
Wilda M, Bachner D, Zechner U, Kehrer-Sawatzki H, Vogel W, Hameister H. Do the constraints of human speciation cause expression of thesame set of genes in brain, testis, and placenta? Cytogenet Cell Genet 2000;91:300–2.
Wienberg J, Jauch A, Stanyon R, Cremer T. Molecular cytotaxonomy of primates by chromosomal in situ suppression hybridization. Genomics. 1990 Oct;8(2):347–350
Wurster-Hill DH, Ward OG, Davis BH, Park JP, Moyzis RK, Meyne J. Fragile sites, telomeric DNA sequences, B chromosomes, and DNA content in raccoon dogs, Nyctereutes procyonoides, with comparative notes on foxes, coyote, wolf, and raccoon. Cytogenet Cell Genet. 1988;49(4):278–281.
Yunis JJ, Prakash O. The origin of man: a chromosomal pictorial legacy. Science. 1982 Mar 19;215(4539):1525–1530.
Yunis JJ, Prakash O. The origin of man: A chromosomal pictorial legacy. Science. 1982;215:1525–1530
Yuxin Fan, Elena Linardopoulou, Cynthia Friedman, Eleanor Williams, and Barbara J. Trask1. Genomic Structure and Evolution of the Ancestral Chromosome Fusion Site in 2q13–2q14.1 and Paralogous Regions on Other Human Chromosomes. Genome Res. 2002. 12: 1651-1662

58 thoughts on “O HOMEM É UM PRIMATA, E NÃO PODEMOS NEGAR NOSSA GENÉTICA.

  1. Para visualizar melhor olhe o site :https://darwinrefutado.wordpress.com/2014/02/16/projeto-genoma-vs-evolucao-nao-somos-98-chimpanzes/ Uma análise da alegação comum sobre os genomas de humanos e chimpanzés serem bem idênticos demonstra que isso é terrivelmente inverossímil, após uma averiguação das metodologias e dados descritos em várias das principais pesquisas publicadas.

    Estimativas de similaridade nas sequências de DNA são baseadas principalmente em amostras biológicas e/ou dados pré-selecionados.
    Trechos genômicos diferentes demais para serem satisfatoriamente alinhados foram tipicamente omitidos, mascarados e/ou não mencionados. Além disso, os dados finais sobre as lacunas (genéticas) entre as bases alinhadas também foram muitas vezes descartados (que conveniente…), exagerando ainda mais as (altas) estimativas finais.

    São esses processos de omissão de dados, altamente selecionados, impulsionados pelo dogma darwinista que produzem o comumente recitado percentual de 98% de semelhança.

    Com base na análise dos dados fornecidos em várias publicações, incluindo o frequentemente citado relatório do consórcio genoma chimpanzé de 2005, é seguro concluir que as semelhanças entre humanos e chimpanzés não é nem de longe superior a ~87%, e possivelmente não maior do que 81%. Estas estimativas foram revistas com base nos dados relevantes omitidos das principais pesquisas realizadas nos últimos anos.

    Sem mencionar a abismal diferença entre os cromossomos Y de ambas as espécies (como veremos mais adiante), que mesmo não tendo papel tão importante para a comparação genômica em si, por outro lado posa como terrível paradoxo contra a pífia e plástica, não-falseável “teoria” da evolução.

    Dados do sequenciamento genômico são muitas vezes passados por vários níveis de triagem inicial, filtragem e seleção antes de serem finalmente analisados e postos em teste.
    Um dos principais problemas com a investigação no campo da genética comparativa, é que na maioria dos estudos, há uma grande quantidade de pré-seleções aplicada às amostras biológicas disponíveis e aos dados antes da análise final realizada. Só os dados mais promissores (segundo a teoria em voga, lógico), “peneirados” de um conjunto inicial é que são normalmente extraídos para uma análise final.

    Os primeiros estudos humano-chimpanzé usando cinética de reassociação

    As estimativas iniciais que trouxeram a crença nos 98% de semelhança entre os DNAs humano-chimpanzé vieram de um campo de estudo chamado cinética de reassociação. Estes relatórios iniciais alimentaram precipitadas declarações por proponentes populares da TE como Richard Dawkins, que afirmou: “Os chimpanzés e nós compartilhamos mais de 99 por cento dos nossos genes.” Na época, essa declaração era presunçosa, porque os genomas completos de humanos e chimpanzés não eram conhecidos. Os esboços iniciais destes não foram anunciados, até 2001 e 2005, respectivamente.

    Os supostos dados aos quais Dawkins se referia em 1986 eram uma mera estimativa indireta com base na cinética de reassociação de DNA humano e do chimpanzé: genes mistos não claramente definidos. Na cinética de reassociação, calor e/ou química são usados para separar a cadeia dupla do ADN em duas.
    Quando o DNA é reassociado de maneira controlada, pode ser então fracionado utilizando vários protocolos. Quanto mais lenta a reassociação, mais complexo e geneticamente “denso” o DNA é dito ser.

    Para os estudos comparativos, a cadeia única da fração de ADN é recolhida a partir de duas espécies diferentes, misturadas entre si, dissociadas, deixando então se reassociarem de modo que o ADN humano e de chimpanzé possam recombinar entre si. O nível de bases complementares correspondentes entre os trechos pode ser indiretamente medido através de uma variedade de métodos que medem as taxas/níveis de reassociação. O porém nisso é que apenas as frações da cadeia única do genoma humano e dos primatas é que foram utilizados para obter estimativas iniciais de similaridade. Cientistas focaram na fração de cadeia única por causa da elevada concentração de genes. No entanto, muitos genes estão localizados nas outras porções do genoma e assim foram deixados de fora da análise. Outro problema é que praticamente todo o genoma é agora conhecido ser funcional em algum aspecto e as regiões não-codificadoras de proteinas foram provadas como sendo essenciais para fornecer muitas características de controle crítico e moldagem dos nucleótideos.

    Referência Total de bases
    analizadas

    Bases alinhadas Suposta semelhança
    no DNA

    Similaridade ADN real *
    Britten, 2002 846,016 779,132 95.2% ~ 87%
    Ebersberger et al., 2002 3,000,286 1,944,162 98.8% < 65%
    Liu et al., 2003 10,600,000 4,968,069 (hum–chimp) 98.9% sem indels ?
    Wildman et al., 2003 ~90,000 (exons de 97 genes) ? 98.4–99.4% ?
    Chimp. Chrom. 22
    Consort.

    32,799,845 ? 98.5% excluindo
    indels

    80–85% incluindo
    indels

    Nielson et al., 2005 ? ? 99.4% regiões
    genéticas

    ?
    Chimp. Seq. Consort. 2005 Inteiro genoma (5x) 2.4 Gb 95.8% 81%**

    Tabela . Resumo da comparação entre os genomas em diversos artigos. Quando fora possível, dados omitidos dos alinhamentos foram usados para produzir uma mais fidedigna comparação real entre os DNA’s.

    * Baseado na quantidade de sequências omitidas do DNA durante os alinhamentos

    ** Comparado a dados do The International Human Genome Sequencing Consortium (2004)—((.9577 x 2.4 Gb) / 2.85 Gb) x 100

    ? Não foi possível calcular a semelhanças genômica real devido aos dados não serem providos

    Um dos primeiros trabalhos de sequências de DNA que apareceram no início do projeto genoma do chimpanzé foi talvez um dos mais objetivos. Roy Britten, um dos pioneiros na cinética de reassociação de DNA, comparou a seqüência genômica de cinco clones de DNA de chimpanzés de grande inserção (cromossomos bacteriais artificiais ou BACs) e da sequência genômica humana, utilizando um atípico programa de computador baseado em Fortran que não era/está disponível publicamente. Estas cinco seqüências BAC de chimpanzés foram escolhidas porque eram as únicas até então disponíveis. Os pesquisadores geralmente escolhem BACs iniciais para o seqüenciamento do genoma devido ao seu conteúdo de DNA de cópia-única, o que os torna mais fáceis de serem “montados” e comparados com outras espécies.

    O tamanho total da sequência de DNA para todos os 5 BACs era de 846.016 bases. No entanto, apenas 92% desta era alinhável ao ADN humano, pelo que as estatísticas finais contaram apenas as 779.132 bases. A seu favor Britten incluiu os dados das inserções e deleções (indels) e daí relatou uma semelhança de ~ 95%. No entanto, um número mais realista incluiria a seqüência de alta qualidade completa de todos os cinco BACs, tão legítimos como os indels dentro dos alinhamentos, dando uma semelhança de DNA final de 87%!

    Ilustração de uma região alinhada mostrando possíveis substituições e indels (inserções-deleções) que podem variar de uma a milhares de bases pareadas. As inserções e deleções (indels) representam a adição ou perda de sequência de ADN na comparação de sequência com a outra. Indels podem variar em tamanho de uma única base para mais de milhares.

    Outro estudo notável publicado por Ebersberger et al., publicado no mesmo ano que artigo de Britten, utilizou seqüênciamento genômico obtido a partir de fragmentos aleatórios de tamanhos selecionados na faixa de 300 a 600 bases. Essas sequências de DNA foram alinhados a uma versão anterior do conjunto do genoma humano usando o algoritmo BLAT (Blast-Like Alignment Tool). Pesquisadores selecionaram dois terços da seqüência total para análises posteriores. Um terço da sequência de chimpanzé não alinhou-se ao genoma humano e foi descartado. A seção de métodos no artigo descreve como o subconjunto de dados pré-selecionados foi posteriormente filtrado para obter apenas os melhores alinhamentos. Os dados resultantes foram então sujeitos a uma variedade de análises comparativas que, para todos os fins práticos, são completamente insignificantes tendo em vista o nível extremamente elevado de seleção, dados mascarados, e filtragem aplicada. Não é de se surpreender que eles tenham reportado uma diferença final de apenas 1.24% em áreas altamente similares entre os dois genomas… Se contarmos todos os dados descartados e filtrados, teremos como resultado uma similaridade não maior do que 65% (Ver tabela).
    Pouco após esses artigos iniciais sobre essas comparações, uma estranha tendência repentinamente surgiu, no sentido de apenas divulgar os resultados finais dos alinhamentos, e pior, omitindo todos os detalhes específicos sobre a metodologia: como os dados foram filtrados, selecionados, “maquiados”, o que fora usado/descartado, etc. Dados cruciais que permitiriam leitores a calcularem pessoalmente um quadro mais real começaram a ser consistentemente ocultos.

    Exemplo, Liu et al. relatou sobre alinhamento genômico entre humanos e chimpanzés, babuínos e saguis. Informação importante sobre o conjunto inicial de sequências e dados específicos dos alinhamentos foram sumariamente omitidos! Apenas relataram que usaram uma quantidade total de 10.6 Mb de sequências para todas as espécies comparadas. Sua estimativa final dos alinhamentos, omitindo indels e áreas não-alinháveis, foi de 98.9%. Incluindo indels, o valor seria de 95.6%, similar a pesquisa de Britten (já contando os trechos descartados, claro).

    Outra tendência preocupante é que apenas sequências codificadoras de proteínas (éxons) altamente conservadas passaram a ser utilizadas nas pesquisas. Nós sabemos atualmente que sequências não-codificadoras de proteínas, que compôe mais de 95% do DNA, são críticas para todos os aspectos genômicos e genéticos funcionais. Seguindo essa tendência de alinhar apenas sequências exônicas, Wildman et al. divulgaram um estudo que comparou apenas exons de humanos e chimpanzés, 97 fragmentos, somando um total de 90.000 bases. Os éxons pré-selecionados eram baseados no fato de serem presentes em ambas espécies e reconhecidamente tidos como altamente alinháveis. Por causa dessa abordagem tendenciosa e escassez de detalhes sobre o material analisado e os métodos, fica impossível chegar a uma estimativa realista dos dados omitidos e do alinhamento em si.

    Em 2004, Watanabe et al. usaram uma variedade de “bibliotecas” BAC para selecionar clones para sequência de DNA representando o cromossomo 22 dos primatas. A sequencia foi comparada ao cromossomo 22 de humanos. A ressalva é que os clones BAC dos primatas só eram selecionados se cada um contesse de 6 a 10 marcadores de DNA humanos. Novamente, uma pré-seleção nada imparcial e honesta dos materiais ocorreu.

    Neste caso, antes mesmo dos dados sequenciais serem ao menos gerados. Lamentavelmente, estastícas gerais sobre o alinhamento não foram dadas no artigo nem em seus materiais suplementares. Os autores afirmam um percentual de substituições de nucleotídeos de 1.44% em areas alinhadas, mas não ofereceram nada que incluísse os indels. Enquanto esses foram omitidos do sequenciamento, os autores indicam que haviam 82.000 deles e proveram um histograma que mostra graficamente o tamanho da distribuição baseados em dados agrupados. Estranhamente, nenhum dado sobre o tamanho médio dos indels foi providenciado. Da mesma forma, foi dado o número de lacunas na seqüência, mas nada sobre o tamanho total acumulado destas. Baseados nos limitados e incompletos dados oferecidos, podemos estimar uma semelhança genômica entre 80% a 85%.

    Um dos estudos mais ambiguos foi publicado por Nielson et al. Mantendo a inclinação a nova “modinha”, apenas éxons altamente alinhaveis foram utilizados e nenhum dado foi provido que permitisse um calcúlo real da similaridade total. Do total inicial de sequencias na analise (20.361) os pesquisadores acabaram deixando de lado 33% (6.630) em uma ambigua afirmação sobre “controle de qualidade altamente conservativo”. Em outras palavras, 1/3 dos dados geneticos primatas iniciais não se alinhavam aos dos humanos, sendo então eliminados. De fato, nenhum substancial dado foi concedido para, pelo menos, avaliar os 2/3 finais que foram comparados. Os autores apenas relatam sobre a divergências de sequencias substituidas nas chamadas “áreas silenciosas”. Essas são as áreas de onde os dados foram descartados, representando locais onde a variação genética supostamente representa pouca ou nenhuma função no genoma. Nós já vimos que mesmo areas não-codificadoras são funcionalmente ativas. Dados sobre diferenças nos indels foram completamente omitidas.

    O artigo divisor de águas

    A publicação mais marcante sobre comparações dos genomas foi o artigo da Nature de 2005 sobre o International Chimpanzee Genome Sequencing Consortium. Infelizmente, este trabalho seguiu a tendência previamente estabelecida, onde a maioria dos dados comparativos foi dado em um formato altamente seletivo e ofuscado e informações detalhadas sobre os alinhamentos estavam ausentes.

    A maior parte do mesmo somente consiste em uma variedade de “análises” evolutivas hipotéticas para várias taxas de divergência e as forças seletivas por trás disso.

    Assim, a questão crítica da semelhança geral foi cuidadosamente evitada. Contudo, com base nos números fornecidos no artigo, podemos se deparar com uma semelhança geral do genomas bem aquém do comumente aceito, incluindo informações simultâneas publicadas a partir do projeto genoma humano. No que diz respeito ao alinhamento geral, os autores declaram “Os melhores alinhamentos a nível de nucleotídeos recíprocos dos genomas de chimpanzés e humanos cobrem ~ 2,4 gigabases(GB) de seqüência de alta qualidade”. A esta altura, a montagem eucromática humana foi calculada como sendo 99% completa, compondo um total de 2.85 Gb tendo uma taxa de erro de 1 em cada 100.000 bases. Os autores do genoma chimp afirmam: “As diferenças nos indels entre os genomas compões total de ~ 90 MB. Diferença que corresponde a ~3% de ambos genomas, e que sobrepuja os 1.23% de diferença resultantes das substituições nos nucleotídeos.”

    Em suma, apenas ~2.3 Gb da sequencia chimp alinhou-se no altamente apurado e completo genoma humano (2.85 Gb), uma operação que incluiu o mascaramento de sequências de baixa complexidade. Sobre a sequência primata que alinhou-se, os dados para substituições e indels indica uma semelhança de 95.8%, uma figura distorcida que exclui as regiões mascaradas e ocultas. Adicionando estas, uma estimativa total do DNA chimpanzé comparado ao humano produz uma estimativa conservadora de cerca de 80.6%! Em 2005, uma área com 5 vezes a cobertura redundante do genoma chimp foi atingida, o que deve ter representado 95% da sequência total senão mais.
    Wood em seu relatório agrega uma análise que tenta validar a inteira montagem do genoma chimp de 2005, usando sequências de aminoácidos de genes ortólogos já sendo reconhecidos como similares, bem alinháveis. Comparações de aminoácidos proteícos entre sequências de órtologos conhecidos, eletronicamente traduzidos dificilmente é considerado um eficiente indicador de semelhanças genômicas. Ortólogos são genes em diferentes espécies que são cridos terem evoluídos de um gene ancestral comum, principalmente porque eles tem a mesma função e sequencias similares em ambas espécies. Outro problema com proteínas geradas eletronicamente para comparações é indicado pelo fato de a maioria de genes mamíferos submeterem-se a áreas alternativas de inicio/fim de transcrições e traduções, multíplos mecanismos de splicing (um processo que remove os íntrons e junta os éxons depois da transcrição do RNA.) de exóns, segmentos decodificadores de RNA regulatório intragene, elementos ampliadores e muitos outros aspectos transcritores de códigos bem complexos.

    À luz do nosso conhecimento atual sobre como o genoma funciona na prática, a abordagem antiquada de usar seqüências de proteínas nucleares deduzidas eletronicamente para comparações intergenômicas precisa ser seriamente repensada por ambos evolucionistas e criacionistas.

    Árvore genealógica arrancada desde as raízes…

    Seguindo o resumo de Wood, vários outros estudos subsequentes vieram, como o de Ebersberger et al, no qual uma grande soma de sequencias de humanos, chimpanzés, orangotangos, resos e gorilas foram usadas para a construção de filogenias (alinhamentos múltiplos analisados em formato de “árvore” evolutiva). As sequências de DNA’s passaram por vários níveis de seleção para pré-analise, “ podamento” e filtragem para um ótimo alinhamento. Primeiro, uma série de 30.112 sequencias foi selecionada que compartilhavam homologia (similaridades sobrepostas) entre as cinco espécies. Essas seqüências foram alinhadas e apenas aqueles que produziram ≥ 300 alinhamentos de base foram reutilizados em outra série de alinhamentos.
    Este processo de filtração removeu mais de 22% da já conhecida, pré-selecionada sequência homóloga. Apesar de toda essa filtragem visando produzir o alinhamento evolutivo mais favorável à árvores de dados, os resultados não mostraram qualquer caminho claro de parentesco entre seres humanos e chimpanzés ou qualquer um dos grandes primatas. O que surgiu foi um verdadeiro mosaico de sequências únicas de DNA humano e de primatas; contradizendo qualquer ramificação clara de ancestralidade comum. Talvez o melhor resumo sobre a pesquisa pode ser encontrado nas palavras do próprio autor:

    “Para cerca 23% de nosso genoma, nós não compartilhamos nenhuma ancestralidade genética imediata com o nosso parente vivo mais próximo, o chimpanzé.”

    “Assim, em dois terços dos casos, uma genealogia no qual os seres humanos e os chimpanzés não são parentes próximos uns dos outros, geneticamente. As genealogias correspondentes são incongruentes com a árvore das espécies. Em concordância com as evidências experimentais, isto implica que não existe tal coisa como uma história evolutiva única do genoma humano. Pelo contrário, ela se assemelha mais a uma colcha de retalho de regiões individuais cada qual seguindo suas próprias genealogias. “

    O cromossomo Y

    Um dos relatórios mais prejudiciais ao dogma evolucionista que veio a tona nos últimos anos é a comparação do cromossomo Y de seres humanos e, eles, os chimpanzés. Nesse estudo, a região específica do sexo masculino (RMS), uma grande região do cromossomo Y, foi comparada entre ambos. Para realizar isto, uma quantidade razoável de re-sequenciamentos tinha de ser executado devido ao fato da sequência do chimpanzé nesta área ser fragmentada e ainda incompleta. O resultado final foi de 25.800.000 bases de seqüência chimp do cromossomo Y de alta precisão, distribuídos em oito segmentos contíguos. Quando comparado com o cromossomo Y humano, as diferenças se mostraram enormes. Os autores afirmam: “Cerca de metade da seqüência ampliconica de chimpanzés não tem partes homólogas alinhávéis no MSY humano, e vice-versa.” A seqüência amplicônica contém unidades repetidas ornadas (chamados de palíndromos), que leem-se do mesmo jeito de trás para frente e vice-versa. Disperso dentro destes palíndromos estão as famílias de genes que são expressos principalmente nos testículos.

    Não só 50% deste tipo de sequência não alinhou-se entre si, humanos foram encontrados como tendo mais do dobro de genes no total (60 contra 25 deles). Existem também três categorias completas de genes (famílias de genes) encontradas nos seres humanos, que não estão nem sequer presentes nos chimpanzés. Relacionado com esta grande diferença no conteúdo de gene, observam os autores que “Apesar da estrutura elaborada do MSY chimpanzé, seu repertório genético é consideravelmente menor e mais simples do que a do MSY humano” e “o MSY chimpanzé contém apenas dois terços dos genes distintos ou famílias de genes do MSY humano, e apenas metade do número de unidades de transcrição de codificadores de proteínas.”

    E não para por ai… Sobre a zona do cromossomo conhecida como “X-degenerada” (segundo a concepção evolucionista de que o cromossomo Y é apenas uma “mutação” simplificada do cromossomo X, o que deu origem aos machos…), os pesquisadores notaram tremendas diferenças em organização e localização além de diferenças no conteúdo. De fato, humanos possuem 3 classes inteiras de genes “X-degenerados” completamente ausente no dos primatas.
    Diante de tantas divergências incongruentes com a teoria darwinista, os autores ridiculamente cogitam que “as sequências MSY mantidas em ambas linhagens foram EXTRAORDINARIAMENTE sujeitas a reorganização: comparações “dot-plot” dos cromossomos inteiros demonstram marcantes diferenças na estrutura geral.”. Dizer que ambos os cromossomos foram “extraordinariamente sujeitos” a realinhamento, reorganização, não é senão uma ridícula tentativa de “explicar” essa divergência abismal entre ambos cromossomos, o que pegou os proponentes da teoria de surpresa. Outras diferenças são afirmadas no artigo:

    “As regiões amplicônicas de chimpanzés são particularmente massivas (44% maior que nos humanos) e arquitetadamente ornadas, com 19 palíndromos (contra 8 em humanos) e elaborado espelhamento de sequências de nucleotídeos entre os curtos e longos braços do cromossomo, uma característica não encontrada no dos humanos”

    “Dos 19 palíndromos primatas, apenas 7 são encontrados também em humanos, os outros 12 são específicos de chimpanzés. Diferente do nosso, praticamente todos os palíndromos dos chimpanzés existem em múltiplas cópias”.

    Por esses e outros fatores alarmantes, os autores, perplexos, concluíram:

    “De fato, em 6 milhões de anos (segundo a teoria, lógico) de separação, a diferença no conteúdo genético do MSY de chimpanzés e humanos é mais comparável com a diferença no conteúdo genético autossômico entre galinhas e humanos, após 310 milhões de anos de separação (evolutiva)”

    Contaminação das amostras durante experimentos pode colaborar com a elevada similaridade…

    Outro fator a ser considerado no debate similaridade humano-chimp é que alguns casos de alta semelhança da sequência pode ser devido a contaminação. Não apenas a montagem e organização do genoma primata ainda ser feito em grande parte com base na estrutura do genoma humano, também parece agora que a contaminação generalizada das bases de dados não-primatas com DNA humano é um problema grave e pode ser tão elevado como 10% em alguns casos. Contaminação humana resulta do processo de clonagem de fragmentos de ADN no laboratório para a sequenciação em que as células humanas lançadas no ar provenientes de tosse, espirros e contato físico com os dedos contaminados. A detecção e caracterização de contaminação de DNA humano em bases de dados de primatas pode ser uma tarefa difícil e altamente subjetiva por causa do dogma fundamental de evolução dos primatas. É também digno de nota que o genoma do chimpanzé foi sequenciado durante o período de tempo em que a contaminação de ADN generalizado humano não tinha sido bem exposta. O problema de contaminação é também confundido com o uso da estrutura humana para a montagem e anotação da sequência de chimpanzé.

    De fato, a contaminação não só é possível através de erro de laboratório, mas é introduzida de propósito durante a montagem do genoma do chimpanzé tendo base no dogma darwinista. Em um site recente no banco de dados Ensembl (projeto conjunto de bioinformática entre EMBL-EBI e o Wellcome Trust Sanger Institute), uma página intitulada “Chimp Genebuild ‘fornece as seguintes informações a respeito de uma das formas em que o genoma humano é usado como um guia/gabarito para montar e organizar o genoma primata:

    “Devido ao pequeno número de proteínas (muitos dos quais alinhadas na mesma localização) uma camada adicional de estruturas genéticas foi adicionada através da projeção de genes humanos. A anotação de alta qualidade do genoma humano e o elevado grau de semelhança entre os genomas humano e chimpanzé nos permite identificar genes em chimpanzés por transferência de genes humanos para o local correspondente no dos chimpanzés.”

    “As transcrições de codificação das proteínas da estrutura genética de humanos são projetadas através do WGA [montagem do genoma inteiro] sobre os cromossomos do genoma do chimpanzé. Pequenas inserções / deleções que interrompem a leitura de camada das transcrições resultantes são corrigidas inserindo-se íntrons “frame-shift” dentro da estrutura ”

    Incrível, mas, afim de sustentar a já consensual teoria de parentesco de humanos e chimps, pesquisadores usam o genoma humano para organizar e remontar o genoma primata, sem contar também a contaminação humana e a voluntária adição de DNA humano dentro das lacunas existentes no genoma primata, afim de demonstrar uma similaridade final maior do que o normal…

    Mais possíveis diferenças

    Aproveitando a deixa, vejamos mais tipos de diferenças que podem ser encontradas entre genomas (além de indels, substituições e lacunas, que podem ter tamanhos variando de algumas bases pareadas a mais de milhares), segundo um review de Gagneux and Varki (Mol Phylogenet Evol 18:2–13):

    -Diferenças citogenéticas;
    -Diferenças no tipo e quantidade de DNA repetitivo genômico e elementos transponíveis;
    -Abundância e distribuição de retrovírus endógenos;
    -Presença e extensão de polimorfismos alélicos;
    -Eventos específicos de inativação de genes;
    -Diferenças de seqüência de genes, duplicação de genes;
    -Polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs);
    -Diferenças na expressão gênica;
    -Variações no splicing do RNA mensageiro.

    E mais:

    -Humanos tem 23 pares de cromossomos, chimpanzes tem 24. Evolucionistas atestam que um dos cromossomos humanos se fundiu durante a “evoluçao” humana… Mas seria mesmo uma mera fusão de cromossomos a solução para a origem de nossa inteligência, raciocínio, filosofia, etc? Bem, cavalos selvagens da raça Przewalski, encontrados em estepes na Eurásia, possuem 66 cromossomos (33 pares), cavalos domesticos possuem 64 (32 pares), mas não vemos sinal de inteligência nem nada inerente a humanos nos cavalos selvagens… Apenas continuam sendo cavalos do mesmo jeito, inclusive podem se cruzar com os domésticos e ter prole fertil!

    -Ao fim de cada cromossomo encontra-se uma rede de sequências de DNA repetidas nomeadas de telômeros. Chimps e outros primatas tem cerca de 23 kilobases (1 kilobase= 1000 bases pareadas de DNA) em repetições. Humanos, em contrapartida, possuem telômeros bem mais curtos, medindo apenas 10 kilobases…
    -Se 18 cromossomos são ‘virtualmente idênticos’ entre humanos e chimps, os cromossomos 4,9 e 12 são consideravelmente divergentes, o que levou cientistas (como A. Gibbons em 1998 “Science 281:1432–1434”) a considerarem isso como evidência de “remodelagem”. Genes e marcadores nesses cromossomos são organizados em ordem e maneira bem diferente entre as duas espécies…

    -No artigo de Fujiyama, Watanabe e CIA, em 2002, foram comparados mapas clonados do cromossomo 21 de ambas espécies. Eles encontraram “enormes regiões não-aleatórias de diferença entre os dois genomas”. Encontraram também uma quantidade de regiões que “podem corresponder a inserções que são espécificas da linhagem humana”.

    -Após o Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium, foi constatado que o genoma chimp pode ser de 6 a 11.5% maior do que o nosso genoma!

    Fontes:

    International Human Genome Sequencing Consortium, Initial sequencing and analysis of the human genome, Nature 409:861–920, 2001.
    Venter, J.C. et al., The sequence of the human genome, Science 291:1304–1351, 2001.
    The Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium, Initial sequence of the chimpanzee genome and comparison with the human genome, Nature 437:69–87, 2005.

    Bergman, J., The functions of introns: from junk DNA to designed DNA, Perspectives on Science and Christian Faith 53(3):170–178, 2001.
    Cohen, J., Relative differences: the myth of 1%, Science 316:1836, 2007.

    Hoyer B.H. et al., Examination of hominid evolution by DNA sequence homology, J. Human Evol. 1:645–649, 1972.

    Sibley, C.G. and Ahlquist, J.E., The phylogeny of the hominoid primates, as indicated by DNA-DNA hybridization, J. Mol. Evol. 20:2–15, 1984.

    Sibley, C.G., DNA hybridization evidence of hominoid phylogeny: a reanalysis of the data, J. Molec. Evol. 30:202–236, 1990.

    Gibbons, A., Which of our genes make us human? Science 281:1432–1434, 1998.

    Bergman, J. and Tomkins, J., Is the human genome nearly identical to chimpanzee?—a reassessment of the literature, J. Creation 26(1):54–60, 2012.

    Wood, T.C., The chimpanzee genome and the problem of biological similarity, Occasional Papers of the BSG 7:1–18, 2006.

    Britten, R.J., Divergence between samples of chimpanzee and human DNA sequences is 5% counting indels, Proc. Nat. Acad. Sci. 99:13633–13635, 2002.

    Ebersberger, I. et al., Genomewide comparison of DNA sequences between humans and chimpanzees, American J. Human Genetics 70:1490–1497, 2002.

    Liu, G. et al., Analysis of primate genomic variation reveals a repeat-driven expansion of the human genome, Genome Res. 13:358–368, 2003.

    Wildman, D.E. et al., Implications of natural selection in shaping 99.4% nonsynonymous DNA identity between humans and chimpanzees: enlarging genus Homo, Proc. Nat. Acad. Sci. 100:7181–7188, 2003.

    Watanabe, A.F. et al., DNA sequence and comparative analysis of chimpanzee chromosome 22, Nature 429:382–388, 2004.

    Nielson R. et al., A scan for positively selected genes in the genomes of humans and chimpanzees, PLOS Biology 3(6):e170. doi:10.1371/journal. pbio.0030170, 2005.

    International Human Genome Sequencing Consortium, Finishing the euchromatic sequence of the human genome, Nature 431:931–945, 2004.

    The ENCODE Project Consortium, Identification and analysis of functional elements in 1% of the human genome by the ENCODE pilot project, Nature 447:799–816, 2007.

    Barash Y. et al., Deciphering the splicing code, Nature 465:53–59, 2010.

    Ebersberger, I. et al., Mapping human genetic ancestry, Molec. Biol. Evol. 24:2266–2276, 2007.

    Hughes, J.F. et al., Chimpanzee and human Y chromosomes are remarkably divergent in structure and gene content, Nature 463:536–539, 2010.

    International SNP Map Working Group, A map of human genome sequence variation containing 1.42 million single nucleotide polymorphisms, Nature 409:928–933, 2001.

    Longo, M.S. et al., Abundant human DNA contamination identified in non-primate genome databases, PLoS ONE 6(2): e16410, 2011.

    Fujiyama, A., Watanabe, H., Toyoda, A., Taylor, T.D., Itoh, T., Tsai, S.F., Park, H.S., Yaspo, M.L., Lehrach, H., Chen, Z., Fu, G., Saitou, N., Osoegawa, K., de Jong, P.J., Suto, Y., Hattori, M., and Sakaki, Y. 2002. ‘Construction and analysis of a Human-Chimpanzee Comparative Clone Map.’ Science 295:131–134

    • As fontes cientificas usadas não refutam a genética da evolução humana. A nature em momento algum disse que a evolução humana esta descartada. Cuidado, Mats do darwinismo wordpress distorce os artigos., Se voce pegar cada artigo citado vai ver que as analisas são a favor da evolução humana. Ja tentaram até distorcer o pronunciamento do editor chefe da revista nature dizendo que ele rejeitava a evolução. Ja disseram que nem todo o genoma de ambas as espécies foram comparados, o que é falso. Ja inventaram que esconderam parte do genoma que não se alinhavam, o que é falso. Disseram que houve contaminação, inclusiva proposital (como se fossemos conspiradores rsrsrs) para validar a coisa, mas ao mesmo tempo que criticam isto usam as mesmas fontes cientificas que criticam. Enfim. Os artigos estão referenciados no texto. Nenhum dos artigos diz que a evolução humana, do ponto de vista genético, é inconclusiva. Ao contrário, a aplicabilidade dessas descobertas em outras áreas faz valer as informações dos artigos
      https://netnature.wordpress.com/2015/06/15/o-jogo-sujo-criacionista-o-que-disse-henry-gee-editor-senior-da-revista-nature-e-o-que-ele-nao-disse-sobre-a-evolucao/

      Segundo, o texto acima traz uma série de dados recentes sobre a genética de humanos. A genética não nega, as homologias são claras. Sinto muito!!!

    • ” A conclusão da seqüência do genoma do projeto chimpanzé pelo Consortium 2005 forneceu um catálogo comparativo da genômica que pode ser usado para identificar genes ou regiões genômicas subjacentes às muitas características que distinguem os seres humanos e os chimpanzés (Varki & Altheide, 2005).”

      Note o que o Mats usa Consortium, ou o Craig venter hehehehe Alias, se voce pegar os artigos eles claramente defendem a evolução. veja uns exemplos

      International Human Genome Sequencing Consortium, Initial sequencing and analysis of the human genome, Nature 409:861–920, 2001.
      “Repeats are often described as ‘junk’ and dismissed as uninteresting. However, they actually represent an extraordinary trove of information about biological processes. The repeats constitute a rich palaeontological record, holding crucial clues about evolutionary events and forces.”

      Venter, J.C. et al., The sequence of the human genome, Science 291:1304–1351, 2001.
      “Duplications of segmental blocks, ranging in size up to chromosomal lengths, are abundant throughout the genome and reveal a complex evolutionary history. Comparative genomic analysis indicates vertebrate expansions of genes associated with neuronal function, with tissue-specific developmental regulation, and with the hemostasis and immune systems. DNA sequence comparisons between the consensus sequence and publicly funded genome data provided locations of 2.1 million single-nucleotide polymorphisms (SNPs). A random pair of human haploid genomes differed at a rate of 1 bp per 1250 on average, but there was marked heterogeneity in the level of polymorphism across the genome. Less than 1% of all SNPs resulted in variation in proteins, but the task of determining which SNPs have functional consequences remains an open challenge.”

      The Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium, Initial sequence of the chimpanzee genome and comparison with the human genome, Nature 437:69–87, 2005.
      “our common ancestor, constituting approximately thirty-five million single-nucleotide changes, five million insertion/deletion events, and various chromosomal rearrangements. We use this catalogue to explore the magnitude and regional variation of mutational forces shaping these two genomes, and the strength of positive and negative selection acting on their genes. In particular, we find that the patterns of evolution in human and chimpanzee protein-coding genes are highly correlated and dominated by the fixation of neutral and slightly deleterious alleles. We also use the chimpanzee genome as an outgroup to investigate human population genetics and identify signatures of selective sweeps in recent human evolution”

      Esses artigos, bem como tantos outros citados peo proprio Mats atestam a evolução humana do ponto de vista genético.

      Pode pegar qualquer um, o Consortium estabelece as diferenças entre as espécies comaprando genomas inteiros ou regiões especificas de alguns cromossomos. Voce não pode dizer que uma espécie é 6 ou 10 ou 60% diferente de outra usando somente um trecho pequeno do DNA. Segundo, a homologia é estabelecida não comparando somente os genomas au a pau. A homologia (como bem declarou o geneticista Sean B Carrol em “Infinitas formas de grande beleza”) se estabelece pela verossimilhança no DNA, nos genes, nas redes de genes e no padrão de expressãodos genes.
      É nessa miriade que o homem se diferencia dos chimpanzés. Pelas redes alteradas em cada uma das linhagens durante a separação do ancestral comum (atestada pelos fosseis e pela datação molecular). Comparar somente os genes que fazem aprte do desenvolvimento do sistema nevoso central entre chimpanzés e humanos vai ter uma diferença muito maior, porque correspondem a poucos genes (comparado com o total de genes da espécie) e que representa exatamente a diferença cognitiva que há entre nós e chimpanzés. Embora certas caracteristicas cognitivas dele sejammelhores do que a nossa em certos pontos (memoria de curto prazo por exemplo)

      Pode olhar os dadose as afirmativas dos artigos de Mats, elas justificam porque ohomem e os chimpanzés são relacionados filogenéticamente. Veja os dados dos artigos e não o que os religiosos dizem sobre os dados dos artigos. Leia a informação na integra e não o discurso ideológico de alguém que acha algo porque segue um conjunto de afirmativas não científicas. Note que usei as mesmas referencias do Mats (darwinismo.wordpress).
      Boa leitura!!!

      • Bem será que o Designer Inteligente é nocivo a ciência mesmo ? Pense comigo : essa proposta não visa usar a bíblia para fazer ciência; somente quer apontar indícios de que há um projeto no mundo com ordem, funcionalidade, propósito e beleza ( algo que não entendo qual vantagem evolutiva agrega ); visando libertar a mente de visões pré-concebidas, limpando o conciente para uma pesquisa de um modelo que sugere que tudo ao nosso redor é gerido por complexidade; então tudo isso constroe uma linha de pensamento livre de pressupostos e aberta a busca mediante evidências. Afinal por que é tão difícil dizer que o mundo foi projetado ? Toda a tecnologia humana foi projeta e essa tecnologia é coisa de criança comparada a as estruturas finamente ajustadas que compõem o vasto universo nos três níveis : micro,macro e cosmológico. Isso seria uma liberdade científica, pois todos poderiam buscar, principalmente na área da biologia e geologia, estudar o material sem um pensamento definido que é incerto e nunca foi provado; proporcionando espaço para galgarem progressos reais. Seria maravilhoso; porque acabaria com essa ditadura que impõem a evolução.

      • Mas a visão pre-concebido vigente sempre foi a da religião. E o design inteligente não é constatavel😉 e pior, ele é apresentado como um Deus biblico. Voce defende ele como o Deus biblico, o Eberlin também.
        Eu só conheço um proponente do Design inteligente que não afirma que o Design é o Deus cristão, que é o Michael behe…e ainda sim, ele compactua com a evolução biológica!!!

        Toda a tecnologia humana foi projetada, e sabemos que foi projetada porque sabemos que somos engenheiros, vemos os engenheiros criando carros, relógios e ferramentas….essa constatação empirica e mensuravel não é possivel no caso de um designer inteligente. E a analogia compara nós, que somos sabidamente inteligente com Deus que parte-se da presunção que e como nós, ou que somos sua imagem e semelhança….isto é teologia!!!😉

      • Você mencionou sobre os processos forenses para solucionar o crime, e por meio de rastros detectar sinais da ação do criminoso e até sua persoanalidade. Acabou de definir a proposta do Designer Inteligente; porque se esse processo para vocês evidencia seleção natural, por que não evidenciaria o papel de uma Mente Inteligente por trás da complexidade que gere a vida ? Vê que vocês falam tanto de ciência, mas fazem algo anti-científico : selecionar uma preferência e escolher a opção mais cômoda. Não queremos forçar um verdade absoluta, mas somente apontar para a melhor teoria. Essa seleção natural que você menciona nada mais é que padrões que essa Mente deixou para propiciar a criação, desenvolcimento, adaptabilidade genética ( fator de sobrevivência e não evolução ) e preservação da vida. Vocês estão colocando leis que regem a natureza como causa, quando isso não tem sentido, por que como elas poderiam autocriar-se ? Então não podem falar que foi a causa; mas que é o mecanismo da Causa para garantir a vida no planeta. Então, vocês devem ajustar a mira, e apontar para a opção mais plausível e lógica.

      • Um design não é um assassino. Voce quer mesmo colocar o design como analogia a um assassino?
        Um assassino é uma pessoa que sabidamente cometeu um crime, porque isto, infelizmente, se tornou rotineiro na sociedade. Pessoas não brotam multiladas do nada. Como podemos constatar que algo sobrenatural tem o mesmo poder de comprovação que algo que sabidamente existe e é empiricamente constatado?
        Não há nada de anti-científico em constatar um fato do passado. Anti-cientifico é discorrer que um fato passado é fruto de algo que não esta presente no contexto temporal e espacial que vivemos heheheheh afinal, como comprovar o que não pode ser constatado uma vez que é externo a sua suposta criação?

      • Note como voce coloca o que é declaramente sobrenatural como se fosse natural. Ora, se fosse facil constatar um criador ele nao seria sobrenatural meu caro!!!
        Voce parte do principio que se A é empirico B é a mesma coisa hehehehe as são letras diferentes heheheh😉

        melhor parar mesmo, vc ta fazendo uma salada mista escabrosa hehehe Compreenda primeiro o método cientifico. Ai sim vc vai entender os limites epistemologicos da ciencia e saberá diferencias ciencia de religião. por enquanto, vc ta ponto tudo num saco de gatos, que é exatamente o que os fundamentalistas gostam de fazer. nao caia nessa!! E isso que o eberlin quer, vc é o boi de piranha dele.

        Grande abraço!!!

  2. Tem um bom conteúdo aqui também : https://answersingenesis.org/human-evolution/did-humans-walk-like-chimps-up-the-evolutionary-tree/ . Você mesmo disse que é um questionador nato, então avalie o material sem o trivial preconceito de que quem defende o Designer Inteligente não é cientista de verdade. Saiba também que não deves confiar em muitos artigos; pois os cientistas estão catequizados pelo pensamento darwinista, e nem sequer oferecem espaço para outra possibilidade, isso em si já não é científico. Devemos avaliar qual teoria condiz com a realidade, e não criar um roteiro de ficção para dar vida a uma teoria que está a muito tempo em coma ( falo isso porque vejo muito justificativa para apoiar a evolução, mas nunca vi evolução e nem sequer um trabalho prático que demonstre a validade de tal corrente ”científica”. Algumas vezes os cientistas evolucionistas parecem mais cineastas do que cientistas, pois tem muita estória, mas evidência de verdade ( não dizer, porém mostrar mediante as leis que regem a biologia ) nunca vi. Podem ter um milhão de artigos que defendam a evolução, no entando, se não provam a mesma com testes práticos de transição de espécies, ou ao menos percentuais transitórios expressivos mediante estudo do material genético ( que demonstram que a evolução está ocorrendo só que muito lentamente como sugerem ), então os mais de 150 anos de evolução não passam de perca de tempo e dinheiro. Perdão, mas é assim que encaro; não tenho fé suficiente para acreditar numa comunidade científica que parece mais um escola de filosofia, e que não atesta ( sem preferencionismo ) o que professam.

    • Answer in genesis nao é artigo cientifico. É grupo religioso,o nome do grupo nem tenta esconder as intenções deles. Quero artigos!!!

      “e nem sequer oferecem espaço para outra possibilidade”
      Há outras possibilidades, basta voce apresentar experimentos regindo o metodo cientifico e refutar oque foi afirmado pelos outros artigos.
      Voce não vai derrubar uma afirmação cientificamente formalizada, revisada aos pares porque tem uma argumentação teologica de devoção ao sobrenatural.
      Afirmação cientifica só é quebrada quando outro modelo paradigmático explica mais e melhor fatos. O fato é, temos 98% de semelhança com chimpanzés. Como vc refutaria essa semelhança. Como demostraria empiricamente que esta semelhança não é verdadeira?

      Pra isto, voce faz experimentos, Não adianta negar o fato. Voce precisa demonstrar que esta errado segundo a luz das evidencias!!

      • Mas você tem que ser realista e saber que no mundo não oferecem muitos espaço para qualquer comunidade científica que sequer mencione Deus. Parece que eles estão com medo de alguma coisa.Vamos fazer assim; considere só aquilo que eles mostrarem com linguagem científica. Mas não perca a oportuinidade de ler o que eles tem para oferecer; pois podem lhe surpreender. Leia e busque refufa-los, se encontrar motivos, ao menos será um conteúdo a mais para seu site.

      • Não é uma questão de medo, mas de incompetência da ciência em constatar o sobrenatural. Por ser empírica ela exige algo mensurável. Eu entendo que parece lógica e até mais rápido responder que tudo veio de uma criação proposital divina, mas isto não tem suporte empírico porque você não comprova deus num tubo de ensaio. A fé por si só deve ser o mecanismo que faz as pessoas crer em Deus. Mas não basta suporte lógico, falta o empírico. Algumas pessoas que conheço e são cristãs aceitam a evolução biológica e teorias que conflitariam com a teologia cristã, mas não veem conflito teologico algum por diversas maneiras. O que se pede é que saiba os limite de ate onde a ciência vai e os limites de ate onde a teologia vai.
        A ciência não tem como objetivo refutar a Deus. O sobrenatural em si não existe. Se Deus fosse constatável cientificamente, ele não seria sobrenatural, mas natural.😉 Portanto, não é objetivo da ciência refutar ou corroborar a Deus. Nem faz parte da competência da ciência. O problema é que no avançar da ciência muitos dogmas derrubados, não propositalmente, mas porque perguntas como “de onde viemos?” e “ o que somos? ” podem ser respondidas também empiricamente. A ciência neste ponto responde melhor porque não parte da fé, ela parte (assim como da religião) da lógica, mas não só dele….do empírico, e reduzindo incertezas. A interpretação que a ciência dá não é factual, é paradigmática, é uma resposta criada sob a analise de fatos. A conclusão é um modelo explicativo paradigmático e não absoluto ou dogmático. Por que amanha pode surgir evidencias que derrubam essas interpretações.
        A religião não trabalha com paradigmas, e sim com dogmas. Portanto conflita diretamente com o método cientifico, ela fica fixa a uma narrativa que para o que crê, é factual. Religião vai tentar responder três questões. Duas delas são aquelas que a ciência também responde (“de onde viemos?” e “ o que somos? ”)…mas a religião se propõem primordialmente a responde PARA ONDE VAMOS?
        Esta pergunta a ciência não faz, e não responde porque não é testável. Fica a critério de cada um responder como acha que deve ser, mesmo porque quem esta vivo nunca conheceu a morte (exceto algumas religiões que trabalham com a questão ciclista do espírito etc e tal)
        Espero que tenha ficado claro. A ciência é limita epistemologicamente pelo método, que é sua identidade, e portanto a afirmativa de que Deus existe é teológica e não científica. 😉

      • Eu mostrei meu conteúdo; mas como saber quem está certo ou errado ? Bem, diante da lógica, devemos buscar encaixar as ideias sugeridas com os conhecimentos irrefutáveis formulados acerca da biologia. Nós só poderíamos ter convicção plena a cerca da legitimidade da evolução se por conta própria pudessemos avaliar todas as alegações evolucionistas diretamente no laboratório. É só o cientista afirmar algo, com ar científico, e vamos acreditar ? Eu acho que eles devem fazer uma exposição, com todo material colhido em todo esse tempo, e levar o conhecimento acerca da evolução numa linguagem simples e acessível. Demostrando experimentos comprobatórios, ao vivo, para todos visualizarem como a evolução funciona na prática. Ele deveriam mostrar as alterações genéticas que ocorreram nesses mais de 100 anos, para mostrar, em pequenas proporções a evolução em ação de fato; mesmo em nível pouco expressível. Pois, se occore evolução nós deveríamos ver essas mudaças de geração em geração, não estou falando de saltos macroscópicos; pois vocês alegam que demoram milhões de anos; no entanto dados reais sobre evoluções microscópicas que indicam possível efeito transitório. Por que não fazem isso, e silenciam logo os ”grupos religiosos” ?

      • Bom, o fato é que existem semelhanças. O problema é que não há como saber absolutamente se aquilo é verdade. O que a ciência oferece não é a verdade, é um modelo, é uma interpretação dos fatos. Ela tenta se aproximar o máximo possível do fenômeno, algumas vezes consegue descreve-lo integralmente. Voce não precisa se prender a verdade, e nem se posicionar tão veementemente do lado religioso ou cientifico. Se eu dissesse isto estaria dicotomizando o mundo entre religiosos e cientistas e essa premissa é falsa. Pois conheço gente religiosa cientista que bebe da fonte da filosofia, da arte dos saberes tradicionais etc e tal.
        Outra coisa, não pode ser irrefutável. Se for irrefutável como provaremos se a afirmativa é cientifica? Se é irrefutável, é dogma!!! Ciência não produz dogmas mas sim conclusões modeladas pelos fatos. Só pra destacar, existe diferença: um fenômeno (como um raio) é um fato, a interpretação do fato pelas constatações da ciência (descargas elétricas por exemplo) são paradigmas.
        Todo conhecimento científico precisa ser passivo de refutação. Este é outro motivo porque o criacionismo não é científico. O que ele tinha de conteúdo empírico foi testado e não se provou. Algumas afirmativas não são passivas de teste, como por exemplo afirmar que uma proteína é manifestação divina. Uma proteína é um conjunto organizado de átomos, com suas características biológicas etc e tal…mas extrair uma afirmativa externa ou que é constatável não é cientifica. Como vc prova Deus em um laboratório? Como vc prova que uma proteína é fruto de deus? O fato de ser complexa, simétrica ou bonita não indica muita coisa. E o fato de não conseguir testar deus em um laboratório não significa que ele não exista, mas sim que ele não pode ser testado.
        Complexidade é conceito nosso, o mundo não gira em torno de coisas complexas ou simples. Este são considerações relativas a nossa forma de interpretar o mundo. Simetria também não indica nada, pois há uma serie de fenômenos da natureza que são simétricos e não foram criados por homem, e dizer que foram criados por Deus não é testável, nem refutável. Beleza também não é sinônimo de criação, pois feiura ou mesmo assimetria indicaria ausência de criação, e porque são considerações humanas e muito particulares. Um morcego é feio para a maioria das pessoas, mas não para mim!!! O fato da natureza ser bela não indica que deus existe, pois ao mesmo tempo que ela é bela, pode ser feia quando você vê um leão destroçando uma zebra no Seringuete africano.
        O problema das pessoas que exigem provas da evolução é que elas primeiro não sabem diferenciar o que é evolução de saltação. Existem diferenças claras nesses conceitos. Pelo caráter da evolução ser tratado como gradual não podemos esperar que um casal de sapos reproduza-se e sua prole seja um tucano. Este tipo de postura é saltacionista…ou ainda, acreditar que dinossauros se tornaram aves em um espaço de uma geração ( já descrevi sobre isto em https://netnature.wordpress.com/2015/07/06/e-se-o-archaeopteryx-nao-for-a-primeira-ave-vale-mentir-em-nome-de-deus-para-justificar-o-criacionismo/). Por ser gradual a especiação começa com variações geográficas, depois de espécies, gêneros, famílias etc e tal…no sentido “de baixo para cima” da classificação taxonômica dos bichos na biologia. Como a evolução trabalha em escalas de gerações, porque é gradual, se torna mais difícil de constata-la diretamente, mas é possível sim….. a domesticação de animais exemplifica a origem de novas espécies, situações em laboratório onde consegue-se isolar uma população inicial de moscas em duas espécies distintas depois de 30 ou 40 gerações. Ou com espécies de bactérias (embora o conceito de especie em seres unicelulares não use a reprodução como referencia, mas dados moleculares, como o RNA.
        Ainda sim, quando vemos organismos geneticamente próximos, cariotipicamente próximos, com fosseis que mostram semelhança (como os primatas, que tem um osso exclusivo chamado bula petrosa,e nós e chimpanzés e todos os primata temos), comportamentos sociais e estruturas psicológicas semelhantes (como estruturas psiquicas básicas para a formação da personalidade que são as mesmas em chimpanzés e humanos) com fisiologia semelhante, ecologia, embriologia….. inferimos estatisticamente qual a chance deste conjunto de características semelhantes (em função do tempo) ser resultado de relacionamento histórico entre as espécies ou se é fruto do acaso.
        As analises das varias características de cada uma dessas semelhanças gera um diagrama de relacionamento. O fato de não ver em tempo real um fenomeno não significa que não seja constatável. O big bang tem evidencias claras de sua ocorrência pela fundo cósmico de radiação, as proteínas carregam sítios bioquímicos que são homólogos em todas as espécies etc e tal. O ar não é possível de se ver (exceto em alguns casos) mas é constatável e mensurável.
        A policia científica trabalha da mesma forma que o paleontólogo. Ela chega em um momento em que um fato já ocorreu. Diante das evidencias ela coleta amostras, investiga e cria uma linha de conclusão. A policia cientifica não constata empiricamente o ato de um assassinato, mas ela conclui a ordem do evento com base nas evidencias encontradas no local. E com sorte consegue estabelecer a ordem cronológica, a intenção do assassinato e as vezes ate o perfil psicológico do matador
        A biologia evolutiva trabalha da mesma forma, ela encontram fosseis, medem eles, investiga as semelhanças e diferenças, categoriza elas, estuda também os organismos vivos semelhantes aquele fóssil, comportamento, genes, DNA, semelhanças de padrão de expressão e cria com base nas evidencias e nas analises mais parcimoniosas a melhor interpretação dos fatos. Eu não preciso ver diretamente uma espécie virando outra (embora seja possível) ou mesmo um grupo biológico inteiro surgir de outra ao longode milhões de anos. Esta constatação ela pode ser evidenciada pelos dados que os animais vivos trazem consigo e mostram como o passado foi real. Este texto publicado exemplifica isto!!!

      • As evidências estão na inteligência que controla a vida; simples. Pois tamanha inteligência não pode ter sido fruto do acado, isso é nítido. É incrível uma simples pétala de folha, com sua geometria incrivelmente simétrica, uma obra prima de arquitetura, gerida por padrões matemáticos. E matemática pode ser provada, não ? E matemática bem definida e complexa pode vir sem uma mente inteligente para desenvolver os esquemas padronizados ? São essas e outras perguntas que a comunidade evolucionista precisa fazer se desejam ter o status de cientistas de fato. Não podem bloquear ou descartar questionamentos; porém devem fazer uma coleta de dados para chegarem, de forma honesta, a conclusão mais racional possível.

      • Exatamente por ser simples não explica a diversidade de formas de vida que existe!!!
        Processos evolutivos não são ao acaso. A evolução por modularidade deixa isto claro. As mutações são aleatórias (diferentes de acaso, e ainda tem certas “preferencias” a certos lugares do genoma), a seleção natural seleciona de fenótipos, e é uma regra da natureza (e por tanto nao é ao acaso, mesmo porque acaso é ausência de causa, e os fenótipos existem por uma causa, a seleção, onde qualquer informação corrompida cria uma fenótipo inapto que morre, de tal forma que só pula pra geração seguinte informações que conferem adaptação). Por isto a informação genética da a impressão de ser desenhada, mas ela surge como resultado natural da deleção de informações corrompidas porque gera inaptidão e morte, nao passando para a geraçao seguinte!!Na teoria de informação em genética e bioinformatica a seleção natural atua como o demônio de maxwell na física😉

        A conclusão mais racional neste caso é a religiosa…racional ou cômoda?

      • O relato evolutivo não é aceito por três motivos : os dias de gênesis são literais ( não harmonizado-se com a ideia de milhões de anos ); a evolução é grosteca; inferioriza e deturpa a imagem do homem que é a semelhança de Deus, sendo uma afronta direta contra Ele; e nós ainda não vimos provas consistentes sobre a evolução; mas só mera especulação, com pitadas de imaginação, preferência, ficção e ciência, tudo junto e misturado. Sem contar que as espécies para existiram precisavam, primordialmente, ser criadas imediatamente, pois existem sistemas de complexidade irredutível que não podem ser alterados, nem em sua mais simplória estrutura; então levando a ideia de criação imediata em um espaço curto de tempo. A biosfera é interdependente entre si, tanto os seres vivos, os gases, a água, material sólido, microorganismos, vegetação e etc; tudo forma uma orquestra finíssima e que não pode ter sido criada parte por parte porque a vida seria insustentável; é uma matemática simples. Pois mesmo que o primeiro ser vivo pudesse ter vindo a vida por seleção natural ele não iria resistir muito tempo, por esse motivo das condições inapropriadas para desenvolvimento da vida e por seus componentes pouco ”evoluídos”. Não é difícil entender a linha de pensamento do Designer Inteligente; pois não queremos provar a Deus, até porque isso é tão óbvio, assim como nós estamos vivos aqui. Queremos mostrar os fatos de maneira lógica. Vocês falam tanto de Deus, mas a evolução tem seu deus : a seleção natural ( vocês só mudaram a nomenclatura e algumas características ). Não é melhor seguir com a ciência reconhecendo o verdadeiro Deus; do que terem suas mentes cauterizadas por essa religião disfarçada de ciência ? Pois a ciência pode ter avanços em várias áreas, mas a evolução não apresentou nenhuma. Que coisa não, quando falam sobre a Bíblia dizem que o que ela relata é puro mito; mas usam de ideias que são ilusórias para apoiar a teoria. Como a ideia sem nexo que a vida foi gerida por processos lentos, graduais, sucessivos de maneira espontânea e não guiada. Você nunca parou para pensar que as ideias evolucionistas parecem mais hollywoodianas ?

      • Note como isto não é uma refutação, mas uma negação enquadrada sob um dogma religioso.

        “O relato evolutivo não é aceito por três motivos : os dias de gênesis são literais ( não harmonizado-se com a ideia de milhões de anos ); a evolução é grosteca; inferioriza e deturpa a imagem do homem que é a semelhança de Deus, sendo uma afronta direta contra Ele; e nós ainda não vimos provas consistentes sobre a evolução; mas só mera especulação, com pitadas de imaginação, preferência, ficção e ciência, tudo junto e misturado.”

        Os dias de geneses literais parte de uma premissa pessoal, e eu conheço cristãos que discordam.
        A evolução é grotesca por inferioriza o homem que é igual a Deus, e parte do pressuposto que ser primata é uma forma inferior.
        Especulação, imaginação, preferência, ficção não descarta os dados empíricos de semelhanças entre os grupos biologicos.

        E voce me disse agora pouco que procura um Design e que nao é necesariamente Deus, mas suas apresentação negacionistas (sem artigos e que não refutam nada) são respaldadas em argumentos teologicos cristãos.

        “Não é difícil entender a linha de pensamento do Designer Inteligente; pois não queremos provar a Deus, até porque isso é tão óbvio”
        Aco que quem esta fazendo uso a especulação, imaginação, preferência e ficção é voce😉

        De qualquer forma, boa sorte na sua jornada contra o mundo científico!!! Leis mais sobre filosofia da ciencia e se quer mesmo desconstruir uma argumentação cientifica, faça usando a propria ciencia. Dogmas e recitações mantricas, ad nauseum não são refutações, são negações.

        Grande abraço Samuel!!!

      • Você falou sobre cristãos que aceitam a evolução; então expliquei ao menos três motivos do porque cristãos que estudam a Bíblia e deixam ela mesma interpretar-se não podem aceitar a evolução. Não confunda.Bem, já falamos demais, foi divertido, mas é melhor parar. Abraço também Rossetti !😀

      • Cristãos que estudam a Bíblia e deixam ela mesma interpretar-se não podem aceitar a evolução?
        Estudar a biblia não significa aceitar a literalidade ipsis literi. A biblia não é um relato dacriação, ela é o relato de pessoas em um momento social historico especifico. Quem interpreta ela literelmente faz uma leitura burra, descontextualizada.
        Alias, é o mesmo tipo de literalismo que encontramos no fanatismo muçulmano. Não é de espantar que o literalismo biblico é o principal motivo que caracteriza uma pessoa como fanatica religiosa…

        Quem esta confudindo é voce. rsrs Nao é porque algume estuda a biblia que ela aceita acriticamente o livro. O estudo biblico vem exatamente do entendimento e do significo que existe ali e foi escrito num periodo especifico. hehehhe Ao que aprece, vc nao sabe nem estudar a biblia!!!😉

      • Samuel disse: “Pois tamanha inteligência não pode ter sido fruto do acaso”

        Por que não, Samuel?

        Deus é fruto do acaso?

      • Qual o mais provável : que o mundo foi feito sem uma mente inteligente ou com uma mente inteligente ? Respondam de forma direta e sincera. Eu também não posso compreender totalmente a Deus, afinal ele está fora de nossos padrões; e se isso fosse possível já não seria Deus. Só não entra na minha mente associar essa criação a meros processos evolutivos, que não foram guiados e se auto criando quando nem sequer existia. Essa é uma lógica que precisa de mais fé do que crer em Deus. Mas, eu vou tentar com o tempo entender vocês; afinal merecem todo meu respeito e apreço. Todavia nunca vou deixar de acreditar na Palavra de Deus, que nunca falhou, e deixar meu destino em mãos humanas que são trêmulas; sem precisão; variáveis como a sombra; corruptas; falham costantemente e estão em constante mudança de argumentos para de maneira desesperada fazer de uma mentira uma verdade. Resumindo : não posso acreditar de maneira cega em relatos de homens; afinal nós vemos o que o homem é capaz de fazer e falar para conseguir poder controlando pessoas; é só olhar nos livros de história e em nossa política desastrosa. Confiar assim em homens que, normalmente são egoístas é suicídio. Não posso nem confiar totalmente em mim mesmo; pois já cometi muitos erros lamentáveis. Realmente só Deus merece a minha plena confiança, pois sua palavra nunca entrou em contradição em três vertentes : histórica ( arqueologia só afirma o que a Bíblia fala ); científica ( quando vejo padrões sofisticados e complexos ); e comportamental-humano ( retratando a natureza de caráter do ser humano e dando conselhos imprescindíveis para viver; provando ser o manual do fabricante ). Sem contar que a Palavra de Deus; quando compreendida e seguida de verdade transforma vidas por completo; levando pessoas a serem mais amorosas, pacíficas e esperançosas. Nenhum livro tem o poder transformador da Bíblia; falo por experiência próprio; pois um lixo como eu estou começando a aprender a ser alguém melhor em todas os aspectos. A Bíblia me proporcionou liberdade no mais alto nível.

      • Do ponto de vista científico, sem inteligencia alguma! A navalha de Occkham em ciência extirpa aquilo que não se encaixa em ciência!!! Fazer esta pergunta em um contexto cientifico sendo analisado é um tiro no pé Samuel. Ainda mais considerando a analogia fraca e falsa se um relogio foi projeto o Universo tb foi. Essa é premissa é falsa e já discutimos o pq!
        Se sua argumentação é teológica contra a científica e tentando torna-la um argumento empirico, sinto muito, não adianta ressaltar o poder da bíblia ad nauseam. A discussão é científica e não religiosa (a genética do homem, como esta no texto acima).
        A implicação religiosa que as descobertas cientificas tem é problema de voces, e não da ciência! Repetir deliberadamente o que voce acha que a bblia é para voce não tem significado cientifico algum. Não seja prolixo!!!

    • “Qual o mais provável : que o mundo foi feito sem uma mente inteligente ou com uma mente inteligente?”

      Essa mente inteligente até agora é indetectável. Dizer que houve um mente guiando os processos de criação do universo, da vida e das espécies não implica em uma criação instantânea.

      Não sei qual o mais provável, Samuel. Eu só tenho uma certeza: se existe uma mente inteligente guiando todos os processos misteriosamente, essa mente inteligente não é o Deus do cristianismo.

      Agora eu pergunto: você assume que essa mente inteligente que tanto propõe pode não ser o seu Deus?

  3. Vocês estão equivocados quando tentam refutar a ideia de criação. Pois, não dizemos que Deus está criando de forma direta, mas indireta; pois Ele criou os seres com material genético capazes de propagar esse material mediante os processos de reprodução sexuada e assexuada; perpassando essas características à próxima geração. Então, claro que não vemos ele criar diretamente agora; pois Ele só criou os primeiros seres. Não é difícil de entender. Então essa complexidade está se degenerando e desorganizando ( não evoluindo ); como vemos na segunda LEI da termodinâmica : entropia. Ou essa lei não é científica ? Vocês confundem adaptabilidade genética ( como fator de sobrevivência ) e alterações morfológicas que estão restritas a mesma espécie como fatores evolutivos. Tudo isso demonstra uma entevidência genial e pessoal que criou sistemas para funcionarem na sua ausência parcial. Fico imaginando se Darwin não inventasse essa história de evolução, o que seria no lugar ?

    • Ué, vc não disse que a leitura ela literalista?😉 Use o literalismo que diz que ele criou diretamente agora heheheheh Qual o criterio que vc vai usar?

      Note, se vc interpreta literalmente, nem precisa estudar a biblia, apenas seguir o manual….Se precisa estudar é pq tem de interpretar, e então qual o criterio teologico para definir geneses como literal e nao metaforico? Nenhum teólogo ou pastor conseguiu me explicar ate hj qual o critério usado para diferenciar uma passagem como literal e não metafórica. heheheh Pq nao tem, é sempre aluz do comodismo, por isso é religião e não ciência heheheh e novamente vc esta tratando D.I como o Deus (pensei que tinha dito que DI nao era necessariamente Deus). rsrsr
      Se é criação e a leitura é literal, então a criação deve ser direta. Não é segundo voce (“não dizemos que Deus está criando de forma direta, mas indireta; pois Ele criou os seres com material genético“) e não tem base empírica pq nao é cientifica. E claro, onde na biblia esta descrito clara e literalmente que Deus criou o material genetico, onda de radio, termodinamica…..? hehehe Ta mais pra clarividência e místicismo!!! rsrs Darwin, o inventor😉 claro. O teologo Darwin inventou tudo isto😉 rsrsrsrs
      Cara, vc bugou o Gênese!!! Voce Mitou!!!
      Melhor parar aqui mesmo!!!

      PS: Segunda lei da termodinamica nao tem nada a ver com evolução. O argumento é da decada de 70 e ja foi refutado. (https://netnature.wordpress.com/2013/09/25/segunda-lei-da-termodinamica-sob-a-perspectiva-correta-e-sob-a-perspectiva-incorreta/). a 2 lei da Termodinmica fala de aproveitabilidade de energia de sistemas abertos e fechados e nao da evolução. Esta colocando tudo num saco de gatos e falando bobagem!!! Vai ler Boltzmann, Schrodinger e a Teoria da dissipação termodinamica na biopoese hehehehe

      • Meu Alá do céu, o Samuel ainda está usando o argumento da 2ª lei da termodinâmica? Samuel, você está mais atrasado do que eu imaginava. Isso já foi refutado a muito tempo. Só os criacionistas com quase total desconhecimento ainda usam esse argumento.

      • Exato Vinicius….até os criacionistas mais recentes rejeitam este argumento sabendo que não tem nada a ver as duas coisas.
        O john Morris, filho do Henry Morris que é o diretor do ICR não usa argumento do próprio pai!!

      • eu falei criando; está no gerúndio uma ação que começou e continua ocorrendo. Eu não felei criou; pois se falasse isso afirmaria que a criação foi direta, lógico, e não indireta. Mas, tudo bem, vou considerar que foi um erro de interpretação de sua parte. Então é mais ou menos assim : eu não vi Bill Gates criando a Microsoft; mas quando vejo essa marca ( seus padrões únicos ) já associo a criação com o criador; ele não está criando agora; mas proporcionou as bases para a criação e perpetuação da mesma. Agora coloque essa ideia para a figura de Deus. Eu não vi Ele criando; mas posso relacionar a complexa. ordena e funcional criação à um padrão que remete a uma Inteligência sem igual. E essa Inteligência fomentou os ingredientes para a vida; dando ”autonomia” para a passagem suscessiva da informação; não precisando de sua ação direta na atualidade. Espero ter explicado; pois não quero que você imagine coisas equivocadas.

    • Samuel disse: “Fico imaginando se Darwin não inventasse essa história de evolução, o que seria no lugar?”

      O que as evidências apontassem. Mas, até agora elas apontam para o que Darwin “inventou”.

      Vinícius disse: Fico imaginando se os Israelitas não tivessem inventado esse mito do Jardim do Éden, o que seria no lugar?

      Já sei! Outro mito da criação qualquer.

      • Exato Vinicius.
        Agora Darwin inventou a evolução pra destruir Deus kkkkkkkkk(chega a ser risível a alegação)kkkkkkkkkkkkkk é como se o Newton tivesse inventado a gravidade. Antes de Newton as coisas não caiam. kkkkkkkkkkkkk
        Sem contar o conformismo de que a gravidade é uma teoria assim como a evolução, mas ele nao aceita a evolução hehehehe Pô, vc pode nao aceitara gravidade, mas nao significa que vc vai sair voando por ai. Voce pode nao aceitar a evolução biológica, mas seu DNA nao vai deixar de ser 98,4% semelhante a de um chimpanzés. Esses fatos são duros de serem encarados na visão criacionista. Deve ser decepcionante saber que é semelhante a um chimpanzé e nao poder mudar o próprio DNA!!
        Pior é que pra eles, isso é ser inferior. Ser parte da naturez se tornou sinal de inferioridade.
        Ser próximo da natureza é ser inferior, é ser baixo….e dizem que o cristianismo se fundamenta nas lições de humildade..ou seja, ser semelhante a um criador de inteligente, onipresente e supremo é ser humilde. rsrsrs
        Olha que interessante isto. Note a inversão que os caras dão. Inferioridade = ser parte do natural…Humildade= igual a deus.
        Lembrando que a maioria dos cristãos que conheço e que são evolucionistas notam que ser parte da natureza, ser proximo aos animais é sim ser parte da criação também. Ser fruto da evolução é mais belo do que ser imagem e semelhança de Deus.
        O que eu vejo no criacionista é um discurso de humildade muito hipócrita pq geralmente o homem é o centro da criação porque se sente a imagem semelhança de deus. Isso nao tem nada de humildade, é narcisismo puro. Vide eberlin, o chimpanzéberlin em negação!! kkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Outra coisa.. o VÍRUS..

    ME PROVE O CONTRÁRIO…

    O vírus não é vida, é um envelope de proteínas com uma mensagem dentro. Uma mensagem escrita para hackear uma célula e reprogramá-la para virar uma fábria, replicando, construíndo mais desse vírus.

    O envelope que guarda essa mensagem é munido de mecanísmos para burlar a segurânça, o firewall da célula.

    Cada vírus é munido de uma determinada técnica para burlar esse sistema de segurânça, mas no fundo, a mensagem sempre é a mesma, reprogramar a célula para replicá-lo.

    Como pode ligas de matéria inanimada (proteína) aprender essas técnicas, evoluir e aprimorar maneiras de burlar essa segurânça. Primeiro ela teria que ser capaz de aprender, segundo teria que ser capaz de planejar e antever obstáculos.

    É claro que isso é um absurdo. uma liga de oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, carbono.. pode pensar? Pode se reagrupar de forma a servirem de “chave” para as massanetas da célula? Como poderia o filamento de DNA ou RNA contido no envelope proteico ser capaz de saber o funcionamento de uma celula para poder acessar e reprogramar?

    Bem, primeiro vamos esclarecer uma coisa. O DNA é um código, ele é literalmente definido como um código. Um código é uma informação, uma mensagem transmitida através de simbolos, que nesse caso são os códons do DNA. Para uma informação ser considerada um código precisa passar por 5 filtros principais:

    Característica da informação codificada.

    1. Estatística

    Aqui se incluem questões estatísticas tais como o número de caracteres e o número de palavras num determinado texto.

    2. Sintaxe

    Entendem-se por “Sintaxe” todas as características estruturais da apresentação da informação (código), inclusive as regras para a combinação de caracteres e para a cadeia de caracteres (gramática e vocabulário).

    3. Semântica

    Este termo grego (semantikós = característico, aspecto significativo) refere-se ao significo de uma sequência de caracteres.

    4. Pragmática

    A transmissão da informação acontece com a intenção do emissor de provocar uma determinada reacção no receptor (grego: pragmatike = “arte de agir correctamente”: aspecto da acção).

    5. Apobética

    Informação é um termo derivado do verbo Latim: informare significando “dar forma à mente”, “disciplinar”, “instruir”, “ensinar”. A informação é geralmente entendida como conhecimento ou fatos que se tenha adquirido.

    A informação é enviada com o fim de alcançar um determinado objectivo. Com isso atingimos o nível mais elevado, ou seja, a Apobética (aspecto do objecto, aspecto do resultado; grego: apobeinon = resultado, êxito, efeito).

    Informação codificada, por lei só pode ser produzida por um intelécto. Informação é uma psicomatéria.. é fruto da mente. Segundo Dr. Gitt, não existe nenhuma lei conhecida através da qual a matéria pode dar origem à informação. Em seu artigo sobre as leis científicas de informação, publicado no Journal of Creation, Dr. Gitt afirma que a informação não é uma propriedade da matéria, é uma entidade não-material de modo que a sua origem é da mesma forma não explicável por processos materiais. Dr. Gitt também aponta que o pré-requisito mais importante para a produção de informação é a própria vontade do remetente, de modo que as informações possam surgir somente através da vontade abrangendo intenção e propósito. Gitt também aponta que, como a informação é nem formada de matéria nem energia (embora possa ser transportada por ambas), constitui uma terceira quantidade fundamental do universo.

    Para não nos alongarmos muito nas partes técnicas.. Vamos ao que interessa?

    Mente inteligente ou Processos naturais não guiados?

    Documentário que calha bastante para o aprendizado com relação a maquinaria, a engenharia de nanobiomáquinas da vida

    • “Em seu artigo sobre as leis científicas de informação, publicado no Journal of Creation”

      Cientifico no Jornal da crieção? eheheh Tenta na Science, Cell, Nature, The Royal Society….tenta em alguma revista cientifica do mundo e não no jornalzinho on line da igreja X.

      Outra coisa: Virus é considerado ser vivo. Conclusão deste ano http://phys.org/news/2015-09-evidence-viruses-alive.html

      Segundo o artigo A phylogenomic data-driven exploration of viral origins and evolutio (http://advances.sciencemag.org/content/1/8/e1500527.

      The origin of viruses remains mysterious because of their diverse and patchy molecular and functional makeup. Although numerous hypotheses have attempted to explain viral origins, none is backed by substantive data. We take full advantage of the wealth of available protein structural and functional data to explore the evolution of the proteomic makeup of thousands of cells and viruses. Despite the extremely reduced nature of viral proteomes, we established an ancient origin of the “viral supergroup” and the existence of widespread episodes of horizontal transfer of genetic information. Viruses harboring different replicon types and infecting distantly related hosts shared many metabolic and informational protein structural domains of ancient origin that were also widespread in cellular proteomes. Phylogenomic analysis uncovered a universal tree of life and revealed that modern viruses reduced from multiple ancient cells that harbored segmented RNA genomes and coexisted with the ancestors of modern cells. The model for the origin and evolution of viruses and cells is backed by strong genomic and structural evidence and can be reconciled with existing models of viral evolution if one considers viruses to have originated from ancient cells and not from modern counterparts.

      https://netnature.wordpress.com/2015/06/03/o-que-e-informacao-genetica/

      https://netnature.wordpress.com/2015/06/10/algoritmo-da-vida-o-fluxo-de-informacao-genetica/

      • Rsss, da onde veio as moléculas não importa.. o que importa é da onde veio a informação. Vc ainda não entendeu. Informação codificada não pode ser produzida por processos naturais não guiados.. Eu sei, trabalho com programação, análises de sistemas.. informação codificada o tempo todo. Sei do que estou falando. Pode vir a revista que quiser falar o contrário.. pode vir o próprio Richard Dawkins falar..

        Por exemplo, imagine que vc tem um CD do windows. Se eu te perguntar qual a origem do CD vc poderia me dar muitas respostas, como por exemplo: Comprei de um amigo, comprei na loja, um amigo gravou pra mim, baixei e gravei em casa.. e por ai vai.
        Mas se eu perguntasse pra vc: Qual a origem da INFORMAÇÃO do CD.. Então vc só teria uma resposta: Microsoft…
        Da onde veio as os aminoácidos e proteínas do DNA é irrelevante, o que realmente é relevante é da onde veio a informação..

        Isso meu amigo, é inegável, funciona da mesma forma que qualquer outro código.. Informação é imaterial.. Pesa um pendrive vazio e pesa ele cheio.. qual a diferença de massa? rss é zero.. precisa alguém de alguma revista famosa vir me provar o contrário? rss Com certeza que não.

      • Todos os exemplos que voce deu inferindo sobre a informação genética parte de analogias de informações que sabidamente foram criadas por homens, portanto designers humanos. O fato da informação de um pen drive ou de um cd ser criada só diz respeito ao fato de que elas foram criadas. Ou será que vc esta dizendo que DNA e pen drive são a mesma coisa? Se for isto, sua analogia é fraca e foi morta em 1840 por Hume!!!Portanto, importa sim de onde veio as moléculas, afinal, onde vc armazenaria as informações se não tivesse um pen drive ou um cd. rsrsrs ou vc presume que a informação genética existe sem as moléculas de DNA?
        São coisa completamente distintas, exceto o fato de que um tem uma informação sabidamente criada por homens, o outro vc pressupõem com base na sua experiência profissional o pessoal, ou seja, com informações criadas pelo homem.
        Como vc trabalha com isto sabe que informação corrompida não funciona, a mesma coisa ocorre com o cóodigo genético na qual a informação corrompida gera um fenotipo inapto e puni o organismo com a vida, de tal forma que a informação que é transmitida para a geração seguinte é aquela que não foi corrompida (portanto específica), inclusive variações que sejam neutras ou positivas. Se as variações positivas geram uma vantagem adaptativa temos alterações na informação (por processos naturais) que passaram as gerações seguintes.
        Como este sistema surgiu envolve um base física, que são as bases nitrogenadas junto com o códon e um sistema químico cujo resultado seja uma proteína funcional. A bioquímica tem teorias e hipóteses que explicam como o código genético emerge e passa a fazer parte de um sistema autopoiético. Por ser um sistema quimico utiliza reações e a síntese de proteinas nada mais é que produtos de reações. Informação genética nada mais é que sequências gênicas ou o produto deles.
        Para Shannon, na teoria da informação, ela é a redução na “incerteza” onde a entropia é a medida de qualquer dependência estocástica que existe em uma situação particular. Na biologia molecular, informação remete para a funcionalidade inerente dos produtos dos genes: ou seja, como eles interagem com o ambiente bioquímico em que operam (Bozorgmehr, 2010). Através desses processos estocásticos a complexidade biológica pode aumentar e informação corrompida é excluída do repertório da vida. A seleção de fenótipos atua como o demônio de maxwel (da física) sobre a informação.
        Afirmar que uma informação é especificada não diz nada sobre um designer.
        Primeiro porque informação especificada indica padrões que sejam tanto específicos quanto complexos. A especifidade de uma proteína é dada pela sua funcionalidade, seja na sua forma original de atuar, seja em modificações nos genes que alteram sua funcionalidade promovendo funções metabólicas que antes não tinham. Sua especifidade é dada pelo valor que ela tem, se é uma proteína não-funcional compromete a viabilidade da vida, será extirpada do repertorio fenotípico de tal forma a só sobrar informações com funcionalidade especifica. E complexidade, na qual é um conceito meramente humano e não indica nada sobre um designer. O fato de ser complexo não indica design inteligente pois há diversas estruturas biológicas, sistemas ecológicas, ciclos ou blocos químicos que criam estruturas complexas sem a intervenção do homem oue que podem ser explicados por simples processos naturais, como as reações de belousov-zhabotinsky ou as células de convecção de Rayleigh–Bénard. Este tipo de fenômeno tem sido usado para explicar os mecanismos formadores espontâneos de padrões em sistemas biológicos, inclusive durante o desenvolvimento de organismos multicelulares como plantas e animais, como é o caso do modelo de reação e difusão de Turing.
        O fato de voce ter uma vida engenheirada não indica que todo universo é engenheirado. Indica que sua referência de vida é engenheirada. O relógio funciona porque vemos o relojoeiro, o código genético não foi visto sendo criado.
        Como voce poderia bolar um experimento que demonstre que uma molecula foi desenhada por um designer? O fato de voce achar ela complexa, bonita ou simétrica não significa nada, não se prova intencionalidade na criação de algo a partir de um designer que presume-se que exista. Partindo de uma premissa pessoal voce cai no dilema do relojoeiro que voce sabe que existe porque constata empiricamente. Que evidências empíricas temos de um designer supremo? Nenhuma, razão pela qual toda a argumentação dos proponentes do D.I são teológicas.
        Isto é inegável!!

        PS: eu sei que seu perfil é fake!!!

  5. Gênesis é um relato literal?
    Gostaria que vocês comentassem sobre o texto de Reinaldo José Lopes, publicado no site Globo.com, no dia 16 de maio de 2009. – L.

    1. Jesus confirmou a historicidade do Gênesis ao citá-lo como sendo um livro literal. E jamais entendeu que houvesse “dois relatos da criação”. Ao dizer que o ser humano foi criado, nem passou pela mente do Salvador a ideia absurda de que pudessem existir contradições na Bíblia. Veja o texto a seguir: “Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

    Duvido que Lopes saiba mais sobre a Bíblia – e a cultura hebraica – do que o próprio Jesus Cristo…

    2. Pedro também reconheceu a literalidade do Gênesis ao fazer menção ao Dilúvio: “…os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (1 Pedro 3:20).

    3. Paulo – homem de grande cultura acadêmica para os dias dele – também acreditava que o Gênesis era literal ao mencionar Adão e citar Gênesis 2:7: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante” (1 Coríntios 15:45).

    4. Gênesis faz parte do Pentateuco – coleção de cinco livros históricos. Ambos apresentam narrativas de fatos que realmente aconteceram e jamais o autor (Moisés) quis dar ao que escreveu qualquer tom de “poesia” associada a “simbolismo”.

    5. O fato de o Criador ser mencionado como “Deus” no capítulo 1 e “Senhor Deus” no capítulo 2 não apresenta problema algum na mente de quem estuda a Bíblia com sinceridade. Por que Deus não poderia ser chamado de maneira diferente, sendo que Ele possui vários nomes na Bíblia que descrevem o caráter dEle? Argumento muito simplista o do autor do artigo!

    6. O verso 4 do capítulo 2 é a conclusão do relato do capítulo 1! Será que Reinaldo José Lopes não sabe que a divisão da Bíblia em capítulos e versículos veio posteriormente e que o fato de uma frase estar noutro capítulo não indica necessariamente o começo de um novo relato?

    7. Segundo o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, “de maneira alguma se pode considerar que o capítulo 2 seja outra versão do relato da Criação, do capítulo precedente. Seu propósito é colocar Adão e Eva em seu lugar no jardim do Éden, e isso é feito para proporcionar [ao leitor] informação adicional”. É por isso que não há no capítulo 1 a informação de que a mulher foi feita da costela de Adão.

    8. A respeito do verso 5 – pelo qual o autor do artigo julga apresentar uma “prova” de que o relato é contraditório – afirma o comentário supracitado: “Os versos 4-6 antecipam a criação do homem descrita no verso 7, ao detalhar brevemente a aparência da superfície da terra, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes de o ser humano ter sido formado no sexto dia da semana da criação.” O articulista deveria usar comentários bíblicos fiéis no estudo da Bíblia para não escrever coisas que não têm apoio algum com base nas regras da hermenêutica.

    9. O uso do verbo plural “façamos”, em Gênesis 1:26, não é um diálogo entre Deus e Seus “conselheiros angélicos” porque os anjos não têm a prerrogativa de serem criadores (cf. Hebreus 1:14). A Bíblia apresenta a Deus como único Criador (Malaquias 2:10). O verbo no plural nos ajuda a entender o porquê de o nome Deus no primeiro versículo ser usado em forma plural (Elohim): a Trindade estava envolvida na Criação – ver João 1:1-3, Jó 33:4 e Salmo 104:30 (o tal “plural majestático”, sim, é uma lenda! Se Lopes prefere acreditar nisso…).

    10. A declaração a seguir do articulista também é de pasmar: “O mandamento de guardar o sábado, na maioria dos textos bíblicos, como em Deuteronômio 5, 12-15, não usa a Criação como justificativa, o que parece indicar que a ideia foi introduzida de forma tardia na cultura israelita.”

    Isso não tem cabimento. Antes de a Lei ser dada no Sinai, o povo já sabia que o sábado deveria ser celebrado como memorial da Criação. Basta ler o episódio do maná em Êxodo 16. Em Deuteronômio 5:12-15, Deus apresenta apenas uma razão adicional para eles observarem o sétimo dia: por terem sido escravos no Egito, deveriam descansar e dar descanso a qualquer pessoa que estivesse sobre a jurisdição deles.

    Em Deuteronômio 5:12-15, há também uma aplicação teológica vital para os cristãos de hoje: assim como o povo Israelita observou o sábado também por ter sido liberto da escravidão do Egito, hoje devemos celebrar o sábado também por Deus nos ter libertado da escravidão do pecado por meio de Jesus Cristo (João 8:36).

    11. Portanto, a frase “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” se aplica a Lopes, pois ele tem duas opções: aceitar o que Deus ensina sobre a Criação dEle ou ficar ao lado de Charles Darwin.

    E, para finalizar: todo criacionista esclarecido jamais nega a importância da ciência e da explicação evolucionista a respeito da microevolução. O que não aceitamos – assim como os Pais da Ciência e muitos cientistas atuais – é a macroevolução, que jamais foi vista em laboratório…

    (Leandro Quadros, jornalista e consultor bíblico da Novo Tempo)

    • “1. Jesus confirmou a historicidade do Gênesis ao citá-lo como sendo um livro literal. E jamais entendeu que houvesse “dois relatos da criação”

      E a crença que Jesus tinha serve para provar o que? Ele simplesmente acreditava, do mesmo jeito que você acredita. Jesus não sabia ciência.

  6. Alguns método para você saber como estudar a Bíblia :a) Selecione uma versão bíblica que seja fiel ao significado contido nos idiomas em que a Bíblia foi originalmente escrita, dando preferência a traduções feitas por um vasto grupo de eruditos e publicada por uma editora geral, e não traduções patrocinadas por uma denominação particular ou um grupo com enfoque limitado.
    Cuide em não basear um ponto doutrinário importante numa versão ou tradução da Bíblia. Os mais eruditos usarão os textos gregos e hebraicos, que os habilitam a examinar também as variantes dos antigos manuscritos bíblicos.

    b) Escolha um plano definido de estudo, evitando abordagens casuais e destituídas de propósitos. Sugerimos um plano que possa abranger:
    (1) Análise da mensagem de um livro;

    (2) Método de analisar verso por verso;

    (3) Estudo que busque uma solução bíblica para um problema existencial específico, satisfação bíblica para uma necessidade específica ou resposta bíblica para uma questão específica;

    (4) Estudo de temas (fé, amor, segunda vinda e outros);

    (5) Estudo de palavras;

    (6) Estudo biográfico.

    c) Procure compreender o significado simples e mais óbvio da passagem bíblica estudada.
    d) Busque descobrir os importantes temas fundamentais das Escrituras, como encontrados em textos individuais, passagens e livros. Dois temas básicos afins estão presentes ao longo das Escrituras: (1) a pessoa e obra de Jesus Cristo; e (2) a perspectiva do grande conflito envolvendo a autoridade da Palavra de Deus, a queda do homem, o primeiro e o segundo adventos de Cristo, a exoneração de Deus e Sua lei, e a restauração do plano divino para o universo. Esses temas devem ser extraídos da totalidade das Escrituras e não impostos sobre ela.
    e) Reconheça que a Bíblia é sua própria intérprete e que o significado das palavras, textos e passagens são melhor determinados pela comparação diligente da Escritura com a Escritura.
    f) Estude o contexto da passagem sob consideração relacionando-o com as sentenças e parágrafos imediatamente precedentes e os que se seguem. Busque relacionar as ideias das passagens com a linha de pensamento do livro bíblico em sua totalidade.
    g) Tanto quanto possível, verifique as circunstâncias históricas de quando a passagem foi escrita pelos autores bíblicos sob orientação do Espírito Santo.
    h) Determine o tipo de literatura que o autor está usando. Alguns materiais bíblicos são formados de parábolas, provérbios, alegorias, salmos e profecias apocalípticas. Sendo que muitos escritores bíblicos apresentaram muito de seu material em poesia, será proveitoso o uso de uma versão bíblica que apresente este material em estilo poético, pois passagens que usam figuras de linguagem não devem ser interpretadas da mesma forma que a prosa.
    i) Reconheça que um texto bíblico pode não se harmonizar em cada detalhe às categorias literárias atuais. Tenha cuidado em não forçar essas categorias de interpretação do significado do texto bíblico. É uma tendência humana encontrar o que se está buscando, mesmo que a intenção do autor tenha sido outra.
    j) Observe a gramática e a construção da sentença a fim de descobrir o propósito do autor. Estude as palavras-chave da passagem, comparando sua utilização em outras partes da Bíblia, valendo-se de uma concordância e da ajuda de léxicos e dicionários bíblicos.
    k) Em conexão com o estudo do texto bíblico, explore os fatores históricos e culturais. A arqueologia, a antropologia e a história podem contribuir para a compreensão do significado do texto.
    l) Os adventistas acreditam que Deus inspirou a Ellen White. Portanto, suas exposições sobre qualquer passagem bíblica oferecem um guia inspirado para a compreensão dos textos, sem esgotar seu significado ou tornar desnecessária a tarefa da exegese (ver Evangelismo, p. 256; O Grande Conflito pp.193, 595; Testemunhos Seletos, vol. 2, pp. 280, 292, 312 e 313; Counsels to Writers and Editors, pp. 33 a 35).
    m) Depois de fazer o estudo como delineado anteriormente, busque vários comentários e ajudas secundárias tais como obras eruditas, para ver como outros lidaram com a passagem. Avalie então, cuidadosamente, os diferentes pontos de vista expressados da perspectiva das Escrituras como um todo.
    n) Ao interpretar as profecias, tenha em mente que:
    (1) A Bíblia reclama o poder de Deus para predizer o futuro (Isa. 46:10).

    (2) As profecias têm um propósito moral. Não foram escritas meramente para satisfazer a curiosidade acerca do futuro. Alguns dos propósitos das profecias são: fortalecer a fé (João 14:29) e promover santidade de vida e preparo para o advento (Mat. 24:44; Apoc. 22:7, 10 e 11).

    (3) O foco de muitas profecias é Cristo (tanto o Seu primeiro como o Seu segundo advento), a Igreja e o tempo do fim.

    (4) As normas para a interpretação de profecias encontram-se na própria Bíblia: A Bíblia marca as profecias de tempo e seu cumprimento histórico. O Novo Testamento cita cumprimentos específicos de profecias do Antigo Testamento acerca do Messias; e o próprio Antigo Testamento apresenta indivíduos e acontecimentos como tipos do Messias.

    (5) A aplicação no Novo Testamento de alguns nomes literais do Antigo Testamento torna-se espiritual como, por exemplo, Israel representa a Igreja; Babilônia a religião apostatada, etc.

    (6) Existem dois tipos gerais de literatura profética: As profecias não-apocalípticas, como encontradas em Isaías e Jeremias, e as profecias apocalípticas, como encontradas em Daniel e no Apocalipse. Esses diferentes tipos têm características distintas:

    (a) Profecias não-apocalípticas dizem respeito ao povo de Deus; profecias apocalípticas são mais universais em escopo.
    (b) Profecias não-apocalípticas são, muitas vezes, de natureza condicional, estabelecendo para o povo de Deus as alternativas de bênçãos para a obediência e de castigo para a desobediência; as apocalípticas enfatizam a soberania de Deus e Seu controle sobre a História.
    (c) Profecias não-apocalípticas frequentemente saltam de uma crise local para o dia final do Senhor; profecias apocalípticas apresentam o curso da História desde o tempo do profeta até o fim do mundo.
    (d) Nas profecias não-apocalípticas, as profecias de tempo são geralmente longas, como, por exemplo, os 400 anos de escravidão de Israel (Gên. 15:13) e os 70 anos de cativeiro babilônico (Jer. 25:12). As profecias de tempo, no contexto das apocalípticas, são geralmente enunciadas em termos curtos, como dez dias (Apoc. 2:10) ou 42 meses (Apoc. 13:5). Os períodos de tempo apocalípticos simbolizam períodos mais longos de tempo real.
    (7) Profecias apocalípticas são altamente simbólicas e devem ser interpretadas de acordo. Na interpretação de símbolos, os seguintes métodos podem ser usados:

    (a) Procure interpretações (explícitas ou implícitas) dentro da própria passagem (por exemplo, Dan. 8:20 e 21; Apoc. 1:20).
    (b) Procure interpretações em outras partes do livro ou em outros escritos do mesmo autor.
    (c) Valendo-se de uma concordância, estude o uso dos símbolos em outras partes das Escrituras.
    (d) Um estudo dos documentos do antigo Oriente Próximo pode aclarar o significado dos símbolos, embora o uso escriturístico pode alterar tal significado.
    (8) A estrutura literária de um livro, muitas vezes, contribui para a sua interpretação. A natureza paralela das profecias de Daniel é um exemplo disso. Relatos paralelos nas

    Escrituras apresentam algumas vezes diferenças em detalhes e ênfase (comparar Mat.21:33 e 34; Mar. 12:1 a 11; e Luc. 20:9 a 18; ou II Reis 18 a 20 e II Crôn. 32). Ao estudar tais passagens, primeiro examine-as cuidadosamente para estar seguro de que os relatos paralelos realmente se referem ao mesmo evento histórico. Muitas das parábolas de Jesus podem ter sido ditas em diferentes ocasiões, a diferentes auditórios e com palavras diferentes.

    Em casos onde parece haver diferenças em relatos paralelos, deve-se reconhecer que a mensagem total da Bíblia é a síntese do todo de suas partes. Cada livro ou autor comunica aquilo que o Espírito lhe indicou que escrevesse. Cada um faz sua própria contribuição especial para o enriquecimento, diversidade e variedade das Escrituras (O Grande Conflito, pp. 5 e 6). O leitor deve permitir que cada escritor bíblico surja e seja ouvido, ao passo que simultaneamente reconhece a unidade básica da auto-revelação.

    o) Quando passagens paralelas parecem indicar discrepância ou contradição, procure a harmonia fundamental. Tenha em mente que as diferenças podem ter suas origens em pequenos erros dos copistas (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 16) ou podem ser o resultado de diferentes ênfases e escolhas de material de variados autores que escreveram sob a inspiração e orientação do Espírito Santo para diferentes audiências, sob diferentes circunstâncias (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pp. 21 e 22; O Grande Conflito, p. 6).
    É possível não se conseguir conciliar pequenas diferenças em detalhes que sejam irrelevantes à mensagem principal e clara da passagem. Em alguns casos, o escrutínio terá que ser interrompido até que mais informações e melhores evidências estejam disponíveis para resolver uma aparente discrepância.

    p) As Escrituras foram escritas com o propósito prático de revelar a vontade de Deus à família humana. Entretanto, a fim de não interpretar mal certas declarações, é importante considerar que elas foram dirigidas às pessoas de cultura oriental e expressas em sua forma de pensamento.
    Expressões tais como “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êxodo 9:12) ou “um espírito maligno enviado de Deus” (I Sam. 16:15), os Salmos imprecatórios, ou os “três dias e três noites” de Jonas, comparados com a morte de Cristo (Mat. 12:40), comumente são mal compreendidos por serem interpretados hoje de um ponto de vista diferente.

    Um conhecimento prévio da cultura do Oriente Próximo é indispensável para se compreender tais expressões. Por exemplo, a cultura hebraica atribui a um indivíduo a responsabilidade por atos que ele não cometeu, mas permitiu que ocorressem. Por esta razão, os escritores da Bíblia comumente creditavam a Deus como tendo executado ativamente o que no pensamento ocidental Ele permite ou não evita que aconteça, por exemplo, o endurecimento do coração de Faraó.

    Outro aspecto das Escrituras que confunde a mente moderna é a ordem divina a Israel para empenhar-se em guerra e destruir nações inteiras. Israel era originalmente organizado como uma teocracia, um governo civil através do qual Deus governava diretamente (Gên. 18:25). Tal governo teocrático era peculiar. Já não mais existe e não pode ser considerado como um modelo direto para a prática cristã.

    As Escrituras registram experiências e declarações de pessoas que Deus aceitou mas que não estavam em harmonia com os princípios espirituais da Bíblia como um todo; como por exemplo, em incidentes relacionados com o uso de álcool, poligamia, divórcio e escravidão. Embora a condenação de tais costumes sociais arraigados não esteja explícita, Deus não endossou ou aprovou necessariamente tudo que Ele permitiu e suportou na vida dos patriarcas e em Israel. Jesus tornou isto claro em sua declaração sobre o divórcio (Mat. 19:4 a 6 e 8).

    O espírito das Escrituras é de restauração. Deus opera pacientemente para levantar a humanidade caída, das profundezas do pecado para o ideal divino. Consequentemente, não precisamos aceitar, como padrão, os atos de homens pecadores como registrados na Bíblia.

    As Escrituras representam o desenrolar da revelação de Deus ao homem. O sermão de Jesus na montanha, por exemplo, amplia e expande certos conceitos do Antigo Testamento. O próprio Cristo é a revelação suprema do caráter de Deus para a humanidade (Heb. 1:1 a 3).

    Embora exista uma abarcante unidade na Bíblia, desde o Gênesis até o Apocalipse, e ainda que toda a Escritura seja igualmente inspirada, Deus escolheu revelar-Se ao homem através de pessoas humanas e encontrá-las onde estavam em termos de dons espirituais e intelectuais. Deus não muda, porém ele progressivamente desdobra Sua revelação aos homens à medida que estejam capacitados a compreendê-la (João 16:12; The Seventh-Day Bible Commentary, vol. 7, p. 945; Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 21). Toda experiência ou declaração das Escrituras é um registro divinamente inspirado, mas nem toda declaração ou experiência é necessariamente normativa para o comportamento cristão de hoje. Tanto o espírito como a letra da Escritura devem ser compreendidos (I Cor. 10:6 a 13; O Desejado de Todas as Nações, p. 150; Testemunhos Seletos, vol. 1, pp. 436 a 438).

    q) Como objetivo final, faça a aplicação do texto. Formule perguntas tais como: “Qual é a mensagem e o propósito que Deus pretende transmitir através das Escrituras?” “Que significado tem este texto para mim?” “Como isto se aplica à minha situação e circunstâncias hoje?” Em assim fazendo, reconheça que embora muitas passagens bíblicas tiveram significado local, elas contêm princípios universais aplicáveis a todas as eras e culturas.
    5. Conclusão

    Na “Introdução” de O Grande Conflito (p.8), Ellen White declara:

    “A Escritura Sagrada com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. Assim, é verdade com relação à Escritura, como foi com relação a Cristo que ‘o Verbo Se fez carne e habitou entre nós’”. (João 1:14).

    Da mesma maneira como é impossível aos que não aceitam a divindade de Cristo compreender o propósito de Sua encarnação, é também impossível para aqueles que veem a Bíblia meramente como um livro humano, compreender sua mensagem, apesar de seus métodos cuidadosos e rigorosos.

    Mesmo eruditos cristãos que aceitam a natureza divino-humana da Escritura, mas cuja abordagem metodológica os leva a demorar-se grandemente nos aspectos humanos da Escritura, correm o risco de esvaziar a mensagem bíblica do seu poder, relegando-a a um segundo plano, enquanto se concentram no meio de transmissão da mensagem. Esquecem-se que o meio e a mensagem são inseparáveis e que o meio sem a mensagem é como uma concha vazia que não pode atender às necessidades espirituais da humanidade.

    Um cristão consagrado usará apenas os métodos capazes de fazer total justiça à dupla, a inseparável natureza das Escrituras, aumentando sua capacidade de entender e aplicar a sua mensagem e de fortalecer sua fé.

    Esta declaração foi aprovada e votada pela Comissão Executiva da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, na sessão do Concílio Anual no Rio de Janeiro, Brasil, 12 de outubro de 1986.

  7. Se desejar saber mais pode acessar esse link : http://centrowhite.org.br/metodos-de-estudo-da-biblia/ . E se tem dúvida acerca da existência de Jesus e se a Bíblia foi ou não alterada assista esse vídeo; é curto : Jesus x Alexandre O Grande – Homem ou Mito? – Evidências Históricas (Zeigeist Desmascarado) https://www.youtube.com/watch?v=1wJkxUxh84c. Garanto que vai ver a Bíblia com novos olhos. Espero ter ajudado. Há, mais um coisa : eu não estudo a Bíblia como um livro de biologia; mas considero como a carta de amor de Deus, onde posso comunicar-se com ele e ser restaurado por seu poder sobrenatural. Eu posso falar para você detalhadamente como é o sabor de um bolo; porém jamais poderei passar minha sensação para você de como gostoso ele é; só saberá se provar. Que tal provar a Bíblia sem preconceitos e com o coração aberto e experimentar uma paz inenarrável ?

      • Deve ter em mente que não são novatos no assunto que vão falar no vídeo; mas profissionais na referente área embasados em evidências históricas. É só assistir sem preconceito e usar sua característica de questionador; e não selecionador de assuntos preferíveis. Vá adiante e tente refutar o que será dito no vídeo. Eles são profissionais amigo; nem tudo que tem no youtube é de péssima qualidade; não generalize por favor; porque essa atitude não é de um cético de verdade; com todo repeito.

      • Você fala que eu pronuncio afirmações negacionistas; mas faz a mesma coisa quando eu forneço material; perdão, mas isso é muito incoerente. Acho que vc deve questionar seu modelo de questionamento. Falo isso para seu próprio bem; pois parece ser um cara sincero na busca pela verdade; todavia está um pouco confuso.

      • Estamos discutindo ciência e não religião. Poste materiais científicos, artigos que defendem que deus esta confirmado cientificamente. Nao nos interessa as pregações de sites religiosos.
        Não negamos Deus, estamos assumindo que ele não faz parte do contexto cientifico. Não distorce o que foi proposto!!!
        Aprenda e diferença entre ciência e religião, posteriormente se presta a comentar, por gentileza.

      • Você falou sobre a Bíblia, quando não tem conhecimento sobre isso; por isso forneci o material para você concertar sua visão muito equivocada. Não distorci nada, só esclareci esse tema. E eu também disponibilizei material sobre ciência, agora você já pensa de maneira automática que é pseudociência, compromentendo seu questionamento acerca dos fatos e perdendo a oportunidade de rever seus conceitos para ter certeza de sua postura ou tomar outro rumo.

      • Answer in genesis é ciência? Gospel Prime é ciência? Videos de youtube é ciência?
        Quem sempre defendeu D.I como ciência aqui foi vc meu caro, e pior, D.I como sinônimo de Deus cristão….o que por si só ja demonstra que sua defesa foi teologica e não cientifica, sem apresentar nenhum artigos defendendo D.I como ciência…….apenas separei tudo que vc colocou no mesmo saco de gatos quando acabam misturando ciência com religião!!! Quem começou com negocio de biblia no texto foivc quando disse “Bem será que o Designer Inteligente é nocivo a ciência mesmo ? Pense comigo : essa proposta não visa usar a bíblia para fazer ciência…” Ta tentando catequizar a ciência!!! rsrs
        O que não se encaixa no método cientifico e tenta se apresentar como ciência é pseudociencia. olhe a definição do que é pseudociencia e veja o que é o D.I/criacionismo. Harvard, MIT, Cambridge, Nature, The Royal Society…pode olhar cada uma das revistas e universidades do mundo e veja como o criacionismo/d.I é classificado.
        Sinto muito, é assim que é. Voce quer acreditar que tudo foi Deus, não tem problema, é com vc. Só nao diga que isto é ciência, pq nao é! Meu conceitos eu revi quando era cristão, portanto sei do que estou falando.

      • Samuel, fui evangélico radical por muito tempo. De Bíblia e teologia (e malabarismo interpretativos cristãos) eu entendo. Depois de tanto tempo de igreja cheguei a uma conclusão: a história da criação do Gênesis é um mito criado por pessoas primitivas sacrificadoras de animais. Abra os olhos rapaz. Bote essa cabeça pra pensar, como eu fiz.

      • Ele cobrou de mim que me desprende-se do dogma da evolução hehehehe quando na verdade, assim como voce fui evangélico e vivo numa família evangélica. Eu sai de um dogma pra pensar por conta propria. Ele cobra da gente uma coisa que já fizemos mas que ele não fez hehehe Desafiar constantemente as verdades que lhe sào apresentadas

  8. Só para finalizar : se tem uma coisa que aprendi com o estudo diligente da Bíblia, foi que devo questionar minhas posições. Até questionei muitas ações de Deus; mas Ele sempre excedeu minhas expectativas e a cada dia comprova que não é uma invenção humana; mas sim o verdadeiro Autor da vida. Deus não paralisa o cérebro, pelo contrário, ele ativa totalmente nossos neurônios. Eu tenho 19 anos, e só passei a conhecer a si próprio, basicamente há um ano, estudando acerca do caráter e propósito de Deus. É formidável ver que através da comunhão que tenho com ele posso ver o mundo de uma forma ampla e límpida, de uma forma que nunca poderia imaginar ! Deus fala assim amigo : ” filho pode fazer perguntas, pode desafiar-me; e depois anseio que testemunhe se eu falho ou não em minhas promessas. Não atenha-se; mas busque evidências na Bíblia e extra-bíblicos para ter uma fé racional sobre minha existência em sua vida. ”

  9. A Guerra entre o Cristianismo e a Ciência

    Para muita gente a relação entre o cristianismo e a ciência sempre foi conflituosa, uma história de guerras e tensões contínuas. Uma das razões para essa concepção é que geralmente se pensa que as duas coisas estão em campos totalmente opostos e não intersectáveis. A religião trata da alma, do sobrenatural, do transcendente, de valores e conceitos acima da possibilidade padrão de verificação. A ciência, por sua vez, nada teria a ver com religião, ou quando muito, teria um papel de desmistificação, explicando através das leis naturais aquilo que os religiosos acreditam que é a mão de Deus na história, na natureza e na realidade humana.

    Uma outra causa dessa visão beligerante entre religião e ciência são obras cujo propósito foi desbancar o cristianismo e estabelecer o naturalismo como filosofia subjacente da ciência, como por exemplo, History of the Conflict between Religion and Science [História do conflito entre Religião e Ciência], de John William Drapper (1811-1882) e History of the Warfare of Science with Theology [História da Guerra entre a Ciência e a Teologia] de Andrew Dickson White (1832-1918). A tese de White nessa obra é que em toda a história moderna, a interferência da religião na ciência resultou nos males mais terríveis tanto para a religião como para a ciência. Além disso, outras obras historiaram as grandes descobertas científicas abstraindo-as do contexto religioso dos cientistas, pesquisadores e filósofos que as fizeram, mesmo que, em quase todos os casos, foram os pressupostos cristãos dessas pessoas que as levaram a elaborar hipóteses e achar caminhos que nos deram a moderna ciência.

    Atualmente, uma nova perspectiva surge na academia causada, em primeiro lugar, pela redescoberta do papel decisivo da Europa cristianizada para os primórdios da ciência moderna. Em segundo lugar, recentes historiadores da ciência têm demandando que o relato das grandes descobertas científicas seja feito levando-se em conta o papel das convicções religiosas dos pesquisadores e cientistas e a contribuição das mesmas para tais descobertas, especialmente aquelas que lançaram os fundamentos da moderna ciência. Defendem uma abordagem holística da história da ciência.

    Essas mudanças acima fortalecem a convicção de que a história da relação entre o cristianismo e a ciência, longe de ter sido uma história de conflitos constantes, foi de cooperação. As obras recentes de cientistas e historiadores cristãos como Hooykaas, Russell, Kuyper, Pearcey, entre outros, mencionam alguns fatos históricos que apontam para essa relação, que resumo aqui para conforto dos leitores do nosso blog. Começo com a constatação de que várias culturas orientais da antiguidade – desde chineses até os árabes, passando pelos egípcios e sumérios – alcançaram um nível de conhecimento e de tecnologia muito superior ao alcançado no Ocidente cristianizado. Contudo, a ciência, como disciplina sistemática, nasceu no Ocidente, na Europa, à época dominada por uma visão cristianizada de mundo, em que pesem os abusos e erros da Igreja Romana.

    O que há no cristianismo, de modo geral, que permitiu que isso acontecesse? Nem todos os cientistas e pesquisadores eram cristãos devotos, mas a maioria deles operava com uma visão intelectual de mundo moldada de acordo com o conceito bíblico da criação e do governo de Deus na realidade natural e humana, o que acabou por fornecer à cultura ocidental diversos pressupostos fundamentais sobre o mundo natural. Menciono alguns.

    1. A natureza é real. O mudo existe objetivamente, fora de nós. Muitas outras religiões consideram o mundo como irreal, como uma manifestação do divino ou manifestações do ser absoluto e infinito, como o panteísmo e o idealismo. No hinduismo, o mundo é maya, ilusão. Além disso, ela é de grande valor. Ela é boa. Isso difere da visão do dualismo oriental entre matéria e espírito, que equiparava a matéria à desordem. “E Deus viu que era bom” é o veredito do Criador sobre a natureza.

    2. A natureza não é Deus, mas uma criação dele. As religiões orientais são panteístas ou animistas, vendo o mundo como habitação das divindades ou extensões delas. No cristianismo, Deus não é a alma do mundo, mas seu criador. Foi essa “desdeificação” (Hooykaas) da natureza que permitiu que ela fosse estudada e pesquisada, como pré-condição essencial para a ciência. No panteísmo, o homem, a natureza e Deus fazem parte da mesma realidade, o que torna impossível ao homem transcender a natureza para poder analisá-la. A visão cristã da criação deu ao homem a coragem necessária para examinar a natureza sem medo de ofender os deuses.

    3. No mundo os acontecimentos ocorrem de maneira confiável e regular, pois foi criado de forma ordenada, coerente e unificada por um Deus de ordem. O mundo é regido por leis naturais ordenadas e implantadas por Deus e não por forças misteriosos que escapam à nosso conhecimento. Portanto, suas manifestações são legítimas e compreensíveis. As irregularidades não devem ser consideradas como anomalias dessas forças misteriosas, mas um desafio para uma pesquisa mais profunda e a descoberta de leis que possam explicá-las. O uso da matemática na ciência reflete essa convicção de que o mundo é ordenado por leis que podem ser expressas em fórmulas. A convicção fundamental da ciência é que o mundo é ordenado. Ela é dádiva da visão cristã de que o mundo foi criado por um único Deus e não por vários deuses ambíguos, contraditórios, incoerentes e caprichosos, a partir da matéria caótica, como acreditavam algumas religiões orientais.

    4. O homem foi dotado de inteligência, ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, e portanto pode interpretar as leis do universo. De acordo com o grande estudioso da cultura chinesa Joseph Needham, a cultura chinesa não desenvolveu a ciência moderna porque os chineses não crêem numa ordem inteligível no universo e nem na capacidade da mente humana em decodificar essa ordem, caso ela existisse. Da perspectiva cristã, todavia, o homem foi criado para a glória de Deus e com a missão de conhecê-lo mais e mais pelo conhecimento da Sua criação, bem como com o propósito de dominar essa criação e usá-la em benefício do seu próximo.

    Foram cientistas com essas convicções acima, no todo ou em parte, que lançaram as bases da moderna ciência, como os astrônomos Kepler e Galileu, os químicos Paracelso e Van Helmont, os físicos Newton e Boyle e os biólogos Ray, Lineu e Cuvier, para citar alguns. Não estou dizendo que eles foram cristãos no sentido evangélico, mas que, no mínimo, independentemente de sua relação pessoal com Cristo, operaram a partir dos pressupostos acima mencionados, que ainda prevaleciam na cultura de sua época.

    Infelizmente, a fé cristã foi mais e mais empurrada para fora da academia, que apesar disso continua a operar com o capital acumulado pelo cristianismo, a começar com aquele que é o pressuposto central da ciência, que é a existência objetiva de um mundo ordenado por leis regulares e universais. A pergunta é, por mais quanto tempo esse pressuposto continuará a manter a ciência? (N. Pearcey).

    [Essa homilia se inspirou parcialmente no primeiro capítulo de A Alma da Ciência de Nancy Pearcey, que deverá estar na Universidade Presbiteriana Mackenzie em setembro desse ano, para palestras a comunidade acadêmica e ao grande público]

    Augustus Nicodemus Lopes
    Chanceler

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s