CIENTISTAS PODEM TER ENCONTRADO GLÓBULOS VERMELHOS EM FÓSSIL DE DINOSSAURO DE 75 MILHÕES DE ANOS. (Comentado)

Dez anos após a descoberta altamente controversa de tecido mole dentro de um osso de dinossauro datado em 68 milhões de anos de idade, os cientistas mais uma vez provaram que não devemos ser tão ansiosos para fechar exceções às regras, tendo detectado o que poderia muito bem ser células vermelhas do sangue e pedaços de tecidos conjuntivos em fósseis de dinossauros conservados.

crédito da foto: Cor microscopia eletrônica de varredura de amostras extraídas de costelas de um dinossauro indeterminado exibindo fibras mineralizadas / Sergio Bertazzo

Crédito da foto: Cor microscopia eletrônica de varredura de amostras extraídas de costelas de um dinossauro exibindo fibras mineralizadas / Sergio Bertazzo

Este achado raro e emocionante sugere que nossas idéias atuais sobre o processo de fossilização podem exigir uma re-avaliação e que poderia indicar que há um tesouro de dados lá fora, que pode, de outra forma, ter permanecido enterrada porque os cientistas assumiram que ele não existiriam. Se isso for o caso, então a descoberta pode inaugurar uma nova era de investigação, o que poderia, em última análise mudar mais nossa compreensão da biologia da espécies extintas e das longas relações entre eles. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Quando os cientistas descobrem um fóssil, a grande maioria das vezes eles encontram a parte mais dura de um animal, tais como os componentes inorgânicos dos ossos que são compostos de vários sais minerais. Tecidos moles do organismo, como pele e vasos sanguíneos, geralmente não ficam bem preservados e, portanto, são normalmente ausentes em restos fossilizados. Isso ocorre porque as moléculas de proteína de que estas partes do corpo são compostas entra em decaimento relativamente rápido, e é auxiliada por microrganismos que consumirão todo o material orgânico. Isto levou à hipótese de que partes de proteínas não duram mais de 4 milhões de anos, e que a sua estrutura original seria perdida ao longo do tempo.
Mas essa idéia foi transformada em a partir de 2005, quando pesquisadores descobriram tecidos moles preservados dentro do osso da perna de um Tiranossauro rex. Embora os críticos inicialmente rejeitassem a descoberta e afirmaram que deve haver algo mais, os cientistas finalmente ganharam apoio para a sua conclusão inicial, sugerindo que a presença de tecido mole pode ser devido a preservação excepcional do espécime. A mais recente descoberta, no entanto, demonstra que essas condições ideais não são necessariamente necessárias para tais partes do corpo ficarem nos fósseis para dezenas de milhões de anos.

O tecido foi detectado após pesquisadores do Imperial College de Londres analisar oito fragmentos fósseis de uma garra de dinossauro que havia sido alojada no Museu de História Natural por mais de um século. Mais importante, nenhum dos espécimes foram excepcionalmente preservados. Sua investigação envolveu o uso de vários métodos de análise diferentes, começando com um microscópio eletrônico de varredura chamada técnica de imagem. Bombardeando espécimes com um feixe de elétrons de alta energia, os cientistas poderiam revelar informações sobre a estrutura e composição da superfície.

Em seguida, eles usaram um feixe de íons preciso para cortar as amostras e obter um vislumbre da estrutura interna do fóssil. Finalmente, eles usaram um instrumento chamado um espectrómetro de massa para identificar o tipo e concentração de moléculas presentes nas amostras, os quais foram, em seguida, feitas comparações com amostras tomadas a partir de um parente distante dos dinossauros: a ema.

Através destas técnicas, os pesquisadores descobriram estruturas ovais com um núcleo denso, que eles especulam poderiam ser células vermelhas do sangue, embora eles alertem que mais pesquisas são necessárias para confirmar isto. Se eles estiverem corretos, estes achado podem incentivar os cientistas a reanalisar outros espécimes, o que poderia potencialmente produzir mais glóbulos vermelhos, que de outra forma teriam passado despercebidos. E isso seria um grande negócio, pois pode permitir que os investigadores examinem como o metabolismo dos dinossauros evoluiu ao longo do tempo.

Eles também concluíram que as fibras expostas a configuração característica eram semelhantes a proteína de colageno, um componente importante do tecido conjuntivo. Como a estrutura dessa molécula varia entre as espécies, os pesquisadores podem ser capazes de usar essas informações para examinar as relações entre espécies extintas, e também para obter insights sobre o dinossauro e sua fisiologia.

Sergio Bertazzo

Sergio Bertazzo

Você pode conferir o vídeo da microscopia eletrônica de varredura e reconstruções 3D a partir de secções do celular como estrutura sangue vermelho aqui:

Fonte: IFLScience

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Comentários internos.

Foi em 2005, com este T. rex na Universidade de Montana que Mary H. Schweitzer constatou pela primeira vez que tecidos não-resistentes poderiam ser preservados em registro fóssil. Esta constatação dependeu de muitos experimentos já que o papel de seu orientador Horner era questionar a validade deste tipo de preservação. Hoje esta descoberta certamente mudará o conteúdo dos livros didáticos de ensino médio sobre os processos tafonômicos.

Os primeiros estudos foram feitos antes de 2005 quando Schweitzer avaliou uma fêmea de T. rex que estava na fase de postura de ovos. O achado foi feito na Mongólia e preservava fibras, células sanguíneas e seus constituintes moleculares (hemoglobina, radicais heme que se agrupam depois são liberados pelas células em decomposição). O exame microscópico com secções dos ossos demonstrou canais sanguíneos preservados no interior de ossos denso que não haviam sido preenchidos com depósitos minerais.

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Extrato de osso de T.rex analisado por Schweitzer, onde continha estruturas que se assemelhavam a células do sangue

Os objetos vermelhos eram completamente diferentes dos ossos circundantes próximos aos canais dos vasos e diferiam também dos sedimentos nas quais o animal havia sido preservado.

O próximo passo de Schweitzer foi analisar as amostras de canais heme, que são moléculas contendo ferro e que permitem a hemoglobina transportar o oxigênio para os tecidos do animal. Por conterem um centro metálico, tais radicais heme vibram em ressonância dentro de padrões bastante específicos quando estimulados por um laser já que absorvem a luz de forma específica. Este foi o meio pela qual Schweitzer se propôs a concluir se material ali encontrado de fato correspondia aos radicais heme. E de fato, o padrão vibracional era condizente com tais estruturas.

Outro experimento dirigido por ela foi injetar extratos do osso do dinossauro dentro de camundongos e estimular o sistema imunológico do animal a atuar sobre certos compostos orgânicos deste extrato. Após esta etapa ela capturou os anticorpos sobre o material do dinossauro e analisou comparativamente com a de perus e ratos onde se prende a hemoglobina, demonstrando que tais extratos estimularam a produção de anticorpos em camundongos por conterem uma molécula de hemoglobina similar a de animais vivos.

Desta forma, a próxima etapa de sua descoberta consistiu em demonstrar que tais proteínas primitivas preservadas no fóssil de fato estavam presentes em outros fósseis. Sua intenção era constatar isto para que posteriormente pudesse decifrar as sequencias de proteínas que contem informações sobre as relações evolutivas entre animais e como isso variava ao longo do tempo com a aquisição de novidades no código genético.

Para isto ela comparou suas proteínas com a de outros fósseis, especialmente de Rahonavis, descoberto em Madagascar, datado entre 70 e 66 milhões de anos e que esta acondicionado na Stony University e Macalester College. Neste animal havia sido constatado a presença de um material fibroso e branco nos pés do exemplar. Era uma bainha de queratina que resistiu a degradação e permaneceu bem preservada. A bainha consistia em 2 tipos de queratina; Alpha, presente em todos os vertebrados (em humanos esta presente nas unhas, cabelos e na epiderme protegendo da desidratação) e beta: que não ocorre em mamíferos, apenas em aves e répteis.

Dedo do pé de Rahonavis ostromi datado entre 66 e 70 milhões de anos em Madagascar. Contém uma material branco formado por proteínas que cobrem a garra do animal.

Dedo do pé de Rahonavis ostromi datado entre 70 e 66 milhões de anos em Madagascar. Contém uma material branco formado por proteínas que cobrem a garra do animal.

Ela fez os testes com anti-corpos nesses dois tipos de queratina e constatou que ambas estavam presentes nas garras de aves e répteis. Além da detecção de aminoácidos no revestimento dos ossos dos pés (pela presença do nitrogênio) da ave primitiva.

Um segundo teste com outro fóssil foi feito. Uma ave do deserto, Shuvuuia deserti, datada do Cretáceo e esta acondicionada no American Museum of Natural History, também descoberto na Mongólia. Nele também havia uma bainha branca de revestimento nas asas, que corresponderia as penas. Os testes foram repetidos e analisados para verificar se tal bainha não era resultado do florescimento de fungos modernos.

As fibras eram ocas, com filamentos de beta-queratina, especialmente nas penas do animal. O objetivo era constatar se as penas apresentavam somente a beta-queratina, ao contrário das garras de Rahonavis que continha ambos os tipos de queratina. E de fato, encontraram somente a beta-queratina.

No centro da imagem háum filamneto oco semelhante a uma barba de pena encontrado no dinossauro carnívoro Shuvuuia deserti que habitava a Mongólia enre 83 e 70 milhões

No centro da imagem há um filamento oco semelhante a uma barba de pena encontrado no dinossauro carnívoro Shuvuuia deserti que habitava a Mongólia entre 83 e 70 milhões

De acordo com a literatura disponível até esta época, proteínas não poderiam ser preservadas por mais de 1 milhão de anos após a morte do animal, e o DNA teria um tempo ainda mais inferior. Como anteriormente alguns pesquisadores já haviam relatado ter encontrado DNA preservado, e esta afirmação não se sustentou devido a contraprovas, muitos ficaram céticos quanto as proteínas encontradas por Schweitzer.

Então, a próxima etapa do trabalho de Schweitzer foi demonstrar que os métodos de recuperação de proteínas precisavam ser novamente revistos e tentou demonstrar sua eficácia. Sua tese então foi baseada no estudo de mamutes datados entre 300-600 mil anos usando espectrometria de massa, onde identificou sem ambiguidade colágeno presente nos ossos, tendões e outros tecidos.

Foi então que ela teve a oportunidade de estudar um novo T. rex encontrado na formação Hell Creek em Montana. Ao analisar o fêmur do animal encontrou uma camada fina fibrosa branca de tecido não-resistente bem preservado, e que este animal também estava em época de postura de ovos devido a presença de um tecido especial (que é uma fonte de cálcio para formação dos ovos) que surge no osso medular próximo a época de postura. Característica que também é comum em aves. O que havia de mais preservado era uma matriz fibrosa com muitos canais sanguíneos e uma coloração diferente do resto do esqueleto.

Uma das características que distingui o osso medular dos outros é a orientação aleatória das fibras de colágeno, que indica uma formação rápida (como as fibras de uma cicatrização).
Os ossos (e as fibras de colágeno) de animais podem ser diluídos (desmineralizados) em uma solução ácida. Nas aves modernas quando isto é feito sobre o osso medular surgem fibras orientadas de modo aleatório.

Ao fazer a dissolução e raspagem do material Schweitzer encontrou uma saliência flexível e fibrosa de tecido. Após passar pelas camadas mais densas de ossos localizou um tecido macio, com tubos ocos ramificados transparentes e flexíveis semelhantes aos vasos sanguíneos. Dentro deles encontrou estruturas redondas avermelhadas semelhantes as do primeiro T. rex que ela havia trabalhado. Após varias sessões de desmineralização de células ósseas (osteócitos, que secretam colágeno) outros componentes orgânicos que formam o ser vivo surgiram na amostragem.

Seus achados foram publicados na revista Science em 2005. Como a publicação de Schweitzer referia-se a materiais de aparência orgânica que se assemelhavam a osteócitos, ela optou por seguir em frente com mais estudos e usando os já produzidos com Rahonavis, Shuvuuia e o mamute. Ela fez uma análise profunda sobre os materiais encontrados no T. rex e aprimorou aquelas sobre o sequenciamento de proteínas primitivas de dinossauros (considerando a ordem de grandeza dos componentes orgânicos que é muito menor e a degradação das proteínas).

Após conseguir sequenciar todos os fragmentos da proteína ela demonstrou que tal grupo estava intimamente relacionado ao das aves.

Em dois artigos (2007 e 2008) ela desmistifica as críticas feitas pelos céticos (que argumentaram que tais tecidos moles eram na verdade biofilmes). Como a resposta mais parcimoniosa era a de Schweitzer, já que se sustentava sobre vários conjuntos de evidências, permaneceu a ideia dos tecidos não-resistentes. E para evitar mais controvérsias Schweitzer sequenciou as proteínas de um dinossauro bípede, o Brachylophosaurus canadensis datado em 80 milhões de anos. Ela e sua equipe encontraram uma serie de fibras encrustadas em uma matriz branca de colágeno que exibiam longos filamentos e ramificações características de osteócitos. Cada uma delas se conectava-se a outras células adjacentes.

É possível observar osteócitos, estruturas marrons ramificadas, e colágeno, uma matriz fibrosa branca. Foram observadas no Brachylophosaurus

É possível observar osteócitos, estruturas marrons ramificadas, e colágeno, uma matriz fibrosa branca. Foram observadas no Brachylophosaurus

Extratos do bico do animal demonstraram reagir a anti-corpos para colágenos e outras proteínas que bactérias não poderiam reproduzir, desconstruindo a ideia de biofilme. De fato, as fibras de colágeno se revelaram muito semelhantes as de aves, e as descobertas foram publicadas na revista Science em 2009.

Posteriormente, seus estudos se focaram na desmineralização de ossos de galinhas modernas, aves do Triássico (de diferentes locais e ambientes) afim de recuperar elementos preservados na fossilização: vasos sanguíneos, conteúdo vascular, osteócitos e colágeno em matrizes.

Muitas evidências independentes demonstraram que microestruturas encontradas no T.rex e no Brachylophosaurus eram de fato células ósseas. Para consolidar ainda mais esta ideia, Schweitzer e colegas expuseram as microestruturas a anti-corpos monoclonais que se ligavam a proteínas expressas nos osteócitos de aves vivas, mas não em osteócitos de aligátores (que formavam o grupo controle). Estes anti-corpos reagiram as proteínas de dinossauros, mostrando não só mais evidências sobre o relacionamento filogenético entre dinossauros e aves mas que as microestruturas eram de fato tecido não-resistentes preservados. O padrão microestrutural se assemelhava ao de avestruzes.

Há ainda evidências de trechos de DNA preservados dentro dessas células, mas nada que seja conclusivo, uma vez que tal material genético está muito fragmentado e corrompido para ser analisado.

Osso medular formado quando a fêmea se prepara para postura de ovos. Encotnrado em um T.rex em 68 milhões de anos e descoberto em Montana Vasos sanguíneos que são preservados quando minerais se dissolveram em pedaços do osso cortical no T.rex de Montana.

Na esquerda; osso medular formado quando a fêmea se prepara para postura de ovos. Encontrado em um T.rex em 68 milhões de anos e descoberto em Montana. Na direita; Vasos sanguíneos que são preservados quando minerais se dissolveram em pedaços do osso cortical no T.rex de Montana.

Ainda há pessoas que são relativamente céticas uma vez que alegam que tais proteínas não suportariam mais eu um milhão de anos antes de serem degradadas. Em todos os casos a equipe de Schweitzer conseguiu recuperar os vasos sanguíneos, células e partículas de ferro que podem ser visualizadas em microscópio e transmissão eletrônica. Tais minerais surgem do colapso da hemoglobina, que libera o ferro. Como ferro biológico é instável quando liberado, sofre reações químicas que liberam radicais livres de hidroxila que são muito reativos e acabam infiltrando-se no tecido e rouba elétrons para manter sua estabilidade eletrônica. Este processo leva a formação de ligações cruzadas nas moléculas do tecido. O efeito é um resultado semelhante ao visto em corpos preservados em formaldeído; é uma reação letal aos microrganismos já que ligações cruzadas não atuam de modo normal. Por isso, a presença de radicais livres na solução sanguínea deve ser o fator que preservou trechos de tecidos. De fato, experimentos com vasos sanguíneos recuperados de ossos permanecem estáveis em água a temperatura ambiente por até 2 anos. Se forem previamente embebidos em uma solução de células vermelhas degradam-se rapidamente, em questão de semanas.

Fica claro então que a determinação da presença de tecidos não-resistentes é uma constatação que passou por diferentes testes e critérios rigorosos até chegar a conclusão final.

Durante um bom tempo muitos céticos da academia questionaram se de fato tais conclusões corresponderiam aos fatos e hoje esta conclusão é aceita. Este tipo de questionamento que Schweitzer passou foi fundamental para dar mais base a sua hipótese de que tecidos não-resistentes poderiam ser preservados em registro fóssil.

Este tipo de questionamento é bastante diferente daquele apresentado pelos que rejeitam a teoria da evolução por questões não científicas, eles são os negacionistas. Geralmente o fazem segundo prescrições pseudocientíficas em defesa de uma concepção religiosa. Este é o caso de Mark Armitage que alegou que tal processo não poderia ocorrer, ainda que ele mesmo estivesse estudando um Triceratops encontrado na mesma formação de Hell Creek em que Schweitzer trabalhou.

Armitage foi demitido da Universidade de Montana por pregar religião dentro da Universidade (Saiba mais sobre este caso aqui).

O trabalho de Armitage consistiu em descrever tecidos ósseos fibrilares encontrados na região supraorbital de um dos cornos de um Triceratops horridus, em Montana, nos EUA. O tecido não-resitente estava presente em ossos pré e pós-descalcificados. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde também foram encontrados osteócitos. Os osteócitos são células  derivadas dos osteoblastos, elas se diferenciaram e preenchem essa estrutura lamelar compreendendo diversas funções histológicas, como por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Armitage notou que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo ele, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização.

Isso quer dizer que o material ósseo conserva proteínas ativas e DNA. Ou seja, ele não foi degradado e nem passou por processo de fossilização. Teoricamente, o material continua ileso, integro, desde a morte do animal. Armitage em seu artigo diz que não há explicação de como tal preservação se deu. Entretanto, ao observar as referências utilizadas por ele para criar um corpo teórico de seu trabalho encontramos artigos que explicam satisfatoriamente como tal preservação se dá. Ironicamente, muitos dos artigos são de autoria da própria Schweitzer. O que torna sua defesa ainda mais bizarra.

Um dos artigos (publicado por Cadena e Schweitzer em 2012) descreve variações em osteócitos em uma das três camadas ósseas que compreende a concha de uma tartaruga do Cenozóico e Mesozóico, comparando-as como a de quatro espécies de tartarugas existentes, criando assim uma base morfológica.

O estudo identificou tipos morfológicos diferentes de osteócitos (achatados) no córtex interno e lamelas de osso esponjoso; e osteócitos estrelados presente nas lamelas e interstícios do córtex externo. O estudo não apenas demonstrou que a morfologia dos osteócitos em cada uma das três camadas de osso é conservada através da ontogenia, como mostrou que suas morfologias são filogeneticamente independentes e destaca que a preservação de microestruturas com osteócitos na morfologia dos ossos de tartarugas fósseis do Mesozóico é comum, e ocorre em diversos ambientes diagenéticos, incluindo marinho, água doce, e depósitos terrestres. Esses dados têm potencial para elucidar aspectos da biologia e evolução de tartarugas que anteriormente eram inacessíveis, em especial, determinar o tamanho do genoma de espécies extintas, diferenças em taxas metabólicas em diferentes ossos de um único indivíduo, e a preservação de moléculas antigas dos osteócitos. (Saiba mais sobre o estudo do Triceratops feito por Armitage aqui).

Toda esta novela criacionista de negação sobre a preservação de registros fósseis ainda persiste, com uma defesa pobre em argumentos; de que é impossível tecidos permanecerem preservados por tanto tempo e que a existência de tecidos não-resistentes é resultado de um dilúvio catastrófico que ocorreu a 4 mil anos atrás na época de Noé.

A Universidade de Campinas publicou (em português) um excelente artigo escrito por Silvia Regina Gobbo e Reinaldo J. Bertini na qual destaca as etapas e todo o processo de preservação de tecidos não-resistentes. De fato, tais processos não são exclusivos a dinossauros, mas ocorrem em animais do Cambriano e da fauna Ediacara, que eram invertebrados e tiveram seus tecidos não-resistentes preservados por mais de meio bilhão de anos.

Essas evidências deixam claro que tal preservação é possível de ocorrer e desconstrói qualquer concepção negacionista de tal processo. Esta é mais uma batalha em que as evidências venceram o negacionismo e o misticismo de pobres pessoas que se pautam no irracional para explicar o universo que é a paleontologia.

Victor Rossetti

Palavras chave: Netnautre, Rossetti, Tecidos não-resistentes, Fósseis, Paleontologia, Schweitzer, Tyranossauro rex, hemoglobina, beta-queratina.

Referências

Edwin A. Cadena, Mary H. Schweitzer. Variation in osteocytes morphology vs bone type in turtle shell and their exceptional preservation from the Jurassic to the present. Bone. Volume 51, Issue 3, September 2012, Pages 614–620
Mary Higby Schweitzer, Wenxia Zheng, Timothy P. Cleland, Marshall Bern. Molecular analyses of dinosaur osteocytes support the presence of endogenous molecules. Bone Volume 52, Issue 1, January 2013, Pages 414–423
Mary Higby Schweitzer et al. Biomolecular characterization and protein sequences of the campanian hadrosaur B.canadensis. Science, vol 324. 2009
Mary Higby Schweitzer et al. Beta-keratin specific immunological reactivity in feather-like structures of the Cretaceous alvarezsaurid, Shuvuuia deserti.Journal of Experimental Zoology. Vol, 285. 1999
Mary Higby Schweitzer et al. Sangue de pedra. Scientific American Brasil. Edição especial –Dimossauros Bem preservados. Numero 65. 2015

24 thoughts on “CIENTISTAS PODEM TER ENCONTRADO GLÓBULOS VERMELHOS EM FÓSSIL DE DINOSSAURO DE 75 MILHÕES DE ANOS. (Comentado)

  1. 10 PERGUNTAS AOS EVOLUCIONISTAS

    1. Quando o “Big Bang” (or “big bunk”!) [isto é, “grande baboseira”!] supostamente começou o universo — o que foi que explodiu? Donde veio o primeiro pedaço de matéria, se não de Deus? Donde veio a energia que causou a explosão? Donde veio o espaço para dentro do qual a explosão se expandiu?

    2. De que maneira pernas evoluíram para asas sem evoluir primeiramente para [alguma coisa] parcialmente perna, parcialmente asa? Tal [aleijão] seria inferior, para se locomover, a qualquer uma das duas [alternativas de membros] totalmente desenvolvidas. Aquela [forma transitória] não tornaria a extinção mais provável [que tudo], pelo fato de esta criatura ter mais dificuldade em buscar comida e em fugir de predadores? (A mesma pergunta pode ser feita para escamas e penas, ou guelras e pulmões, e outros órgãos).

    3. O que evoluiu primeiro: as plantas, ou os insetos que as polinizam?

    4. O que veio primeiro: a mensagem do DNA, ou o [seu] portador que é o RNA, ou a proteína, uma vez que a produção de cada um deles requer que os outros dois já estejam presentes?

    5. Para que a ameba sequer se incomodaria de evoluir para criaturas “mais avançadas” tais como o dodô e os dinossauros, uma vez que estas vieram a ser extintas, enquanto que a ameba ainda está por ai?

    6. De que forma a vida aprendeu a se auto reproduzir, ou, ao menos, saber que havia esta necessidade?

    7. Com quem cruzou a primeira célula capaz de se reproduzir?

    8. Por qual motivo algo se reproduziria naturalmente, uma vez que, com isto, apenas criaria disputa por comida, por espaço ambiental e por recursos, e uma necessidade de prover e trabalhar em benefício deles [os seus descendentes]?

    9. O que surgiu primeiro: o sistema digestivo; a comida a ser digerida; o conhecimento da necessidade de alimento; a habilidade de achar alimento; o saber o que é alimento, o que consumir e de que forma consumir; os sucos gástricos; ou a habilidade do corpo em não ser destruído pelos mesmos ácidos que digerem o seu alimento?

    10. Como as baleias sabem nascer propositadamente “emborcados” [estando também na posição “cauda primeiro”, sendo ejetadas velozmente, e nadando celeremente para a superfície, bem próxima] para não serem afogadas durante o parto? Mamíferos nascem na posição “cabeça primeiro” [e “desemborcados”] (exceto em abortos de partos parciais, onde os bebês são virados ao contrário [pelo “médico”], com a finalidade de poderem ser assassinados ao terem os seus cérebros sugados por máquina aspiradora). Por acaso todas as baleias bebês se afogaram até a evolução descobrir que baleias não podiam nascer da mesma forma que os demais mamíferos? Lembre, elas teriam menos do que uma geração para fazer a devida correção evolutiva, pois uma geração de baleias afogadas teria causado a extinção da espécie.

    *** Estas [perguntas] deveriam ser um desafio para a maioria dos evolucionistas que em geral não conseguem explicar “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?”Autor: Teno Groppi
    Tradução e explicações adicionais [entre colchetes] de Waldemar Janzen http://www.origemedestino.org.br/ “Origem e Destino”, jun.2001
    Fonte: http://www.palavraprudente.com.br

  2. 1) Porque é que a ciência diz que a vida evoluiu de matéria sem vida mas por outro lado declara que a geração espontânea é impossível?

    2) Segundo o neo-Darwinismo, porque é que as coisas se vão tornando mais ordenadas e mais complexas com o passar do tempo, mas tudo o resto no universo eventualmente
    descende rumo à desordem e ao caos?

    3) Porque é que a ciência demonstra que todas as espécies animais têm limites rigorosos em torno do quanto que eles (ou o seu ADN) se pode alterar, mas os neo-Darwinisras insistem que, desde que haja tempo suficiente, os animais se podem modificar para qualquer coisa?

    4) Se, segundo o neo-Darwinismo, nós mais não somos que uma combinação arbitrária de matéria, energia e processos aleatórios – sem qualquer inteligência, direcção ou propósito por trás – e os nossos cérebros mais não são que órgãos físicos que evoluíram de modo aleatório a partir de matéria sem vida, e os nossos pensamentos mais não são que processos eléctricos/químicos que se originaram por acaso, então como é que alguém pode confiar no que eles chamam de “pensamentos racionais” de modo a que estes correctamente lhes indiquem a veracidade do que quer que seja?

    5) Porque é que uma coisa tão complexa como a consciência racional dos indivíduos mais elevados se deu ao trabalho de “evoluir”, quando animais inferiores, plantas, insectos, bactérias e outros micróbios sobrevivem e se reproduzem muito bem sem ela?

    6) Segundo a evolução neo-Darwiniana, não existe nenhum Criador (isto é, não existe Autoridade Suprema no Universo). Então, essencialmente, não existe mais nada para além da sobrevivência, interesse próprio, e a opinião pessoal egoísta. Não podem existir coisas moralmente “certas” ou o “erradas”, e não podem existir coisas como a “justiça” ou a “equidade”. As coisas ou são ou não são. Segundo o neo-Darwinismo, todos os padrões morais devem ser, essencialmente, nada mais que lixo filosófico, e todos nós temos que ter o direito de fazer o que bem entendermos (violar, assassinar, mentir, roubar, intimidar, etc) para podermos sobreviver e nos reproduzir. Ou não?

    Porque7) Se a evolução neo-Darwinina está certa, então porque é que a vida evoluiu? A matéria simples e a energia não precisam disso para continuar a existir e a funcionar, e as formas de vida biológica têm uma tempo de vida relativamente curto – vivendo, morrendo e deixando de existir. Segundo as regras da evolução, a vida é altamente ineficiente e totalmente desnecessária para a contínua existência do universo. De forma geral, a complexidade só serve para complicar a “sobrevivência”. Então porque é que a evolução busca e/ou favorece o tipo de existência menos eficaz que existe no universo?

    8) Se a vida realmente evoluiu, então porque é que ela evoluiu para além das ervas daninhas, formigas e baratas, que se encontram melhor equipadas para a reprodução e para a sobrevivência?

    9) Se todo o “objectivo” da evolução neo-Darwiniana é a complexidade acrescida, a reprodução, e a sobrevivência contínua, então porque é que todas as formas de vida lentamente morrem, gastam-se e desaparecem passado um período de tempo relativamente curto? Isto faz da evolução algo sem sentido visto que está a falhar de maneira séria naquele que é o seu “objectivo”.

    10) Se a evolução neo-Darwiniana está correcta, e nós nada mais somos que um simples efeito de processos aleatórios sem qualquer objectivo ou propósito, então porque é que nos deveríamos preocupar com a sobrevivência – quer seja como indivíduos ou como raça? Porque é que nós simplesmente não cometemos suicídio em massa o mais rapidamente possível de modo a que toda a dor e o sofrimento deste mundo acabem o mais rapidamente possível – especialmente se levarmos em conta que nós iremos eventualmente morrer? Se nós iremos eventualmente morrer, porque não morrer agora?

    • Leia artigos!!! Não dependa de mim para aprender. Aprender exige estar aberto a desafiar suas proprias convicções. Com dogmas pre-estabelecidos vc nao vai aprender, só vai reforçar um negacionismo contra o ensino de biologia básica e ciência.
      Eu não concordo com uma série de alegações pós-modernistas mas leio muito sobre eles ne ainda sim considero importante varias colocações que eles fazem. Aceitar é tolerar uma argumentação oposta a sua e não nega-la previamente em prol de uma posição pré-concebida. Quem quer aprender senta e estuda, não fica defendendo posicionamento religioso e distorcendo alegações alheias.
      Revise o seu “quero conhecer mais” e veja se esta disposto mesmo a conhecer ou se quer somente negar. Ser reativo não faz de voce um aluno mas sim um teimoso defendendo um pré-conceito

    • Tu precisa estudar ja que tem interesse, não ficar de mané aqui perguntando coisas que ja estão respondidas faz tempo meu caro!! aqui ninguem é seu “pastor”, Temos uma Teoria provada a 170 anos que não tem sequer uma outra rival para a mesma!! A vida não tem proposito mesmo. por que um cancer mata tanto um ateu como um crente , sem chançes🙂

  3. Como a vida com as especificações de centenas de proteínas se originam apenas pela química sem projeto inteligente?
    Como o DNA código se originou?
    Como poderia copiar erros (mutações) criar 3 bilhões de letras do DNA instruções para alterar um micróbio em um microbiologista?
    Porque é que a seleção natural ensinada como “evolução” como se explica a origem da diversidade da vida?
    Como novos caminhos bioquímicos, que envolvem múltiplas enzimas trabalhando juntos em seqüência, originou?
    Os seres vivos parecem ter sido concebidos, assim como os evolucionistas sabem que eles não foram projetados?
    Como a vida multi-celular originou?
    Como o sexo se originou?
    Por que os (esperados) incontáveis ​​milhões de fósseis de transição faltando?
    Como ‘fósseis vivos’ permanecem inalterados ao longo supostas centenas de milhões de anos?
    Como é que a química cega criar mente / inteligência, significado, altruísmo e da moralidade?
    Por que é evolutiva “just-so ‘contação de histórias tolerado como” ciência “?
    Onde estão os avanços científicos devido à evolução?
    Por que a evolução, uma teoria sobre a história, ensinou como se é a mesma que a ciência operacional?
    Por que é uma idéia fundamentalmente religioso, um dogmático sistema de crença que não consegue explicar a evidência, ensinou em ciência aulas?http://creation.com/question-evolution

      • Como o Designer se originou sem um Designer?

        Você tem só 19 anos. Com essa idade eu também era evangélico, tinha essa mesma inocência tua. Continue aqui conosco que você vai aprender muito, principalmente se você explorar os conhecimentos do Rossetti.

      • Samuel disse: “Acho que minha pergunta é mais difícil.”

        Não mesmo. Existem muitas explicações científicas para a origem da complexidade da vida. Já para a origem do Designer…

  4. Paleobiologia e o enigma das descobertas de tecidos moles em fósseis de dinossauros.

    Nas últimas décadas, paleobiólogos têm descoberto tecidos moles – embora os evolucionistas prefiram o termo “tecido não resistente” – no interior de ossos fossilizados [2]. Eles parecem tão frescos a ponto de sugerir que os corpos foram enterrados apenas alguns milhares de anos atrás.

    Em 1994, a prestigiosa revista Science chocou o mundo o mundo científico através da publicação de dados de sequência de DNA recuperados de ossos de dinossauros de que supostamente tinham 80 milhões de anos de idade [3]. As atuais medições de estabilidade do DNA sugerem que esse material poderia durar milhares de anos, na melhor das hipóteses. mas 80 milhões de anos era inacreditável para os cientistas céticos. Na época, era evidente para a comunidade científica de que os pesquisadores originais haviam sequenciado amostras contaminadas por DNA humano, não de dinossauros.

    Em 2005, um estudo norte-americano liderado pela Dra. Mary Schweitzer desafiou as evidências de uma cronologia que coloca em 65 milhões de anos a época dos dinossauros. Os autores resolveram quebrar um precioso fóssil – um fêmur de Tiranossauro Rex – ,ainda que com certa relutância, para estuda-lo por dentro e procurar tecidos moles preservados. Para tanto, eles usaram alguns ossos isolados de uma espécime procedente da Formação Hell Creek, em Montana (Estados Unidos), e obtiveram certo sucesso [4]. Os autores descobriram filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos (mantêm elasticidade, são transparentes e ocos).

    Dentro desses supostos vasos sanguíneos havia vestígios do que pareciam ser hemácias; e outros que pareciam osteócitos – células que constroem e mantêm o osso. Para os autores, o processo que preservou essas estruturas é diferente da fossilização comum; um meio desconhecido de preservação que ainda faz os pesquisadores pensarem duas vezes antes de dar um palpite a respeito. Embora o material estivesse preservado (confirmado pela elasticidade), unicamente as proteínas não não poderiam ser utilizadas para dar detalhes do DNA do animal [4]. Os autores forneceram apenas uma vaga explicação de fatores geoquímicos e ambientais que poderiam ter preservado os tecidos, mas acrescentaram que a causa ainda é indeterminada.

    Como era de se esperar, o anuncio de Schweitzer foi recebido com grande ceticismo por parte da comunidade evolucionista. Schweitzer, inclusive, teve problemas para publicar seus resultados. “Tive um revisor que me disse que ele não se importava com o que diziam os dados“, disse a pesquisadora. “Ele sabia que o que eu tinha encontrado não era possível. Eu escrevi de volta e disse: ‘Bem, quais dados convenceriam você?’ E ele disse:’Nenhum‘.” [5:p.37] [Enfase minha ]

    A melhor maneira dos evolucionistas descartarem essa forte evidência contra o cenário darwinista era alegar contaminação ou algo do gênero. Foi então que Jeffrey Bada, um geoquímico orgânico do Instituto Scripps de Oceanografia, em San Diego, disse: “Não posso imaginar tecido mole sobrevivendo por milhões de anos.” [6]. Ele acrescentou que o material celular encontrado deveria ser a “contaminação de fontes externas“. Em 2008, um estudo publicado na revista PloS One interpretou os restos de tecidos moles vasculares (túbulos ramificadores e os glóbulos) nos fósseis de T.Rex como sendo produtos de biofilme bacteriano [7]. Mas mesmo que os vasos sanguíneos fossem produto do biofilme, este dificilmente poderia ter explicado a presença de proteínas e DNA [8].

    Schweitzer, entretanto, buscou levantar objeções contra a interpretações de biofilmes e , em estudos posteriores, acrescentou outros argumentos e mostrou linhas de evidências complementares para corroborar a interpretação de que os restos eram, sim,tecidos biológicos de dinossauros. Foi então que, bem 2009, Schwetzer e colaboradores identificaram sinais de vasos sanguíneos e colágeno por meio de uma analise feita em um fêmur de Hadrosaur B. canadenses (Hadrossauro), o dinossauro bico-de-pato, um fóssil de 80 milhões de anos, encontrado na formação do rio Judith, sítio paleontológico no estado de Montana [9].

    Em vez de escavar o fóssil no local, os cientistas removeram a peça juntamente com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laboratório a fim de evitar contaminação e degradação do material – para evitar novamente as críticas sobre contaminação [9]. Os pesquisadores, então, usaram análises independentes e distintas como microscopia de tunelamento de elétrons para examinar a aparência e a estrutura dos tecidos, e espectrometria de massa e testes de ligação de anticorpos para identificar proteínas. Os resultados mostraram evidências de colágeno, bem como laminina e elastina, dias proteínas encontradas em vasos sanguíneos.

    Em 2013, Schweitzer e os colaboradores testaram uma hipótese anterior de que o ferro poderia desempenhar um papel na preservação de tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros [10,11]. Os resultados sugeriram que a presença de hemoglobina – a molécula que contém ferro que transporta o oxigênio nas células vermelhas do sangue – pode ser a chave para preservar tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros, mas também pode esconde-los da detecção. Ao morrer, as células liberariam ferro nos tecidos que desencadearia a formação de radicais livres (antioxidante), funcionando como o formaldeído na preservação de tecidos e proteínas.

    No entanto, a experiência realizada em laboratório é pouco representativa em comparação com o mundo real [12]. Eles mergulharam um grupo de vasos sanguíneos em líquido rico em ferro feito de células vermelhas do sangue, isto é, hemoglobina pura; e outro grupo foi mergulhado em água. Eles afirmaram que o grupo que permaneceu na água ficou irreconhecível dentro de dias, e o outro grupo em hemoglobina pura ficou reconhecível durante dois anos. Será que se a hemoglobina fosse diluída ela agiria da mesma forma? E a sugestão de que os vasos sanguíneos ficaram “reconhecíveis” por dois anos de alguma forma demonstra que eles poderiam durar 35 milhões de vezes mais?

    Em 2012 uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia fez uma apresentação no período de 13 a 17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS) [13]. Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono (carbono- 14) em múltiplas amostras de ossos de oito dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E, pasme! Eles reportaram a presença do carbono- 14 ( que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade.

    Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso? O pressuposto dos presidentes era de que o carbono-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos”. Negativas como essa tem impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma analise fosse feita utilizando esse método de datação, seria altamente provável que mostraria uma “idade de radiocarbono” de milhares de anos, e não a de “milhões de anos”, como a da previsão evolutiva.

    Em 2013, um estudo experimental realizado nos Estados Unidos por um cientista da microscopia, criacionista, encontrou tecidos fibrilares moles obtidos da região supraorbital de um chifre de Triceratops horridus (Tricerátopo) coletados na formação Hell Creek, em Montana, EUA [14]. O tecido mole estava presente no osso pré e pós-descalcificado. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde foram encontradas microestruturas parecidas com osteócitos. Os osteócitos são células derivadas dos osteoblastos que se se diferenciam e preenchem a estrutura lamelar, compreendendo diversas funções histológicas, como, por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Os autores notaram que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo eles, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização. Mas o que isso significa? Isso quer dizer que o material ósseo conservou proteínas ativas, inesperadamente, DNA (que se degrada rapidamente). Ou seja, ele não foi degradado nem passou por processo de fossilização.

    Teoricamente, o material continua ileso, íntegro, desde a morte do dinossauro.

    Após a publicação do artigo sobre a descoberta de tecidos moles, Mark Armitage foi demitido da Universidade Estadual da Califórnia por inferir que tais estruturas, talvez, tivessem milhares de anos em vez dos supostos milhões de anos [15]. Armitage, é claro está processando a Universidade por ter sido despedido sem uma justa causa. O caso legal em torno da demissão de Armitage abre muitas questões importantes sobre a liberdade acadêmica. Na verdade, numerosos exemplos de supressão da “liberdade acadêmica” podem ser citados em que os cientistas tem sido discriminados por apresentar pontos de vistas de vista conflitantes com as perspectivas tradicionais.
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    Armitage
    Em 2015, foram encontradas fibras e estruturas celulares preservadas em espécimes de dinossauros de supostos 75 milhões de anos [16]. Os pesquisadores examinaram amostras de oito ossos de dinossauros do Cretáceo. Eles encontraram material consistente com as estruturas de fibra de colágeno endógeno e fragmentos de aminoácidos típicos de fibrilas de colágeno. Também observaram estruturas compatíveis com eritrócitos com espectros semelhantes ao do sangue total. Para a equipe mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam ensinar muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a suposta transição do sangue frio para o sangue quente. Exames tridimensionais das células do sangue revelaram que elas possuem núcleo, o que significa que as células do sangue humano não podem ter contaminado a amostra, por que não possuem núcleo.

    Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram os resultados de seu projeto iDINO (investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles (fibrilar) em ossos de dinossauros [17]. Os autores encontraram quantidades mensuráveis de carbono-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de diferentes locais do planeta (Canadá, Alemanha e Austrália). Cerca de metade de ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processo padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas á analise de espectrometria de massa atômica por cinco laboratórios diferentes. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

    Como pode ser visto, parece que está cada vez mais difícil defender o dogma de que os dinossauros viveram há milhões de anos na escala geológica, pois se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até mesmo células sanguíneas e DNA, eles não podem ter morrido há tanto tempo, ainda que suposições sobre influências do ambiente e do ferro na preservação das biomoléculas tenham sido levantadas. Fato é que evidências científicas indicam que biomoléculas em restos fósseis não sobrevivem por até 80 milhões de anos, como algumas pesquisas apontam.

    Há evidências de que a degradação de biomoléculas ocorre depois da morte em um tempo entre semanas a décadas, com alguns fragmentos moleculares resistentes que poderiam sobreviver até no máximo 100 mil anos [10, 18]. O DNA, por exemplo, se decompõe rápido – com uma vida útil de aproximadamente 10.000 anos [19,20]. Estudos de laboratório têm mostrado que, esses ossos, a hidrólise do colágeno (proteína) ocorre de forma rápida, devendo virar pó entre 10.000 a 30.000 anos, a não ser que os ossos sejam depositados em ambientes frios ou secos [21]. Outra pesquisa sugeriu que, independente das condições de deposição, o colágeno não deveria aguentar num organismo fóssil por mais de 2,7 milhões de anos, na melhor das hipóteses [22].

    Além disso, é curioso observar as tentativas de evolucionistas em relacionar muitas dessas descobertas com uma suposta contaminação, e também o modo como eles agem para abafar as descobertas ou métodos conflitantes com suas hipóteses de “milhões de anos”. Um pesquisador que segue apenas as evidências deve se perguntar: Por quê? O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros e a verdade sobre a história da terra.

    Everton Fernando Alves
    Enfermeiro – COREN-PR: 218906
    Mestre em Ciências da Saúde Pela UEMhttps://jephmeuspensamentos.wordpress.com/2015/10/18/tecidos_moles_em_fosseis_dino/

    • Não se usa carbono para datar fósseis colega. Processos tafônomicos e de diagenese exigem no mínimo 12 mil anos para subfóssil e milhão de anos para fóssil. O simples fato de existirem fósseis já demonstra no mínimo um milhão de anos de preservação. rsrsrsrs
      Carbono só se utiliza em datações até 50 mil anos para artefatos arqueológicos quando se tem uma ideia da data do artefato. Mas se vc acha que usar carbono 14 para datar fósseis é eficiente vai lá, ainda sim os dados que vc apresentou superam 6 mil anos kkk.Dinossauros com 49 mil anos apareceriam desenhados nas cavernas da França na qual Enézio esses dias zombou hehehehehe Note que não há registros arqueológicos de humanos do paleolítico com marca de dentes de dinossauros. Note como as camadas na qual os fósseis de dinossauros estão é bem mais profunda do que a dos humanos. Não há um registro sequer que sustente que Humanos e dinossauros co-existiram, pois se assim fosse, nós não existiríamos pela supressão de tamanhos. Todos os mamíferos encontrados nas mesmas camadas com dinossauros eram de pequeno porte.
      Os dados de Schweitzer estão publicados, todas os métodos que desafiaram a constatação de tecidos não-resistentes de T.rex bem como de outros animais (citados no artigo de Silvia Gobbo) demonstraram datações em milhões de anos. Os artigos são categóricos e publicados não por enfermeiros mas sim por geologos. Prefiro seguir os artigos que seguem um critério sem um viés religioso. A datação por carbono 14 de fósseis é errada. Datação usando carbono 14 exigiria no mínimo carbono orgânico. rsrsrs a datação é feita com rochas igneas, com decaimento bem maior do que 5 mil anos. Eles representam datações mais precisas pois não ficam presos a limites estabelecidos pela teologia do literalismo bíblico
      Não preste atenção no Everton. Ele ja rodou muitas vezes aqui no Netnature.

  5. Na verdade uma catástrofe hídrica global é a melhor explicação para a sedimentação de animais mortos ( mortandade em massa ). Os resultados desse acontecimento único estão em todo globo terrestre; é algo evidente e harmônico com a realidade. Assistam esse vídeo do geólogo e Dr.Nahor Neves. Ele não ficou especulando com meras falácias; mas fez um trabalho sério de campo para fundamentar seus argumentos. Como também mostrou imagens de diversas regiões do mundo que corroboram para para sustentar sua argumentação. Isso sim é ciência de verdade; pois ele usou de métodos empíricos para constatar suas ideias. Só não observa quem não quer descobrir a verdade.http://www.filosofiadasorigens.org.br/fo/palestras/sfo0001/01-SCB-Rio-2002-Nahor-UBHT.pdf

    • De fato….ele nao testou nenhuma hipótese, ele foi e pregou o dogma chavão de sempre, aquele da religião cristã. Nahor neves não tem um artigo sequer sobre geologia do diluvio publicado e novamente. Video de youtube não é referencia bibliográfica científica. Isso vc aprende na igreja não dentro de um instituto de ensino.
      Não ha evidencia de diluvio global. Existem relatos de enchentes locais, existe locais do mundo onde tradições antigas não citam nenhum diluvio, como na Mongolia, e há relatos de enchentes anteriores a origem do cristianismo, e relatos posteriores a origem do cristianismo, todos sendo enchentes locais ocorrendo em tempos distintos. (a historia do criacionismo é afundada em vexame de pessoas que quando iam a campo usar o que aprenderam no criacionismo abandonavam essa ideia pois não conseguiam uma evidencia sequer de que camadas estratigráficas de 3km de altura se formaram a partir de um ano de decantação da agua de uma enchente)
      Voce não tem nada Samuel, apenas um relato bíblico que diga-se de passagem foi retirado da epopeia de gilga mesh no conto de Utah-Napishtin-Ruqu que são mitologias mesopotamicas de 2 mil anos antes do patriarca Abraão viver na cidade de Ur, que diga-se de passagem é a cidade sumeria onde o conto da arca foi criado.
      Voce não conhece nem a historia do que voce acredita!!

      Ultimo aviso, ou posta referencia bibliográficas e para de fazer propaganda de religião (pq aqui nao é pulpito) ou seus comentarios serão apagados. Se nao tem nada a contribuir, limite-se. Abraço!!!

      • De fato amigo; perdo-me por colocar tanta informação em seu site. Vou respeitar sua vontade e encerrar por aqui. De qualquer forma obrigado por sua paciência; pois normalmente as pessoas ficam fora de si quando eu apresento algum argumento em favor do relato bíblico. Bem, só fico triste por um cara tão sincero como você não levar em conta o que eu disse; porque garanto que a Bíblia contém a verdade suprema que faz nossa vida ter real propósito. Não é arrogância minha; todavia um experiência palpável com cristo. E também, até agora nada fez minha fé em Jesus ficar trêmula. Essa experiência com vocês foi muito relevante, para eu testemunhar mais um vez que estou no caminho certo. Fica com Deus Rossetti. Lembre-se : você ainda vai ter um encontro real com Ele e vai ser conquistado por seu amor imarcescível.😀

      • Não se pode ter um encontro com o que não existe. É como ter um encontro com o Papai Noel. O problema é o tamanho gigantesco dos seus textos, Samuel.

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