POLIESTRATA – QUANDO FÓSSEIS ATRAVESSAM VERTICALMENTE AS CAMADAS ESTRATIGRÁFICAS

A pseudociência esta usando fósseis verticais para defender posturas anti-evolução. O problema é que tanto a geologia atual quanto a geologia de 100 anos atrás já descartou esta estes argumentos. Aqui trataremos de conceitos e exemplos de fósseis verticais (informalmente chamados de poliestratos) e o curioso caso da baleia de Lompoc (Califórnia).

'The Stig' - o fóssil stigmaria - na camada de carvão em Brymbo de 2004. Cortesia de Peter Appleton

Fóssil de Stigmaria sp – na camada de carvão em Brymbo de 2004. Foto de Peter Appleton.

Fóssil poliestrato é um termo usado para designar organismos que passaram por processo de fossilização e que cruzaram várias camadas estratigráficas verticalmente. A fossilização ocorre geralmente em rochas sedimentares.  Um fóssil poliestrato de um único organismo (como o tronco de árvore da imagem acima), pode se estende por mais de um estrato geológico (MacRae, 1997). No caso desta árvore, ela foi fossilizada de forma ereta e atravessa diversas camadas geológicas.

Este termo é normalmente aplicado a “florestas fósseis” cujos troncos das árvores fossilizadas permanecem verticalmente preservados. Este tipo de fóssil já foi encontrado em diversos locais de todo o mundo, desde o leste dos Estados Unidos, Canadá oriental, Inglaterra, França, Alemanha e Austrália. Eles estão tipicamente associados a camadas suporte de carvão (DiMichele & Falcon-Lang, 2011). Dentro dos estratos do período geológico conhecido como Carbonífero, é muito comum encontrar fósseis da planta Stigmaria (porta-enxertos) que estão completamente ausentes nos estratos de pós-Carbonífero (MacRae, 1997 & Gastaldo, 1999).

A palavra poliestrato não é um termo geologicamente reconhecido e geralmente é encontrado em textos criacionistas (portanto é informal), que alegam que tais formações são fruto do dilúvio bíblico (Vejas mais críticas em 1 e 2). Em geologia, tais exemplares são chamados de “upright fossils” (fósseis verticais). Breves períodos de sedimentação rápida favorecem a sua formação (DiMichele & Falcon-Lang, 2011 e Gastaldo et al, 2004). Eles normalmente são encontrados em camadas associadas a uma planície costeira que cedeu, a riftes ou ainda a acumulação de material em torno de um vulcão que entra em erupção periodicamente. Normalmente, período de sedimentação rápida são seguidos por um período de tempo que pode ser de décadas ou milhares de anos, caracterizado por uma lenta ou nenhuma acumulação de sedimentos. Em deltas de rios e outros ambientes de planície costeira a sedimentação rápida é muitas vezes o resultado final de um breve período de subsidência acelerada em relação ao nível do mar, causada pela tectonia de sal (um evento associado a geometrias e a presença de espessuras significativas de evaporitos contendo sal de rocha dentro de uma seqüência estratigráfica das rochas. Isto ocorre devido à baixa densidade de sal e sua baixa resistência), a elevação global do nível do mar, falhas, colapso na margem continental ou mesmo da combinação desses fatores (Gastaldo et al, 2004). Geólogos argumentam a mais de 100 anos que o rápido sepultamento e preservação das árvores fósseis poliestrato encontrada em Joggins, na Nova Escócia, por exemplo, foi o resultado direto de subsidência rápida, causada por tectônica de sal dentro de uma bacia que já vinha cedendo e resultou na rápida acumulação de sedimentos (Waldron & Rygel, 2005 e John Waldron et al, 2005).

Antiga em lycopsid situ, provavelmente Sigillaria, com stigmaria ligados raízes. Espécime é da Formação Joggins (Pensilvânia), Bacia de Cumberland, Nova Scotia.

Antiga Lycopsida Sigillaria com Stigmaria ligados pelas raízes. Espécime da Formação Joggins (Pensilvânia), Bacia de Cumberland, Nova Scotia. Clique para ampliar

Hoje, sabemos que Joggins é uma formação muito especial para os geólogos porque também representa a formação de inúmeros paleossolos com estratos de fósseis verticais. Assim como outros encontrados nas florestas petrificadas de Yellowstone e nas minas de carvão da bacia Black Warrior no Alabama.

Paleossolos são solos que foram formados por intemperismo sub-aerial durante períodos de muito lentos ou por acumulação de sedimentos. Posteriormente, teve sua sedimentação renovada enterrada. Eles são identificados com base na presença de estruturas e microestruturas únicas para solos; tocas de animais e moldes de raízes de plantas de vários tamanhos e tipos e a alteração de minerais por processos do solo. Em muitos casos, estes paleossolos são virtualmente idênticos aos solos modernos. Os geólogos que estudaram os fósseis verticais encontraram em rochas sedimentares expostas vários afloramentos onde as árvores estavam profundamente enraizadas em paleossolos reconhecíveis. Isto contrasta com as reivindicações criacionistas (Falcon-Lang, 2003a; Falcon-Lang, 2003b, Falcon-Lang, 2005; Falcon-Lang, 2006a; Falcon-Lang, 2006b e Rygel et al, 2004) que publicaram esboços de campo detalhados e imagens de fósseis de árvores na posição vertical com sistemas radiculares intactos enraizadas em paleossolos. No caso das árvores fósseis verticais de Yellowstone, os geólogos estão em profundo desacordo com os criacionistas porque descobriram que as árvores fósseis na posição vertical com exceção de tocos relativamente curtos, estão enraizadas em sedimentos subjacentes. Normalmente, os sedimentos em que as árvores estão enraizadas tem paleossolos desenvolvidos dentro deles (Amidon, 1997; Retallack, 1981 Retallack, 1997).

As camadas específicas contendo fósseis poliestrato ocupam apenas uma fração muito limitada da área total de qualquer uma dessas bacias (Waldron & Rygel, 2005; Pratt, S, 2005 e Phys.org, 2005). Portanto, não é segredo algum que a formação de fósseis verticais ocorra, já que ela é geologicamente conhecida e bem caracterizada a mais de um século. Mas principalmente, ela não representa problema algum para a geologia convencional ou a teoria da evolução. Pelo contrário!

Já no século 19 não houve problema algum em explicar este tipo de formação. John William Dawson (1868) descreveu o período referente ao Carbonífero de Joggins (entre 359 e 245 milhões de anos), onde existe uma série de árvores eretas fossilizadas representando o grupo dos Licopódios gigantes.

 stigmaria raízes. Formação Joggins (Pensilvânia), Bacia de Cumberland, Nova Scotia.

Raízes de Stigmaria – Formação Joggins (Pensilvânia), Bacia de Cumberland, Nova Scotia. Fonte: Wikiwand. Clique para ampliar

Estas, são plantas vasculares que se reproduzem através de esporos produzidos em estruturas nas pontas dos ramos. Diferem-se de todas as outras plantas vasculares por possuírem micrófilos, ou seja, folhas que têm um único veio vascular ao invés dos muitos. Um exemplo deste grupo são as samambaias. O grupo dos Licopódios é classificado em três classes: 1) Lycopodiopsida, com aproximadamente 100 espécies de pequeno porte e terrestre; 2) Selaginellopsida, com um único gênero chamado Selaginella que apresenta alguns apêndices em forma de escamas; 3) Isoetopsida, que podem ser aquáticas, com caule subterrâneo.

Na formação de Joggins, Licopódios gigantes estavam preservados principalmente em arenitos, representando depósitos de um rio. Estas árvores têm sistemas radiculares extensos com radículas que penetram no sedimento subjacente, formando um veio de carvão (isto é, material vegetal comprimido). Há também exemplares em arenito intensamente enraizados ou mudstone (um tipo de calcário) em horizontes de solo. Em sua época, o que Dawson entendeu não é muito diferente do que a geologia nos dias atuais sabe segundo novas evidencias e estudos mais profundos; de que se trata de sedimentos depositados em planícies alagáveis. Uma característica interessante desses exemplares é a presença de fósseis de vertebrados, principalmente pequenos répteis (MacRae, 1997).

As pessoas que sugerem que este tipo de formação causam problemas a geologia estão desatualizados, enganadas, ou pior, tentando enganar as pessoas por um argumento de ignorância. A literatura do século 19 já traz descrições pormenorizadas que refutam estes argumentos.

Algumas das árvores descritas por Dawson estão eretas como se estivessem vivas enquanto ciclos sucessivos dos oceanos e regiões pantanosas ocorreram durante o tempo. No caso dos licopódios, a espécie fossilizada Stigmaria, cujo tronco se estende frequentemente ao longo de uma camada estratigráfica inteira forma o que hoje é para nós o carvão. Esta formação ocorre em uma camada argilosa que subjaz a camada de carvão (MacRae, 1997). Este carvão de subsolo forma muitas das modernas turfeiras (a turfa é uma massa vegetal cuja porcentagem de carbono [59%] é mais elevada que a matéria orgânica vegetal e forma uma variedade de carvão chamada linhito), para conter raízes e troncos de árvores que ajudaram na acumulação de matéria vegetal do carvão (Rocha et al, 2009).

Os geólogos também descobriram que algumas das maiores árvores fossilizadas verticalmente são encontradas em estratos correspondentes ao Carbonífero. Nestes casos, as árvores estavam vivas quando foram parcialmente enterradas por sedimentos. O sedimento acumulado foi insuficiente para matar as árvores imediatamente devido ao seu tamanho. Como resultado, alguns deles desenvolveram um novo conjunto de raízes de seus troncos abaixo da superfície do novo substrato. Até que eles morressem ou ficassem completamente sob os sedimentos que se acumulavam, essas árvores provavelmente continuaram a regenerar-se através da adição de novas raízes com cada aumento de sedimentos, eventualmente deixando vários metros do antigo tronco enterrado no subsolo com sedimentos acumulados (Gastaldo et al, 2004 e Gastaldo, 1992).

Essas formações são penetradas por radículas longas mantendo a árvore preservada o suficiente para reconhecê-la a partir de sua raiz peculiar. A Stigmaria parece ter sido uma planta de pântano ou de “manguezal” e seu nome deriva das manchas que deixa no substrato fóssil devido suas radículas, além das linhas de folhas que formam cicatrizes que se estendem até seu tronco e que em algumas espécies é curiosamente com nervuras. Uma das peculiaridades mais marcantes das árvores de Stigmaria foi o arranjo regular de suas raízes, que são quatro em sua saída do tronco e se dividem em distâncias iguais, sucessivamente, em oito, dezesseis e trinta e dois ramos, cada um criando um imenso número de radículas, que se estendem até as camas ao redor, de uma forma que mostram que este solo deve ter sido formado por areia macia e argila no momento essas raízes e radículas se espalhavam através deles.

Raízes de Stigmaria

Raízes de Stigmaria

Aparentemente, muitos geólogos do século 19 partilham uma estrutura filosófica comum com os criacionistas modernos, mas, curiosamente, os criacionistas modernos oferecem conclusões completamente diferentes a dos os geólogos do século 19 e dos geólogos atuais. A crítica dos criacionistas a esta questão é centrada a estrutura filosófica ateísta, o que é um erro. Eles acabaram perdendo o foco da questão, que é de cunho científico e cuja descrição do evento data mais de 100 anos e que vem sendo corroborado pela geologia atual. Enquanto isto o discurso criacionista não apresentou nenhum modelo alternativo, publicado ou defendido; isto apenas reflete o potencial pseudocientífico dos proponentes da Terra Jovem por um designer inteligente. Mesmo a geologia de 100 anos atrás é suficientemente coerente e gabaritada para desconstruir a alegação anti-científica feita sobre as árvores fossilizadas em poliestrato (MacRae, 1997).

Outros exemplos de árvores fossilizadas verticalmente são encontrados na Floresta Petrificada de Gallatin, na floresta petrificada de Yellowstone, na Montanha  Amethyst, na Specimen Ridge  no Parque Nacional de Yellowstone.  Elas correm enterradas dentro de lahars (formação constituída de fluxos de lama ou detritos composto de material piroclástico, detritos rochosos e água. O material flui para baixo a partir de um vulcão, tipicamente ao longo de um vale do rio) e outros depósitos vulcânicos que compõem a formação do Eoceno no rio Lamar. Isto é fruto de períodos de sedimentação rápida associada a explosivos eventos vulcânicos. Este tipo de vulcanismo gera e depósitos de grandes quantidades de material vulcânico que formam um cobertor sobre a encosta de um vulcão como aconteceu durante a erupção de 1991 do Monte Pinatubo. Após o período de vulcanismo, as lahars e a atividade de fluxo de lavar permaneceram liberando material vulcânico. Estes processos resultam no rápido enterro de grandes áreas da zona rural circundante sob vários metros de sedimentos como já foi observado. A deposição repetida de sedimentos de lahars vulcânicas e sedimentos de rios não só criou inúmeras árvores em poliestrato, mas encobriu igrejas e casas preservando as estruturas ao longo de anos (Newhall & Punongbayan, 1996).

Takapuna Reef floresta fóssil excepcional foi exumado pela erosão costeira, quando o nível do mar subiu à sua altura atual após o último período glacial.

Floresta fóssil de Takapuna Reef exumada pela erosão costeira, quando o nível do mar subiu à sua altura atual após o último período glacial. Clique para ampliar

Nestes casos, as camadas sedimentares que contêm árvores verticais na floresta petrificada de Yellowstone são descontínuas e limitadas territorialmente. As camadas individuais onde as árvores permaneceram eretas e formam florestas petrificadas enterradas individualmente ocupam uma pequena parcela da área total do Parque Nacional de Yellowstone (Amidon, 1997).

Muitas árvores fossilizadas verticalmente são encontradas no que corresponde ao estrato do Carbonífero e muitas estão associadas também a fósseis marinhos ou de água salobra: porque eles viviam em planícies costeiras ou bacias abertas para a costa, como vimos no caso da Stigmaria. Nestes casos há muita acumulação de sedimentos de tal forma que as águas marinhas rasas adjacentes inundam periodicamente planícies costeiras em que as árvores foram enterradas. Como resultado, os sedimentos, contendo fósseis marinhos, acumulam-se periodicamente dentro destas áreas antes de serem tomadas por manguezais. Além disso, de acordo com reconstruções ecológicas feitas por geólogos certos tipos de árvores encontradas fossilizadas verticalmente ocupam água salobra, e mesmo em manguezais costeiros salinos modernos contém fósseis marinhos e de água salobra ficam que permaneceram associados (Falcon-Lang, 2005; Falcon-Lang, 2006a; Falcon-Lang, 2006b). Devido á atividade vulcânica a atividade microbiológica é suprimida para decompor o organismo, de tal forma que muitas vezes quando soterrados sob sedimentos vulcânicos ou sedimentos que impedem a atividade decompositora os processos digenéticos e tafonômicos se iniciam para formação de fósseis.

Um exemplo disto vem de um estudo detalhado sobre a microestrutura de fósseis, os quais têm sido tradicionalmente identificados como “Spirorbis” na literatura geológica, por Taylor e Vinn (2006) revelou que elas consistem de restos de pelo menos dois animais completamente diferentes. Eles descobriram que os “Spirorbis” fósseis encontrados em estratos sedimentares como os de Joggins na Nova Escócia e outras medidas de carvão do Carbonífero foram depositadas a partir do Ordoviciano (entre 500-510 e 440 milhões de anos) até períodos geológicos do Triássico (entre 250 e 200 milhões de anos).

Muitos restos de da ordem extinta de lophophorates (agora chamado microconchideos) não relacionados com modernos vermes marinhos (anelídeos) pertencem ao gênero Spirorbis (Taylor & Vinn, 2006). Isto contradiz argumentos de criacionistas de que fósseis de “Spirorbis” dentro dos estratos contendo fósseis poliestrato indicam a sua deposição em ambiente marinho, porque estes fósseis são classificados como restos de microconchideos de águas doces e salobras em vez de restos dos gêneros marinhos Spirorbis (Zaton et al, 2012).

Fósseis verticais que foram enterrados em um período de tempo geologicamente curto por um grande evento de deposição ou por vários pequenos também são encontrados e datados do Holoceno (a partir de 11 mil anos). Com este dados em mãos os geólogos não vem nenhuma necessidade de invocar um dilúvio global para explicar fósseis na posição vertical. Esta posição é apoiada por numerosos exemplos documentados dos quais foram apresentados neste texto.

Por exemplo, troncos de árvore verticais enterrados em depósitos vulcânicos do Holoceno em Mount Saint Helens, Skamania County, Washington, e Mount Pinatubo nas Filipinas foram encontrados. Os deltas fluviais e sedimentos do delta do rio Mississippi têm depósitos glaciais e muitas árvores verticais enterradas encontradas e demonstram que os processos geológicos convencionais são capazes de enterrar árvores preservando-as na posição vertical de tal forma que com o tempo elas vão se fossilizando (DiMichele & Falcon-Lang, 2011 e Karowe & Jefferson, 1987).

No Monte St. Helens, há tanto árvores não-fossilizadas ou parcialmente fossilizadas que foram observadas em muitos afloramentos de detritos e derrames vulcânicos (os lahars já citados) e depósitos de fluxo piroclásticos que datam para mais de 30 mil anos (Karowe & Jefferson, 1987). Florestas fossilizadas do Holoceno preservam árvores eretas inclusive dentro dos depósitos vulcânicos como o Cascade Range (Yamaguchi & Hoblitt, 1995).

O Holoceno ainda apresenta processos de fossilização deltaicos. Por exemplo, escavações feitas nos EUA encontraram registros arqueológicos de poços, aterros e neles, árvores eretas não-fossilizadas que foram encontradas em processo de fossilização em períodos mais antigos que o Holoceno. Neles, foram encontrados históricos de sedimentos fluviais e deltaicos subjacentes a superfície do Delta do Rio Mississippi e da Bacia do Atchafalaya, em Louisiana.

Sigillaria retos de imersão camas de Formação Pennsylvanian Llewellyn em Bear Valley Faixa Mine, do Condado de Northumberland, Pennsylvania

Sigillaria vertical imersa em camadas da Formação Pennsylvaniana de Llewellyn em Bear Valley, no Condado de Northumberland, Pennsylvania. Clique para ampliar

Poços cavados nas barragens naturais de Bayou Teche próximo de Patterson, em Louisiana, têm exposto roncos verticais de ciprestes completamente enterrados entre 1,2 a 1,8 metros de profundidade. No nordeste de Donaldsonville, Louisiana, um poço escavado para formação de diques expôs três níveis com troncos de árvores eretos enraizados e empilhados um sobre o outro (Heinrich, 2002, 2005). Datações e documentos históricos recolhidos neste levantamento arqueológico encontraram esta e outras árvores eretas em uma Área de Gestão da Vida Selvagem demonstrando que estas árvores verticais foram enterradas por volta dos 1800, durante o desvio inicial de fluxo do rio Mississípi no Atchafalaya River (Godzinski et al, 2005).

Há também depósitos glaciais não fossilizados, com árvores eretas que remontam o Pleistoceno e foram encontradas enterradas sob depósitos glaciais na América do Norte ao longo da borda do sul da camada de gelo denominada Laurentide (entre 95 e 20 mil anos). Estas florestas enterradas foram criadas quando o extremo sul da camada de gelo dos vales de Laurentide foi represado localmente. Como resultado, o gelo derreteu preenchendo estes vales e florestas mantendo-os submersos. Sedimentos liberados pelo derretimento do gelo rapidamente preencheram esses lagos que enterraram e preservaram as florestas submersas. Uma floresta de 24 mil anos de idade formada por árvores eretas não fossilizadas foi exposta por escavações em uma pedreira perto de Charleston, Illinois (Hansel et al, 1999). Além deste, escavações para a construção de uma bacia de rejeitos em Marquette, Michigan, expuseram uma floresta de árvores não-fossilizadas que datam cerca de 10 mil anos e foi enterrada em um lago glacial por fluxo de sedimentos (Pregitzer et al, 2000). Enfim, a geologia convencional é rica nesses registros e pode explica-los sem a necessidade de concepções catastróficas.

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O caso da Baleia de Lomboc

Nos anos 70 as atenções ficaram centradas em um caso peculiar, uma baleia fossilizada cuja descrição referia-se a uma posição vertical compreendendo alguns estratos geológicos. Muitos textos promovidos por criacionistas foram produzidos desde o ocorrido em 1976, descrevendo que os restos fósseis tinham cerca de 25 metros e estavam fixos a ele um depósito de diatomáceas (seres unicelulares coberto por uma carapaça ou parede silicosa chamada frústula), na mina Miguelito, em Lompoc, Califórnia, EUA (Russel, 1976). Supostamente a baleia foi encontrada cruzando diversos estratos geológicos, sendo fossilizadas sobre a nadadeira caudal com a cabeça apontada para cima. Da mesma forma com que esperaríamos em um poliestrato (South. D, 1995).

Baleia fóssil de Lomboc Califórnia. Russel 1976

Baleia fóssil de Lomboc Califórnia. Russel 1976.

Esta mesma história também tem apareceu em revistas criacionistas. Dois criacionistas (Heimick e Olney em 1977) aproveitaram esta notícia para espalhar a ideia de que apenas um dilúvio bíblico poderia explicar este fóssil. Nenhum dos propagadores destas ideias tinha tido a delicadeza e a vontade de verificar os fatos. Eles descobriram a história contada por Russel (1976) e deram um pouco de asas a imaginação (South. D, 1995).

O esqueleto não foi encontrado em uma posição vertical, mas originalmente deitado em um ângulo de 50° a 40° graus a partir de uma posição horizontal. E embora neste ângulo, o esqueleto de baleia estava paralelo ás camadas estratigráficas (como visto na figura acima), que ao mesmo tempo era o fundo do mar na qual a baleia repousou após a sua morte. Esses fatos foram confirmados por pessoas no Museu de História Natural de Los Angeles que escavaram a baleia. Os estratos contendo a baleia consistem em diatomitas, que se acumularam dentro de baías profundas e que estavam ao longo da costa do Pacífico durante o Mioceno. Como resultado da tectônia das placas e dobragem das camadas (como Cornwall Folds) associadas á formação, e os estratos contendo o esqueleto se inclinaram (South. D, 1995).

Imagem completamente falsa - A baleia não foi encontrada em 90 graus de inclinação. O esquema omite a disposição das camadas estratigráficas que estavam paralelas ao corpo do animal, mostrando que houve inclinação do substrato onde a baleia estava em repouso (como uma Cornwall fold). O esquema mostra que a cauda do animal esta presente no Cambriano (560 milhões de anos), mas as primeiras baleias só surgiram a partir do Pakicetus datados em 55.8 milhões de anos (final do Paleoceno), as primeiras baleias que deram origem aos grupos atuais só surgiram a partir dos últimos 34 milhões de anos (final do Eoceno). Portanto a imagem força a ideia de um fóssil de mamífero presente em um período geológico que não corresponde a ele. Outro ponto é que quando um animal morre a cabeça tende a ficar para baixo uma vez que é o lado mais pesado do corpo, de tal forma que a disposição vertical com a cabeça para cima é evidência clara de deslocamento do substrato.

Imagem completamente falsa – A baleia não foi encontrada na posição vertical. O esquema omite a disposição das camadas estratigráficas que estavam paralelas ao corpo do animal, mostrando que houve inclinação do substrato onde a baleia estava em repouso (como uma Cornwall fold). O esquema mostra que a cauda do animal esta presente no Cambriano (560 milhões de anos), mas as primeiras baleias só surgiram a partir do Pakicetus datados em 55.8 milhões de anos (final do Paleoceno), as primeiras baleias que deram origem aos grupos atuais só surgiram a partir dos últimos 34 milhões de anos (final do Eoceno). Portanto a imagem força a ideia de um fóssil de mamífero presente em um período geológico que não corresponde a ele. Quando um animal morre a cabeça tende a ficar para baixo uma vez que é o lado mais pesado do corpo, de tal forma que a disposição vertical com a cabeça para cima é evidência clara de deslocamento do substrato.

Estes achados não têm quaisquer estruturas sedimentares que indicam deposição catastrófica. Em vez disso, as lâminas exibem estratos indicativos da lenta acumulação em compartimentos inferiores de regiões anóxicas. Dentro das camadas adjacentes, ocorrem várias camadas distintas de rochas sedimentares que se formam quando faltam de sedimentos em um longo período de tempo no fundo do mar, permitindo que os sedimentos de superfície se tornem cimentados (Isaac 1981 & Garrison e Foellmi 1988). Na verdade, os sedimentos são idênticos aos baleia fóssil que estão se acumulando sem o envolvimento de um dilúvio dentro de partes do Golfo da Califórnia (Curray et al, 1992; Schrader et al, 1982). O mesmo evento estava se repetindo em outro exemplar na década de 90, sem a necessidade de discursos teológicos. O esqueleto de baleia foi parcialmente enterrado e lentamente estava sendo coberto por sedimentação no fundo do oceano ao longo da costa da Califórnia e foi observado por oceanógrafos (Allison et al, 1990;. Smith et al, 1989).

Os outros esqueletos de baleia que foram encontrados nestas formações rochosas paralelas fruto da tectônica moderna das placas em vez de alguma catástrofe mística. Além disto, a documentação descrita dos esqueletos das baleias (incluindo a de Lompoc) estão contidas dentro das notas de campo e registros de localidade do Museu de História Natural de Los Angeles, Califórnia (South. D, 1995). Não se menciona nada sobre uma baleia vertical sobre as nadadeiras caudais, até mesmo, porque sendo a cabeça a porção mais pesada do corpo dos animais, tende a ficar no fundo, de tal forma que se ela esta posicionada para cima junto com as camadas estratigráficas, é porque a tectonia as deslocou verticalmente.

 O que se verifica é a tendência de criacionistas em omitir os dados da localização e referências específicas que tiram as conclusões. É extremamente comum pegar textos criacionistas cujas referências não corroboram as afirmações apresentadas nos textos. A ideia é impossibilitar o público leigo de acessar os fatos e travestir a situação de tal modo a condecorar uma suposta evidencia em favor de uma narrativa religiosa cuja glória é meramente pessoal.

Como resultado, apenas alguém que tinha contato com o artigo de Corliss (1980) ou de Ginenthal poderia rastrear as afirmações de Russel (1976) e comparar as descrições desta baleia fóssil feita pelos criacionistas em lugares onde foi usado como evidência. A descrição do caso da baleia feita por Ginenthal é uma citação feita a partir de uma fonte secundária sem analisar o artigo original. Uma das defesas sobre a posição da baleia e as diatomitas foi feita pelo criacionista Andrew Snelling que não tem um histórico confiável e já foi tema de uma análise aqui.

Nesta iagem uma formação geológica sofreu uma inclinação de 90 graus. Um fóssil presente nas camadas horizontais poderia levianamente ser alegado como um poliestrato. Fonte Kurt Friehauf

Nesta imagem uma formação geológica sofreu uma inclinação de 90° graus. Um fóssil presente nas camadas horizontais (agora na vertical) poderia erroneamente ser alegado como um poliestrato aos olhos de leigos. Fonte Kurt Friehauf

Sendo assim, a baleia não corresponde a um caso de poliestrato, e sim um processo de fossilização horizontal que foi verticalizado por processos geológicos, mas que ganhou repercussões anti-evolucionárias devido a informações forjadas por grupos criacionistas que nem se deram ao trabalho de observar os dados oficiais do achado. Como resultado, ou os criacionistas estavam enganados, ou estavam enganando as pessoas conduzindo-as a rejeitar a evolução segundo um resultado forjado intencionalmente.

Vimos também que a presença de fósseis verticais é bastante presente na literatura acadêmica e que muitos exemplos vêm de plantas, com diversos achados e com explicações naturais para tais fenômenos.

A questão agora é: qual será a próxima manipulação de artigos que os proponentes da pseudociência vão utilizar para tentar justificar a injustificável narrativa mítica do dilúvio universal? Ou pior, qual argumento já descartado eles vão reapresentar como se fosse á verdade mais absoluta? Geralmente utilizam os flagelos bacterianos, ou da segunda lei da termodinâmica.

De qualquer forma, sugerimos aos leitores que quando queiram estudar um caso que envolve geologia, biologia evolutiva, mudanças climáticas ou qualquer tema científico em que hajam negacionistas, críticos e céticos que busque artigos em revistas conceituadas de publicação para evitar ser enganado e/ou propagar uma enganação forjada por grupos anti-ciência. Isto não é argumento de autoridade, mas sim um argumento de competência; buscar fontes confiáveis sobre um assunto em questão. Esta é a única forma de poder edificar seu conhecimento científico, exercitar o livre pensar e se tornar emancipado dentro de parâmetros confiáveis do saber científico.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Poliestrato, Fóssil vertical, Stigmaria, Geologia, Carbonífero, Joggins, Nova Escócia, Baleia, Criacionismo, Pseudociência.

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Referências

Allison, P. A., Smith, C. R., Kukert, H., Deming, J. W., and Bennett, B. A., 1990, Deep-water taphonomy of vertebrate carcasses: a whale skeleton in the bathyal Santa Catalina Basin. Paleobiology. vol. 17, pp. 78-89.
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Curray, J. R, and Moore, D. G., 1982, Introduction to the Guaymas Slope and laminated diatomite symposium in Curray, J. R., and others Initial reports of the Deep Sea Drilling Project covering Leg 64 of the cruises of the drilling vessel Glomar Challenger, Mazatlan, Mexico to Long Beach, California, December, 1978 – January, 1979; Part 2. Initial-Reports-of-the-Deep-Sea-Drilling-Project. 64. no. 2., p. 1179-1191
DiMichele, W.A., and H.J. Falcon-Lang, 2011, Pennsylvanian ‘fossil forests’ in growth position (T0 assemblages): origin, taphonomic bias and palaeoecological insights. Journal of the Geological Society, 168(2):585-605.
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4 thoughts on “POLIESTRATA – QUANDO FÓSSEIS ATRAVESSAM VERTICALMENTE AS CAMADAS ESTRATIGRÁFICAS

  1. A explicação evolucionista acima é um insulto a inteligencia de qualquer ser humano. Não sou religioso e religião deve ser coisa do capeta e foram os religiosos que mataram a Jesus. Jesus sim, É inteligente e revolucionário. Jesus morreu para tirar os pecados dos homens e não a inteligencia.

    • Bom, a explicação é respaldada pelas evidências, e qualquer pessoa minimamente racional vai entender o significado do estudo.
      Segundo, vc diz não ser religioso, mas defende jesus, isto se chama cristianismo, e é o nome de uma religião. Rsrsrsr
      Será que a religião cristã é criação do capeta?

      Uma dica: bote primeiro suas ideias em ordem: pense primeiro, fale depois! Voce parece confuso!

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