CIENTISTAS ACREDITAM TER DESCOBERTO UM NOVO DOMÍNIO DA VIDA NO INTESTINO HUMANO

Considerando que os cientistas só conhecem cerca de 1% dos microrganismos em laboratório, muitos suspeitam que há uma abundância de novas formas de vida ainda a ser descoberta, a chamada “matéria escura” da vida. Agora, um novo estudo sugere a possibilidade de que algumas dessas formas desconhecidas podem ser residentes mais perto de casa do que se imaginava – em nossas próprias entranhas.

Crédito da foto: Os nossos intestinos são o lar de milhões de milhões de bactérias e, possivelmente, até mesmo novas formas de vida. Pacific Northwest National Laboratory - PNNL / Flickr (CC BY-NC-SA 2.0)

Crédito da foto: Os nossos intestinos são o lar de milhões e milhões de bactérias e, possivelmente, até mesmo novas formas de vida. Pacific Northwest National Laboratory – PNNL / Flickr (CC BY-NC-SA 2.0)

Ao longo dos últimos 10 anos a percepção de que não só transportamos cerca de um ecossistema repleto de micróbios, mas que eles são realmente uma parte integrante da nossa biologia, alterou radicalmente a forma como olhamos para o corpo humano. Conhecido como o nosso microbioma, a comunidade de micróbios – composta de bactérias, fungos e vírus – vivem em nossas entranhas, bocas, e até mesmo o ar que nos rodeia, influenciando e contribuindo em como nós funcionamos.

Uma vez que os micróbios que vivem em nossos intestinos são alguns dos mais bem estudados no mundo, este foi como um bom lugar para começar a olhar para a fábula da matéria escura da vida. Usando a análise de DNA, os pesquisadores geralmente são capazes de identificar novas espécies com base em seus genomas originais, mas quando se trata de micróbios como bactérias, as coisas são um pouco mais complicadas. Isto é porque as bactérias são capazes de partilhar secções de DNA, ou genes, umas com as outras. Um evento conhecido como “transferência horizontal de genes,” isso tem o efeito de borrar as linhas entre onde termina uma espécie e outra começa.
Para contornar este problema, os pesquisadores publicaram na revista Biology Direct, do novo estudo que focou-se em 86 famílias de genes que normalmente não são transferidos entre micróbios. Eles argumentaram que, se qualquer um destes não são de qualquer forma conhecida de vida, então há uma chance de que eles são novos para a ciência. Atualmente, existem três formas aceitas, ou domínios, da vida: eucariotas (que incluem animais, plantas e fungos), bactérias e archaeas.

Os investigadores encontraram cerca de 230.000 partes de DNA que estão relacionadas com as já identificados 86 famílias de genes. Esse foi o ponto de partida para uma segunda análise, onde eles descobriram mais de 80.000 seqüências de DNA que pertencem aos mesmos 86 famílias. Eles descobriram que em cerca de um terço destas porções de DNA compartilhadas apenas 60% ou menos tem suas bases e sequências já conhecidas. Esse grau de diferença é o que é normalmente é encontrado entre as bactérias e archaea, e assim poderia representar um quarto de domínio.

Mas os pesquisadores alertam que, embora este achado possa ser significativo, não devemos passar à frente de nós mesmos. As enormes diferenças nas sequências de DNA podem simplesmente representar uma quantidade desconhecida de diversidade já presente em bactérias que vivem e archaeas, em vez de um domínio totalmente novo de vida. A próxima etapa, dizem os pesquisadores, é tentar identificar alguns dos organismos vivos que contêm estas sequências incomuns e, em seguida sequenciar todo o seu genoma.

Fonte: IFLScience

4 thoughts on “CIENTISTAS ACREDITAM TER DESCOBERTO UM NOVO DOMÍNIO DA VIDA NO INTESTINO HUMANO

  1. De vagar, os cientistas acabarão “descobrindo” que os micro-organismos, além de garantir o metabolismo celular, também “garantem” o funcionamento do DNA/RNA, que já se faz às duras penas nos laboratórios. Um indivíduo-vivo é “obra de outro indivíduo vivo”, e a “mão de obra” para isso, são também os micro-organismos. Espécies não existem, exceto como imaginação do homem, portanto, também não existe “seleção natural de espécies”, que se tornou “dogma de fé” dos evolucionistas. O que existe são “indivíduos” que circunstancialmente se tornam vivos, E FORMAM O QUE CLASSIFICAMOS COMO ESPÉCIES.
    Alguém já viu alguma “espécie” andando por aí? E EVOLUEM POR “SELEÇÃO NATURAL”? Crenças não se discutem.
    arioba

    • Oi caro amigo ““dogma de fé”” evoluçao nao é crença caro crente, estude recomendo ler “o mundo assombrado pelos demonios”, assista tbm a série Cosmos tanto a original do Sagan e o remake do Neil deGrasse Tyson.
      Não vou discutir com vc pois vc vai ficar tentando me refutar com espantalhos e eu nao estou afim de refutar falacias e vc nao vai se convencer facilmente( o que é bom ceticismo sempre é bem vindo), entao estude do que fala antes de tentar refutar, Quanto custa ler as opinioes contrarias sem a lente de sua ideologia ?
      Ou as vezes vcs tem medo de estudara respeito e deixar sua fé? Sei la, tenho amigos cristaos que estudam a evoluçao

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