PODERIAMOS NÃO EXISTIR SE NÃO FOSSE POR ESTE ACIDENTE QUE ACONTECEU 600 MILHÕES DE ANOS ATRÁS.

Milhões de anos atrás, um acidente genético aleatório pode ter ativado a evolução de toda a vida multicelular moderna. Uma única mudança foi tudo o que era necessário para fazer o salto da vida unicelular, como as bactérias, para toda a vida multicelular, incluindo os seres humanos, os cientistas relataram em um estudo publicado na revista Elife.

Sem título

Lukiyanova Natalia/frenta/Shutterstock.com

Os resultados não só explicam um capítulo fundamental da evolução, eles também oferecem pistas interessantes, como o que dá errado quando as células cancerosas param de funcionar como jogadores da equipe e voltar a agir como organismos unicelulares, dizem os pesquisadores.

A única emenda genética

O DNA codifica proteínas, as moléculas que realizam todos os trabalhos vitais em células vivas. As mutações são alterações aleatórias que ocorrem no DNA quando uma célula se divide. Enquanto a maioria das mutações são fatais para o organismo, ocasionalmente, elas realmente podem introduzir uma nova peça de maquinaria celular que pode fazer algo incrível.

Neste caso, uma mutação permitiu criaturas unicelulares formar um complexo um com o outro, o que deu origem a vida multicelular.

“Nosso trabalho sugere que novas funções de proteínas podem evoluir com um número muito pequeno de mutações”, o bioquímico Ken Prehoda da University of Oregon liderou o estudo, disse em um comunicado. “Neste caso, foi necessário apenas um”.

A origem de todos os animais

Para descobrir essa mutação, Prehoda e seus colegas estudaram um grupo de criaturas semelhantes a esponjas microscópicos chamados coanoflagelados, que são os parentes unicelulares vivos mais próximos de animais. Estas pequenas criaturas que vivem no mar têm uma cauda, ​​ou flagelo, para nadar ao redor, e pode viver por conta própria, bem como em grandes colônias.

Os pesquisadores usaram a técnica de reconstrução proteína ancestral para ir “para trás no tempo” para rastrear as mudanças genéticas que levaram estas criaturas unicelulares a evoluir uma proteína que é essencial para a vida multicelular.

Eles descobriram que uma mutação no gene da cauda desse grupo permitiu o alinhamento com outras células como parte de uma colônia. Este parece ter sido o passo crucial que permitiu a organismos unicelulares evoluir em espécies multicelulares. Uma versão desta mutação pode agora ser encontrada em todos os animais, de acordo com os investigadores.

Este estalo genético “não foi o único responsável pelo salto para fora da vida unicelular,” destacou o The Washington Post, e que sem ele, nós (e todos os nossos primos multicelulares) não poderíamos ser como somos hoje.

As descobertas não apenas satisfazem a curiosidade dos cientistas sobre como nós evoluímos. O câncer é uma doença em que as células basicamente “esquecem” que elas são parte de um organismo multicelular, Prehoda disse ao The Washington Post, que assim que entender o que faz isso acontecer poderia levar a melhores tratamentos, disse ele.

Fonte: Science Alert

7 thoughts on “PODERIAMOS NÃO EXISTIR SE NÃO FOSSE POR ESTE ACIDENTE QUE ACONTECEU 600 MILHÕES DE ANOS ATRÁS.

  1. Aleatório… Explique por favor… Seria como afirmar que o acaso fosse o responsável o que justifica o uso do vocábulo acidente… Não defendo esta linha racional e acredito não ser hoje inteligentemente usual… Esta mutação oriunda de ações mecânicas reagentes produzidas mesmo que por forças não identificáveis são provas contundentes de inteligência ministrada e controlada (observe no decorrer da pesquisa a amplitude e o alcance do fenômeno)… No resto eu aplaudo!

    • O texto trata fala que “mutações são alterações aleatórias que ocorrem no DNA” não de acaso no sentido de ausência de causa. Afinal, a ciência sabe que mutações ocorrem e por quais causas ela acontece.
      Mutaçoes aleatórias acumuladas culminaram no favorecimento da multicelularidade, é este o sentido que ele da a “acidente”, razão pela qual o autor diz “Nosso trabalho sugere que novas funções de proteínas podem evoluir com um número muito pequeno de mutações
      E não, ainda que possa haver forças não identificáveis que causem mutações não implica em dizer que são provas contundentes de inteligência ministrada e controlada. Afinal, como corroborar científicamente a ideia de que existe um agente teleologicamente causador e direcionador de mutações para o favorecimento da evolução?

    • Sempre uso sites como o Science Daily, Science Alert, Slate, New Scientist, Science Magazine, Smithsonian, Nature Climate Change etc e tal e sempre linko os artigos que são citados. Pra quem quiser conferir o estudo ficar a vontade.
      Nos textos mais antigos era mais difícil eu fazer, Hj faço sempre!!!

  2. Poutz! Por favor explique essa frase: “uma mutação no gene da cauda desse grupo permitiu o alinhamento com outras células como parte de uma colônia”. Perdi meu tempo lendo o texto todo pra ter o entendimento comprometido por essa barbeiragem! Mais responsabilidade por favor! Leia antes de postar!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s