DEMBSKI ESCANDALIZA O MOVIMENTO DO DESIGN INTELIGENTE.

Lá se vai por água abaixo William Dembski, um dos defensores do criacion…oops, Design inteligente. Dembski fazia suas defesas em faculdades cristãs e igrejas, além de escrever livros defendendo o conceito pseudocientífico de complexidade especificada em que muitas vezes foi classificado como um pseudomatematico por nomes importantes da ciência, como o falecido físico Victor Stenger. Agora William Dembski perdeu seu prestígio até mesmo entre os proponentes de sua causa.

William Dembski 2009. Os alunos estavam na borda de seus assentos assistindo a palestra de Dembski falando sobre design inteligente na RG Lee Chapel at The Baptist College of Florida (BCF) em Graceville. Nesta época era do Southwestern Baptist Theological Seminary em Fort. Worth, no Texas.

William Dembski 2009. Os alunos estavam na borda de seus assentos assistindo a palestra de Dembski falando sobre design inteligente na RG Lee Chapel at The Baptist College of Florida (BCF) em Graceville. Nesta época era do Southwestern Baptist Theological Seminary em Fort. Worth, no Texas.

A reputação de Dembski não anda muito boa. Dembski tem passado por alguns episódios e tem experimentado a fúria do fundamentalismo que ele mesmo ajudou a instaurar. Primeiro, Dembski saiu da Universidade de Baylor, uma instituição universitária particular de afiliação batista localizada em Waco, no estado do Texas. Ele perdeu seu posto durante a tentativa de conferir bênçãos da escola em nome do Design Inteligente, coisa que nem o centro universitário batista tolerou.

O caso foi o seguinte: no ano 2000 professores expressaram certo descontentamento com o Michael Polanyi Center (MPC) um centro de “pesquisa” de Design inteligente. O descontentamento era de membros da faculdade ligados a parte de “ciências”, que considerou o foco do Design como uma forma velada de ciência da criação. Por causa das críticas do corpo docente, o presidente Robert B Sloan Jr da Universidade de Baylor decidiu nomear uma comissão de investigação por fora. Os membros do comitê visitaram o campus e entrevistaram representantes de todos os lados. Embora o Design inteligente reivindique um estatuto científico, o relatório da comissão enquadrou-os uma forma de “filosofia”.

A comissão afirmou claramente que o Baylor Institute for Faith and Learning (ou Instituto Baylor de Fé e Aprendizagem cuja sigla é IFL), deve tomar vantagem na universidade quando se tratava de questões de ciência e religião, e incentivou uma gama mais ampla de bolsas de estudos nesta área para além apenas do Design Inteligente.

Eles entraram com uma recomendação de que o comite da Universidade de Baylor auxiliasse no planejamento e revisão do componente ciência e religião do Instituto.

Dembski emitiu um comunicado de imprensa cantando vitória em nome do Design inteligente e do MPC, embora o Centro tivesse sido colocado firmemente sob a égide da IFL, e foi o IFL que foi encorajado a ir além do Design inteligente levando em consideração questões de ciência e religião.

A advertência foi que “pesquisas” sobre Design inteligente só poderiam ser realizadas profissionalmente, justapostas a citação de um artigo com duras críticas a Dembski por ter transformado isto em uma forma de triunfo do Design inteligente como se fosse uma forma legítima de investigação acadêmica.

Dembski então questionou o relatório da comissão e em um boletim de imprensa se enroscou todo. Em seu comunicado de imprensa, olhou torto para os críticos e trocou farpas de tal modo que cortou qualquer possibilidade de uma interação com o corpo docente.

O diretor do IFL, Michael Beaty, anunciou que as ações de Dembski após o lançamento do relatório comprometiam sua capacidade de servir como diretor e no mesmo dia, Dembski seguiu com outro comunicado de imprensa pedindo sua demissão sem tirar uma palavra das criticas que fez.

Posteriormente, Dembski passou a fazer parte do Seminário Teológico Batista na Southwestern Baptist Theological Seminary, na qual ele não está mais.

A pouco tempo atrás, Dembski revelou porquê saiu da academia de Southwestern Baptist. Curiosamente, ele saiu porque o grupo era muito fundamentalista. De fato, ele saiu porque foi questionado sobre o que escreveu em um de seus livros, em que, curiosamente, se mostrou favorável a ciência. Ele discutiu a possibilidade de que a Terra tenha de fato bilhões de anos de idade como defende os geólogos. Isto criou um impasse à luz da aprovação do criacio…oops, Design inteligente e, como esperado, começou a afetar sua opinião sobre a idade da Terra ainda dentro da convenção Batista. Ele foi chamado para se justificar e explicar seus pontos de vista sobre diversos aspectos, inclusive sobre o dilúvio de Noé – que ele estaria interpretando o relato de forma mais flexível do que a liderança Batista aceitava.

De fato, Dembski explica que:

“Todo este incidente deixou tão mau gosto na minha boca que eu resolvi deixar o ensino, deixar a academia, e entrar em um negócio para mim, em que o meu rendimento não depende do politicamente correto, ou, dessa matéria, a exatidão teológica”.

Agora, Dembski parece estar livre para discutir Design inteligente, idade da Terra e dilúvio de Noé sem a pressão e opressão da igreja. Isto é muito importante destacar, porque geralmente, a acusação feita pelos criac…oops proponentes do Design Inteligente é que as Universidades e centro acadêmicos são fundados no darwinismo e impedem (ou boicotam) o Design inteligente, e aqui temos um exemplo de agrupamentos de proponentes de uma mesma linha teológica que estão excluindo uns aos outros. O Dembski esta sentindo na pele o fundamentalismo religioso.

Claro, para efeito explicativo por parte da ciência, as Universidades não aceitam Design Inteligente porque epistemologicamente não se funda no método científico. O conceito de Design inteligente é claramente uma estrutura teológica mascarada de ciência, e o caso e as obras de Dembski deixam isto bem claro; Criacionismo e Design inteligente são farinha do mesmo saco.

O tropeço de Dembski é parte integrante de uma falha de longo prazo da comunidade evangélica americana e que vai reverberar inclusive aqui no Brasil, com movimentos de repulsa na divulgação dessa bucha que Dembski esta passando e a critica de nós da ciência sobre este fato. Este escândalo que Dembski passa entrega de bandeja o movimento do Design inteligente que se mostra estritamente ligado a teologia cristã e expõem o fundamentalismo religioso. Tais brigas não são raras dentro destes movimentos. De fato, o movimento criacionis…oops desig…ah, é criacionista sim, é recheado de escândalos de brigas internas devido a fragmentação de linhas teológicas.

Mark Noll, um historiador evangélico (que é historiador de movimentos evangélicos e que é evangélico), identificou décadas atrás em seu livro “The Scandal of the Evangelical Mind” (1994) que os evangélicos persistentemente não conseguiram se envolver com a cultura mais ampla, mesmo em suas próprias instituições de ensino superior. Observando a criação de colégios de líderes evangélicos (Bill Bright, Oral Roberts, Jerry Falwell e Pat Robertson) cada qual tentando estabelecer uma universidade cristã. Portanto, não é novidade alguma que o pensamento evangélico se manifeste de modo tendencioso.

A ideia de design teve considerável dificuldade ganhando uma audiência em contextos acadêmicos. Uma das principais razões para essa resistência e controvérsia não é difícil de encontrar: a pesquisa de Design sempre foi seqüestrada como parte de um movimento cultural e político mais amplo, de cunho religioso. E Dembski entrega isto de bandeja para nós em toda sua história de vida, obras e brigas. Com isto, percebe-se que grupos como Discovery Institute usam o nome Designer de forma genérica somente de fachada para mascarar o real significa do termo “Design” referindo-se a necessidade de um designer, ou projetista que é diretamente defendido como sendo Deus. No Brasil, os proponentes do Design inteligente são assumidamente criacionistas da Terra jovem e alguns seguem tendências terraplanistas.

Na trajetória histórica do criacionismo a palavra Design inteligente sempre fez parte das discussões, teológicas no argumento da criação divina (McDonald, 2014). A primeira divulgação do termo ocorreu no livro “Of Pandas and People” no ano de 1989 com a intenção de travestir o nome de Deus na tentativa de burlar a I Emenda da Constituição Americana e ensinar a criação divina nas aulas de biologia. O termo foi colocado no lugar da palavra criacionismo no rascunho do livro na tentativa de mascarar Deus como se o fosse uma alternativa científica para abordar a questões básicas da biologia no ano de 1987.

Vale lembrar que Design inteligente refere-se ao desenho que as estruturas biológicas e o Universo têm, e que supostamente foram ajustadas ou modeladas intencionalmente da forma na qual conhecemos: em especial o flagelo bacteriano e sistema imunológico, já descartada (Veja aqui e aqui).

O que os proponentes do designer inteligente alegam é que o design induz a pensar que há um designer, e esse personagem pode ser qualquer um que seja capaz de criar o universo, embora claramente a referência do grupo seja o Deus do cristianismo. Obviamente, isso não é apresentado com todas as palavras, mas as entrelinhas deixam claro que os membros do grupo têm intenções religiosas, cristãs, fundamentalistas claras.

O Supremo Tribunal americano tinha barrado o ensino da “ciência” da criação nas escolas públicas, por razões constitucionais (Kitzmiller v. Dover Area School District), o livro Of Pandas and People é claramente uma propagando do cristianismo.

Nesse rascunho do livro, usou-se mais de cem vezes palavras como “criação”, “criacionismo” e “ciência da criação”. Eles foram alterados, pela palavra “Designer inteligente” (Matzke, 2006). Na época uma filosofa chamada Barbara Forrest que estudava o fenômeno do Designer inteligente tinha uma copia antiga do livro e nela havia erros de edição como a palavra “Proponentsists cdesign“. Uma edição feita de forma errada onde a palavra “Creationism” e “Intelligent Designer” ficaram sobrepostas como fruto da péssima qualidade de edição dos revisores que mudaram as pressas os termos para tentar mascarar o criacionismo (Haught, 2005).

A partir da década de 90 o movimento do Design inteligente começou a ser apoiado pelo Discovery Institute que defendia a inclusão do Design inteligente na escola pública no ensino da biologia. O Discovery Institute é um braço do Hudson Institute, fundado por Herman Kahn, um estrategista militar que criou esse grupo ultra-conservador na intenção de mudar a política pública dos EUA visando compromisso com os mercados livres, respeito à importância da cultura e da religião nos assuntos humanos e preservar a segurança nacional dos Estados Unidos. Notamos um envolvimento claro então entre política e religião, especialmente na divulgação do criacionismo e do Designer inteligente em algumas regiões dos Estados Unidos.

Essas estratégias do movimento do Designer Inteligente culminaram em 2005 no julgamento Kitzmiller vs Dover, onde o juiz John E. Jones III concluiu que o Design inteligente não é ciência, que “não pode dissociar-se da sua origem criacionista, e, portanto, tem antecedência religiosa”, e que seu ensino violou a Cláusula de Estabelecimento da I Emenda da Constituição dos Estados Unidos (Center for Science and Culture, 2004).

Foi em junho de 1988 que Charles B. Thaxton realizou uma conferência denominada “Sources of Information Content in DNA” e no final deste mesmo ano decidiu usar o rótulo “Design inteligente” para seu novo movimento criacionista (Pennock, 2009). Stephen C. Meyer estava na conferência. A proposta continuou a mesma, usar uma terminologia criacionista, opor-se evolução, mas com um diferencial, não usar linguagem religiosa (Aulie, 1998). O que não da certo, pelo simples fato de que os mesmos do Discovery Institute claramente dão palestras em igrejas americanas.

O Centro Nacional para Educação Científica (NCSE) criticou o livro já que o livro que pregava a ideia de design intencionalmente criado não poderia ser usado em escolas públicas antes que qualquer investigação científica tinha sido feito para apoiar ou não os argumentos (Matzke, 2004). Embora tenha sido apresentado como um livro científico, o filósofo da ciência Michael Ruse na época e atualmente considera que o conteúdo “inútil e desonesto” (Ruse, 1992). E cada vez foi ficando mais clara suas intenções e alianças políticas. Um advogado da American Civil Liberties Union descreveu o livro como um engodo político destinado a estudantes que não “conhecem a ciência ou não compreendem a controvérsia sobre evolução e criacionismo”, e tantas outras críticas vieram, mostrando que o livro tinha discurso de intolerância com a ciência e de incompetência científica. As principais intenções dos proponentes do designer inteligente são propagar a complexidade irredutível; complexidade especificada, o ajuste fino do Universo todos em prol de uma única criação, onde o criador é chamado de Designer inteligente. Sendo assim, aqui abordaremos o conceito de Designer Inteligente não apenas como uma pseudociência, mas também como discurso filosófico e como discurso ideológico.

O consenso da comunidade científica é de que a criação inteligente não é ciência, mas sim pseudociência (Nature Methods, 2007 & Greener, 2007). A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, 1999) já se manifestou declarando que o “criacionismo, design inteligente e outras alegações de intervenção sobrenatural na origem da vida” não são ciências porque elas não podem ser testadas por métodos científicos, não são falseáveis e se respaldam apenas em aspectos pessoais, intuitivos e não científicos:

Creationism, intelligent design, and other claims of supernatural intervention in the origin of life or of species are not science because they are not testable by the methods of science. These claims subordinate observed data to statements based on authority, revelation, or religious belief. Documentation offered in support of these claims is typically limited to the special publications of their advocates. These publications do not offer hypotheses subject to change in light of new data, new interpretations, or demonstration of error. This contrasts with science, where any hypothesis or theory always remains subject to the possibility of rejection or modification in the light of new knowledge.

A Associação de professores de ciências dos Estados Unidos e a Associação Americana para o Avanço da Ciência a classificaram como pseudociência. Isso significa que nem nos estados Unidos, país onde o cristianismo é extremamente difundido, o criacionismo é visto como ciência. No Brasil, as Universidades também tem a mesma posição. A Sociedade Brasileira de Genética (SBG, 2012) publicou oficialmente que não há qualquer respaldo científico no Design Inteligente e outras alegações criacionistas, explicando que esta posição é consensual na comunidade científica.

Dembski sempre foi muito criticado em suas alegações e contradições. Apesar de ser um pós-doutor em matemática no MIT, em física na Universidade de Chicago e em ciências da computação em Princeton e possui ainda um Ph.D. em filosofia e mestrado em divindade pelo Seminário Teológico de Princeton, Dembski sempre deixou claro ser um cristão ortodoxo praticante.

Ele ficou conhecido por afirmar que os algoritmos usados por evolucionistas não explicam a origem de informações biológicas. Sendo assim o papel da evolução por seleção natural ou qualquer tipo de modelo evolutivo é controverso. Ele postula que a teoria da probabilidade pode ser usada para provar a complexidade irredutível ou o que ele chama de “complexidade especificada”. A própria ideia de complexidade especificada não é originalmente de Dembski. Esse conceito é de Leslie Orgel descontextualizada. Orgel usou e cunhou o termo referindo-se a características biológicas que na ciência se considera que tenham surgido através de um processo de evolução. Dembski descontextualizou essa definição para uma concepção exatamente oposta a evolução biológica usando o termo de maneira quantitativa e não qualitativa como Orgel. Criou um conceito matemático por trás dela, e relacionou-a com complexidade irredutível.

Adami et al (2000) investigou a evolução da complexidade do genoma em populações de organismos digitais e monitorou em detalhes as transições evolutivas  que aumentam a complexidade. Concluiu, ao contrário do que Dembski afirma, temos então a teoria da informação e conceitos de Shannon e Kolmogorov/Chaintin aplicados a bioinformática que mostram que processos evolutivos podem produzir o aumento da informação. Além disto, o modelo corrompido de complexidade especificada de Dembski não foi apresentado em artigo revisto por pares. Apenas em seu livro e jamais foi adotado por nenhum pesquisador das teorias da informação.

Em seu site pessoal, Dembski alega que o Design inteligente permite que o materialismo seja substituído pelo cristianismo (Dembski, 2005).

Em seu livro “No Free Lunch” ele alega que os algoritmos usados por estudos de evolução não demonstram ganho de informação biológica, e conclui que deve haver um projetista para obter tal aumento de complexidade. Entretanto, a biologia mostra que quando a informação é replicada, algumas copias podem ser modificadas diferentemente enquanto outras continuam iguais, permitindo que a informação altere e aumente. Que a seleção natural atua como o demônio de Maxwell punindo informações corrompidas e que as alterações que levam a informações vantajosas são promovidas na luta pela sobrevivência. Isso foi visualizado em modelos matemáticos também de Adami. Estes mapeamentos de aumento e redução de informação não são modelados por Dembski. Se a origem e perda de informação não for considerada nos cálculos de Dembski, toda sua lógica perde os sentido pois não reflete a realidade (Siemon-Netto, 2000). E como destaca o professor de matemática e biólogo Martin Nowak (2005), não é possível calcular a probabilidade de um olho ter surgido quando não se tem a informação para fazer o cálculo.

Dembski ainda é criticado por não abordar o trabalho de pesquisadores que usam simulações de computador para investigar o campo da vida artificial. De acordo com Jeffrey Shallit: o campo da vida artificial evidentemente constitui um desafio significativo às alegações de Dembski sobre a incapacidade de algoritmos evolucionários gerarem complexidade. De fato, os pesquisadores da vida artificial regularmente descobrem que suas simulações produziram os tipos de novidades e complexidade aumentada que Dembski alega serem impossíveis de ocorrer (Dembski, 2000).

Dembski alega que o aumento de complexidade biológica nos organismos é análogo a “geração espontânea” evolutiva, o que é falso. Em 1982, B. G. Hall publicou pesquisa demonstrando que após remover um gene que permite a digestão de açúcar em certas bactérias, essas bactérias, quando cultivadas em um meio rico em açúcar, rapidamente desenvolvem novas enzimas digestoras de açúcar para substituir as que foram removidas (Brumley, 2000). Outro exemplo amplamente citado é a descoberta de bactérias que digerem nylon, que produzem enzimas úteis apenas para digerir materiais sintéticos que não existiam antes da invenção do nylon em 1935. (Veja aqui)

Dembski também manifestou interesse no código da Bíblia. Ele acredita que há códigos escondidos dentro das passagens bíblicas. Entretanto, o tal código já foi considerado também estatisticamente insustentável por outros autores. A refutação veio em 1999 quando autores notaram que os dados foram ajustados para os testes.

O que deve ficar claro em uma situação destas é que o problema não é que ele seja religioso, cristão ortodoxo etc e tal. A recorrente crítica ás obras de Dembski devem ser feitas nos pontos em que ele tenta apresentar o conceito de Design inteligente como uma ciência quando claramente sua defesa é religiosa ignorando limites epistemológicos. Não há problema algum em Dembski manifestar sua fé religiosa, mas tentar justifica-la como uma forma de ciência segundo o método científico não mostra coerência alguma: nem com ciência, nem com religião, e tão pouco como filosofia. Talvez, este caso citado acima traga uma boa análise para quem observa tudo externamente: o que vemos são grupos fundamentalistas brigando sobre qual dos argumentos injustificáveis é o mais injustificável para sua fé individualista.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Dembski, Escândalo, Design inteligente, Complexidade especificada.

 

Referências

Adami, C. & Cerf, N. J. (2000) Physica D 137, 62–69.
Aulie, Richard P. (1998). “A Reader’s Guide to Of Pandas and People”. McLean, VA: National Association of Biology Teachers.
Brumley, Larry (October 19, 2000). “Dembski relieved of duties as Polanyi Center Director“. Retrieved 2014-01-10.
Center for Science and Culture. Media Backgrounder: Intelligent Design Article Sparks Controversy”. Seattle, WA: Discovery Institute. September 7, 2004. Retrieved 2014-02-28
Dembski, William (February 1, 2005). “Intelligent Design’s Contribution to the Debate Over Evolution: A Reply to Henry Morris“. DesignInference.com. Pella, IA: William Dembski. Retrieved 2014-01-10.
Greener, M. (2007). “Taking on creationism. Which arguments and evidence counter pseudoscience?”. EMBO Reports 8 (12): 1107–1109.
Haught, John F. (April 1, 2005). “Report of John F. Haught, Ph. D” (PDF). Retrieved 2013-08-29. Haught’s expert report in Kitzmiller v. Dover Area School District.
Matzke, Nick (January–April 2006). “Design on Trial: How NCSE Helped Win the Kitzmiller Case”. Reports of the National Center for Science Education (Berkeley, CA: National Center for Science Education) 26 (1–2): 37–44.
Matzke, Nick (November 23, 2004). “Critique: ‘Of Pandas and People'”. National Center for Science Education (Blog). Berkeley, CA: National Center for Science Education.
McDonald, John H. “A reducibly complex mousetrap”. Retrieved 2014-02-28.
National Academy of Sciences, 1999 Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second Edition
Nature Methods Editorial. (2007). “An intelligently designed response”. Nat. Methods 4 (12): 983.
NCSE. Dembski and the Scandal of the Evangelical Mind. 2016
Nowak, M. (2005). Time Magazine, 15 August 2005
Pennock, Robert T. (1999). Tower of Babel: The Evidence Against the New Creationism. Cambridge, MA: MIT Press.
Ruse, Michael (1992). “Of Pandas and People”. In Hughes, Liz Rank. Reviews of Creationist Books (Book review) (2nd ed.). Berkeley, CA: National Center for Science Education.
Sociedade Brasileira de Genética. sbg.org.br (2012).
Siemon-Netto, Uwe (December 21, 2000). “Commentary: It’s Perilous to Ponder the Design of the Universe”. United Press International. Retrieved 2014-01-10.

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