A VIDA NA TERRA EXPLODIU APÓS A ASCENSÃO LENTA DO OXIGÊNIO

Levou 100 milhões de anos para os níveis de oxigênio nos oceanos e atmosfera aumentar para o nível que permitiu a explosão de vida animal na Terra cerca de 600 milhões de anos atrás, de acordo com um estudo liderado pelo UCL financiado pelo Natural Environment Research Council.

Levou 100 milhões de anos para os níveis de oxigênio nos oceanos e atmosfera de aumentar para o nível que permitiu a explosão de vida animal na Terra cerca de 600 milhões de anos atrás, de acordo com um estudo liderado pelo UCL financiado pelo Natural Environment Research Council. Crédito: © timothyh / Fotolia

Levou 100 milhões de anos para os níveis de oxigênio nos oceanos e atmosfera aumentar para o nível que permitiu a explosão de vida animal na Terra a cerca de 600 milhões de anos atrás, de acordo com um estudo liderado pelo UCL financiado pelo Natural Environment Research Council. Crédito: © timothyh / Fotolia

Antes, não se sabia o quão rápido os oceanos e a atmosfera da Terra se tornaram oxigenados e se a vida animal expandiu-se antes ou depois dos níveis de oxigênio aumentar. O novo estudo, publicado na revista Nature Communications, mostra que o aumento começou significativamente mais cedo do que se pensava e ocorreu aos trancos e barrancos, distribuídos por um vasto period de tempo. Portanto, é provável que á evolução tardia dos animais foi o pontapé inicial para o aumento das quantidades de oxigênio, ao invés de uma mudança de comportamento animal que levou a oxigenação.

O pesquisador chefe, Dr. Philip Pogge von Strandmann (UCL Ciências da Terra), disse: “Queremos saber como a evolução da vida se liga a evolução do nosso clima. A questão é sobre o quão fortemente a vida tem ativamente modificado o clima da Terra, e por que a Terra tem sido habitável por tanto tempo é extremamente importante para a compreensão tanto do sistema climático, e por que a vida na Terra vem em primeiro lugar”.

Pesquisadores da UCL, Birkbeck, Universidade de Bristol, da Universidade de Washington, Universidade de Leeds, Utah State University e University of Southern Denmark descobriram o que estava acontecendo com os níveis de oxigênio globalmente entre 770-520 milhões de anos (Ma), utilizando novos marcadores em rochas em todo o EUA, Canadá e China.

As amostras de rochas que foram estabelecidas sob o mar em diferentes momentos foram tiradas de diferentes locais para juntar as peças do quadro global dos níveis de oxigênio dos oceanos e atmosfera da Terra. Ao medir isótopos de selênio nas rochas, a equipe revelou que demorou 100 milhões de anos para a quantidade de oxigênio na atmosfera para subir de menos de 1% para mais de 10% do nível atual de hoje (21%). Este foi sem dúvida o evento mais significativo sobre a oxigenação na história da Terra, porque marcou o início de uma era de vida animal que continua a este dia.

Dr Pogge von Strandmann, disse: “Nós tomamos uma nova abordagem usando marcadores de isótopos de selênio para analisar folhelhos marinhos que nos deu mais informações sobre as mudanças graduais nos níveis de oxigênio do que é possível utilizando as técnicas mais convencionais usados anteriormente. Ficamos surpresos ao ver quanto tempo levou Terra para produzir oxigênio e os nossos resultados dissipar as teorias de que foi um processo rápido causado por uma mudança no comportamento animal”.

Durante o período estudado, três grandes glaciações “Terra bola de neve” ocorreram – No Esturtiano (~ 716 Ma), Marinoana (~ 635Ma) e Gaskieros (~ 580Ma) – ocorreu qual toda a Terra estava coberta de gelo e da maioria dos oceanos foram congelados a partir do pólos para os trópicos. Durante estes períodos, as temperaturas despencaram e posteriormente ressuscitaram, causando derretimento glacial e um afluxo de nutrientes para o oceano, o que os investigadores acreditam ter levado os níveis de oxigênio a subir no fundo dos oceanos.

Aumento de nutrientes significa mais plâncton do oceano, que vai enterrar o carbono orgânico nos sedimentos do fundo do mar quando morrem. Enterrando resultados de carbono em oxigênio aumentaram, mudando radicalmente as condições na Terra. Até agora, a oxigenação foi vista como tendo ocorrido após o derretimento da relativamente pequena glaciação Gaskiers. Os resultados deste estudo empurram-no para muito mais cedo, à glaciação Marinoana, após o os animais começarem a florescer nas condições melhoradas, levando à primeira grande expansão da vida animal.

Co-autor Prof. David Catling (University of Washington Ciências da Terra e do espaço), acrescentou: “O oxigênio foi como um fusível lento para a explosão de vida animal. A cerca de 635 Ma, oxigênio suficiente provavelmente existiu para apoiar pequenas esponjas. Então, depois de 580 Ma, estranhas criaturas em forma de “pizzas” viveram em um fundo do mar levemente oxigenado. Cinqüenta milhões de anos mais tarde, os ancestrais de vertebrados foram deslizando através da água do mar rica em oxigênio. Acompanhar como o oxigênio aumentava é o primeiro passo para entender por que demorou tanto tempo. Em última análise, um aperto de controles geológicos sobre os níveis de oxigênio pode nos ajudar a entender se a vida semelhante a animal pode existir ou não em planetas como a Terra em outro lugar”.

Jornal Referência:
1. Philip A. E. Pogge von Strandmann, Eva E. Stüeken, Tim Elliott, Simon W. Poulton, Carol M. Dehler, Don E. Canfield, David C. Catling. Selenium isotope evidence for progressive oxidation of the Neoproterozoic biosphere. Nature Communications, 2015; 6: 10157 DOI:10.1038/NCOMMS10157

Fonte: Science Daily

7 thoughts on “A VIDA NA TERRA EXPLODIU APÓS A ASCENSÃO LENTA DO OXIGÊNIO

  1. Suponha que o homem tenha que tornar um satélite, HABITADO, como é a Terra hoje? COMO FARIA? Iria “esperar” a natureza resolver? Ou, de forma inteligente, IRIA FAZENDO COM QUE O MESMO SE TORNASSE HABITADO?
    Os indícios observados podem estar corretos, A FORMA DE ADMITIR COMO AS COISAS ACONTECERAM E ACONTECEM, ESTÁ ERRADA, NÃO É POR “ACASO NATURAL”, TUDO É PLANEJADO E DECIDIDO. Falta apenas entender quem poderia planejar ou decidir, SE FOSSE DEUS INFINITO, TUDO TERIA QUE SER PERFEITO E ACABADO, E COMO NÃO NADA FEITO PELO HOMEM, é só usar a cabeça.
    Quando surgiram os “ETs de Varginha”, foi perguntado a uma entidade num terreiro de umbanda chamada Vó a respeito. Ela respondeu.
    – Oceis acham, fios, que a Estrela de Belém foi uma estrela, e ainda por cima, INTELIGENTE?
    Para bom entendedor meia palavra basta. O orgulho cria “dogmas de fé” tanto na religião como na ciência, ALIÁS, NOS RELIGIOSOS E NOS CIENTISTAS.
    Seleção Natural? Como? SÓ PELA CRENÇA?
    arioba

    • Assistir muito Alienígenas do passado no History Channel dá nisso…desinformação, alucinações conspiratórias, e fuga da realidade…

    • “Seleção Natural? Como? SÓ PELA CRENÇA?”

      Não. Pelas evidências. A seleção natural é observada todos os dias e cria novas espécies.

    • Ariovaldo, vc tem certa dificuldade em entender a diferença entre o que é aleatoriedade e o que não é aleatório na biologia.
      Primeiro: não é acaso. Acaso refere-se a ausência de causa. E nós sabemos o que causa alterações genéticas.
      Segundo: sim, mutações são aleatórias, ocorrem em diversos locais dos cromossomos, algumas regiões com maiores taxas que outras. Mas a seleção natural não é aleatória…competições na busca de alimento remetem a um exemplo de seleção e isto é constatado desde 1859. Seleção não é aleatória, mas as mutações são.
      Evolução não é sinônimo de aleatoriedade, de fato, ela é algorítmica, e por assim ser diminui certos caminhos caso fosse movida somente pela aleatoriedade como vc pressupõe erroneamente que seja.
      O algoritmo evolucionário parte de 1) mutação (aleatória), 2) Pressão seletiva, 3) Seleção e 4) Hereditariedade (2 3 e 4 não são aleatórios). Embora o motor seja a mutação (e esta seja aleatória – e pode gerar efeitos neutros, deletérios ou vantajosos), o contexto ecológico na qual o animal pertence é o que (e não quem) determinará quem sobrevive. Seleção mantém vivo apenas as variedades cuja informação alterada gera alguma vantagem na luta pela sobrevivência. A isto damos o nome de seleção natural (ela não é aleatória…repetindo…..ela não é aleatória).
      Indivíduos cuja variação é deletéria são podados da árvore da vida (pois a informação genética foi corrompida)…aqueles que sobrevivem (por possuírem mutações vantajosas) tendem a passar estas modificações para a as gerações seguintes.
      Não é só mutação sem seleção, sem pressão e sem herança….se assim fosse, seria de fato aleatória.
      Sim, a seleção é um mecanismo natural, e a ideia de planejamento passa longe, porque as estruturas anatômicas, comportamentais e todos os atributos da espécie acabam sendo desenhados pela própria natureza (pela seleção).
      Planejamento pressupõe algo maior e externo a natureza, e isto não é ciência e sim religião. Quem vai explicar as mudanças da natureza (Physis) a partir do que há de externo a ela é a metaphysis (metafísica). A ciência explica a mudança da physis a partir da própria physis. Quando voce procura um planejador, arquiteto, desenhista do Universo (partindo da falsa correspondência da evolução = acaso) voce esta fazendo papel de pastor, recorrendo a uma teologia para esquivar-se de uma mecanismo natural constatado, que demonstrou o fim do fixismo, essencialismo, scala naturae aristotélica e teleologia… Será que vc é um profeta de Deus que tem informações exclusivas em uma linha direta com o planejador?
      E não, a seleção natural não é um dogma, voce pode desbanca-la…é só apresentar a tese que a desconstrói a partir do mesmo método que a construiu. Observe a physis, e encontre uma explicação para a diversidade de formas de vida existentes (e fóssil) e explique-a sem usar a seleção natural mas com dados mensuráveis e testáveis. Afinal, ciência se faz assim e somente assim se desconstrói um paradigma científica. Só com um mecanismo melhor que a seleção natural vc a superará…tente aplicar o método ao seu planejador metafísico. Kant já questionou isto a priori e a posteriori. rsrsrs
      Usando ideias religiosas, recorrendo a metafisica voce não vai conseguir desconstruir uma tese constatada, por mais romântico, alegórico e folclórico que seja seu discurso. Não adianta (e aqui quero usar o espirito Olímpico) dar mortal com dupla pirueta e carpado…sem dados, a sua retórica é metafísica e não ciência. Não seja desonesto colocando dogma religioso (como o seu planejador onisciente metafísico) em equivalência com um paradigma científica.
      A metafísica da religião parte de uma autoridade divina, traduzida em um livro sagrado que tem autoridade sobre a verdade e é dogmática (absoluta) enquanto a ciência parte de um método, que testa hipóteses, consolida um paradigma que pode ser substituído por outro no futuro que explique mais e melhor seguindo o método científico. Respeite os limites epistemológicos!!!

      • Desculpe o atraso, mas caro Rossetti.
        Vamos procurar ajustar nossos passos, que não é quesão apenas da biologia ou outro ramo qualquer da ciência.
        Você admite que “natural é o contrário de artificial”? E artificial entendemos como “algo inteligente”, enquanto natural algo aleatório? É NISSO QUE BASEIO MEUS COMENTÁRIOS. Você acha que o automóvel “evoluiu” da carroça por “seleção natural”, ou artificial e inteligente? E QUE DIFERENÇA FAZ ANALISARMOS A EVOLUÇÃO DO ORGANISMO CHAMADO “SER-VIVO” INADEQUADAMENTE, E DOS VEÍCULOS OU ARTEFATOS QUE FAZEMOS?
        Não estou fazendo confusão alguma, ESTOU DIZENDO QUE O SIMPLES “ORGANISMO MATERIAL” seja o corpo humano, ou uma planta etc., é exatamente igual, como conceito, a um automóvel, a uma ratoeira (do tal Behe) etc., E AMBOS EVOLUEM DE FORMA INTELIGENTE, não “natural ou por acaso”, como se pode entender a seleção de Darwin!
        Quando Aristóteles “chutou” o geocentrismo, que se tornou dogma de fé da Igreja Católica, ele “confundiu cari para a Terra, como “ser atraído”, que Newton pode esclarecer 2 mil anos depois. Darwin fez o mesmo equívoco de “observação”, analisou espécies como se fossem “seres-vivos”, e chutou sua “seleção natural”, porque de fato não podia admitir que Deus pudesse fazer coisas que tivessem que mudar, se transformar etc. Mas sequer ele “negou Deus”, apenas explicou coisa diferente de “Deus vindo aqui fazer coisas”, que nunca veio e nem virá.
        A questão da complexidade é uma questão de “evolução da inteligência”, o homem começou fazendo carroças, e chegou aos veículos que hoje dispomos, e nem por isso se abandonou também a carroça, É ISSO QUE CHAMO DE ENTENDER DE FORMA INTELIGENTE, e não “aleatória ou natural”. É por isso que os biólogos têm dificuldade em comparar o organismo fabricado pelo homem (inteligente) e o “fabricado na natureza (aleatório). Um biólogo num forum me “explicou” que o automóvel é diferente da barata, PORQUE O AUTOMÓVEL SERVE PARA ALGUMA COISA, A BARATA NÃO! É assim que pensam os biólogos? Quando não sabem alguma coisa, SIMPLESMENTE A COISA NÃO EXISTE? Se você não sabe o que é Deus, por definição, ELE NÃO EXISTE? Se você não sabe o que é um OVNI, ele não existe, mesmo com as evidências? É mais ou menos assim que entendo o evolucionismo, principalmente ateu. O CRENTE NÃO PRECISA PROVAR NADA, CARO ROSSETTI, O DESCRENTE QUE SE INTITULA CIENTÍFICO, É QUE PRECISA DA PROVA. Que tal algum cientista ateu provar que Deus não existe? Para o crente basta sua crença, NÃO PRECISA DE PROVA ALGUMA!
        O que quis dizer é que tudo é “artificial”, se partirmos da hipótese de que tudo tem origem na inteligência, QUE NÃO SABEMOS COMO É EXATAMENTE, MAS QUE SABEMOS QUE EXISTE, porque podemos evidenciar seus efeitos, exatamente como é a gravidade, a temperatura etc., não sabemos o que sejam, mas sabemos que estão aí porque evidenciamos seus efeitos, E por que não o mesmo raciocínio sobre outras coisas que desconhecemos, mas que existem seus efeitos? Você não acredita em OVNIS, OU FANTASMAS ETC., Mas se há evidências, o que importam as nossas crenças? E evidências são apenas aquelas que “admitimos como tal” NAS NOSSAS RESPECTIVAS PROFISSÕES?
        A inteligência é a energia ou força que “criou o universo”, mas inteligência é de “alguém”, a questão básica é QUEM É ESSE ALGUÉM? Um acaso da natureza? Simples como é.
        arioba

      • Natural, ou na filosofia grega a physis, não tem nada a ver com aleatorio. Natureza é aleatória? Aleatoriedade tem a ver com ausência de padrões. Artificial tem a ver com sintetizado pelo homem. Voce esta fazendo o caminho inverso: se o artificial é sintetizado de modo inteligente a natureza em sua grandiosidade também é, porque ela nao é aleatória. Estas premissas estão erradas e maniqueístas!
        Esta partindo de pressupostos errados.

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