SEXO E TARTARUGAS MARINHAS: NOVO ESTUDO REVELA IMPACTO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, SUBIDA DO NÍVEL DO MAR.

As tartarugas marinhas depositam seus ovos em ninhos subterrâneos onde se desenvolvem sem a vigilância e cuidado parental. A temperatura de incubação varia de acordo com as condições ambientais, incluindo chuva, sol, sombra e tipo de areia afetando as taxas de desenvolvimento, incubação e sucesso na determinação do sexo embrionário. Embora a tartaruga cabeçuda tenha em torno de mais de 60 milhões de anos, a seca, chuvas pesadas e as mudanças climáticas estão afetando o sexo dos filhotes e influenciando o futuro da reprodução. Isto ocorre porque as tartarugas marinhas não têm um cromossomo X ou Y; seu sexo é definido durante o desenvolvimento do ambiente de incubação. Condições mais quentes produzem fêmeas e condições mais frias produzem machos.

As praias de nidificação ao longo da costa da Flórida são importantes, pois produzem a maioria dos filhotes cabeçudas que entram no noroeste do Oceano Atlântico. Crédito: Florida Atlantic University

As praias de nidificação ao longo da costa da Flórida são importantes, pois produzem a maioria dos filhotes de tartaruga cabeçuda que entram no noroeste do Oceano Atlântico. Crédito: Florida Atlantic University

Pesquisadores da Universidade Florida Atlantic acabam de publicar os resultados de um estudo de quatro anos de pesquisa na revista Endangered Species Research, sobre os efeitos da temperatura do ninho de tartaruga e das temperaturas da areia e na determinação do sexo.

“A mudança no nosso clima está mudando as tartarugas, bem como, a temperatura de seus ninhos mudam fazendo seus padrões de reprodução mudar”, disse Jeanette Wyneken, Ph.D., professora de ciências biológicas na FAU de Charles E. Schmidt College of Science. “As praias de nidificação ao longo da costa da Flórida são importantes, pois produzem a maioria dos filhotes de tartarugas cabeçudas que entram no noroeste do Oceano Atlântico”.

Tartarugas cabeçudas já estão lutando uma batalha difícil desde que aproximadamente um em 2.500 a 7.000 tartarugas marinhas chega á idade adulta. Uma tartaruga cabeçuda típica produz cerca de 105 ovos por ninho e teria de nidificar mais de 10 estações durante o período de 20 a 30 anos apenas para substituir a si mesma e possivelmente, um companheiro. Se não há machos o suficiente por causa das mudanças climáticas, em seguida, isso irá resultar em um problema terrível para esta espécie.

“Se as alterações climáticas continuar a forçar a taxa de vies sexual em um desacordo ainda maior extremo, vamos perder a diversidade de tartarugas marinhas, bem como a sua capacidade global para reproduzir de forma eficaz. Taxas de sexo para fêmeas já são fortemente tendenciosas”, disse Wyneken. “Por isso que é fundamental entender os fatores ambientais, como temperatura e precipitação e como elas influenciam especificamente as relações de sexo e produção de filhotes”.

Wyneken e sua equipe documentaram as chuvas e temperatura sob a areia, bem como precipitação, temperatura do ninho e relações sexuais em um filhote de tartaruga cabeçuda na praia de nidificação em Boca Raton, localizado no sudeste da Flórida. A temporada de desova, que vai de abril a outubro, foram amostradas de 2010 a 2013. Os pesquisadores usaram os registros de dados da temperatura na areia em três locais e os enterraram em três profundidades diferentes para criar perfis de temperatura da coluna de areia já que acima do nível teria uma influência direta sobre os ovos. Os dados de precipitação foram representados graficamente em sincronia temporal com temperatura de areia para cada profundidade.

As temperaturas dos ninhos foram registradas ao longo de toda incubação. Dados de chuva coletados simultaneamente com o de temperaturas da areia em diferentes profundidades mostraram que chuvas leves afetaram apenas a superfície da areia; os efeitos dos eventos e de precipitação mais pesadas tendem a baixar as temperaturas de areia, no entanto, as flutuações de temperatura foram muito pequenas uma vez que a umidade atingiu profundidades superiores a do ninho.

Perfis de temperatura do ninho foram sincronizados com os dados de precipitação de serviços meteorológicos para identificar o relacionamento com as taxas de determinação sexo. O sexo de cada tartaruga foi verificado por laparoscopia para fornecer medidas empíricas das relações de sexo para o ninho e da praia de nidificação.

“A maioria dos filhotes na amostragem eram do sexo feminino, sugerindo que através das quatro estações do ano a maioria das temperaturas ninho não eram suficientemente frias para produzir machos”, disse Wyneken. “No entanto, no início da porção do assentamento e em anos chuvosos, as temperaturas do ninho eram mais frias e significativamente mais machos chocaram.”

Jornal Referência:
A Lolavar, J Wyneken. Effect of rainfall on loggerhead turtle nest temperatures, sand temperatures and hatchling sex. Endangered Species Research, 2015; 28 (3): 235 DOI: 10.3354/esr00684

Fonte: Science Daily

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