EVOLUÇÃO HUMANA – O RECONHECIMENTO DA FINITUDE COMO ELEMENTO DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL.


O filósofo georgiano Mamardashvili (1990) escreveu que a espécie humana começou quando um indivíduo lamentou a morte de outro. A visão aterradora de uma pessoa morta, com sinais de ação deliberada (um dos grandes temas nas artes rupestres) tem raízes extremamente arcaicas. Esta é a primeira das fontes irracionais do medo; aquele que não é causado por uma ameaça física.

Um novo estudo da Universidade do Colorado Denver mostra que as primeiras práticas funerárias humanos na Eurásia variou muito, com alguns túmulos luxuosos e ornamentado enquanto a grande maioria eram bastante simples.

Um estudo da Universidade do Colorado Denver mostra que as primeiras práticas funerárias humanos na Eurásia variavam muito, com alguns túmulos luxuosos e ornamentados enquanto a grande maioria eram bastante simples.

A evolução da vida em sociedade é entendida como uma sucessão de seleção com efeitos sobre a concorrência (Nazaretyan 2003, 2004). Em particular, o ajuste de um sistema social e de suas tecnologias cada vez mais poderosas geralmente é uma alternativa para a auto-destruição.

Assim que padrões de comportamento deixam de estar em conformidade com condições de mudança tornam-se disfuncionais e alguns dos elementos marginais e faculdades latentes que anteriormente não eram utilizados – mas ainda foram conservados no sistema – podem adquirir um papel decisivo na luta pela sobrevivência: eles formam novas estruturas com controle complementar de mecanismos. Assim, o modelo de sistema da evolução desloca a emergência da sobrevivência em novas formas. Por exemplo, há razões para sugerir que os hominídeos equipados com ferramentas artificiais não deveriam ter sobrevivido por muitos milhares de anos quando divergiram mais e mais de sua condição natural. A questão então é; como que os primeiros hominídeos sobreviveram apesar de seu modo “não-natural” de existência aumentar cada vez mais?

Uma indivíduo primitivo talvez não percebesse ou vulgarmente refletisse sobre a inevitabilidade de sua morte individual. As pessoas no Paleolítico raramente observam a morte natural chegando a terceira idade, mas sim como a maioria das pessoas de sua época; morriam devido a fatores externos, incluindo assassinatos (Diamond, 1999) com disputas de outros grupos, ou sendo predados. Ainda sim, isto não justifica uma certa ignorância sobre sua mortalidade pessoal. Alias, o estabelecimento do animismo não é a principal razão por trás disto, pois, apesar do peculiar quadro de espiritualidade expresso, o contraste entre viver e observar indivíduos mortos é bem compreendido pela mente arcaica como se nota nas evidências deixadas por eles nos sepultamentos elaborados e ritualizados, ou nas expressões artísticas que reflete muito sobre a condição espiritual. De fato, esta parece ser a principal razão da qualidade do pensamento e das figuras de linguagem (a metonímia) específica de grupos caçadores-coletores que não estão dispostos a destacar as relações causais (que se torna necessária ao agricultor do Neolítico). Nossa espécie é inacabada (assim como as outras, pois a evolução é constante e não visa um produto final objetivado) e somente com as necessidades de sobrevivência e reprodução garantidas é que a técnica pode ser cooptada para a expressão artística e espiritual. Em resumo, quando as condições materiais estavam favoráveis a luta pela sobrevivência, é que as condições espirituais surgiram, e são vistas nas paredes de cavernas, nas estatuetas de deusas Vênus e nos sepultamentos elaborados. A “religião” surge desta miríade, e o mito parece ser o seu avô.

Menina Magdalenian é o nome comum para um esqueleto de um início de namoro humano moderno a partir de 13.000 a 11.000 aC, no período Magdalenian. Os restos foram descobertos em 1911 na região de Dordogne, no sudoeste da França em uma caverna de calcário conhecido como o abrigo de pedra Cap Blanc. [1] A descoberta foi feita quando um operário levou uma picareta na face do penhasco no abrigo de pedra, quebrando o crânio . [2] é o mais completo esqueleto do Paleolítico superior na Europa do Norte.

Menina Magdaleniana é o nome comum para um esqueleto humano moderno datado entre 13 e 11 mil anos a.c. Os restos foram descobertos em 1911 na região de Dordogne, no sudoeste da França em uma caverna de calcário conhecido como o abrigo de pedra de Cap Blanc. A descoberta foi feita quando um operário levou uma picareta na face do penhasco no abrigo de pedra, quebrando o crânio. É um dos esqueletos mais completos do Paleolítico superior na Europa do Norte.

Para um observador do Paleolítico, as causas de um evento é o evento que o precede imediatamente (Lévy-Bruhl 1930), e como a morte é geralmente causada por circunstâncias objetivas definidas, o indivíduo certamente não entrava em reflexões silogísticas, tais como: “Todos os seres humanos são mortais; Fulano é humano; Por isso, ele é mortal”.

A ideia da morte pessoal era inevitável e o medo estava ausente em certas culturas Paleolíticas (pré-Neolítico). Até pouco tempo atrás sabia-se que os primeiros enterros individuais com ferramentas e produtos alimentares apareceram nas culturas mustierenses tardias – os últimos estágios do Paleolítico Médio (entre 250 e 40 mil anos), e análises químicas de sítios arqueológicos descobriram sinais de pó de ervas médicas, em túmulos (flores foram colocadas) (Solecki, 1971).

Todos esses fatos são comumente interpretados como evidência de ideia de vida após a morte, em humanos e Neandertais. Quanto ao Paleolítico Inferior (entre 3 milhões de anos até 250 mil anos atrás), nada havia de ferramentas mustierenses e nenhum achado de enterros ritualizados foi encontrado. Alguns arqueólogos especularam algo similar produzido por Homo erectus mas nada muito conclusivo, exceto o domínio do fogo.

No entanto, poucos pesquisadores negam atividades rituais de algum tipo entre os primeiros hominídeos. Crânios com sinais de escalpelamento, pedaços de material de pintura, tijolos de ocre deliberadamente formados e outros achados servem como argumentos indiretos; embora os objetos que possam ser interpretados desta forma são escassos (History, 1983). Há ossos e fragmentos únicos muitas vezes separados. Ainda assim, resultados indiscutíveis confirmam que em certos casos alguns tratamentos complexos foram feitos em cadáveres, e eles se apresentam como sinais de comportamento especificamente humanos, com funerais formalizados, representando um desenvolvimento da consciência, rituais e simbolismo (Mednikova, 2001).

Um achado no famoso na caverna de Zhoukoudian (China) mostra a posição da tíbia de dois Homo erectus e levou os pesquisadores a sugerir seus pés tinham sido amarrados após a morte (Teilhard de Chardin & Young 1933). Isto pode indicar que concepções ligadas a fobias (irracionais) estavam presentes nas culturas de tipos Chellean (Idade da Pedra) e acheulenses também.

Sepultamentos de parentes poderiam indicar um significado para uma vida “mundana”. Por exemplo, Mednikova (2001) interpreta tais enterros rituais como reconhecimento da própria mortalidade. Alekshin (1995) sugere que caçadores Neandertais tentaram trazer seus parentes de volta à vida através de enterros. Enquanto isso, a motivação de todas essas atividades parece ser distintas, e dados arqueológicos com o observações etnográficas podem ser aplicados a um método de reconstrução de indivíduos extintos a partir de vestígios de culturas atuais sobre os mortos para tentar entender o que de fato poderia ter motivado tais sepultamentos elaborados. Por exemplo, é comum em certas culturas realizar culto aos ancestrais mortos há muito tempo; pois acredita-se que suas almas podem ajudar as pessoas a viver, e se houver algum tipo de prejuízo é porque seus filhos têm provocado o seu descontentamento. Mas um parente recem-morto ou um inimigo morto pode tornar-se uma fonte de perigo elevado.

Lévy-Bruhl indica que a interpretação primitiva para parentes recentemente mortos são muitas vezes assumida como mal espírito e com a intenção de ferir aqueles que sobreviveram, e sua alma torna-se exclusivamente malévola. Afinal, a ideia de vingança por ciúmes de uma pessoa morta corre através de rituais funerários da pré-história até os tempos modernos. As pedras em sepulturas da Tasmânia, em múmias egípcia e caixões martelados com pregos para baixo e na civilização atual podem ser evidencias de um único medo atávico (Nazaretyan, 2005).

Métodos de confinamento de mortos em seus últimos abrigos (os chamados assassinatos repetidos) são multiformes. Na Austrália, o pescoço do homem morto era, por vezes, perfurado com uma lança para corrigi-lo para ter um bom encaixe no caixão de madeira oca; os Tasmanianos usavam amarras nas mãos e pernas do cadáver antes do enterro; os antigos espanhóis martelavam o corpo com longas estacas na madeira quando era enterrado.

Atitudes ambivalentes (com duplo significado) com o falecido são também expressos indiretamente na cremação, no canibalismo ritual, e na decapitação de inimigos mortos.

Comer o corpo de um parente morto (“canibalismo altruísta ou endo-canibalismo”) é frequentemente explicado como uma maneira de salvá-lo dos vermes, ou conservar a alma de parentes dentro do grupo. Etnógrafos às vezes alegam que esta prática é uma forma de respeito ao ser morto a fim de se apropriar a sua força e inteligência (Nazaretyan, 2005). No estado Azteca, pratos feitos com carne humana eram considerados iguarias e alimentos apropriados para os aristocratas (Engelhard 1899). A caça de cabeças tornou-se uma atividade especializada. O número de cabeças colhidas poderia demonstrar a bravura do guerreiro e seu status social. Em algumas tribos, um jovem não pode se casar sem ter apresentado a sua noiva uma cabeça (e em algumas tribos, com a genitália) de um homem de uma tribo vizinha.

O sacrifício humano como mostrado no Codex Magliabechiano, Folio 70. Heart-extração foi visto como um meio de libertar a istli e se reunir com o Sol: coração transformado da vítima voa Sun-ward em uma trilha de sangue.

O sacrifício humano como mostrado no Codex Magliabechiano, Folio 70. Extração do coração foi vista como um meio de libertar a istli (fragmento do calor do Sol) e se reunir com o Sol: o coração (tona) transformado da vítima voa até o sol e cria uma trilha de sangue.

Para os Aztecas o canibalismo era um caminho para a consolidação da divindade. Por acreditarem que seus deuses tinham uma fome insaciável por carne humana e que se não fosse suprida o mundo iria acabar, o sacrifício humano se tornou recorrente e custou mais de 20 mil vidas somente na cerimônia de inauguração da pirâmide de Tenochtitlán. As vítimas eram levadas ao topo da pirâmide, deitadas no altar, suas vísceras eram retiradas e seu corpo empurrado escada a baixo. O guerreiro que capturasse tinha direito de beber seu sangue e comer seu coração. Os restos da vítima eram levados ao templo e destrinchados para ser consumido durante a noite. As vítimas assumiam uma natureza divina durante o processo e o ato de ingerir é uma forma de absorver seu poder. Na Índia os Binderwurs se alimentavam dos mortos para agradar a deusa Kali. Algumas tribos da África e América do Norte comiam os corpos de seus inimigos para adquirir suas qualidade, e certificar-se de que o espírito não teria onde se alojar.

A noção de que o crânio é a morada vital da pessoa permanece muito ativa em sociedades de caçadores-coletores como a do grupo Jívaro (Equador e Peru). Quando um guerreiro mata um inimigo em batalha, a vítima é decapitada e a cabeça fervida, seca e preenchida com rochas quentes para aprisionar o espírito reduzindo a cabeça do inimigo a um tamanho mínimo impedindo que o espírito possa se vingar (Hamer, 2005).

Apesar da “caça de crânios” ser presumivelmente difundida em culturas, no caso do Homo erectus pode ser que tenha havido algum tipo de necrofilia compensatória: racionalizada como um motivo primário de algum tipo de medo místico (Nazaretyan, 2005).

Comer ou queimar o corpo de um parente morto impediu-o de prejudicar ou ofender aquele ser que outrora fora vivo em uma prática que é ainda melhor do que qualquer ritual de amarras ou sepultamento. A decapitação de um morto de um inimigo tem uma explicação racional no quadro mágico espiritual.

Neste sentido, a morte não é a não-existência, mas sim uma transição para uma nova forma de existência; portanto, um inimigo morto tem acesso aos poderes terríveis do pós-mundo que vive e torna-se mais perigoso do que um inimigo vivo (Pershits et al, 1994). A fim de lhe negar a chance de vingança, o assassino deve remover a cabeça e submetê-la a procedimentos específicos, que variam entre as diversas culturas primitivas. A decapitação torna-se então um elemento de segurança para o ambiente doméstico. No pensamento animista proíbe-se o roubo ou saque (de objetos, moradias, e até mesmo o território, que pertencia a um inimigo, que irá vingar-se do novo proprietário e, portanto, todos devem ser destruídos), cabeças são muitas vezes troféus em guerras inter-tribo primordiais (Pershits et al, 1994). O ato de “colecionar cabeças” como uma espécie de “consumo de prestígio” é um recurso posterior decorrente do medo primordial do falecido vingativo.

As fontes da necrofobia parecem ser o mais antigo de todos medos e que permanece misterioso em muitos aspectos. Explicações médicas e biológicas não são infundadas e justificam parte dos diversos motivos: pragas produzidas por corpos em decomposição que poderiam ter causado tais práticas, além de ser uma forma de lembrar do falecido. Provavelmente os movimentos das extremidades de um corpo morto causados pelo rigor mortis impressionava muito os parentes, bem como o contínuo crescimento das unhas e cabelos. Ainda assim, nômades em condições de muito baixa densidade populacional poderiam ter encontrado maneiras mais fáceis de evitar essas visões desagradáveis: ao deixar o campo, ou deixando o corpo longe, jogando-o em um penhasco ou em um rio (Nazaretyan, 2005).

Assim, as atividades complexas criadas a fim de privar um cadáver de movimento (como o uso da amarras e sepultamentos), ou para excluí-lo através do canibalismo, cremação ou esquartejamento poderia ser a base para a crença de que a pessoa morta era susceptível de perseguir e prejudicar a vida dos que ainda estavam vivos. Se assim for, é possível concluir que o cuidado com cadáveres, bem como cuidados de parentes indefesos estão entre os primeiros sintomas da “imaginação humana altamente irracional”, e portanto, da formação de culturas espirituais.

De acordo com Lorenz (1981) e observações de seus colegas, os animais podem responder à morte súbita de um membro de sua espécie com posturas de agressão-defesa e outras ações relevantes que não visam o corpo morto, mas a sua proteção de um perigo desconhecido. Ao mesmo tempo, os seres geralmente não protegem a vidas daqueles que estão feridos, indivíduos doentes ou velhos (embora muito debate sobre isto tenha acontecido nos últimos anos) e tal comportamento não faz sentido do ponto de vista biológico: A natureza não precisa do velho.

Biologicamente isto não tem mais sentido, até porque cuidados com os parentes inválido são distintamente descobertos no Paleolítico Médio. Em Shanidar, La Shapeless e alguns outros campos de cultura mustierense os arqueólogos descobriram restos de Neandertais que viveram muitos anos apesar de serem incapazes de caçar, lutar, ou mesmo, alimentar-se. O caso mais comum é do Neanderthal “The Old Man” encontrado por A. e J. Bouyssonie e L. Bardon em 1908 na França, na caverna de La Chapelle-aux-Saints. Estima-se que tenha cerca de 60 mil anos de idade, sofria severamente de artrite e tinha perdido todos os seus dentes. Para ele por ter vivido teria exigido que alguém processasse seu alimento na boca previamente, um dos primeiros exemplos de altruísmo Neandertal (semelhante ao Shanidar I).

Quanto ao Paleolítico Inferior, evidências de cuidados para aleijados e uma necessidade obsessiva para se livrar de cadáveres menos abundantes. Um levantamento de dados (Homo, 2000) contém uma série de fatos arqueológicos, que mostram que alguns indivíduos gravemente feridos continuaram vivendo naquela época também. No entanto, os dados disponíveis são insuficientes para provar de forma confiável uma relação psicológica entre estes dois elementos não naturais da proto-cultura: o medo dos mortos e cuidar dos aleijados indefesos. Até chegarmos a evidência mais abundante, a relação permanece hipotética.

Os paleoantropólogos tem observado que os sinais de atividades rituais e até mesmo artísticos de Homo erectus são pouco confiáveis. Enquanto isso, dois componentes instrumentais da “Revolução do Paleolítico”, refletiu a conversão de objetos do mundo natural em objetos culturais, e estão claramente presentes nos registros. Estes são: a domesticação do fogo e a produção de ferramentas padronizadas. Ambos são, por um lado, consequências e ilustrações causais no desenvolvimento mental dos hominídeos, que passaram junto com a “animação” virtual de objetos inanimados.

Embora o Homo erectus não pudesse fazer fogo, evidências sugerem fortemente que eles aprenderam a controlá-lo. Grossas camadas de cinzas mostram que fogueiras às vezes eram mantidas por milhares de anos. Isso demonstra um aumento sem precedentes das estruturas sociais e mentais necessárias para reter fogo dentro de determinado espaço, para protegê-lo da chuva e do vento (Nazaretyan, 2005).

As evidência de controle generalizado de fogo datam de 125 mil anos atrás. Muitas  evidência para o uso controlado do fogo pelo Homo erectus datam 400 mil anos e tem grande apoio acadêmico com crescente apoio científico (Miller, 2013). Em Koobi Fora (Quênia) há locais que mostram controle de fogo em Homo erectus a cerca de 1,5 milhões de anos, com sedimentos avermelhados que só poderiam ter se formado a um aquecimento de 200-400°C (James, 1989). No sítio de Bnot Ya’akov (Israel) há evidências de domínio do fogo do H. erectus ou H. ergaster em incêndios datados de 790 a 690 mil anos (Rincon, 2004). Algumas re-análises de fragmentos de ossos queimados e as cinzas de plantas da caverna de Wonderwerk apontam para evidências de controle de fogo datados em 1 milhão de anos (Pringle, 2012).

Em Trinil (Java), madeira queimada foi encontrada em camadas que continham fósseis de H. erectus datados de 500 a 830 mil anos, mas como Java Central é uma região vulcânica, a carbonização podem ter resultado de incêndios naturais (James, 1989) e o registro é ambíguo.

A evidência definitiva mais antiga do controle de fogo foi encontrada em Swartkrans (África do Sul) (Renfrew & Bahn, 2004) onde vários ossos queimados foram encontrados entre as ferramentas acheulense, ferramentas de ossos e ossos com marcas de corte de hominídeos (James, 1989). Este sítio também mostra algumas das primeiras evidências de carnivoria de H. erectus. A caverna de Hearths (África do Sul) apresenta depósitos de controle de fogo datados entre 700 e 200 mil anos, assim como vários outros sítios, como a caverna de Montagu Cave (ente 200 e 58 mil anos) e na foz do rio Klasies (África do Sul) datado entre 130 e 120 mil anos (James, 1989).

Na Ásia, a caverna  chinesa de Zhoukoudian apresenta evidências de uso de fogo entre 460 e 230 mil anos. É sugerido pela presença de ossos queimados, artefatos lascados de pedra, carvão, cinzas e lareiras juntamente com fósseis de H. erectus (James, 1989 & Weiner et al, 1998).

Na Europa há vários sítios que mostraram evidência de uso do fogo por versões posteriores do H. erectus. O mais antigo foi encontrado em Faias Pit (Inglaterra), na região Suffolk onde datações por urânio e termoluminescência colocam o uso do fogo em 415 mil anos (James, 1989).

Homo erectus, foram encontrados em 1920 e 1930. Durante esta escavação, mais de 400 produtos de pedra, mais de 700 amostras de ossos de animais e algumas relíquias que carregam sinais de vidas passadas das pessoas tinha sido descoberto até agora.

Fósseis de Homo erectus foram encontrados em 1920 e 1930. Durante esta escavação, mais de 400 produtos de pedra e 700 amostras de ossos de animais e algumas relíquias que carregam sinais de vidas passadas das pessoas foram descobertas. Aqui, a escavação de uma fogueira encontrada na caverna e que demonstra domínio do fogo. Fonte: Kaogu.

Notamos então um grande avanço no domínio do fogo proveniente de Homo erectus e outro claro sinal de aumento da capacidade mental são as ferramentas padronizadas. Childe’s (1944) propõem que estas ferramentas refletem a concepção de um mundo definido, ao contrário do seixo lascado nas peças encontradas na garganta de Olduvai Gorge. Para reproduzir o modelo de objeto de cópia precisamente (as cópias eram idênticas em todos os indivíduos da espécie na África e na China), exige qualidades não-naturalmente desenvolvidas de atenção, memória e outras aptidões mentais, incluindo maior capacidade de abstração e planejamento. No contexto geral; uma evolução pré-social (Nazaretyan, 2005).

Outro ponto em que a morte converge com a estruturação social pode ser estabelecido pelos numerosos episódios investigados de crises locais, regionais e globais provocados pelas atividades humanas em diferentes épocas históricas, criando uma relação sistemática entre três possíveis variáveis: potencial tecnológico, qualidade regulação cultural e sustentabilidade social. O padrão é chamado de Lei de Equilíbrio Tecno-Humanitário por Nazaretyan (2003, 2004) que estabelece que o poder da mais elevada tecnologia de produção e de guerra refinou o comportamento de regulação criando a necessidade da auto-preservação da sociedade.

Resumidamente, isto significa que a sociedade desequilibrada torna-se menos “infalível”, ou, mais vulnerável a massa de estados mentais, humores e emoções dos líderes influentes e outros fatores. A euforia social, um sentimento de onipotência e permissividade junto as crescentes necessidades e ambições, e uma espécie de “catastrofilia” (uma busca irracional por novas vitórias e novos inimigos) levaram a um amplo desenvolvimento da sociedade. Mais cedo ou mais tarde, esse desenvolvimento encontra uma escassez de recursos, com explosões de agressão destruição das bases naturais e/ou organizacionais de existência, e a sociedade se torna vítima de seu próprio poder desequilibrado. Tal como foi o padrão de declínio e destruição de muitos oásis florescentes em civilizações passadas (Nazaretyan, 2005).

E embora o poder destrutivo das armas e densidades populacionais veio aumentando por milênios, o número de vítimas de violência social relacionada com o número total da população não foi contabilizado. Embora atualmente, a humanidade se encontra, segundo Steven Pinker, em um momento de pacificação.

À medida que cálculos deste índice para diferentes épocas e sociedades foram inferidos (usando dados disponíveis e fórmulas especiais), descobriu-se uma tendência de queda irregular no longo prazo; certamente, nós aplicamos ideia “moderna” de matar, embora o próprio conceito varie enormemente em diferentes culturas. Tendo em épocas históricas e culturais remotas na comparação descobriu-se que a diferença nas mortes no Paleolítico em relação a sociedades Pós-industriais (a soma total das vítimas de guerras, repressões políticas e violência todos os dias) atinge duas ordens de grandeza; no caso de uma diferença tão drástica, podemos desconsiderar muitas incertezas em dados empíricos, concluindo um tendência de queda (Social Violence 2005).

Certamente há fatores culturais variáveis, que compensaram a crescente capacidade instrumental para a violência. No entanto, a evidência mais impressionante para esta suposição vem de antropologia comparada. Cálculos comparativos demonstram que os leões (e outros predadores mamíferos fortes dominantes, predadores de topo), em relação à população, matam uns aos outros em uma frequência maior do que os seres humanos modernos fazem (Wilson 1978).

Esta descoberta foi surpreendente não só para os filósofos ou jornalistas que sempre condenaram os seres humanos como o mais agressivo e sanguinário de todas as espécies. Há razões óbvias para esperar um resultado oposto, como a enorme diferença de densidades populacionais e o “poder de matar” entre humanos e animais selvagens. Além disso, predadores intra-específicos são contidos pelo mecanismo de equilíbrio etológico: espécies mais poderosas tem maior poder de matar passam por um enorme instinto de inibição de agressão intra-espécie. Antes desse mecanismo notável ser descoberto por zoólogos profissionais, já havia sido refletido em folclores nacionais, o provérbio Inglês: como o “cão não come cão”, ou o provérbio russo “um corvo não vai bicar o olho de um corvo”. Em condições normais, assassinatos mútuos entre pombas são quase impossíveis; não tendo nenhuma arma mortal espontânea para causar danos uns aos outros, eles não precisam de uma proibição de instintiva de agressão intra-espécie.

Os Homo habilis, primeiros hominíneos a fazer uso de ferramentas, aplicou o uso de pedras lascadas para a pratica da caça ativa. No entanto, os estudos de isótopo de seus dentes tem mostrado que eles se alimentavam principalmente de frutas e vegetais e não eram caçadores (Christian 2004). Se suas ferramentas não foram muito usadas para a caça, muito provavelmente eles utilizavam para raspar pedaços de carne (talvez as peças remanescentes de um predador) a partir de carcaças  (carniceiro), ou, para se defender de predadores, espécies e/ou grupos rivais.

O Homo habilis interferiu com o equilíbrio etológico, criando um novo perigo: a eficácia das armas artificiais que ultrapassou rapidamente a eficácia da sua instintiva agressão de inibição. Presumivelmente, a disparidade deu às pessoas uma sensação de poder ilimitado e uma elevada parcela de conflitos fatais que tornou-se incompatível com a vida (Nazaretyan, 2005).

Alguns grupos conseguiram lidar com o perigo endógeno, enquanto a maioria deles falhou no teste de viabilidade interna. Assim, a fronteira entre animais e proto-humanos foi abordada muitas vezes, mas raramente cruzada (Klix, 1983). Esta pode ter sido a primeira crise existencial na pré-história humana, e a primeira causada pela inteligência altamente desenvolvida na história da vida. No entanto, libertando-se das restrições naturais, a inteligência também carregava dentro de si possibilidades de melhorar os mecanismos de auto-preservação. Isso exigiu regulamentação coletiva artificial de comportamento, indo além dos instintos biológicos. Assim, o resultado da crise foi a formação de culturas primárias e proto-morais. Lembrando que cultura também esta presente em grupos de chimpanzés e podem ser transmitidas, como no caso dos grupos deste primata localizados em Sonso na África.

No caso dos humanos, a agressão foi re-direcionada para outros grupos, que foram tratados como uma espécie diferente. O padrão mental dicotômico “Nós eles” também chamado de “In group e out-group”. Este pode ter sido o primeiro fenômeno psico-social que tem sido exaustivamente discutido pelo historiador russo Porshnev (1974), e as bases para o controle de impulsos naturais: o ódio comum de “estranhos” ajudou a criar solidariedade interna.

Grupos com uma melhor cooperação interna alcançaram maior variedade individual e, portanto, tem vantagens seletivas estratégicas. A seleção natural “clássica” não era tão forte em grupos solitários, mas sim sob tutela coletiva. Nesses grupos, os indivíduos com músculos mais fracos e organização nervosa mais desenvolvida tiveram uma boa chance de sobreviver e produz uma prole. Muitas vezes, eles desenvolveram habilidades que normalmente você não tem o privilégio de adaptação individual: operações complexas preocupadas com a fabricação de ferramentas, controle o fogo, o tratamento de parentes, de informação e de transmissão, comportamento exploratório, grupos de caça de carne e contatos sexuais estavam disponíveis para todos os indivíduos crescerem. Até os fracos, deficientes e feridos poderiam sobreviver, enriquecendo o conjunto de genes, e transmitindo sua experiência acumulada oferecendo a melhor oportunidade para o desenvolvimento e sobrevivência (History, 1983). Comunidades com menor agressão interna acabaram sendo mais viáveis em períodos de aumento na competição do inter-grupo (Nazaretyan, 2005).

Os mecanismos psicológicos de solidariedade interna exigem mais investigação para compreender uma resposta mais satisfatória. Os estágios iniciais da antropogênese (a hominização do homem) ainda são um mistério, mas é possível compreender por que muitos grupos (finalmente, a maioria deles) não foram capazes de cruzar a fronteira da existência natural, e desapareceram: a interferência com os equilíbrios naturais não poderia sair “impune”.

Em primeiro lugar, o medo místico salvou a família Hominidae da possibilidade real de autodestruição. A imagem emocional vingativa dos mortos, restringindo mortes intra-espécies pode ter ajudado a restaurar o equilíbrio agressão/regulação que eventualmente era perturbado, que normalmente é fornecido pela inibição instintiva no caso de animais. Isto permitiu as novas espécies empreender um caminho “não-natural” da existência mediada por ferramentas e cultura.

Em segundo lugar, há grupos que conseguiram sobreviver cuja sua existência não-natural se deu pela imaginação mais desenvolvida. Imaginação é prejudicial para o ser-natural; portanto, ele poderia desenvolver apenas nas condições neutras enfraquecidas sob pressão da seleção natural. No entanto, essa capacidade extraordinária, que tinha sido redundante e principalmente perigosa antes, tornou-se um recurso compensatório na fase de crise.

Em terceiro lugar, o medo da vingança póstuma encorajou os cuidados de parentes indefesos, e apoiado solidariedade coletiva baseada na antipatia comum a estranhos.

13.000 anos esqueletos em vala comum perto do Nilo são mais antiga evidência de violência grupo.

Esqueletos de 13 mil anos em uma vala comum perto do Nilo trazem antigas evidências de violência entre grupos. Fonte: Scientific American.

Para Nazaretyan (2005) as aspirações para escapar dos indivíduos mortos e cuidar dos desamparados (que podem se transformar vingativos se os parentes deixá-los morrer) são motivação sociais nas quais os mecanismos de cultura espiritual se desenvolveram. O desenvolvimento explosivo da imaginação correspondeu à uma patologia estratégica do sistema psico-nervoso, que foi indicado por unanimidade pelos antropólogos, neurologistas e psicólogos. A expansão da psicastenia (uma psicose caracterizada por fadiga mental, que causa depressões, obsessões, compulsões, perda do sentido da realidade e perda gradual da personalidade) e da histéria em indivíduos sugestionáveis foi condicionada pelo distúrbio do equilíbrio etológico natural, como antigos instintos e tornou-se contra-produtivo em certos grupos e indivíduos onde as mentes naturais foram condenadas. Diante das novas circunstâncias radicais, a regulação mental não-natural ganhou uma vantagem seletiva. As conjecturas sobre o papel da necrofobia seriam então  confirmadas se quando a certeza das evidências de ambos medo dos mortos e cuidado para inválido no Paleolítico Inferior foram se tornando disponíveis.

As evidências arqueológicas mais abundantes apontam para uma competição inter-grupo para o nicho ecológico exclusivo e continuou durante todo o Paleolítico. Esta competição resultou na extinção subsequente de espécies e todos os parentes hominídeo. Isso ficou para trás no desenvolvimento; ao mesmo tempo, proporcionou um estímulo para o desenvolvimento duradouro instrumental, estrutural, intelectual e que em certos casos era uma condição indispensável para a sobrevivência (Nazaretyan 1991).

Somente a Revolução Neolítica, que foi uma resposta criativa para o desafio Paleolítico (após o desenvolvimento de tecnologias de caça que tinha conduzido a destruições globais na biosfera) que houve uma transformação profunda nos métodos de economia, pensamento e organização social, permitindo a criação de cooperativas de multi-tribais e dando origem as chefias (Nazaretyan, 2005) e posteriormente aos Estados (Neves et al, 2015).

Nestes novos tipos de comunidades, as pessoas pela primeira vez em sua história aprenderam a encontrar estranhos sem tentar matá-los (Diamond, 1999). Subsequentes, nos 10 mil anos seguintes, as crises complexas, incluindo as globais causadas pela tecnologia e distúrbios têm ocorrido muitas vezes. Na maioria das vezes, eles destruíram os sistemas sociais locais e regionais. Ainda assim, em certos casos, a crise tecnogênica envolvida em uma vasta região com grande variedade cultural, mostrou que os habitantes conseguiram encontrar novas maneiras de sair do impasse.

Os meios de agressão-contenção, aprimoramento e o compromisso social do desenvolvimento sequencialmente aumentou a identificação do grupo. No entanto, ao longo do tempo, eles não poderiam atender o desenvolvimento posterior do instrumental e da inteligência humana que levou as próximas crises antropogênicas. Desde os hominídeos, a humanidade teve de lidar com a crise existencial do Paleolítico Inferior e na evolução contínua mediada por ferramentas, sua vida perdeu suas garantias naturais e tem sido essencialmente condicionada pela adequação cultural de regulação para o crescimento potencial tecnológico.

Os organismos sociais incapazes de adaptar sua regulamentação cultural ao seu poder tecnológico cresceram e foram sucessivamente descartados. A questão então é; como poderia a sociedade humana, tendo perturbado os equilíbrios naturais, desde o início, e, progressivamente, divergido da condição natural (selvagem), ainda manter a sua viabilidade? A resposta parece sugerir que os seres humanos até agora conseguiram adaptar progressivamente os seus valores e normas da atividade ao seu poder tecnológico cada vez maior.

Assim, tudo indica que nossa história social mostra como a agressividade crescente (devido o aumento da densidade populacional), juntamente com o aumento do nosso poder destrutivo, causou sempre novos desafios para a existência humana, e claro, como essas crises dramáticas e catástrofes se reuniram no desenvolvimento de culturas espirituais após as condições mais basicas da humanidade terem sido satisfeitas. Em uma mão, surgiram as estruturas sociais refinadas, com uma universalização de algumas relações básicas e, por outra, multiplicaram impulsos agressivos em atividades socialmente aceitáveis e criativas que aumentaram as oportunidades de co-existência (Nazaretyan, 2005).

A imagem de inimigo comum permaneceu nos principais meios para a solidariedade política, e o temor da pena divina (medo dos deuses) serviu como o principal fator de regulação moral. Ambos obviamente voltados para fobias primordiais. Neste meio dando origem a forças divinas, deuses, mitos e formas alternativas de lidar com o medo da morte podem ter favorecido a organização social.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Psicologia, Morte, Luto, Evolução Humana, Homo sapiens, Homo erectus, Homo habilis.

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