VOCÊ PODE EXPLICAR SUAS ESCOLHAS MORAIS?

Um novo estudo revela “cegueira de escolha” quando se trata de crenças morais.

Pesando escolhas morais é mais resistente do que pensávamos

Pesar em escolhas morais é mais difícil do que pensávamos.

Não é nenhum segredo que as pessoas nem sempre podem explicar as suas escolhas morais. Em um fenômeno chamado de “perplexidade moral”, por exemplo, as pessoas vão ardentemente insistir na imoralidade de relações sexuais consentidas entre irmãos, quando eles não podem sequer articular uma razão válida. Por outro lado, às vezes as pessoas podem explicar suas escolhas morais… mesmo quando elas não são próprias.

Em um artigo publicado esta semana na revista de livre acesso PLoS ONE e coberta pela Nature News os pesquisadores Lars Hall, Peter Johansson, e Thomas Strandberg habilmente enganaram pessoas em aceitar opiniões morais que não foram delas mesmos, e fizeram justificá-las também.

O artigo relata dois resultados surpreendentes. Em primeiro lugar, mais de dois terços dos participantes não perceberam quando uma posição moral foi aprovada. Eles acabavam apresentando de volta como se fosse sua própria concepção, com o mesmo significado, mas invertida. Os autores chamam isso de “cegueira de escolha.” Em segundo lugar, tendo deixado de notar a mudança, mais da metade dos participantes tentaram justificar a posição que eles originalmente rejeitaram. Assim, por exemplo, alguém que originalmente havia julgado a prostituição legal moralmente em momentos inapropriados mais tarde viria a ser apresentada com uma classificação sugerindo que elas aceitaram a prostituição legal, e não só deixaram de notar, mas queriam explicar por que a prostituição deveria ser legal.

Enganar as pessoas e faze-las aceitar o oposto das suas escolhas originais é um truque. Os pesquisadores conseguiram-na com a ajuda de um truque. Os participantes preencheram primeiro um questionário indicando o quanto moral eles se concordavam com várias declarações. Por exemplo, uma declaração foi: “É moralmente defensável a compra de serviços sexuais em sociedades democráticas onde a prostituição é legal e regulamentada pelo governo” que foi classificado de 1 (“discordo totalmente”) até 9 (“concordo totalmente”).

Os participantes pensavam que estavam escrevendo em um pedaço de papel comum, mas na verdade escreveu em um pedaço de papel menor removido da página completa que foi dobrado para trás sobre a área de transferência, em contato com um patch pegajoso na área de transferência. Quando a página foi virada para trás, elas permaneceram, mas duas das afirmações reveladas sob o que sobrou foram invertidas. Um participante que tinha dado a declaração acima de 7, concordando moderadamente com a prostituição legalizada, viu agora uma classificação de 7 para a afirmação oposta: “É moralmente repreensível para comprar serviços sexuais em sociedades democráticas onde a prostituição é legal e regulamentada pelo governo. “E quando lhe pediram para explicar a sua classificação, muitos participantes continuaram com o apoio inequívoco para a nova declaração.

Sem título

Hall, Johanssen, Strandberg (2012), PLOS ONE

O que podemos aprender a partir desta artimanha criativa?

Os autores advertem que os inquéritos e outras medidas empregadas na pesquisa psicológica não podem refletir preferências das pessoas “reais” e crenças – afinal de contas, a escolha da cegueira sugere que não é preciso muito para transferi-las.

Mas outra lição pode ser aprendida, a de que as preferências e crenças “reais” não são apenas maleáveis com base em evidências, tanto dentro quanto fora da cabeça. Suponha que você se depare com um velho e-mail de um amigo em que defendem a compra de atum apenas para os golfinhos. Ou suponha que você encontre a sua despensa abastecida com apenas marcas para os golfinhos. É razoável assumir isto como evidência para o que você acredita? Os participantes no experimento estavam em condições semelhantes, com pouca razão para duvidar da autenticidade das provas para as “suas” opiniões demonstradas.

E mais, de forma mais sutil, pode ser que os indivíduos não tenham quaisquer compromissos morais estáveis, mas pelo contrário, talvez tenham compromissos não-morais. Muitas das declarações morais que explicitamente defendemos potencialmente poderiam ser inferidas apenas quando necessárias a partir de uma mistura complexa de pensamentos em nossas cabeças, a observação de nosso próprio comportamento e a dos outros, bem como a situação em que nos encontramos. Essa perspectiva muda quando normalmente pensamos em compromissos morais, e pode ser perturbador para aqueles que desejam o terreno da moral em psicologia como algo amplo, universal, e tangível. Mas também ajuda a dar sentido amplo como interface de princípios morais na confusão da vida cotidiana, por isso muitas vezes envolve quais exceções a esses princípios, princípios ou diferentes conflitos que simultaneamente apoiamos.

Fonte: Psychology Today

One thought on “VOCÊ PODE EXPLICAR SUAS ESCOLHAS MORAIS?

  1. Oi Rosetii, fiquei um tempo sem comentar, mas nas minhas viagens pelo YT brasil, descobri que aquele retardado do canal “Ciencia de Verdade”, o afonso, o maluco que acha que o Pakicetus existye hj, enfim este louco usou “fractais” para “provar” que grupos naturais são uma especie(é da vergonha alheia só de ler), tudo isto só para “provar” a arca de Noé, o pior o canal desse bosto tem 29 K e tem crescido horrivelmente, O pior é que os ditos “direitistas conservadores” estão todos acreditando nas merdas que este sujeito profere.
    Segundo este louco Chelonia é uma especie só. Ou seja, para ele um jabuti piranga e uma tartaruga de couro saõ a mesma especie, o pior é que muitos acreditam nesse merda só porque ele ´ja foi da USP.
    o video em questao em que ele diz que fractais definem especie:

    em 8:06-8:46 ele se refere ao artigo da PloS GENETICS sobre especiação de esgana-gata(lembra? do começo desse ano?)(http://journals.plos.org/plosgenetics/article?id=10.1371/journal.pgen.1005887)
    eu passei para ele tentando refuta-lo num video que ele afirma que especiação nunca foi observada, alem dele excluir meu comment, ele az este video bosta.
    10:52-12:00 ele diz que só exitem: uma especie de galinha, uma de elefante(ignorando completamente o farto de o elefante asiatico ser de outro genero), que só existe 1 especie de urso( o “argumento” que ele usa é se seres humanos tem cores diferentes e são da mesma especie, pelo fractal[sic] ursos são todos da mesma especie), esta aqui vai no minimo te deixar com dor de barriga, ele afirma que só existe 1 especie de borboleta(pode isso Arnaldo?)
    enfim deu pra ver o naipe desse louco, o pior e´que ele esta crescendo MUITO, eu acho que já esta na hora de divulgadores cientificos responderem esse bosta, por que se ele continuar assim, vai virar o novo Nando Moura.
    Enfim ta´tenso o YTBr.

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