O DNA NÃO É COMO UM COMPUTADOR. (Comentado)

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Uma postagem pro-Design inteligente (supõe-se que seja pró-D.I, embora não diga nada que suporte D.I), fez a seguinte alegação:

Desde que a ciência da computação foi um dos meus cursos de graduação, vou dar-lhe uma sólida resposta a sua pergunta. As informações genéticas são armazenadas, recuperadas, processadas e traduzidas pela célula exatamente como um computador trataria a informação digital. Considere o seguinte código digital:

 01001000011000010010000001001000

01100001001000000100110101100001

01100100011001010010000001111001

01101111011101010010000001101100

01101111011011110110101100100001

 

Se você tiver tempo para traduzir o código binário acima, você terá usado o mesmo processo de informação inteligentemente projetado que as células têm usado por bilhões de anos para transformar uma seqüência de A, C, T & G em uma proteína. Aqui estão os paralelos e você verá que eles certamente não são diferentes.

Disco rígido = DNA

Bits = nucleotídeos

Bytes = codons

ASCII table = codon table

Letras = aminoácidos

Palavras = proteínas

 

Um desses sistemas de processamento de informações foi projetado de forma inteligente e o outro é o que usamos todos os dias. Qual é qual? Deve ser fácil ver por que alguns inferem Design Inteligente na bioquímica.

Este post fala sobre o velho boato do D.I de que o DNA é como um computador, ou DNA é como código de computador ou que o DNA é como dados em um disco rígido. Tanto faz. Vamos dispensar isso agora.

Em primeiro lugar, o argumento por analogia sempre falha. As analogias são uma ferramenta de ensino. Eles são para descrever um conceito difícil para alguém que não tem experiência com esse conceito. Ao relacionar esse conceito com algo que eles já entendem, então eles podem começar a ver como esse conceito funciona.

Para um estudante de 5ª série, eu faria a analogia de que o DNA é como um modelo. Ele informa as células como fazer proteínas. Eu nunca usaria esse “DNA é como um diagrama” como analogia em uma discussão com alguém que tenha a menor idéia sobre o que realmente é o DNA. Isso é como (trocadilhos) ir até um engenheiro automotivo e dizer que os carros são como cavalos e buggies, e é por isso que seu último modelo é uma porcaria.

É discutível que o DNA seja informação digital. Verdade, o DNA é feito de nucleotídeos (que são um bit importante) ligado a uma espinha dorsal comum feita de açúcar. Esses quatro nucleotídeos poderiam ser descritos digitalmente usando dois bits. Devido à notação binária (como notação decimal, exceto com dois valores possíveis em vez de dez), dois bits podem representar 4 coisas. Neste caso, os quatro nucleotideos de DNA: A, T, C e G.

Então, se você vê alguém usando esse argumento e descrevendo o DNA usando 4 bits, então você está livre para chamá-los de ignorantes e de ter conhecimento zero de DNA ou bioquímica. Aqui está o porquê.

Sim, 4 bits cobrem os 4 nucleotídeos para o DNA. Mas você precisa de mais um pouco para incluir RNA, que, como todos sabemos, pode atuar como uma enzima para alterar o DNA. Então, isso é muito importante.

Mas o DNA é muito mais detalhado que isso. Precisamos de um pouco mais para cobrir a metilação. Basicamente, a molécula com o nucleotídeo é alterada quando tem um grupo metil ligado a ela. Isso pode ter uma variedade de efeitos, incluindo paradas de síntese e tantas outras coisas. Então temos que considerar isso. De fato, existem mais de 100 alterações químicas conhecidas que podem ocorrer para vários nucleotídeos. Cada um sendo presente ou não, então precisamos de 100 bits (mínimo) para lidar com isto.

O verdadeiro truque ao lidar com o DNA como informação digital é que as peças de DNA não são tomadas isoladamente. Toda a molécula gigantesca que é uma cromatina de DNA interage com si mesma e com outras cadeias de DNA. Ele se dobra em torno de uma molécula de histona (a maior parte do tempo) e certas porções de DNA são mais propensas a estar em determinados locais sobre as moléculas de histonas. Isso pode ter um efeito sobre como o DNA é copiado, traduzido e mutado. Assim, nosso modelo digital tem que explicar isso. Ah, e há vários tipos de histonas também.

Em seguida, mesmo as histonas podem ter anexos moleculares (pelo menos dez) e que tem um efeito sobre o DNA também. Por exemplo, a acetilação (que é como a metilação, mas com um grupo acetil) de certas histonas pode alterar a competência transcricional. Então, temos que considerar isso.

Depois, há todos os tipos de outros efeitos que não podem ser tomados isoladamente. Existem alelos que causam mutação em outros alelos (e eu só aprendemos atualmente, e é impressionante!). Assim, tomado por si mesmo, os nucleotídeos de um alelo podem ser relativamente simples de modelar digitalmente, mas quando combinados, dois trechos de DNA podem ter efeitos marcados um sobre o outro.

Então, é claro, precisamos falar sobre os efeitos relativos de vários efeitos mutacionais em pedaços de DNA. Algumas áreas do DNA são muito mais propensas a mutação do que outras. Isso é afetado por tudo que eu mencionei sobre e muito, muito mais.

Qualquer modelo de DNA que tente falar sobre todo o DNA, mas não inclui nem mesmo um par desses efeitos, simplesmente não vai funcionar. Honestamente, eu gostaria que os proponentes do D.I se esforçassem. A tecnologia da informação é um campo crescente em bioquímica. Ele está sendo usada por vários cientistas para explorar o DNA. Não por defensores do D.I, o que é estranho, mas por outros cientistas.

Neste ponto, estamos em centenas de bits apenas para descrever um único nucleotídeo e, possivelmente, trilhões ou muito mais para descrever suas interações. Honestamente, eu nem sei como abordá-lo. Eu não sou um programador. Eu nem sei se poderia ser difícil codifica-lo assim. Grande parte da interação depende de tantas outras coisas. Uma célula não é uma coisa isolada, mesmo um organismo unicelular tem entradas e saídas no ambiente.

Até onde sei. Não podemos nem mesmo modelar o dobramento de proteínas muito bem e o DNA tem ordens de magnitude mais complexas.

Mas a razão de dizer que DNA é digital é discutível porque ele responde a entradas analógicas. A quantidade de um hormônio na corrente sanguínea determina a resposta do DNA. Isso é o que acontece em tudo, de formação de membros a bocas. Nós temos uma extremidade na porção superior e uma extremidade na porção inferior. Não porque a extremidade da cabeça é um digital 1 e o final da ponta é um 0 digital, mas porque há um gradiente de níveis de hormônios com é maior na extremidade da cabeça e lentamente reduz até chegarmos à extremidade final.

Peganfo emprestado liberalmente a resposta de Doc Bill (a maioria do que se segue é uma versão editada) sobre este assunto também.

As informações genéticas não são de forma alguma armazenadas, recuperadas, processadas ou traduzidas pela célula como um computador trataria a informação digital. Não há CPU, por exemplo. A CPU armazena instruções operacionais básicas que informa o que ele pode fazer, logicamente falando. Coisas como AND, XOR e outras funções de lógica e cálculo são herdadas na CPU. Não tanto com a célula, que deve criar as coisas que trabalha para fazer as coisas. Da mesma forma, não há “dados” versus “instruções” na célula. Tudo pode ser ambos.

Células e DNA não funcionam em passos discretos (removendo ainda o aspecto digital). Em qualquer momento em uma célula, centenas (se não milhares) de alelos podem ser lidos, copiados, reparados ou alterados. Dezenas de fitas de RNAm são produzidas e sendo lidas simultaneamente. Não há um computador pseudo-simultâneo, que funciona tão rápido, que não podemos perceber os passos, mas na verdade ao mesmo tempo (também tão rápido que não podemos perceber os passos). Em dois pares de bases por segundo, levaria 95 anos para copiar seu DNA. Cada célula do seu corpo pode fazê-lo em 8 horas.

Fica pior. Os computadores escapam do código. Se alguém argumenta que o DNA é esse código de computador, então eles não entendem como o DNA funciona.

Faça uma mudança em um código de computador e toda a coisa provavelmente falha. Fazer uma mudança em um código de DNA e você pode fazê-lo correr melhor. A mudança, provavelmente, não terá qualquer efeito em tudo (o que com regiões não-codificantes e a natureza resiliente do nosso sistema de construção de proteínas). O DNA pode reparar o seu código (às vezes). DNA pode ter código de sistemas completamente diferentes (vírus) inseridos e se sairá perfeitamente bem, a menos que o vírus mate o organismo, mas o DNA vai funcionar até que o resto da célula fique sem combustível.

O DNA pode ser reorganizado em matéria e não pode ter efeito no sistema. Cromossomos podem combinar (como aconteceu em nossos ancestrais após nos dividirmos da linhagem dos chimpanzés) sem efeitos nocivos. Os genes podem ser movidos para diferentes lugares em outros cromossomos sem efeitos nocivos (contanto que a coisa toda se moveu). Obrigado Doutor.

Eu tenho tentado (através de várias iterações) descrever o que um computador que agiu como uma célula seria, mas simplesmente não posso. Não faz sentido na linguagem de computador. Esta é a minha melhor tentativa.

Há um disco rígido. Não há CPU. Não há arquivos. Sem imagens, sem aplicativos, sem dados, não executáveis. Há apenas bits na unidade. Agora, alguns desses bits podem fazer com que o computador faça algo. Mas eles só reagem a certos insumos. Se o computador ficar muito quente, alguns bits da unidade serão lidos por outros bits da unidade e produzirão bits que fazem outras coisas para outros bits da unidade. Isso não é aleatório, porque cada bit é afetado (ou não) por sua posição na unidade, quais outros bits estão ao seu redor e como a unidade é construída (ocasionalmente muda de forma). Às vezes, pedaços inteiros de bits são movidos sem nenhuma razão aparente. Às vezes, a unidade se copia em outra unidade (que faz a nova unidade propriamente dita).

Veja como isso é estranho? !!

Assim, enquanto as ferramentas de tecnologia da informação podem ser úteis para lidar com DNA … DNA não é como um computador.

Fonte: Skepticink

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Comentários internos

As pessoas muitas vezes têm dificuldades em entender certos conceitos em ciência. O uso de analogias permite que possamos compreender o funcionamento de determinados processos ou a atuação de determinados mecanismos, mas eles não são correspondentes. Analogias são limitadas a uma aproximação de um fenômeno. David Hume, vai estabelecer o conceito de analogia forte o fraca de acordo com as características que dois fenômenos ou objetos apresentam em comum.

Na época de René Descartes, eminente filosofo que deu toda a base do método científico e do dualismo entre mente-cérebro, o sistema nervoso era visto como análogo a um sistema hidráulico. Este era o modo mais fácil (e didático) de compreender o funcionamento do sistema nervoso, e foi um momento histórico importante da ciência, pois também era o desenvolvimento da mecânica. O que quero dizer é que conforme a ciência avança ela vai observando os fenômenos de acordo com o que ela produz: o sistema nervoso que antes era visto analogamente como hidráulico, hoje é como um sistema que computa dados, como um PC.

Atualmente, vemos o sistema nervoso central e a mente, bem como o DNA como um sistema análogo ao de harware e software. Conceitos, como informação genética desenvolvidos pela tecnologia de informação explicam muito bem como funciona o código genético, mas é um modo didático que reflete apenas o nosso modo de ver o mundo.

Essas analogias utilizadas para compreender e estudar fenômenos genéticos e mentais podem induzir os indivíduos que os estudam a suportar uma proposta teleológica. Isto quer dizer que existe uma tendência das pessoas em transpor limites com base na analogia criando falsas correspondências. Ser análogo significa que certos processos funcionam de forma semelhante, mas não idêntica, e não como um todo. Existe um abismo entre um computador com códigos binários e peças físicas (hardware) que erguem um sistema digital/virtual de atuação e uma molécula de DNA, estrutura molecular, sujeita a reprodução, replicação, seleção e evolução.

Ainda que o autômato de Turing seja um sistema excelente como um mecanismo binário para elaborar um sistema algorítmico para realizar certos cálculos e que explique de certa forma o dualismo mente-cérebro de como a mente emerge de uma estrutura física, isto é uma analogia. Nosso cérebro não é um computador, e a decodificação de informações feitas por um PC é distinta do mecanismo molecular do DNA, embora este último tenha sido utilizado para acomodar informações digitais em experimentos biotecnológicos.

Experimentos como este são sabidamente desenvolvidos por um designer inteligente, o Homo sapiens, mas não devemos fazer o caminho contrário e toma-lo como verdade. Se sabemos que o homem é capaz de guardar o discurso de Martin Luther King no DNA devido a manipulação biotecnológica do DNA, não significa que o DNA foi sintetizado por uma entidade divina, ou que este DNA foi intencionalmente criado. O caminho do homem como criador intencional é sabido, caminho de Deus como criador intencional é acreditado, mas não sabido.

A teleologia é sedutora, mas atribuir intencionalidade em fenômenos é arriscado, pois pode inverter a ordem na qual os fenômenos naturais são estudados, e carregar o indivíduo que as estuda ao obscurantismo da intencionalidade e da metafísica.

Darwin, ao elaborar a teoria da evolução desconstruiu uma série de dogmas que haviam sido erguidos ao longo de séculos de estudo. Darwin desconstruiu a ideia de Scala naturae em que o homem seria o topo de uma criação divina; diluiu a ideia de fixismo e essencialismo das espécies, e a intencionalidade da criação das espécies: mostrando que as variedades de uma espécie e a diversidade da vida são fruto de um processo natural, não-direcionado (mas ainda sim algorítmico) correspondendo a uma única árvore da vida em que cada ramo esta relacionado historicamente.

Darwin pôs a pedra da lápide sobre o túmulo da teleologia. Mas a teleologia não esta morta, porque sabidamente somos capazes de reconhecer que alteramos e sintetizamos artificialmente organismos vivos. A biotecnologia, a edição gênica, a transgênia/cisgênia é bastante discutida e sofre com manifestações justamente porque designer inteligentes interferem diretamente na constituição genética das espécies. Portanto, a teleologia está presente no nosso dia a dia: em nossas ferramentas, nossas decisões, nossas casas de tal forma que fica difícil imaginar que um fenômeno natural possa não ser guiado. E por esta mesma razão que deuses foram erguidos para explicar porque há trovões (a fúria), porque há dilúvios, e porque as pessoas morrem (desobediência).

Tudo, desde a vida até a morte, virou um cenário de controle absoluto de intenções dadas por entidades que estão acima de nós. Isto se manifesta de formas diferentes em cada uma das doutrinas religiosas. Ao que parece, estamos fadados a projetar em Deus certas intenções porque nós somos bem ou mal-intencionados.

Há uma passagem feita pelos teleólogos que não corresponde aos fatos. Uma ferramenta criada por um homem primitivo carrega traços de sua intencionalidade. Ao estudarmos uma ferramenta lítica encontramos traços, cortes e restos de pólen, sangue e estrias que demonstram que determinada rocha foi moldada e lascada para servir como instrumento de corte: ela foi projetada/trabalhada para algum propósito. Sabemos que aquela peça foi desenhada para desempenhar uma função: como podemos atribuir que um Universo todo, ou uma célula foi criado intencionalmente por um indivíduo/força antes de nossa existência sendo que nossa experiência de intencionalidade parte exclusivamente de nossas intenções?

Esta questão de um milhão de dólares esbarra em uma série de complicações: a primeira é que trata-se de uma questão metafísica, pois usa como recurso uma entidade que esta fora do plano material, e portanto, crê-se que exista; a segunda, é que tal recurso metafísico não pode ser respondido pelo método científico porque foge do sua competência, e porque não é objetivo da ciência estudar Deus e sim os fenômenos do Universo.

Esta é uma complicação que há quando a intencionalidade da criação humana é projetada para um Criador universal: Deus acaba sendo feito a imagem e semelhança do homem.

A teleologia existe, nossos experimentos e manipulações da matéria demonstram isto, e portanto, que os únicos designer inteligentes que sabemos com certeza que existe é o Homo sapiens. A teleologia aplicada a criação do universo da vida, ou de sistemas biológicos é meramente uma especulação baseada em fé, portanto religiosa e metafísica.

É tentadora a ideia de teleologia no mundo da espécie humana: a consciência á dada a capacidade de perceber a si mesmo como projetista. No mundão das ciências biológicas, parte do trabalho do profissional é categorizar as espécies: eucariotos/procariotos/archaeas, proteínas/enzimas, DNA/RNA, Vírus/Príon, Vertebrado/invertebrado…. e todas estas categorizações vão ser baseadas em critérios. Quando Carl Linnaeu aprimorou o sistema de classificação da biologia, ele ainda era guiado não pela semelhança, mas pela constituição biológica: uma visão essencialista.

Acima uma borboleta vice-rei (Limenitis archippus) e no meio e abaixo são monarcas (Danaus plexippus)

Acima uma borboleta vice-rei (Limenitis archippus) e no meio e abaixo são monarcas (Danaus plexippus).

A borboleta monarca Danaus plexippus e a vice-rei Limenitis archippus eram classificadas em grupos distintos devido as diferenças sutis em sua estrutura ou formas embrionárias. As pessoas consideram as aparências como critério na classificação dos seres vivos, e parece que seres vivos que descendem de um ancestral em comum compartilham uma mesma essência. Darwin lutou contra isto, pois este tipo de pensamento defendia que se há um ancestral comum havia uma essência comum compartilhada, caso contrário, levado no outro extremo, seria visto como um fixista (não há ancestral comum porque as espécies são imutáveis).

O essencialismo é um argumento claramente criacionista, pois beberia da visão de William Paley, de que as formas de vida e seus sistemas biológicos complexos foram projetadas para certos papeis ecológicos tal como relógios foram projetados (em suas engrenagens) por relojoeiros. Paley bebe da intencionalidade humana e projeta esta para Deus, ignorando que um organismo vivo e um relógio correspondem a uma analogia fraca porque relógios não tem descendência com modificação, por exemplo, além de outras características que os distinguem biologicamente.

A vida não é um artefato, porque artefatos são objetos moldados com uma finalidade, e não podem ser definidos segundo sua forma ou constituição, mas apenas pelo que podem fazer e pelo que alguém deseja que ele faça. No plano biológico, se a vida fosse projetada com finalidades específicas por um Criador, como constataríamos isto? Como lidar com o fato de que estruturas biológicas podem ser explicadas a luz da evolução e, portanto, de mecanismos naturais?

Em um plano filosófico, se a vida foi projetada intencionalmente como um artefato com finalidades pré-definidas não haveria espaço para o livre-arbítrio e não seriamos nós, capazes de determinar quais são nossos objetivos de vida.

Daniel Dennett destacou que nossa mente adota uma postura de design quando lida com artefatos, complementando sua postura física para objetos, como pedras e sua postura intencional para mentes criarem funções a ela. O fato é que nossa mente explica o comportamento de outras pessoas segundo crenças e desejos pessoais que temos, uma vez que o comportamento das pessoas é determinado também por suas crenças e desejos. Assim entendemos as intenções das pessoas que conhecemos, e usamos estes mesmos mecanismos para um Criador, com atributos, personalidade e intenções claramente humanas. Humanizamos Deus!

Se os comportamentos humanos são melhor compreendidos através desses desejos e crenças e não partir de gramas e volts faz sentido perceber que as intenções supostamente criativas de um Criador nada mais são que desejos fundados em nossas crenças, e não no que sabemos…. mas apenas no que acreditamos saber. Não somos capazes de saber se tudo é criação porque, novamente, nossas intenções nos confundem. A jornada erguida pelos teleólogos do criacionismo simplesmente está fadada ao fracasso quando erguidas como justificativa científica ou filosófica.

Tudo isto apenas indica que as coisas que denominamos de “adaptativamente complexas” refletem apenas coisas que a nosso ver, não podem ter evoluído de nenhum outro modo, além da seleção natural. Em contraste, aquelas que os teleólogos do design inteligente denominam como “irredutivelmente complexas” refletem apenas coisas que, segundo nossas crenças e desejos, não poderiam ter evoluído.

Darwin não inventou os fatos a serem explicados, ele apenas forneceu a explicação: o fato é, tigres e gatos domésticos apresentam 95,6% de semelhança genética assim como chimpanzés e humanos apresentam aproximadamente 99%. Diante das evidências fósseis, morfologia e anatomia, as evidências genéticas (factuais, uma vez que somos semelhantes no nível anatômico e no que determina nossos organismos, o DNA) apontam para um relacionamento filogenético (explicação). Por esta razão existe a necessidade dos criacionistas alterar e selecionar os fatos que mais convém as crenças e desejos. Portanto, a classificação feita por criacionistas (baraminologia) é baseada em crenças, desejos, fatos escolhidos, teleologia e posturas teleológicas. O resultado é o que o texto acima desmistificou. Na classificação baraminológica dos criacionistas, as semelhanças genéticas entre felinos é explicada por um baramin pós-arca em comum de 4 mil anos, mas os 99% de semelhanças genética entre humanos e chimpanzés é ignorado, pois os fatos não convém a crença pré-definida. Ad hocs então entram em jogo, fundados em argumentos bíblicos e não científicos.

Consciência e intencionalidade estão próximas. Somos conscientes do que tencionamos e estes fenômenos da mente são causados por informações processadas por nós. Quando um criacionista diz que uma estrutura é complexa demais para ter evoluído, ele descarta o processo evolutivo com o pobre argumento de que evolução é aleatoriedade. Ele descarta que a seleção natural faz o papel de um relojoeiro-cego, e que a partir de um sistema algorítmico (mutação, variabilidade, herança, pressão seletiva) uma dada variedade (ou design) pode ser selecionado sem um Designer. Este processo algorítmico esta presente tanto em seres complexos como macacos onde as mutações ocorrem, onde há variabilidade genética, onde há descendência com modificação e pressão seletiva; até os primeiros passos da vida, onde a primeiro replicador apresentava variações em seus blocos moleculares rudimentares, gerando variações que seriam herdadas nos replicadores da geração seguinte que estão sujeitos a processos de seleção.

Tanto faz, replicadores e macacos consomem materiais para fazer copias de si e energia para se replicar. Replicadores e macacos viveram (e vivem) em um mundo finito, portanto haverá competição pelos recursos, variações se farão presentes, as descendências que recebem estas variações ficarão a mercê da seleção natural, que fará o seu papel usando fenótipos para selecionar genótipos que favoreçam a luta pela sobrevivência e punirá com a morte informações genéticas (usando a analogia com computadores) corrompidas. A seleção natural atua como o Demônio de Maxwell impedindo o aumento da entropia da informação.

Assim, macacos e replicadores tem design devido a processos naturais, sem intenções pré-determinadas, mas também não-aleatórios, e sim algorítmicos. A seleção natural não é aleatória, ela está presente, basta estar vivo: as mutações e ela são os motores dinâmicos da evolução. Assim, a complexidade da vida não é resultado da intencionalidade de um Criador ou da aleatoriedade.

A vida (seja lá qual for sua definição), muitas vezes é comparada a máquinas, mas são apenas analogias, e sua complexidade é um design funcional adaptativo, pois a matéria não tem intenção nenhuma de se organizar para se transformar em uma alface, um macaco ou em um sipunculídeo. O problema da intencionalidade também emerge da ideia de que as necessidades dão a impressão de originar as próprias soluções. Se nossa espécie tem um cérebro selecionado e moldado pela seleção natural de modo a achar óbvio tais problemas, ao mudar a mente os problemas são mudados, e o óbvio deixa de ser óbvio. Nossas necessidades levam a soluções inteligentes e intencionalmente favoráveis a solucionar nossos problemas. Porém, as necessidades de uma espécie são sanadas por seus mecanismos biológicos. Caso haja uma mudança drástica no ambiente, talvez a espécie não tenha recursos e mecanismos biológicos suficientes para sobreviver. Se elas sobrevivem, não será pela misericórdia de Deus, mas pela vantagem adaptativa em relação aos concorrentes. Uma ou algumas variedades talvez sobrevivam.

 Os desejos e crenças entram em jogo quando falamos de solução diante de necessidades. O conteúdo desta crença e dos fatos moram em esferas distintas que os negacionistas da teoria da evolução não entenderam: ou rejeitam na tentativa de engalfinhar pessoas a sua causa anti-evolução.

Existe uma diferença entre a frase “Há Centauros pastando no gramado da UNICAMP” que é sabidamente falsa, e a frase “Marcos acredita que há Centauros pastando no gramado da UNICAMP”, preposição que pode ser verdadeira, já que Marcos pode realmente acreditar nisto.

A mesma necessidade surge para “As estruturas biológicas foram criadas por um projetista inteligente, como informa a ciência”, que é falso até que se justifique a partir de dados empíricos. Mas a ideia de que “Marcos acredita que estruturas biológicas foram criadas por um projetista inteligente, como informa a ciência”, é uma afirmativa que pode ser verdadeira, porque Marcos realmente tem fé nisto, embora nada tenha publicado cientificamente sobre isto. A teleologia pode se apresentar como solução a uma necessidade de explicar o mundo: solução esta mediada pelos desejos e crenças, não pelos fatos e evidências.

Como saberíamos que as estruturas biológicas podem ter sido criadas por uma entidade? Sempre desafiei os criacionistas com uma pergunta simples: como saber se o carro que passou na poça de água e espirrou lama no pedestre na calçada, o fez sem querer ou intencionalmente?

Neste caso, a analogia sabidamente parte de um agente causador do fenômeno (o motorista). Se partimos da ideia de que este motorista existe, como podemos saber se ele jogou lama intencionalmente no pedestre ou se na verdade há uma falsa relação entre o fenômeno de jogar a lama e a intenção?

Da mesma forma encontramos o problema na inteligência artificial: Como faríamos para saber se o grau de singularidade (quando uma máquina chega no mesmo patamar cognitivo de um humano) alcançou um ponto em que suficientemente ela esteja pensando, tenha o equivalente a uma mente, ciente de sua condição autônoma? Ele poderia estar fingindo uma vez que espelha nossa humanidade e suas intenções sinteticamente. Não há como saber se uma máquina desta mataria um homem por simples repetição mecânica de meros sistemas binários ou se há intencionalidade em matar uma pessoa.

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Apolo e a carruagem.

Em analogia com a ficção científica (que torna mais didático): Como saber se David de “Inteligence Artificial” de Stanley Rubrick realmente tinha emoções? Como saber se Hall 9.000 de “2001: a Odisséia no espaço” era de fato um ser não-autônomo? ou autônomo?

A robótica e engenharia são ciências claramente teleológicas uma vez que os “organismos” cibernéticos são desenvolvidos claramente para funções específicas. Grande parte dos proponentes do Design inteligente/criacionismo são engenheiros e tem uma visão claramente “teleologizada” do mundo biológico, não sabendo separar o que de fato foi projetado para finalidades (pelo homem) e passando a enxergar o mundo como um sistema de engrenagens que supostamente foi projetado para servir de palco a vida, especialmente a vida humana (o que é também antropocentrista). No fundo, esta visão criacionista da mecânica intencionalmente criada por uma entidade para coordenar o Universo não é nada diferente da mitologia grega, onde Apolo (ou Hélio) conduz uma carruagem puxada por cavalos luminosos atravessando o céu para chegar, à noite, ao oceano onde os seus cavalos se banham.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Teleologia, Intencionalidade, Design Inteligente.

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Referências

Pinker, S. Como a mente funciona. Ed. Compania das Letras. 1998
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5 thoughts on “O DNA NÃO É COMO UM COMPUTADOR. (Comentado)

  1. Mais um caso de discussão tão superficial, quanto inútil e supérflua entre dois “religiosos fanáticos” nas suas respectivas religiões (religião não é igreja): Rossetti e o “autor da postagem” que não é mencionado. São como dois caras olhando para uma mesma nuvem de pontos diferentes, um vendo “um elefante” outro uma “bicicleta”, e convictos de suas próprias “visões”, sequer percebem que estão falando de uma mesma nuvem, que sequer sabem o que é.
    Estamos falando de Seres-vivos, algum dos dois sabem dizer o que é um “ser-vivo”? E cada bosteja o que “acha” ou defende o “outros” acharam?
    Falando da “analogia”, o homem faz “artefatos” que são “organismos” que de fato são “similares ou análogos” a organismos que existem na natureza. Sabe por que, sr. Rossetti, não é por mera coincidência?, É QUE PARA FUNCIONAREM, TODOS TÊM QUE ATENDER MESMAS LEIS, e não são por “acaso”, como é a “seleção natural” dos evolucionistas, que isso acontece. É por existem leis que têm que ser cumpridas, simples como é. Então, são “anágos” porque atendem as mesmas leis, dá para entender?
    E aí do “púlpito de teólogo que contesta a teologia”, o Sr. Rossetti explica como a “religião é diferente da ciência”. De saída, confunde religião (acervo de conhecimentos humanos acumulados), com religiosos e instituições religiosas, que são o “homem pensando e fazendo algo”, com ciência (acervo de conhecimentos humanos acumulados, tanto quanto as artes), com cientistas e instituições que são “o homem pensando e fazendo algo”. Apenas é incapaz de eprceber que “cada uma no seu galho”, isto é, que tal o teólogo Rossetti explicar qual é o nicho da religião, da ciência e das artes? E aí diva claro que são todas “convergentes e unívocas”, como a natureza que se torna única através das “diferenças”? O que torna as diferenças unívocas, SÃO AS LEIS. E aí dá para entender o que a postagem diz de forma “parcial e equivocada” que o DNA é como um computador? O cara está errado, O CÉREBRO É QUE É UM COMPUTADOR, o DNA é apenas uma “parte pequena” da célula onde estão armazenados os “desenhos” de um futuro organismo que se tornará vivo (sabe como sr. Rossetti?). É um arquivo de “desenhos” são sofisticado que faz nossa ciência “avançada” parecer uma carriola de mão frente aos artefatos de informática e de exploração espacial.
    Faço um apelo aos senhores “teólogos e cientistas fanáticos”: A VERDADE COM MAIS CERTEZA ESTARÁ PRÓXIMA DAQUILO QUE OS SENHORES POSSAM CONCORDAR, DO QUE DAS BESTERIAS DAS QUAIS DISCORDAM. Que tal acabar com essa bobagem de conflito entre religião, ciência e até artes, E VERIFICAR DE FATO ONDE SÃO CONGRUENTES E CONVERGENTES? E acabar com essa estupidez de “papas seja lá no que for”? arioba

  2. Sr. Arioba disse: “É QUE PARA FUNCIONAREM, TODOS TÊM QUE ATENDER MESMAS LEIS, e não são por “acaso”, como é a “seleção natural” dos evolucionistas, que isso acontece”.
    – Só essa frase já demonstra toda sua falta de conhecimento sobre algo que você quer opinar, a teoria da evolução…em suma, essa teoria já esta mais do que corroborada por diversas evidencias, pois ela é uma teoria cientifica assim como a teoria heliocêntrica do sistema solar, a teoria da gravitação universal, e a teoria da relatividade geral…ou seja, pra você…os planetas não estão sujeitos a gravidade, assim como nossos GPS’s não deveriam funcionar…maaaaassss…TODAS essas coisas funcionam e são EXPLICADAS por nossas “TEORIAS”!!
    Enfim, reveja seus conceitos, e deixe de lado seu obscurantismo…a teoria da evolução explica ‘apenas’ a ORIGEM DAS ESPÉCIES POR SELEÇÃO NATURAL.

    • Sr. Marcelo, na realidade não estou “opinando” sobre a teoria da evolução, ESTOU CONTESTANDO. O fato de uma teoria estar “mais do que corroborada”, não quer dizer que não seja falha. SABE, ARISTÓTELES EMITIU SUA TEORIA DO GEOCENTRISMO, E DUROU 2 MIL ANOS PARA ALGUÉM MOSTRAR QUE ELE ESTAVA ERRADO, confundia “cair para a Terra”, com “haver atração mútua”. Ele tinha recursos para “ver” isso? Darwin tinha recursos para ver o “que seja o ser-vivo”? Vc conseguiu definir o que “entende” por ser-vivo? Teorias e doutrinas não são “verdades”, são no máximo, presunção delas, E QUANTO PODEM SER PROVADAS. E todos seus conhecimentozinhos sobre gravidade etc. (sabe dizer o que seja a gravidade?) mostram que confundimos o que podemos ver, COM O QUE O PODEMOS IMAGINAR. Darwin “viu” organismos vivos, E CHUTOU SUA TEORIA DA SELEÇÃO, teria como ver o “ser-vivo”, e não apenas o “organismo” enquanto vivo? ELE FALOU DE ALGUM ORGANISMO MORTO? E quando morrem, NÃO SÃO OS MESMOS ORGANISMOS MATERIAIS, vivos antes, e mortos depois? QUEM SABE O SENHOR PODE MELHORAR A “TEORIA” DE DARWIN? arioba

      • “Sr. Marcelo, na realidade não estou “opinando” sobre a teoria da evolução, ESTOU CONTESTANDO.”
        – R: Na verdade não, é apenas uma opinião mesmo…você pode contestar teorias cientificas (e até refuta-las!!!), mas pra isso terá que apresentar essa ‘refutação’ em artigos científicos, disponibilizar essa refutação aos pares, e depois publica-la, derrubando qualquer que seja a teoria que pretenda ‘derrubar’!

        “O fato de uma teoria estar “mais do que corroborada”, não quer dizer que não seja falha.”
        – R: Exatamente, mas é pra isso que existe o método cientifico, pode ser sim contestadas, desde de que…apresente as evidencias em artigos científicos com peereview!
        Veja o que aconteceu com a teoria da gravidade de Newton depois de Eisntein!!

        “SABE, ARISTÓTELES EMITIU SUA TEORIA DO GEOCENTRISMO, E DUROU 2 MIL ANOS PARA ALGUÉM MOSTRAR QUE ELE ESTAVA ERRADO”
        – R: E foi somente com ‘opiniões’, ou tiveram que apresentar EVIDENCIAS?!?
        (quem sabe agora você entenda…)

        “Darwin tinha recursos para ver o “que seja o ser-vivo”?”
        – R: E mesmo sem esses recursos ele mostrou que estava certo…assim como Einstein!! (as evidencias corroboram suas teorias!)

        “Vc conseguiu definir o que “entende” por ser-vivo?”
        – R: Já…esta respondido…mas provavelmente você ignorou…viu como você prefere o obscurantismo?!
        As pessoas lhe mostram o caminho, lhe mostram as evidencias, mas você ignorantemente prefere suas crenças infantis.
        Essa é a diferença entre cientistas e crentes…me mostre uma única evidencia do seu ‘projetista inteligente’ e eu mudarei de opinião…(mas lembre-se: EVIDENCIAS!!)

        “Darwin “viu” organismos vivos, E CHUTOU SUA TEORIA DA SELEÇÃO”
        – R: E veja que esse ‘chute’ é a base de toda nossa biologia moderna…todo nosso conhecimento de genética CORROBORA esse ‘chute…as vacinas que desenvolvemos hoje tem como base esse ‘chute’!!
        E novamente, sua ignorância no assunto não refuta a seleção natural, apenas demonstra o obvio…sua ignorância no assunto.

        “ELE FALOU DE ALGUM ORGANISMO MORTO?”
        – R: Organismo morto pode se reproduzir?? Pode passar sua informação genética como se estão ‘mortos’?? (viu como seus questionamentos beiram o ridículo??)

        “E quando morrem, NÃO SÃO OS MESMOS ORGANISMOS MATERIAIS, vivos antes, e mortos depois?”
        – R: E o que uma coisa tem a ver com a outra?? Você acha que organismos mortos se reproduzem, sofrem mutações e são selecionados conforme seu habitat?!?? Acho que não né senhor Arioba!! Que tosqueira de pensamento!!Depois que eu digo que é ignorância e insensatez você vai espernear!

        “QUEM SABE O SENHOR PODE MELHORAR A “TEORIA” DE DARWIN?”
        – R: Pra mim, apenas entende-la já é o suficiente…agora tem pessoas que mesmo tendo ela estampada na cara, não consegue enxerga-la!!

  3. A questão não é a falsa analogia mas informação contida na molécula de DNA tem muito mais nuance do que simplesmente um IF, ELSE ou GO TO.

    Em primeiro lugar, já analisaram quantas formas uma sequência de DNA (1,80 de comprimento e se somarmos o quanto temos de DNA e quanto este foi replicado ao longo de uma vida chegaria ao comprimento de 1 ano luz) podem sofrer mutação e a quantidade de mecanismos de reparo. Existem setores que são passiveis de serem mais alvo de mutação e de menos atuação de enzimas de reparo.

    Ainda falando do DNA, a informação genética pode ser misturada, o que temos a recombinação homóloga (sequências semelhantes em até 10%) e não homóloga (de 0 a pouca coisa de homologia). Novamente temos mecanismos envolvendo enzimas que cortam e colam.

    Agora o RNA, vcs sabiam que mesmo eles tendo sido transcritos eles não podem ser funcionais em determinadas células do corpo? O que faz estas serem funcionais. Já observaram que existem splicings que podem gerar versões de proteínas diferenciadas e ter uma atuação metabólica diferente?

    E não somente o RNA que origina a proteína que deve ser levado em consideração mas os outros também. Nestas temos o outro componente do EPIGENOMA.

    As proteínas, o finalzinho do dogma da genética e a molécula tem poucos daltons em comparação as suas anteriores, mas cuja função é visualizada no controle de toda maquinaria gênica e em rotas metabólicas, além de serem autores da maioria da assinatura do que qualquer organismo é.

    Depois desta breve explicação do que consiste os componentes moleculares falo, mesmo se considerar um DNA como um computador vem as perguntas:

    a) Considerando o DNA como se fosse um HD, saberia lidar com todos os algoritmos para que a célula saia de um estágio A para um estágio B?

    b) saberia controlar todas as variáveis para não surgir um código mutante e toda a programação, caso respondida satisfatoriamente na pergunta anterior, se tornasse obsoleta?

    c) Considerando o DNA como se fosse um processador (CPU), teria como, na interação do DNA com uma DNA polimerase ter uma eficiência de leitura superior ao que ocorre naturalmente, levando em conta uma interface artificial?

    Algumas explicações válidas:

    a) quando fizeram tal comparação, em bactérias e leveduras removeram setores e em outros superexpessaram tais setores para ver qual informação forneciam;

    b) Não sintam raiva de Darwin sobre os valores entre felinos acima mencionados, mas sim de Frederick Sanger, ganhador de dois premios nobels, um sobre sequenciamento de proteína e outro do sequenciamento de DNA. Baseado nas descobertas deste que toda bioinformática e biotecnologia moderna agradecem (e obviamente, a biologia evolutiva)

    c) Darwin foi o sortudo que viajou o mundo e constatou que de acordo com a época, um perfil de animais e plantas era característico. Ele descobriu a primeira PENEIRA da evolução chamada SELEÇÃO NATURAL (e esta não origina nenhuma espécie). Mendel descobriu o primeiro mecanismo de como as características eram transmitidas aos descendentes. Existem tantos outros que contribuíram, tanto mostrando mecanismos de peneira ou de produção de variações.

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