NOVA ESPÉCIE DE COPÉPODE – BRASILEIRO SUGERE DIVERSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ESPÉCIES ANTIGAS.

Uma nova espécie de copépode de água subterrânea foi descoberta nas rochosas de campos rupestres em domínios de Caatinga e de Cerrado do Brasil – um ecossistema que sofre de impacto antrópico pesado. 

Imagem de um espécime de macho da nova espécie Eirinicaris antonioi obtida por microscopia eletrônica de varredura (mev). Veja mais. Crédito: Dr. Paulo HC Corgosinho

Após a descrição, o pequeno crustáceo acabou por representar um gênero até então desconhecido. Ele foi descrito pelo Dr. Paulo HC Corgosinho, da Universidade Estadual Montes Claros, Brasil, e sua equipe na revista de acesso aberto Zoosystematics and Evolution.

Antes da descoberta da nova espécie, denominada Eirinicaris antonioi, apenas um gênero de sua subfamília (Parastenocaridinae) havia sido registrado na região Neotropical, o que vem mostrar que as espécies relacionadas já se espalharam por uma vasta gama quando o antigo supercontinente Gondwana se separou.

O novo copépode mede cerca de 0,300 mm e pode ser distinguido por suas características morfológicas, incluindo estruturas sensoriais incomuns na parte traseira do corpo, bem como dimorfismo sexual único.

Os copépodes da família Parastenocarididae são adaptados à vida na água subterrânea, onde prosperam entre os grãos de areia. Estas minúsculas criaturas medem menos de 1 mm, variando entre 0,200 e 0,400 mm de comprimento. Eles podem ser encontrados em vários microbiotopos ao longo de rios, lagos e estruturas feitas pelo homem, como poços cavados ou artesianos. Alternativamente, estes copépodos podem estar associados com musgos e outros ambientes semi-terrestres.

“Esta é a primeira espécie descrita no estado de Goiás, no Brasil Central”, explicam os autores. “Com a descoberta desta nova espécie, nosso conhecimento sobre a distribuição geográfica da família dos copépodes Parastenocarididae está aumentando, destacando-se o grande volume de biodiversidade ainda não descoberta das rochosas de campos rupestres em domínios de Caatinga e de Cerrado do Brasil (formações campestres acima de 800 metros de altitude), que estão sob alta ameaça antropogênica”.

Jornal Referência:
Corgosinho PHC, Schizas NV, Previattelli D, Falavigna da Rocha CE, Santos-Silva EN (2017) A new genus of Parastenocarididae (Copepoda, Harpacticoida) from the Tocantins River basin (Goiás, Brazil), and a phylogenetic analysis of the Parastenocaridinae. Zoosystematics and Evolution 93(1): 167-187. https://doi.org/10.3897/zse.93.11602

Fonte: EurekAlert!

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