AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS TÊM UM IMPACTO MENOR SOBRE A SECA DO QUE O ANTERIORMENTE ESPERADO.

Quando uma seca de vários anos assola o sudoeste dos Estados Unidos, muitos se perguntam sobre o impacto das mudanças climáticas globais sobre as mais frequentes secas. Uma vez que seres humanos emitem mais dióxido de carbono na atmosfera, como é que água da alimentação para as pessoas, fazendas e florestas serão afetadas?

As implicações de plantas que necessitam de menos água com mais dióxido de carbono no ambiente muda suposições dos impactos das mudanças climáticas na agricultura, recursos hídricos, o risco de um incêndio, e o crescimento das plantas, dizem os cientistas. Crédito: © yommy / Fotolia

As implicações de plantas que necessitam de menos água com mais dióxido de carbono no ambiente muda suposições dos impactos das mudanças climáticas na agricultura, recursos hídricos, o risco de incêndios e o crescimento, dizem os cientistas. Crédito: ©yommy/Fotolia

Um novo estudo da Universidade da Califórnia, Irvine e da Universidade de Washington mostra que a água conservada pelas plantas sob condições de alta de CO2 compensa muito o efeito de temperaturas mais quentes, retendo mais água na terra do que o previsto nas avaliações de seca comumente usadas.

De acordo com o estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, as implicações de plantas que necessitam de menos água com mais CO2 no ambiente muda suposições dos impactos das mudanças climáticas na agricultura, recursos hídricos, o risco de um incêndio, e crescimento da planta.

O estudo compara os índices de seca atuais com aqueles que levam em conta as mudanças na utilização da água da planta. Reduzindo a precipitação vai aumentar as secas em todo o sul da América do Norte, Europa do sul e nordeste da América do Sul. Mas os resultados mostram que na África Central e na Ásia temperada – incluindo a China, o Médio Oriente, Ásia Oriental e mais da Rússia – a conservação da água pelas plantas em grande parte vai contrabalançar a seca devido às alterações climáticas.

“Este estudo confirma que a seca vai se intensificar em muitas regiões no futuro”, disse o co-autor James Randerson, professor a Earth System Science. “Ele também mostra que as necessidades de água da planta terá uma influência importante sobre a disponibilidade de água, e essa parte da equação tem sido negligenciada em muitos estudos de seca e hidrologia”.

Estudos recentes estimam que mais de 70% do nosso planeta irá experimentar mais seca com os níveis de dióxido de carbono quadruplicados em relação aos níveis pré-industriais sobre os próximos 100 anos. Mas quando os investigadores representam mudanças nas necessidades de água das plantas, este cai para 37%, com diferenças maiores concentradas em determinadas regiões.

A razão é que, quando a atmosfera da Terra contém muito dióxido carbono, as plantas realmente se beneficiam em ter mais das moléculas que precisam para construir seus corpos ricos em carbono. As plantas absorvem dióxido de carbono através de pequenas aberturas chamadas estomatos que cobrem suas folhas. Mas como eles absorvem em dióxido de carbono, a umidade escapa. Quando o dióxido de carbono é mais abundante, os estômatos não precisam estar abertos durante todo o tempo, e assim que as plantas perdem menos água. As plantas absorvem, portanto, menos água do solo através de suas raízes. Modelos climáticos globais já representam essas mudanças no crescimento das plantas. Mas muitas estimativas de uso futuro e índices de seca padrão de hoje, como o Índice de Severidade de Seca Palmer, que consideram apenas variáveis atmosféricas como temperatura futuro, umidade e precipitação.

“Novas observações de satélite e melhorias em nosso ciclo hidrológico compreensão levaram a avanços significativos em nossa capacidade de modelar alterações na umidade do solo”, disse Randerson. “Infelizmente, utilizando estimativas de proxy do estresse hídrico pode nos levar a resultados enganosos porque ignoram princípios bem estabelecidos de fisiologia vegetal”.

Planejadores terão previsões de seca precisos de longo prazo para projetar o abastecimento de água futuras, antecipar tensões ecossistema, projeto riscos incêndios e decidir onde localizar campos agrícolas.

“Em certo sentido, não há uma solução fácil para este problema, que é ter como criar novas métricas que levam em conta o que as plantas estão fazendo”, disse o principal autor Abigail Swann, da Universidade de Washington professor assistente de ciências atmosféricas. “Nós já temos as informações para fazer isso, só temos que ser mais cuidadosos sobre como garantir que estamos considerando o papel das plantas”.

É este uma boa notícia para as alterações climáticas? Embora a secagem possa ser menos extrema do que em algumas estimativas atuais, as secas irão certamente aumentar, disseram os pesquisadores, e outros aspectos das alterações climáticas podem ter efeitos graves sobre a vegetação.

“Há muita coisa que não sabemos, especialmente sobre as secas quentes”, disse Swann. A mesma seca a uma temperatura mais elevada pode ter impactos mais severos, ela notou, ou pode tornar as plantas mais estressadas e suscetíveis a pragas.

“Mesmo que as secas não sejam extremamente mais prevalentes ou freqüentes, elas podem ser mais mortais quando acontecerem”, disse ela.

Jornal Referência:
1. Abigail L. S. Swann, Forrest M. Hoffman, Charles D. Koven, James T. Randerson. Plant responses to increasing CO2 reduce estimates of climate impacts on drought severity.Proceedings of the National Academy of Sciences, 2016; 201604581 DOI: 10.1073/pnas.1604581113

Fonte: Science Daily

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One thought on “AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS TÊM UM IMPACTO MENOR SOBRE A SECA DO QUE O ANTERIORMENTE ESPERADO.

  1. Bom artigo para se pensar. Os comentários não estou fazendo para evolucionistas fanáticos, e muito menos para criacionistas iguais, estou falando para quem usa mais a razão do que a matemática.
    O Universo que percebemos é menos de 5% da massa total do Universo Material (e nem vou falar do Universo Espiritual, que aínda é mero objeto de crença, MAS QUE EXISTE EXSITE, como diz o espanhol). Mas crenças não se discute, o descrente é o crente que só acredita nele.
    A Terra pertence ao Universo e não por acaso de evolucionismo algum, É HABITADA, e, portanto, MELHORADA EM RELAÇÃO À SIMPLES MATÉRIA. O ser-vivo é uma “evolução” do simples organismo material, que é composto dos mesmos elementos de qualquer outra matéria na Terra, portanto, NÃO VIVO PORQUE É ORGÂNICO, mas crenças não se discutem. E como qualquer outro organismo, A TERRA É “PROJETADA” e se é projetada, foi por alguma inteligência, pouco importa saber qual. Deus Infinito não pode ser, porque senão teria que ser perfeita, acabada, estática etc., e NÃO É. Mas também ser obra de um “relojoeiro cego”, é crença demais.
    Então, se é projeto inteligente, e com certeza não foi do homem que sabemos que é inteligência (ainda que não saibamos sequer o que seja inteligência), nem de Deus e muito menos de um idiota cego, TERIA QUE SER DE ALGUÉM INTELIGENTE COMO NÓS, isto é, com inteligência muito mais evoluída.
    Imagine uma carro fórmula 1. Primeiro para dirigi-lo precisa ser piloto, E ESSE PILOTO SÓ PODE “ALTERAR” O QUE LHE SERJA PERMITIDO ALTERAR, mas pode dirigir feito um imbecil e jogá-lo contra o muro. Não pode ser dirigido por um simples carroceiro, que nem saberia como ligá-lo! Quando o carroceiro ou o piloto “assume o carro”, é como se o “habitasse” pelo tempo que está ali.
    Digamos que a Terra é um Fórmula 1 entre alguns planetas, pelo menos do Sol que conhecemos melhor. E se tornou ‘habitável’, isto é, passou a “ser dirigido” por seres-vivos (claro que Terra não é Automóvel, mas que tal um transatlântico?). Os habitantes da Terra passaram a “controlá-la, habitá-la cada vez mais, alterar algumas coisas no seu “ambiente ou projeto”, etc. etc. Exato como podemos ver a Terra como vemos hoje.
    E aí o homem descobriu, principalmente depois do capitalismo, QUE PODERIA ALTERAR TAMBÉM O AMBIENTE, e daís estamos fazendo cidades, estradas, meios de transporte, de energia, de comunicação etc. etc., QUE NÃO FAZIA PARTE DO PROJETO ORIGINAL. Precisamos evoluir com a inteligência (nenhum outra espécie na Terra faz isso desde que aqui surgiram ), e nos tornamos muito mais potentes, depois da R. Industrial. E para produzir energia, descobrimos os combustíveis principalmente fósseis, cuja combustão produz CO2 além de outros gases. E conseguimos “mexer” também com a atmosfera, e ultimamente estamos descobrindo que alteramos o ‘buraco de ozone’, que sequer sabíamos que existia até pouco tempo atrás. E também o teor de CO2 na Terra, e como não sabemos como era há 2 mil anos atrás, mas sabemos há pelos um ou dois séculos, ENTRAM OS ESTATÍSTICOS QUE CONFUNDEM ESTATÍSTICA COM PROBABILIDADES, E SACAM QUE ESTAMOS “ALTERANDO O CLIMA E O BURACO DE OZONE”, e isso se torna dogma de fé. Quando estourou a saga do Ozonio, o Mundo estava se tornando “canceroso”, alguns cientistas que mostraram que um único vulcão cospe gases clorados mais do que toda a produção da Du Pont desde sua patente (e existem milhares de vulcões cuspindo gases), esses cientistas foram “crucificados de céticos), acabou-se com o gas de patente caducada, a Du Pont bateu palmas, e não se fala mais “daquele” gas de geladeira. Em tese, A DUPONT PAGOU PARA MUITO CIENTISTAS DIZEREM OS DOGMAS DE FÉ QUE DISSERAM.
    Agora a questão é o CO2. A ONU sem ter mais o que fazer do que a originou, virou um firma de “eventos de reuniões” pelo mundo afora, fazendo até acordos, como esse fajuto de Paris, que ninguém assume e muito menos vai cumprir. O mundo está se “aquecendo” por causa do CO2 do petróleo, afinal outros doutores pardais já estão dizendo há décadas que está acabando. E haja reuniões do IPCC para alardear o que os banqueiros estão querendo, como a Du Pont sobre os tais gases de geladeira. Cientista é o cara livre que inventa o que alguém lhe paga para inventar, dá para perceber.
    E aí quando algum cientista mais arguto descobre coisas, como essa de que a seca não é bem coisa do CO2, tanto quanto o buraco do Ozone, mas SÃO COISAS DO “PROJETO DA NATUREZA”, que não é nosso, surgem artigos como esse sobre esses cientistas do texto. O problema é quanto esses cientistas estão contrariando ou não algum banqueiro que paga para eles fazerem as pesquisas que fazem. Se estão na direção dos lucros, vão em frente, senão, SÃO CÉTICOS IMBECIS QUE ESTÃO FALANDO BOBAGENS, cacete neles!
    Aí alguém vai argumentar que os laboratórios são do governo! E quem coloca presidentes e políticos nos governos? Os imbecis que votam de vez em quando? Será que foi o povo americano que escolheu Hillary ou Trump? É só parar pensar!
    O homem para a Terra, é como uma pulga para um elefante, e no seu pé. Este só percebe se a picada for mais forte, e se perceber, dá uma trombadinha e mata a pulga, ponto final. O que o homem pode fazer na Terra, é como a pulga no pé do elefante. De vez em quando pode até estar sentindo uma picadinha, que não a incomoda, MAS SE INCOMODAR, terminar a humanidade na Terra basta alterar um pouquinho a rota de algum asteróide, e bum, FIM DO MUNDO PARA O HOMEM. Dá para entender o que pode ser o “Fim do Mundo”?
    O grande problema do homem não é o que inventa, MAS QUEM PAGA PARA SE INVENTAR IDIOTICES QUE FAZEMOS. Sem moral e ética, governantes controlados pelos empresários por sua vez controlados pelos banqueiros, FAZEM AS IDIOTICE QUE ESTAMOS FAZENDO, inclusive, cientificamente. Os banqueiros são os pajés de hoje, que substituíram os pajés religiosos de ontem, em algum aspecto como tecnológico, com vantagem, e outros como de moral e éitca, apenas 6 por meia dúzia.
    Mas o projeto da Terra não é nosso, somos meros “passageiros”, e se incômodos, seremos jogados para fora e ponto final! É para pensar apenas.
    arioba

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