IDENTIDADE TRANSGÊNERO NÃO É UM DISTÚRBIO MENTAL DE SAÚDE, SEGUNDO CONSTATAÇÃO DE ESTUDO.

As pessoas que se identificam como transgênero não devem ser consideradas como tendo um transtorno de saúde mental, de acordo com um novo estudo do México.

Créditos: Karen Roach | Shutterstock


Créditos: Karen Roach | Shutterstock

A Organização Mundial de Saúde lista atualmente a identidade transgênero como um distúrbio de saúde mental, e um novo estudo é o primeiro de uma série de pesquisas que visa descobrir se essa categorização é errada. O estudo será repetido no Brasil, França, Índia, Líbano e África do Sul, de acordo com os pesquisadores.

No novo estudo, publicado na revista The Lancet Psychiatry, os pesquisadores investigaram se o sofrimento e disfunção associado com a identidade transgênero foram o resultado de rejeição social e estigmatização ou uma parte inerente de ser transgênero.

Experimentar a “angústia e disfunção” é muitas vezes considerado uma característica definidora de ter um distúrbio de saúde mental, de acordo com o estudo. Mas outros fatores podem causar esses sentimentos, bem como, o enfrentamento da rejeição ou estigmatização.

Os pesquisadores entrevistaram 250 pessoas trans na Cidade do México. As pessoas no estudo relataram em que idade elas tomaram conhecimento pela primeira vez de ter uma identidade transgênero, bem como as suas experiências de sofrimento psíquico, a rejeição social, dificuldade de trabalho em sua vida diária, e da violência, de acordo com o estudo.

Os pesquisadores descobriram que 76% dos participantes relataram ter rejeição social, e 63% relataram ter sido vítima de violência como resultado de sua identidade de gênero. Em muitos casos, a rejeição social e violência contra os indivíduos transgêneros ocorreram dentro das famílias. (A frequência com que tais atos ocorreram dentro das próprias famílias dos participantes foi “particularmente perturbadora”, escreveram os pesquisadores).

Usando uma análise estatística, os pesquisadores descobriram que a rejeição social e violência eram fortes indicadores de que uma pessoa transgênero experimenta sofrimento e disfunção. Por outro lado, ter uma identidade trans sem si, não foi um preditor de stress ou disfunção, eles encontraram.

“Nossos resultados apoiam a ideia de que o sofrimento e disfunção podem ser o resultado de estigmatização e de maus-tratos, ao invés de aspectos essenciais da identidade trans”, Rebeca Robles, pesquisador do Instituto Nacional Mexicano de Psiquiatria e principal autor do estudo, disse em uma declaração. Em outras palavras, o desconforto e a disfunção que os indivíduos trans relataram no estudo foi mais provavelmente o resultado de ser tratado com preconceito, em vez de ter inerente para uma identidade trans em si e por si.

“Este estudo destaca a necessidade de políticas e programas para reduzir a estigmatização e a vitimização de” pessoas com identidades transexuais, disse Robles. “A remoção de diagnósticos transexuais da classificação de transtornos mentais pode ser uma parte útil desses esforços”, disse ela.

Fonte: Live Science

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