TERIA A CATÁSTROFE DE TOBA (SUPER-ERUPÇÃO VULCÂNICA) PROVOCADO UM GARGALO GENÉTICO SOBRE O Homo sapiens?

Uma grande erupção vulcânica ocorrida em Toba ocorreu a cerca de 75 mil anos atrás, onde atualmente é o Lago Toba (SumatraIndonésia). Segundo alguns pesquisadores, tal evento elevou um inverno vulcânico global que durou cerca de 6 a 10 anos, com efeitos que reverberaram por mais de mil, levando a espécie humana a passar por uma grande redução populacional, um gargalo genético. Outros pesquisadores duvidam da relação entre a catástrofe e as consequências em humanos. Entretanto, os pesquisadores concordam que a espécie humana passou por diversos estrangulamentos populacionais ao longo de sua jornada evolutiva e as marcas estão preservadas em nossos genomas.

Como teria sido a Catástrofe de Toba.

Em 1993, a jornalista científica Ann Gibbons sugeriu que poderia haver uma ligação entre dois fenômenos descritos pelos cientistas: a erupção de Toba e um gargalo populacional na população humana, ambos datados em aproximadamente 75 mil anos. Michael R. Rampino da Universidade de Nova York e Stephen Self da Universidade do Havaí em Manoa deram apoio à ideia e em 1998, a teoria do gargalo foi formalmente elaborada por Stanley H. Ambrose da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

A relação entre os dois fenômenos ainda é bastante controversa, tornando complicado relacionar o efeito de gargalo tendo a erupção como causa: especialmente sob as teorias globais de inverno que são altamente controversas (Choi, 2013).

O evento de Toba é uma super-erupção bem estudada (Chesner et al, 1991) datada em 75 mil anos a partir do método argônio/potássio (Ninkovich et al, 1978 & Chesner et al, 1991). Tal erupção foi o último e mais intenso das quatro erupções de Toba durante que ocorreram durante o período Quaternário (de 1,8 milhões de anos atrás até os dias) com um índice de explosividade vulcânica estimado em 8 (a classificação máxima atingida por qualquer erupção conhecida na Terra) (Chesner et al, 1991).

A massa eruptiva foi cerca de 100 vezes maior que a da maior erupção vulcânica da história recente, que ocorreu em 1815 do Monte Tambora na Indonésia e deixou o ano de 1816 sem verão (Petraglia et al, 2007). A massa erupcionada de Toba depositou uma camada de cinza de cerca de 15 centímetros de espessura em todo o sul da Ásia. Um cobertor de cinzas vulcânicas também foi depositado sobre o Oceano Índico, Mar da Arábia e o Mar da China Meridional (Jones, 2007). Aparentemente a erupção de Toba coincidiu com o início do último período glacial. Rampino e Self (1993) argumentam que tal erupção resultou em uma queda da temperatura média global da superfície de 3 a 5°C e acelerou a transição da temperatura quente para fria no último ciclo glacial. Evidências de núcleos de gelo da Groenlândia indicam um período de mais de mil anos de temperaturas baixas subsequentes o evento se mantiveram e um aumento da deposição de poeira imediatamente após a erupção. A erupção pode ter causado este período de cerca de mil anos de temperaturas mais frias, dois séculos dos quais poderia ser explicado pela persistência da carga estratosférica liberada de Toba (Zielinski, 1996).

Erupções comparadas

Rampino e Self (1992) defendem que o resfriamento global já estava em andamento no momento da erupção, mas que o processo era lento, e a erupção auxiliou com um fornecimento extra ao sistema climático deixando as temperaturas mais frias.

Outro pesquisador, Clive Oppenheimer (2002), rejeita a hipótese de que a erupção desencadeou a última glaciação (Robock et al, 2009), mas concorda que pode ter sido responsável por um milênio de clima frio antes do 19º evento Dansgaard-Oeschger, caracterizado por flutuações climáticas rápidas que ocorreram 25 vezes durante o último período glacial.

De acordo com Alan Robock (2009), que também publicou artigos sobre o assunto, a erupção de Toba não precipitou o último período glacial, e defende que uma emissão de seis bilhões de toneladas de dióxido de enxofre (como assumida e aplicada em suas simulações computadorizadas) levaria a um resfriamento global máximo de aproximadamente 15°C ocorreu durante três anos após a erupção, e que esse resfriamento duraria décadas, devastando a vida.

Lago Toba (Sumatra, Indonésia)

Robock argumenta não ter encontrado nenhuma evidência no gelo da Groenlândia que pudesse resfriar a terra durante mil anos. Em contraste, Oppenheimer acredita que as estimativas de uma queda na temperatura da superfície entre 3 e 5°C são provavelmente muito altas, e ele sugere que as temperaturas caíram apenas 1°C (Oppenheimer, 2002).

Apesar destas diferentes estimativas, os cientistas concordam que uma super-erupção ocorreu em Toba, e que as camadas de cinzas muito extensas e injeção de gases nocivos na atmosfera tiveram fortes efeitos climáticos mundiais (Self & Blake, 2008). Não há consenso a respeito do período de mil anos de queda de temperatura.

Arqueólogos, liderados pela Dra. Christine Lane, da Universidade de Oxford, em 2013, relataram a descoberta de uma camada microscópica de cinzas vulcânicas vítreas em sedimentos do Lago Malawi e ligaram-nas definitivamente à super-erupção de Toba. Inicialmente, concluíram que a maior erupção vulcânica conhecida na história da espécie humana não alterou significativamente o clima da África Oriental, atraindo uma série de críticas.

 

Gargalo e Humanos.

A erupção de Toba tem sido cogitada como promotora de um gargalo genético na evolução humana recente, a cerca de 75 ou 70 mil anos (Gibbons, 1993) tendo resultados graves na redução no tamanho da população humana devido a globalização dos efeitos climáticos.

Um gargalo genético ocorre quando há uma baixa populacional até quase a extinção. A sobrevivência ao fenômeno deixa marcas em seu genoma. O guepardo (Acinonyx jubatus) atualmente passa por este processo. Assim como uma garrafa estreita na base do seu pescoço, um gargalo genético ocorre quando o pool genético (variabilidade genética) é reduzido a uma fração sua biodiversidade total. Isso pode acontecer por meio de um desastre natural, como um vulcão acabando com uma grande parcela da população, restando apenas uma pequena parcela desta. Alternativamente, pode acontecer através da dispersão para um novo habitat, um fenômeno conhecido como efeito fundador. Se uma população dispersa para um novo local, e é isolada a partir da população de origem – talvez devido a um rio de difícil travessia ou soerguimento de uma montanha – o fluxo de genes cessará. Como resultado, esta pequena população fundadora podem conter apenas uma fração minúscula da associação de gene inicial. Em outras palavras, uma espécie pode evoluir e tornar-se uma população menos adaptável através gargalos genéticos. Sobrevivência do mais forte não é a única maneira evolução pode acontecer.

Esses gargalos estão extremamente ligados a problemas ambientais modernos e a extinções de outros animais. A população do Tigre-de-Amur (Panthera tigris altaica) caiu rapidamente nos últimos anos devido a problemas ambientais como o desenvolvimento acelerado e centralizado na Índia. Restaram somente 250 animais da espécie que passam por esse gargalo genético e que elevam o risco de consanguinidade entre os membros da espécie.

Uma doença não identificada também começou a se espalhar pela população levando vários animais a morte, inclusive recém-nascidos. A doença enfraquece a capacidade de caçar dos animais, deixando-os com fome. Assim, muitos deles invadem as cidades da Índia em busca de alimento fácil e acabam sendo abatidos.

Mas esse gargalo não é exclusividade de animais. Após o aparecimento do Homo sapiens na África, diversos períodos de mudanças climáticas quase extinguiram a nossa espécie.

Gargalo genético

A heterozigosidade (alelos de um ou mais genes são diferentes) é um meio utilizado como medida da capacidade de uma população de responder a seleção imediatamente após um gargalo genético. Ao ocorrer um efeito gargalo pequeno a variabilidade genética da população deverá diminuir rapidamente, porém quando o tamanho da população se torna maior, o gargalo começa a aumentar devido a novas mutações. Este problema é estudado matematicamente, e os resultados obtidos indicam que a redução da média da heterozigosidade por locus não depende somente do tamanho do efeito do gargalo, mas também da taxa de crescimento da população. Se o tamanho da população aumenta rapidamente após passar por um gargalo, a redução na média da heterozigosidade é muito pequena, mesmo se o tamanho do gargalo for muito pequeno. Por outro lado, a perda do número médio de alelos por locus é profundamente afetada pelo tamanho do efeito gargalo, mas não tanto pela taxa de crescimento da população. Esta diferença ocorre principalmente porque a deriva genética aleatória elimina muitos alelos com baixa frequência. Contudo, o número médio de alelos por locus aumenta mais rapidamente do que a heterozigosidade média quando o tamanho da população é restaurado. Este efeito foi usado no estudo de Neandertais encontrados em Altai (Prufer et al, 2014).

De acordo com efeito do gargalo genético, entre 100 e 50 mil anos atrás, as populações humanas diminuíram acentuadamente para algo entre 10 e 3 mil indivíduos sobreviventes. Este valor é sustentado por evidências genéticas sugerindo seres humanos de hoje são descendentes de uma população muito pequena de casais reprodutores que sobreviveram a tal gargalo há 70 mil.

Os pesquisadores que defendem a ocorrência do gargalo genético (incluindo Robock) sugerem que a erupção do Toba resultou em um desastre ecológico global que levou a destruição da vegetação juntamente com uma seca severa no cinturão da floresta tropical e nas regiões das monções. Este efeito teria destruído grande parte as fontes de alimento dos seres humanos e causado uma redução grave no tamanho das populações (Robock, 2009) culminando em competição e um efeito de gargalo em muitas espécies, incluindo os outros hominídeos. Por conseguinte, como efeito colateral levou a ocorrência da diferenciação acelerada dentro da população humana menor. Portanto, as diferenças genéticas entre os humanos modernos podem refletir mudanças nos últimos 70 mil anos ao invés de diferenciação gradual ao longo de centenas de milhares de anos (Ambrose, 1998).

Outras pesquisas lançaram dúvidas sobre uma ligação entre Toba e um gargalo genético. Descobertas arqueológicas feitas em 2007 sugeriram que uma população de hominídeos, provavelmente o Homo sapiens moderno, sobreviveu em Jwalapuram, no sul da Índia (Petraglia et al, 2007). Antigas ferramentas líticas no sul da Índia foram encontradas acima e abaixo de uma espessa camada de cinzas da erupção de Toba e eram muito semelhantes entre essas camadas, sugerindo que as nuvens de poeira da erupção não eliminaram essa população local (Sanderson, 2007). Algumas evidências arqueológicas adicionais do Sul e Norte da Índia também sugerem a falta de evidência para efeitos da erupção sobre as populações locais, levando os autores do estudo a concluir que “muitas formas de vida sobreviveram a super-erupção.

Ao contrário de outras pesquisas que sugeriram significativas extinções de animais e gargalos genéticos. No entanto, evidências coletadas a partir da análise de pólen sugerem um período longo de desmatamento no sul da Ásia, e alguns pesquisadores sugeriram que a erupção de Toba pode ter forçado os seres humanos a adotar novas estratégias adaptativas, o que pode ter permitido substituir os Neandertais e outras espécies humanas arcaicas.

Esta tese foi contestada por evidências para a presença de Neandertais na Europa e Homo floresiensis no sudeste da Ásia, que sobreviveram á erupção entre 60 e 50 mil anos. Um dos problemas de se averiguar esta tese de gargalo genético em humanos está em estimar os impactos climáticos globais e regionais da erupção e falta de evidência conclusiva para a erupção que precede o gargalo (Oppenheimer, 2002).

Outra forma de tentar estudar a situação está na análise genética das sequências de Alu, presentes em todo o genoma humano. Correspondem a porções curtas de DNA que ocorrem em grandes quantidades nos genomas de primatas. Elas são os elementos móveis mais abundantes no genoma humano derivadas do 7SL RNA (Jan et al, 2007).

A partir dessas sequencias móveis é possível estimar uma taxa média de copias e assim calcular a frequência e o tamanho efetivo da população humana: no caso acima, era menos de 26 mil para 1,2 milhões de anos atrás. As possíveis explicações para o baixo tamanho populacional de ancestrais humanos podem incluir repetidos gargalos populacionais (e o de Toba sendo mais um deles) ou eventos periódicos de substituição de sub-espécies concorrentes ao gênero Homo (Huff et al, 2010).

Alan Rogers, professor de antropologia na Universidade de Utah, estudou o registro de nosso passado a partir de nossos parasitas, os piolhos. Rogers e outros pesquisadores tem proposto que o gargalo pode ter ocorrido por causa de uma mortandade maciça dos humanos devido a uma erupção vulcânica global catastrófica. A análise de genes dos piolhos confirmou que a população de Homo sapiens cresceu rapidamente após um pequeno grupo de primeiros seres humanos deixarem a África em algum momento entre 150 mil e 50 mil anos atrás (Saiba mais sobre piolhos e a evolução humana).

De acordo com Ambrose (1998) os humanos saíram da África após o evento Toba quando o clima e outros fatores permitiram, migrando primeiramente para a Arábia e posteriormente a Indochina e Austrália chegando posteriormente ao Oriente Médio, onde futuramente se transformaria no Crescente Fértil, no fim do Período de Glaciação Würm, o último período glacial entre 110 mil a 10 mil anos atrás.

Durante o processo de expansão do homem no planeta, parte da variabilidade genética foi perdida, criando um gradiente linear de diversidade decrescente com o aumento da distância da África. No entanto, a maneira exata em que essa perda ocorreu permanece um tanto obscura. Um trabalho realizado por Amos e Hoffman (2010) analisou um grande conjunto de dados de 783 microssatélites de loci genotipados em 53 populações mundiais, usando o programa ‘Bottleneck’ (gargalo de garrafa).

Microssatélites são unidades de repetição de pares de bases do DNA (AT e GC), que são utilizados como marcador genético, pois apresentam taxas mais altas de mutação genética em relação a outras partes do DNA possibilitando, estudar ancestralidade humana. Eles são basicamente loci polimórficos presentes no DNA nuclear e DNA organela que consistem em unidades repetitivas 1-6 pares de bases de comprimento.

Após um forte declínio da população, alelos raros são perdidos mais rapidamente do que a heterozigosidade (já citada acima), criando um excesso transitório dela em relação ao número do alelo, uma característica que é usada pelo programa Bottleneck para inferir eventos históricos.

Amos e Hoffman encontraram evidências de dois eventos principais, um “Out of Africa” ​​e um colocado ao redor do Estreito de Bering, onde uma antiga ponte terrestre permitiu a passagem para as Américas (Hellenthal et al, 2008). O último evento é suportado por ambos os dados mitocondriais (Fagundes et al, 2008) e dados de alguns marcadores nucleares (Hey, 2005).

Em um trabalho feito por Li e Durbin (2011) sobre mudanças de tamanho de população, os autores apresentaram uma história mais detalhada da população humana tamanhos entre aproximadamente 1 milhão e 10 mil anos atrás usando o modelo de pares coalescente de sequencialmente aplicados às sequências do genoma diploide, e usaram vários genomas para estudar populações do passado e sua dinâmica.

Populações europeias e chinesas tinham tamanhos populacionais muito semelhantes antes de 10 ou 20 mil anos atrás. Ambas populações experimentaram um gargalo grave entre 60 e 10 mil anos atrás, e que populações africanas experimentaram um gargalo leve a partir do qual se recuperou mais cedo. Todas as três populações tinham elevado a dimensão eficaz da população entre 250 e 60 mil anos, nos indicando que a diferenciação de seres humanos geneticamente modernos pode ter começado tão cedo quanto 100 ou 120 mil anos (12), mas as trocas genéticas consideráveis ​​para formar as populações atuais podem ter ocorrido em silêncio até 20, ou mesmo, 40 mil anos atrás.

A distribuição do tempo desde o “ancestral comum mais recente” (ACMR) entre dois alelos em um indivíduo fornece informações sobre a história da mudança no tamanho da população ao longo do tempo.

De acordo com os estudos de Li e Durbin (2011) há 5 anos milhões de anos (quando nossos ancestrais ainda eram primatas simiescos não-humanos), havia uma grande população dando conta de nossos ancestrais. Ao longo do tempo, ela foi reduzida rapidamente para 100 mil indivíduos na época do surgimento de nossa espécie, o Homo sapiens, a cerca de 200 ou 300 mil anos. Posteriormente, após uma recuperação tornou a passar por um gargalo que, segundo estes autores, ocorreu há 20 mil anos: quando a população efetiva foi reduzida rapidamente e cerca de mil pessoas.

Segundo estes autores, todas as 7 bilhões de pessoas no planeta terra descendem deste grupo que sobreviveu a este gargalo.

Há muitas razões para acreditar que uma série de gargalos populacionais ocorreram na nossa história evolutiva, reduzindo o tamanho da população e de linhagens ancestrais a níveis de quase extinção: seja por motivos ambientais ou mesmo especiação. Por causa dos muitos eventos de especiação que devem ter ocorrido, há muita diversidade do registro fóssil hominídeo do Plioceno, começando com os grandes amostras de Aramis e Kanapoi datadas em 4 e 4.4 milhões de anos (White, Suwa, e Asfaw 1994; Leakey 1995;. Leakey et al, 1998), indicam que nossa espécie é apenas o mais recente de uma grande variedade de espécies de hominídeos que existiram.

Há dois pontos a se considerar aqui: Qual a evidência paleoantropológica da especiação de um hominídeo no Plioceno Superior e qual é a evidência que temos de que membros desta especiação cladogênica se envolveram um pequeno gargalo populacional?

A especiação de hominideos é documentado com dados paleoantropológicos nos últimos 2 milhões de anos e podem significar alterações simultâneas na capacidade craniana e em características pós-craniais. Isto marca a primeira aparição conhecida de nossos ancestrais diretos. A nova espécie tem sido chamada Homo erectus ou Homo ergaster.

Talvez estes gargalos provenientes de efeitos fundadores estejam na raiz de nossa espécie. Devido ao isolamento de um pequeno grupo de Australopithecus, uma combinação de deriva e seleção resultou em uma transformação radical de frequências alélicas, fundamentalmente deslocando o complexo adaptativo (Wright 1942); em outras palavras, levando a uma revolução genética (Mayr 1954; Templeton 1980) cujo resultado é nosso gênero e espécie.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Catástrofe de Toba, Gargalo Genético.

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Referências

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