COMO A ASTRONOMIA SE DISTANCIOU DA ASTROLOGIA – HORÓSCOPO E ZODÍACO.

Astronomia é uma ciência que estuda corpos celestes e fenômenos do espaço. Os principais objetos de interesse na sua prática são os planetas, satélites naturais, estrelas, galáxias e cometas; os fenômenos que ela estuda são as explosões de supernova, raios gama e radiação cósmica de fundo de microondas.

A astronomia é uma das mais antigas ciências produzidas pelo homem. As civilizações iniciais na história registrada, como os babilônios, gregos, índios, egípcios, nubianos, iranianos, chineses, maias e muitos povos indígenas antigos das Américas realizaram observações metódicas do céu noturno a olho nu.  A partir destas observações construíram um grande conhecimento astronômico. À medida que as civilizações se desenvolveram, principalmente na Mesopotâmia, Grécia, Pérsia, Índia, China, Egito e na América Central os observatórios astronômicos foram reunidos e as idéias sobre a natureza do universo começaram a ser exploradas. A maior parte da astronomia inicial consistiu em fazer o mapeamento das posições das estrelas e planetas – o que atualmente chamamos de astrometria.

Um marco importante no estudo astronômico foi o início do uso da matemática para observar o céu noturno. O marco desta prática foi com os babilônios, que lançaram as bases para as tradições astronômicas posteriores que se desenvolveram em muitas outras civilizações (Aaboe, 1974). Os babilônios descobriram que os eclipses lunares ocorriam em um ciclo de repetições conhecido como saros (NASA, 2007).

Após os babilônios, avanços significativos na astronomia foram feitos na Grécia antiga e no mundo helenístico. A astronomia grega é caracterizada desde o início buscando uma explicação física racional para o fenômeno celestial (Krafft, 2009). No século III a.c, Aristarco de Samos estimou o tamanho e a distância da Lua e do Sol, e foi o primeiro a propor um modelo pré-heliocêntrico do sistema solar (Berrgren & Sidoli, 2007) que infelizmente perdeu para sistema ptolomaico que prevaleceu durante séculos como modelo vigente de mecânica astonomica. No século II a.c, Hiparco (190 a.c – 120 a.c) descobriu a precessão (movimento do eixo de rotação de um corpo celeste resultante da influência exercida sobre ele por um ou mais astros). Hiparco calculou o tamanho e a distância da Lua e inventou um dos primeiros dispositivos astronômicos conhecidos, o astrolábio.

Hiparco também criou um catálogo abrangente de 1020 estrelas, com a maioria das constelações do hemisfério norte derivando da astronomia grega (Thurston, 1996). Além disto, houve o mecanismo Antikythera (150 – 80 a.c) foi um aparato projetado para computar e calcular a localização do Sol, da Lua e dos planetas para uma determinada data. Artefatos tecnológicos de complexidade similar só vão aparecer no século XIV, quando os primeiros relógios mecânicos astronômicos surgirem na Europa (Marchant, 2006).

Durante a Idade Média, a astronomia estava principalmente estagnada na Europa medieval, e assim foi até o século XIII.

No entanto, a astronomia floresceu muito no Império Islâmico e em outras partes do mundo, culminando no surgimento dos primeiros observatórios astronômicos, especialmente para os muçulmanos no início do século IX (Nas, 1993). O desenvolvimento astronomico foi tão intenso que em 964, a galáxia de Andrômeda, a maior galáxia no Grupo Local, foi descrita pelo astrônomo persa Azófi (903-986) e publicada pela primeira vez em sua obra “O Livro de Estrelas Fixas” (Kepple & Sanner, 1998). A supernova SN 1006 foi evento estelar de grande magnitude, um dos mais brilhantes registrados na história, foi observado pelo astrônomo árabe egípcio Ali ibn Ridwan (988-1061) e os astrônomos chineses no ano de 1006. Alguns dos mais proeminentes astrônomos islâmicos (principalmente persas e árabes) que fizeram contribuições significativas para a ciência incluem Al-Battani, Thebit, Azofi, Albumasar, Biruni, Arzachel, Al-Birjandi e os astrônomos dos observatórios Maragheh e Samarkand. Durante todo este tempo, astrônomos introduziram muitos nomes árabes agora usados ​​para estrelas individuais (Hoskin, 1999).

Também é possível que as ruínas no Grande Zimbabwe e Timbuktu (McKissack & McKissack, 1995) podem ter alojado um observatório astronômico (Stuart & Damian, 2002), deixando evidente que havia observação astronômica na Idade Média pré-colonial da África subsaariana (Holbrook et al, 2008).

A Igreja Católica Romana apoiou financeiramente e socialmente estudos astronomicos durante mais de seis séculos, desde a recuperação da aprendizagem antiga ao final da Idade Média até a chegada do Iluminismo (quando astronomia se separou da astrologia). Entre os motivos da Igreja encontrava-se a data da Páscoa (Heilbron, 1999).

Posteriormente, durante o período Renascentista, o polonês Nicolau Copérnico propôs um modelo heliocêntrico do sistema solar. Seu trabalho foi defendido, expandido e corrigido por Johannes Kepler e o italiano Galileo Galilei que usou telescópios para melhorar suas observações (Forbes, 1909).

No século XIX, descobriu-se que, ao decompor a luz do Sol, observaram-se muitas linhas espectrais (regiões onde havia menos ou nenhuma luz). As experiências com gases quentes mostraram que as mesmas linhas poderiam ser observadas nos espectros de gases, linhas específicas correspondentes a elementos únicos. Verificou-se que os elementos químicos encontrados no Sol (principalmente hidrogênio e hélio) também foram encontrados na Terra. Durante o século XX a espectroscopia avançou muito, especialmente com a o desenvolvimento da física quântica, necessária para entender as observações.

Logia e nomia

Historicamente, a astrologia e a astronomia andavam de mãos dadas. Durante a parte final do período medieval, a astronomia foi tratada como função da astrologia (Pedersen, 1993). Através da compreensão dos movimentos dos astros, previsões eram feitas. Foi só no século XVIII que as duas frentes passaram a ser consideradas disciplinas completamente separadas. A astrologia utilizava as posições aparentes dos objetos celestes como base para fazer premonições de eventos futuros – uma forma de adivinhação que é uma pseudociência sem validade científica. O impulso desta separação veio do iluminismo.

Nos tempos pré-modernos, a maioria das culturas não fazia distinção clara entre as duas disciplinas. Na antiga Babilônia, a astrologia era muito usada e não havia papéis separados para um astrônomo. Quem estudava fenômenos celestes era o astrólogo, que interpretava não só a mecânica do cosmo, mas fazia adivinhações e fazia a descrição horoscópica das pessoas. Essa sobreposição de tarefas não significa que a astrologia e a astronomia sempre foram consideradas como a mesma coisa. Na Grécia antiga, pensadores pré-socráticos como Anaximandro, Xenofanes, Anaxímenes e Heraclides especularam sobre a natureza e substância das estrelas e dos planetas. Astrônomos como Eudoxus (contemporâneo com Platão) observaram movimentos e ciclos planetários e criaram um modelo cosmológico geocêntrico que seria aceito por Aristóteles. Esse modelo durou até a vinda de Claudius Ptolomeu (90-168), que acrescentou epículos para explicar o movimento retrógrado de Marte.

A escola platônica promoveu o estudo da astronomia como parte da filosofia porque os movimentos dos céus demonstram um cosmos ordenado, harmonioso e belo. No século III a.c, quando a astrologia babilônica começou a se tornar bastante presente na Grécia, foi bastante criticada por filósofos helenísticos, como Carneades (214 a.c – 129 a.c) da Academia de Céticos e no meio estóico por Panaetius (185 a.c – 110 a.c). No entanto, as noções do Grande Ano (quando todos os planetas completam um ciclo completo e retornam às suas posições relativas) e a recorrência eterna foram doutrinas estóicas que tornaram possível a adivinhação.

No mundo helenístico, as palavras gregas “astrologia” e “astronomia” eram freqüentemente usadas indistintamente, mas não eram conceitualmente as mesmas. Platão ensinou sobre “astronomia” e estipulou que o fenômeno planetário deveria ser descrito por um modelo geométrico- cuja primeira solução foi proposta por Eudoxus (390 a.c – 337 a.c).

Aristóteles favoreceu uma abordagem física, mas adotou a palavra “astrologia” para descrever o Cosmo. Para um público mais geral, o princípio distintivo não era evidente e qualquer palavra era aceitável. Para a prática horóscopa da Babilônia, as palavras especificamente usadas foram ‘apotelesma‘ e ‘katarche‘.

Em seu trabalho compilador “Etymologiae”, Isidoro de Sevilha (560-636) observou explicitamente a diferença entre os termos astronomia e astrologia (Etymologiae, III, xxvii) e a mesma distinção apareceu mais tarde nos textos de escritores árabes (Pines, 1964). Isidoro identificou as duas vertentes enredadas na disciplina astrológica e as chamou de astrologia naturalis e astrologia superstitiosa.

Na Europa medieval, muitos textos astrológicos de autores helenísticos e árabes foram traduzidos para o latim. No final da Idade Média, a sua aceitação ou rejeição dependia frequentemente da sua recepção nas cortes reais da Europa.

Até a época do cientista Francis Bacon (1561-1636), a astrologia foi rejeitada como parte da metafísica escolástica em vez de observação empírica. Uma divisão mais definitiva entre astrologia a astronomia no Ocidente ocorreu gradualmente quando a astrologia foi ficando mais evidente como superstição oculta pela elite intelectual – isto ocorreu nos séculos XVII e XVIII.

Atualmente, muitos astrólogos nem consideram a própria prática como uma ciência, mas pensam nela como uma forma de adivinhação, arte ou uma parte de uma estrutura de crenças espirituais (influenciada por tendências como o neo-platonistas, neopagana, teosóficas ou hinduístas). De certa forma, a prática horóscopa também atuava como uma psicologia antiga, tentando determinar explicar a personalidade e o temperamento das pessoas.

Durante muito tempo, o financiamento da astrologia apoiou algumas pesquisas astronômicas, que, por sua vez, costumavam produzir efemérides (posições de objetos astronômicos de ocorrência natural) mais precisas para uso na astrologia. Na Europa medieval, a palavra astronomia costumava ser utilizada para abranger ambas as disciplinas, pois incluía o estudo da mecânica dos corpos celestes e da astrologia em conjunto e sem uma distinção real.

Reis e outros governantes geralmente empregavam astrólogos do tribunal para ajudá-los na tomada de decisão em seus reinos, financiando assim a pesquisa astronômica. Estudantes de medicina da Universidade foram ensinados a compreender e aceitar a astrologia, pois também era utilizada na prática médica.

No Renascimento, o polonês Nicolau Copérnico não fez uso da astrologia (nem astronomia empírica) em seu trabalho foi teórico “De revolutionibus orbium coelestium” na qual propôs o sistema heliocêntrico. Contudo, cientistas importantes se aproximaram da astrologia e outros ainda a exerciam como profissão, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galileo Galilei. Newton aparentemente rejeitou a astrologia, no entanto (como fez o seu contemporâneo Christiaan Huygens) (Whiteside et al, 1967) e o interesse pela astrologia declinou após sua era, ajudado pela crescente popularidade de uma cosmologia cartesiana e “mecanicista” no Iluminismo.

Também foi relevante o desenvolvimento de melhores instrumentos de cronometragem, inicialmente para auxílio na navegação. O melhor cronograma possibilitou fazer previsões astrológicas mais precisas – previsões que poderiam ser testadas e que consistentemente provaram ser falsas. No final do século XVIII, a astronomia era uma das principais ciências do modelo do Iluminismo, usando o método científico recentemente codificado e já era completamente distinta da astrologia.

Horóscopo

Horóscopo é um tipo de diagrama que define as posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais em um determinado dia específico, geralmente definido como o do nascimento de uma pessoa. A partir desse diagrama os astrólogos tentam definir o caráter e a personalidade de uma pessoa, bem como prever fatos importantes em sua vida. O horóscopo funciona de maneira similar a um mapa astrológico.

Imagem https://www.staff.science.uu.nl/~gent0113/babylon/babybibl_intro.htm

A divisão nos sinais zodiacais se originou na astronomia/astrologia Babilônica (com os Caldeus) durante a primeira metade do primeiro milênio a.c. O zodiaco representa um conjunto de estrelas estabelecidos em catálogos de estrelas babilônicas, como o catálogo “MUL.APIN”, que foi compilado em torno de 1000 a.c. Algumas das constelações podem ser rastreadas ainda mais para trás, para as fontes da Idade do Bronze (antigas a Babilônia) – como o caso dos signos de gêmeos e câncer. No final do século V a.c, os astrônomos babilônicos dividiram os zodíacos em doze “sinais” iguais, por analogia a doze meses esquemáticos com trinta dias cada. Cada signo continha trinta graus de longitude celeste, criando assim o primeiro sistema de coordenadas celestes conhecido até hoje (Britton, 2010).

Como a divisão foi feita em arcos iguais, 30° cada, constituíram um sistema referêncial para fazer suas adivinhações e profecias sobre a longitude do planeta. No entanto, as técnicas babilônicas de medidas observacionais estavam em um estágio rudimentar de evolução (Sachs, 1948) e modificaram-se em alguns aspectos.

A prática da horoscopia também ocorreu na China. No zodíaco chinês, os astrólogos/astrônomos deixaram ao mundo valiosas contribuições, como a descrição da passagm de cometas – um dos primeiros a observar o cometa Halley em 240 a.c. Dividiram o ano em exatamente 365 ¼ dias já no ano de 444 a.c. – tal como fez Júlio César quando introduziu o nosso atual calendário.

Épocas de cheia e de seca eram previstas astronomicamente desde 300 a.C. e o papel dos sábios estudiosos do cosmo era decisivo na administração econômica e judiciária de todo o reino. As manchas solares eram cuidadosamente registradas desde 28 a.c., pois acreditava-se que o sucesso na agricultura estaria relacionado a esse fenômeno. Aos planetas foram dados elementos alquímicos e direções; Júpiter, madeira ao leste; Marte, fogo ao sul; Saturno, terra ao centro; Vênus, metal a oeste e Mercúrio, água ao norte.

Os chineses observavam as estrelas circumpolares (parecem se situar dentro de um círculo centrado no polo celestial), que eram visíveis durante a toda noite e durante o ano todo e se concentraram em 28 constelações circumpolares, denominadas hsui. Cada uma delas pertencia a um dos palácios celestes e tinha o nome de algum animal. Assim, há a constelação do Morcego onde, por exemplo, estaria nos domínios do Palácio do Norte.

Alguns desses animais não só dão seu nome aos doze meses, como também aos ciclos horários e aos ciclos de 12 meses. Esse Zodíaco parece ter sido usado desde 500 a.c embora a sua origem no círculo dos animais ainda permanece desconhecida.

No Egito, o sábio Imhotep inventou o calendário egípcio no ano 2769 a.c – muito semelhante ao que usamos atualmente. O ano egípcio iniciava quando a estrela Sirius surgia no horizonte de Mênfis – que em nosso calendário corresponde ao dia 16 de julho. A partir do calendário de Imhotep, os astrólogos egípcios criaram um Zodíaco divido em 12 signos, correspondentes aos doze meses do ano.

Cada signo é representado por um deus; cada divindade regendo durante um tempo e vibrando suas características próprias sobre as pessoas nascidas sob um determinado signo.

A prática do horóscopo e encontrada em diversas outras cukturas, como por exemplo nos druidas.

Conclusão

Devemos ressaltar que apesar de historicamente a astrologia estar relacionada com a astronomia e que não havia distinção entre os termos; ambas trabalham com objetivos distintos. A astronomia é um campo de pesquisa que preenche e respeita aspectos metodológicos científicos, buscando compreender a mecânica do sistema solar e do Cosmo. A astrologia e suas adivinhações carecem de critérios científicos. De fato, nenhum estudo científico mostrou suporte para a precisão dos horóscopos, e os métodos utilizados para interpretar os aspectos particulares da personalidade ou mesmo fazer adivinhações são pseudocientíficos (Hartmann et al, 2006). Na estrutura científica moderna, não existe nenhuma interação conhecida que possa ser responsável pela transmissão da influência alegada entre uma pessoa e a posição das estrelas no céu no momento de nascimento (Biswas & Mallik, 1989).

Em todos os testes concluídos, mantendo métodos rigorosos para incluir um grupo de controle e um cego adequado entre experimentadores e sujeitos, os horóscopos não apresentaram efeito algum (Zarka, 2011). Além disso, alguns testes psicológicos mostraram que é possível construir descrições de personalidade e genéricos de previsão suficiente para satisfazer simultaneamente a maioria dos membros de uma grande audiência, denominada efeito Forer ou Barnum.

Éste é um efeito de pessoas que julgam corretas as avaliações de suas personalidades, mas que na verdade o julgador expõe uma avaliação vaga e genérica o suficiente para se aplicar a uma grande quantidade de pessoas. Este efeito explica parcialmente a grande aceitação obtida por certas crenças como astrologia e a grafologia. Estes testes de personalidade e outras hipóteses que não sobreviveram a rigorosa análise proposta pelo método científico porque faciçmente se descobre a artimanha presente nos argumentos: a pessoa acredita que a análise é individual e personalizada quando é genérica; a pessoa acredita na autoridade de quem a está avaliando (o argumento de autoridade); o avaliador dá ênfase aos traços positivos da personalidade atraindo a atenção da pessoa avaliada. A validação dessas análises é sempre muito subjetiva. Por exemplo, a ocorrência de dois eventos aleatórios ou sem ligação parecem estar conectados porque as crenças, expectativas ou hipóteses exigem tal ligação. Este tipo de avaliação subjetiva é muito presente em pseudociências como: criacionismo/design inteligente, terraplanismo, ufologia e teorias de conspiração e principalmente em movimentos anti-vacinas. Por isso, no caso da astrologia, as pessoas buscam uma conexão entre sua percepção da personalidade e o texto de um horóscopo. Se você ignorar seu e ler o conselho de outro signo, certamente se identificará, justamente por causa dos elementos subjetivos e a vaguez dos argumentos ressaltando aspectos positivos de sua personalidade.

Victor Rossetti

Palavras chave: Astronomia, Astrologia, Astrometria, Horóscopo, Estrelas, Babilonios, Gregos, Mesopotâmia.

 

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