MÉTODO CIENTÍFICO – POPPER, KUHN, FEYERABEND E LAKATOS.

Karl Popper (1902-1994) geralmente é creditado com o autor de uma melhor compreensão do método científico em meados do final do século XX. Em 1934, ele publicou sua obra “The Logic of Scientific Discovery”, onde rejeitou o relato tradicional observacionalista-indutivista do método científico e propôs o falseamento empírico como critério para distinguir o trabalho científico do não-científico. 

Segundo Popper, uma teoria científica deve fazer previsões (de preferência, não feitas por uma teoria concorrente) que devem verificadas a luz da experimentação. Caso esta teoria não forneça previsões corretas, devem ser rejeitadas. Seguindo filósofos como Charles Sanders Peirce (1839-1914) e outros importantes na história da ciência, para ele o empreendimento científico melhoraria se partisse de um raciocínio dedutivo como sua principal ênfase (saindo da esfera universal para a particular). Suas formulações sobre o procedimento lógico ajudaram a controlar o uso excessivo de especulações indutivas e também ajudaram a fortalecer os fundamentos conceituais para os procedimentos atuais de revisão pelos pares – mecanismo importante que garante a procedência da informação científica.

No entanto, como de praxe dentro da filosofia/ciência, Popper recebeu críticas principalmente de Thomas Kuhn, Paul Feyerabend e Imre Lakatos a respeito de seu critério de demarcação e/ou a rejeição de que existe penas um método que se aplica a toda a ciência e pode explicar o seu progresso.

Em 1962, Kuhn publicou seu livro mais influente “The Structure of Scientific Revolutions” (A Estrutura das Revoluções Científicas) na qual sugeriu que os cientistas trabalhavam dentro de uma série de paradigmas e argumentou que havia pouca evidência indicando que cientistas seguiam de fato uma metodologia de falseamento de teorias proposta por Popper. Kuhn citou Max Planck, que havia dito em sua autobiografia:

“…uma nova verdade científica não triunfa ao convencer seus oponentes e fazê-los ver a luz, mas sim porque seus oponentes acabam por morrer, e uma nova geração cresce e está familiarizada com ela

(Kuhn, 1997)

Esses debates demonstram claramente que não existe um acordo universal quanto ao que constitui o “método científico” (Wellington, 1994). Resta, no entanto, certos princípios fundamentais que são os fundamentos da investigação científica atual (Gauch, 2003). Aqui, vamos expor o que cada um destes filósofos acima propôs.

Karl Popper e o falseamento.

Para o austríaco Popper, uma teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Para ele, uma teoria consistente deve descrever uma vasta série de fenômenos com base em alguns postulados simples, que também deve ser capaz de fazer previsões claras as quais poderão ser testadas. Assim, para o filosofo, a ciência se baseia na observação e postulados teóricos de onde só se pode tirar conclusões sobre o que foi observado, nunca sobre o que não foi constatado. Desta forma, se um cientista observa milhares de cisnes, em muitos lugares diferentes e verifica que todos são brancos, isto não lhe permite afirmar cientificamente que todos os cisnes que existem são brancos, pois, não importa quantos cisnes brancos possam ser observados, se um, apenas um, cisne negro for visualizado (ou de qualquer outra cor), ele derruba a afirmação de que somente existem cisnes brancos. Este é um problema da indução: onde aspectos particulares levam a conclusões universais que podem estar erradas.

Karl Popper

Qualquer afirmação científica baseada em observação jamais poderá ser considerada uma verdade absoluta ou definitiva. Uma teoria científica, só pode ser considerada valida até o momento em que se provar que ela é falsa, errada, a partir de outras observações, testes e teorias que sejam mais abrangentes ou exatas em relação a primeira.

A possibilidade de uma teoria ser falseada (ou seja, refutada) consiste então em um elemento fundamental para a natureza científica segundo a proposta de Popper, pois o que não é falseável não pode ser considerado científico.

As teorias da gravitação universal de Sir Isaac Newton são, por exemplo, consideradas teses científicas por que além de se enquadrarem na definição ao propor equações simples, permite fazer previsões e pode ser falseada. Com Popper, os limites da ciência se definem de forma mais clara.

Se a ciência produz teorias falseáveis – que serão válidas enquanto não refutadas – não há como a ciência tratar de assuntos do domínio da religião, que tem suas doutrinas como verdades eternas, dogmáticas, imutáveis e não falseáveis. Não é possível testar a virgindade de Maria, a santidade de Jesus como filho de deus ou a presença do dedo divino na complexidade dos seres vivos (Uol Educação).

Mesmo Popper não escapou das críticas. A maioria das críticas à filosofia popperiana se direciona ao elemento de falsificação, por se propor a ser uma forma de eliminação de erros. Popper apresenta o falseamento como elemento fundamental e como importante em um método prático de resolução efetiva de problemas humanos; como tal, as conclusões atuais da ciência são mais fortes do que pseudociências ou não-ciências, na medida em que sobreviveram a este método de seleção particularmente vigoroso.

Um aluno de Popper, Imre Lakatos, tentou conciliar o trabalho de Kuhn com a falsificação ao argumentar que a ciência progride pelo falseamento de programas de pesquisa em vez das declarações universais mais específicas de falseamento. Outro dos alunos de Popper, Paul Feyerabend, rejeitou em última instância qualquer metodologia prescritiva e argumentou que o único método universal que caracteriza o progresso científico era aceitar absolutamente tudo como científico.

Thomas Kuhn e o paradigma

Para Kuhn, a ciência é um tipo de atividade que consiste em resolver problemas dentro de uma unidade metodológica chamada paradigma.

Em sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas, de 1962, ele demarca o início de um período no qual se começou a questionar o que realmente é a ciência. Um paradigma é composto de suposições teóricas gerais, leis e técnicas para a sua aplicação, adaptadas por uma comunidade científica específica.

Thomas Kuhn

Os que trabalham dentro de um paradigma, seja ele a mecânica newtoniana, química analítica ou qualquer outro, exercem uma atividade que Kuhn chama de ciência normal. Os cientistas articulam e desenvolvem paradigmas em suas tentativas de explicar e acomodar o comportamento de alguns aspectos relevantes do mundo real que são relevados por meio dos resultados de experiências. Ao fazer ciência inevitavelmente, o cientista encontra dificuldade e falsificações aparentes. Se tais dificuldades fogem do controle, um estado de crise se manifestará no meio científico. Uma crise é resolvida quando surge um novo paradigma que atrai a adesão de um número crescente de cientistas, até que eventualmente se torne igualmente problemático e é abandonado diante de outro paradigma, e assim sucessivamente.

Tal descontinuidade, na visão de Kuhn constitui a revolução científica. O novo paradigma, cheio de promessas e aparentemente não assediado por dificuldades supostamente insuperáveis, orienta agora a nova atividade científica até que também encontre problemas sérios e o resultado seja outra revolução. Há um acúmulo de conhecimento que desencadeia tais revoluções epistemológicas.

Assim, cada paradigma vê – ou viu – o mundo como composto de diferentes tipos de coisas. O paradigma aristotélico via o Cosmo dividido em dois reinos, a região sub-lunar (incorruptível e imutável) e a região terrestre (corruptível e mutável). Paradigmas subsequentes viram o Universo todo como sendo composto dos mesmos tipos de substâncias materiais. Na química anterior a Lavoisier afirmava-se que o mundo continha uma substância como o flogísto, expulsa dos materiais quando queimados. O paradigma de Lavoisier implica que não havia esta substância, ao passo que existe o gás oxigênio que desempenha um papel muito diferente na combustão.

A teoria eletromagnética de Maxwell utilizada um éter que ocupava o espaço todo, enquanto a recolocação radical de Einstein elimina o éter. A ciência deve conter em seu interior um meio de romper um paradigma propondo outro melhor: esta é a função das revoluções (Kuhn, 1962). Todos os paradigmas serão incompletos em alguma medida ou em algum momento, no que se refere à sua correspondência com a natureza. Quando esta falta de correspondência gera uma crise, a medida revolucionária de substituir todo um paradigma por outro torna-se essencial para o efetivo progresso da ciência.

Kuhn também argumenta que paradigmas rivais são incomensuráveis, ou seja, que não é possível entender um paradigma através do quadro conceitual e da terminologia de outro paradigma rival. Para muitos críticos, a tese de Kuhn parece implicar que a escolha da teoria é fundamentalmente irracional: se as teorias rivais não podem ser comparadas diretamente, então não se pode fazer uma escolha racional quanto a qual é melhor. Kuhn foi então, acusado de ser relativista, embora posteriormente ele próprio tenha negado a acusação (InfoEscola).

Paul Feyerabend e o anarquismo epistemológico

O austríaco Paul Feyerabend (1924-1994) nasceu em Viena, mas viveu nos Estados Unidos e na Europa. Serviu o exército alemão e ferido gravemente passou a utilizar muletas. Após a guerra do Vietnã graduou-se em física e foi orientado de Karl Popper na Escola de Economia de Londres. Sua principal obra chama-se “Contra o Método”, e sua principal tese é a defesa ao anarquismo epistemológico, o pluralismo metodológico, contra-indução e o tudo-vale.

Paul K. Feyerabend

Em sua proposta epistemológica, Feyerabend critica abertamente o método científico e postula que não existe um método científico universal porque a ciência é um empreendimento anárquico. Na verdade, ele afirma que o avanço da ciência se dá ao violar as regras metodológicas impostas.

Para Feyerabend as teorias devem sempre ser vistas como aproximações e jamais como definições, pois não se pode atingir a verdade, apenas se aproximar dela.

Assim, o anarquismo epistemológico deve ser entendido como uma defesa a um pluralismo epistemológico porque não somente rejeita a existência de regras universais como também defende a violação dessas regras metodológicas porque, para o autor, não pode existir um conjunto de regras que conduzam o progresso científico.

Deve-se introduzir hipóteses, mesmo quando essas não se ajustam aos fatos considerados consolidados uma vez que, de acordo com a visão de Feyerabend, todas as teorias são falíveis por natureza. Assim, não há qualquer diferenciação entre o que é experimentável e o que não é. Nessa visão, qualquer preposição religiosa, mística, meramente especulativa ou realmente científica seria vista como válida, e como científica.

Feyerabend propõe também contra-regras: introduzir hipóteses que conflitem com as observações; introduzir hipóteses que não se ajustem às teorias estabelecidas.

Feyerabend criticou seu professor Popper de diversas maneiras, questionando a capacidade que uma experimentação tem de provar a validade de uma teoria, ou ainda; se uma experimentação não é suficiente para confirmar uma teoria, como pode ser para refutar?

Paul Feyerabend também propôs um controle democrático da ciência, onde todos os cidadãos deveriam opinar sobre ela, de modo a ditarem os seus rumos de investigação (InfoEscola).

A posição de Feyerabend foi originalmente vista como radical na filosofia da ciência, porque implica que a filosofia não consegue fornecer uma descrição geral da ciência, nem conceber um método para diferenciar produções científicas de entidades não-científicas como mitos de criação religiosos ou aspectos relacionados ao senso comum.

Imre Lakatos e os programas de pesquisa.

O húngaro Irme Lakatos (1922-1974) foi um filósofo da ciência e da matemática e, assim como Popper, também professor das disciplinas como Lógica e Metodologia Científica por vários anos. Entre suas teses centrais está a ideia de programa de investigação e heurísticas negativa e positiva. O programa de pesquisa pode ser entendido como um projeto que deve ser definido e passível a pesquisas futuras.

Imre Lakatos

Lakatos traz pela primeira vez o conceito de programa de pesquisa, onde propunha que a concorrência entre programas de pesquisa, mesmo quando conflitantes, é o que move o progresso do conhecimento. Na proposta Lakatiana, as teorias científicas devem ter indicações do que se deve fazer e o que não fazer.

Para cumprir um programa de pesquisa Lakatos propôs a heurística negativa e positiva. Na heurística negativa, deve se estabelecer quais ideias devem ser consideradas irrefutáveis dentro de um determinado programa de pesquisa, por exemplo, a lei da gravitação de Newton no modelo de órbitas do sistema solar.

Na heurística positiva orienta-se como lidar com as diferenças experimentais da teoria. São as hipóteses, aproximações e adições a heurística negativa que respondem essas divergências, a fim de mantê-la firme como referência absoluta (Moreira & Massoni, 2011). Como no exemplo da gravitação de Newton, a suposição de um planeta além de Urano para corrigir sua órbita (que posteriormente seria descoberto, Netuno), é um exemplo de heurística positiva, pois não refuta a teoria, mas busca outra solução dentro dela. Em resumo: a heurística positiva mostra o que conservar e a negativa mostra o que não contestar.

Assim, para Lakatos, a forma pela qual a ciência avança é com a estruturação das teorias. Um programa de pesquisa deve sempre respeitar os pressupostos teóricos que desencadeiam a pesquisa. Esses pressupostos básicos são os princípios norteadores da pesquisa (InfoEscola).

Assim, diante do padrão de falsificação popperiano amplamente aceito (de que uma teoria deveria ser abandonada logo que qualquer evidência pareça desafiá-la) em conflito com as descrições de Kuhn (de que as atividades científicas implicavam que a ciência era mais construtiva quando sustentava um sistema de teorias populares ou “normais”, apesar de anomalias), o modelo epistemológico do programa de pesquisa de Lakatos buscava combinar elementos de Popper quanto à validade empírica, com a apreciação de Kuhn pela consistência convencional. Lakatos tentou sintetizar uma nova leitura filosófica epistemológica.

Lakatos ainda estabelece que se um pesquisador modificar a heurística negativa, acaba se afastando do programa de pesquisa. Além disto, assim como Popper, ficam excluídas hipóteses ad hoc (hipóteses introduzidas na tese para compensar anomalias). As teorias que são comprovadas de forma independente, da mesma forma, ficam excluídas manobras que vão contra a heurística negativa. Além disto, para Lakatos não se pode afirmar que um dado programa é melhor do que outro.

Conclusão

Em resumo, Popper usa a refutabilidade como critério para definir o que é, e o que não é ciência. Kuhn defende que a ciência funciona a partir de revoluções que ocorrem quando paradigmas velhos são substituídos por novos após períodos de acúmulo de conhecimento.

Para Feyerabend o anarquismo metodológico define a ciência, pois esta não pode se prender a supostos critérios que – para o auto – não existem, e delimitar a atuação científica. Neste sentido, para ele tudo era valido como ciência, pois nenhum regramento seria capaz de delimitar um fenômeno anárquico que funciona através da quebra de regras.

Para Lakatos, a ciência avança a partir de programas de pesquisa compostos por um corpo rígido de pressupostos os quais devem ser consideradas irrefutáveis e nortear os programas. Os resultados obtidos são aproximações e quando apresentarem divergências devem ser resolvidos em função dos pressupostos teóricos irrefutáveis.

Como vimos, as demarcações do que é, e o que não é ciência ainda passa por discussões e a demarcação que distingui ciência de pseudociência também são distintas entre os autores. De fato, a demarcação sempre constituiu um problema na filosofia e história da ciência.

Obviamente no caso de Feyerabend não há a concepção de pseudociência uma vez que o anarquismo epistemológico defendido pelo autor aceita qualquer preposição como critério científico.

Diferenciar ciência e pseudociência tem várias implicações práticas, dentre elas os cuidados de saúde, o testemunho de especialistas nas falsas polêmicas sobre o aquecimento global (negacionistas) e na educação científica das pessoas (Hansson, 2008) que muitas vezes crescem aprendendo algo como se fosse científico quando na realidade não é. A distinção entre fatos e teorias científicas de crenças pseudocientíficas – como, por exemplo, a astrologia, charlatanismo médico, misticismo quântico e crenças ocultistas combinadas – utilizando conceitos científicos é parte da educação científica e no analfabetismo científico (Hurd, 1998).

O termo “pseudociência” é muitas vezes depreciativo, sugerindo que algo está sendo impreciso ou mesmo enganosamente retratado como ciência (Hansson, 2008). Por esta razão as pessoas e práticas que recebem tal rótulo muitas vezes acabam contestando a caracterização.

Karl Popper propôs o critério da refutabilidade para distinguir a ciência da não ciência (Popper, 1959). Afirmar, por exemplo, que “Deus criou o universo” pode ser uma preposição verdadeira ou falsa, mas é impossível delinear um teste que prove que deus realmente o fez ou que não fez, estando além do alcance da ciência. Neste sentido, a incompetência da ciência em testar tal cogitação não permite que tal ideia seja vista como científica. Acreditar nesta tese é então um mero exercício de crença baseada na fé.

Popper usa então, a astrologia e a psicanálise como exemplos de pseudociência e a teoria da relatividade de Einstein como exemplo de ciência. Popper, subdividiu também a não-ciência em formulações filosóficas, matemáticas, mitológicas, religiosas e metafísicas e em formulações pseudocientíficas, embora não tenha fornecido critérios claros em relação às diferenças (Popper, 1963).

Thomas Kuhn argumentou que o progresso científico é limitado por fatores culturais e tecnológicos. O trabalho de Kuhn é muitas vezes mal interpretado como uma forma de relativismo. Em resposta a acusações de relativismo, Kuhn adicionou um adendo na segunda edição de A Estrutura das Revoluções Científicas observando que acreditava que a ciência não era um empreendimento completamente progressivo, existem maneiras de testar paradigmas contra dados atuais, de modo que sua ordem cronológica e sua utilidade na resolução de problemas possam ser determinadas. Como Kuhn escreveu:

“Essa não é a posição de um relativista, e mostra o sentido em que sou um crente convicto no progresso científico”.

(Hansson, 2008)

De fato, se há alguém que pensa que não há uma maneira de demarcar uma metodologia científica legítima é Paul Feyerabend.

Para Lakatos o critério de demarcação de ciência e definição de pseudociência está na sua competência – ou não – em conseguir qualquer nova previsão de fenômenos previamente desconhecidos. As teorias científicas progressivas são aquelas que traz fatos inovadores confirmados e as teorias degeneradas são aquelas cujas previsões de fatos novos são refutados. Assim, Lakatos enxerga como pseudociência o sistema solar ptolomaico, a cosmogonia planetária de Immanuel Velikovsky, psicanálise freudiana, o discurso sociológico marxista soviético do século XX, a biologia de Lysenko, a mecânica quântica de Niels Bohr após 1924, astrologia, psiquiatria, sociologia, economia neoclássica e até mesmo a teoria de Darwin.

Na London School of Economics – Scientific Method Science 1 Lakatos afirmou que até aquele momento nenhum cientista havia encontrado um critério de demarcação segundo o qual a teoria de Darwin poderia ser descrita como de fato científica. Quase 20 anos após o desafio de Lakatos em 1973 quanto a cientificidade de Darwin, uma professora London School of Economics e ex-colega de Lakatos, Helena Cronin escreveu o “The Ant and Peacock” (1991) onde demonstrava que a teoria darwiniana era empiricamente científica, apoiada por evidências de semelhança na diversidade das formas de vida no mundo, explicada pela descendência com modificação.

Assim, a demarcação entre ciência e pseudociência não é um mero problema de debates intelectuais infrutíferos, mas algo que de grande importância social e política.

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Falseamento, Karl Popper, Thomas Kuhn, Paradigma, Revolução Científica, Paul Feyerabend, Anarquismo Epistemológico, Irme Lakatos, Programas de Pesquisa, Hermenêutica.

 

Referências

Gauch, Hugh G. (2003). Scientific Method in Practice (Reprint ed.). Cambridge University Press. p. 3.
Hansson, Sven Ove (3 de setembro de 2008). «Science and Pseudo-Science». Stanford Encyclopedia of Philosophy. Stanford University.
Hurd, PD (junho de 1998). «Scientific literacy: New minds for a changing world». Science Education. 82 (3): 407–416.
Kuhn, T. (1962 & 1997), The Structure of Scientific Revolutions (3rd ed.), University of Chicago Press, p. 151
Moreira, M. A.; Massoni, N. T.; Epistemologias do Século XX, EPU, São Paulo, 2011.
Popper, K. R. (1959) “The Logic of Scientific Discovery”.
Popper, K. R. (1963) Science: Conjectures and Refutations. Conjectures and Refutations. p. 43–86;
Wellington, J. Secondary Science: Contemporary Issues and Practical Approaches (Routlege, 1994, p. 41)

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