BRASIL DE 2020: ANTICIÊNCIA, CONSERVADORISMO, ABORTO E CONTRADIÇÕES.

Recentemente tivemos uma manifestação odiosa protagonizada por grupos que se intitulam religiosos conservadores. Essa mesma forma intelectualmente pobre de pensar ocorre também no movimento que nega a ciência e promove a pseudociência.

É possível ser religioso e não ser ignorante, basta um pouco de esforço. Aparentemente, no Brasil as pessoas têm dificuldade em fazer esta digressão.

Tenho destacado durante muito tempo aqui no NetNature que o Brasil passa por uma espécie de Idade Média Tupiniquim protagonizada por grupos religosos que se assumem conservadores e que associado a ideologias políticas que tem aparelhado o Estado vem promovendo um desmonte a diversos setores fundamentais para a sociedade.

Um êxodo de cientistas ocorreu (e ainda ocorre) no país. A produção de conhecimento científico tem sido desmontada, Universidades satanizadas, a classe artística menosprezada e a pandemia piorou ainda mais a frágil economia do país. O Brasil de 2020 não passa apenas pela pandemia do coronavírus, mas por epidemia de ignorância fruto de um pensamento de nível terraplanista.

Inevitavelmente o mesmo setor político conservador que tem promovido movimentos de pseudociência e anticiência a partir do aparelhamento do Estado tem alimentado uma onda de ignorância e ódio visceral pelas redes sociais.

Recentemente tivemos uma manifestação odiosa protagonizada por grupos que se intitulam conservadores, religiosos a serviço dos bons costumes diante da decisão judicial que concedeu a condição de abortar uma gravidez ocorrida em uma criança de 10 anos de idade que havia sido estuprada por seu tio. A criança sofria violência sexual há pelo menos 4 anos.

Então este grupo de “bons samaritanos” se manifestou publicamente, marcando presença na frente do hospital condenando a família por ter recorrido ao aborto pois supostamente feria costumes e tradições cristãs.

O pensamento que levou esse grupo a se manifestar de forma odiosa contra a criança, sua família, o médico que fez o procedimento do aborto e até a decisão judicial é o mesmo que aparelhou toda a estrutura de satanização do conhecimento no país. Este modo de pensar não é recente, sendo o mesmo que satanizou no passado reprodução assistida, experimentos com células tronco etc, e qualquer modo de desenvolvimento científico que não estivesse sob o monopólio da religião.

O Brasil de 2020 se desenrola no nível do terraplanismo seguindo uma linha acrítica de pensar pautada em senso-comum e mal travestida de intelectual.

O modo de pensar terraplanista não ocorre somente sobre o formato da terra. A defesa da crença no formato plano da terra é a extensão de um modus operandi mais extenso. Essa mesma forma pobre de pensar ocorre também no movimento que nega a eficácia das vacinas, o coronavirus, as mudanças climáticas e a alunissagem. É o tipo de pensamento intelectualmente pobre que olha para o horizonte com uma régua na mão e afirma que a terra é plana. Uma afirmação pautada em senso comum travestida de intelectualmente honesta dizendo que a régua sob o horizonte é um experimento intelectualmente rico que confirma a crença pessoal. É a mesma forma de pensar que defende uma terra de 6 mil anos e que espécies foram criadas por um projetista cósmico. É também o mesmo tipo de pensamento que defende o uso de medicamentos (fosfoetanolamina, cloroquina, invermectina e ozônio terapia retal) sem comprovação científica. Portanto, seria estranho não ver este mesmo modo de operar também em questões morais. Tudo faz parte de um mesmo pacote de ignorância. Assim, o pensamento terraplanista é uma maneira pobre de pensar pois é acrítico, intelectualmente desonesto, nada libertador e parte de alguém distante de ser intelectualmente emancipado.

O abominável caso da criança estuprada não criou, ele apenas revelou a mentalidade terraplanista em questões sociais básicas e que sempre existiu escondido nos porões da ignorância. Enquanto era engraçado e bizarro olhar uma pessoa defendendo uma coisa tão tola quanto o formato plano da terra, tornou-se perigoso este mesmo tipo de pensamento implantado em questões de relevância mundial como o futuro de diversas espécies ao negar mudanças climáticas, e da nossa própria espécie ao negar a eficácia das vacinas.

A manifestação que vimos deste grupo de conservadores revela muito do pensamento religioso fundamentalista terraplanista que venho destacando há anos no campo da pseudociência e da anticiência.

O grande problema desta manifestação que se intitula conservadora é que ela aparece impondo uma postura religiosa como métrica para as questões jurídicas e regras para toda a sociedade brasileira, uma sociedade que é multiculturalizada. A manifestação conservadora de repúdio a criança de 10 anos que abortou o fruto de um estupro e a mesma que vimos em 2015 quando uma criança de 11 anos foi atacada a pedradas após sair de um terreiro de candomblé. O pensamento conservador alimenta a exclusão e eliminação de quem não se encaixa em sua visão fundamentalista de mundo. Recorrendo assim a uma visão teocracia de nação. O conservador rejeita o multiculturalismo, globalismo e o pluralismo de ideias, pois ve nesses elementos supostas mudanças que ofendem seu idealismo de mundo perfeito, o culto as tradições milenares e valores ancestrais.

Isto é um exemplo claro e prático do que é o fundamentalismo religioso e o princípio de uma teocracia. Tenho dito há tempos que o Brasil nunca foi e está cada vez mais distante de ser um Estado Laico, e que é possível que um país seja laico no papel, mas na prática absolutamente confessional. Basta aparelhar o Estado com religosos, especialmente nos setores onde as decisões políticas e formulações de leis são estabelecidas que o Estado laico se dilui sob os interesses ultraconservadores. Todo político conservador tem ao seu lado os líderes religiosos para barganhar cargos em troca de eleitorado. Adicione a estes ingredientes a não funcionalidade das Instituições Democráticas e projetos de corrupção para manutenção do poder e temos o atual desmonte do país na educação, ciência/tecnologia, ambiente, saúde etc.

Desta forma, um povo religioso facilmente votará neste tipo de pensamento que não apenas interferirá no carater laico do Estado, mas na própria democracia. Enquanto na Grécia antiga a política era sugerida como tomada de decisões pensadas no bem comum utilizando a razão como critério analítico de decisões vemos que povos de nações ultra-religiosas votam de modo visceral, ou seja, muito mais pautadas pelas paixões religiosas/ideológicas do que pela razão. Considere que o Brasil é o país mais católico do mundo com uma intensa ascensão evangélica.

Desta forma, o efeito que a manifestação dos conservadores acaba expressando é que criança estuprada deveria arcar com a responsabilidade de seu estupro. Assim, o conservador acabou colocando a vítima (criança) como responsável pelo fruto do crime.

Neste caso, surge a dúvida sobre qual dos vilões desta história é pior; o estuprador ou o conservador?

De repente a vítima não é mais uma criança estuprada pelo tio e se tornou os valores religiosos que eles defendem e que não foram utilizados para balizar a decisão judicial. Esse tipo de manifestação odiosa nestes grupos fundamentalistas não é somente contrário aos interesses da vítima, mas polui totalmente a discussão. Esta manifestação tira o foco do fato em si (o estupro de vunerável) deixando-o em segundo plano e desloca a problemática para os supostos valores morais cristãos que não foram considerados na decisão judicial. Ora, as decisões judiciais não se balizam em valores religiosos ou escrituras sagradas.  É exatamente isto que caracteriza um Estado laico, a religião individual deve ficar longe das decisões coletivas políticas e jurídicas do país. A manifestação religiosa individual não está sendo suprimida por não ser a lei da nação. O que está firmado é que em um mecanismo coletivo como a justiça não utilizará a religião individual como métrica justamente porque somos uma nação multiculturalizada.

Se individualmente uma pessoa acredita que o aborto concedido legalmente a uma criança estuprada é um crime pior do que o estupro em si, então a decisão de não fazer o abortar deve ser guardada a aqueles que se sentem incomodados em fazê-lo. O aborto não está sendo imposto de forma obrigatória as pessoas. O aborto concedido a criança de 10 anos é um direito garantido desde 1940 e a sua família entendeu que aquilo era o correto a se fazer. Assim, a partir de uma conquista social e coletiva (o direito ao aborto em caso de estupro e risco de morte) foi recorrido pela família. Se você conservador é contra o aborto em qualquer caso – inclusive de estupro – então simplesmente não aborte. Cuide do fruto do crime! Respeite a liberdade individual da criança e da família em optar pelo aborto.

Se ainda assim o aborto legal concedido a uma criança vítima de estupro (que inclusive corria risco de vida) é pior que o estupro em si, então qualquer pessoa sensata começará a questionar profundamente os valores morais defendidos por estes grupos que se apresentam como cristãos conservadores. Afastar-se deste tipo de grupo de pessoas é a decisão mais evidente e sábia a se fazer. Mesmo porque os valores defendidos por grupos fanáticos deste calibre recaem no poço das contradições. A defesa para usar os valores cristãos como métrica jurídica e ferir o Estado laico é geralmente pautada na superficial ideia de que a moral cristã é universal, correta e objetiva.

Para o fanático, as regras cristãs devem ser aplicadas a todas as pessoas pois são a verdade revelada (aletheia), objetivas, imutáveis e validas para todas as sociedades e todo o tempo. Qualquer pessoa com básico de sociologia reconhece que as sociedades são dinâmicas e que os valores se modificam. Nos últimos 2 mil anos modelos de sociedade, tecnologias e diferentes pensamentos surgiram modificando as relações sociais.

Neste sentido somos levados a refletir o seguinte: Devo aceitar como objetiva e verdadeira a moral cristã formulada há 2 mil anos por pastores de ovelhas no deserto do Oriente Médio ou desejo uma moral que seja constantemente refletida acompanhando as mudanças que ocorrem no tecido social? Se ética é refletir sobre valores morais e suas consequencias e desdobramentos, então adotar a moral cristã como objetiva e absoluta elimina a ética?

O caso mais grave neste sentido não são os valores morais cristãos que não são a métrica para as decisões da justiça. Como dito anteriormente, o foco não está nos valores dos conservadores, mas o estupro em si. É frequente no Brasil famílias com crianças de 10 a 14 anos recorrerem a justiça diariamente para ter o direito de no SUS praticarem o aborto fruto de estupro. Dito de outra forma, diariamente crianças de 10 a 14 anos ficam grávidas vítimas de estupros. A cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 (BBC, 2020). Este é o verdadeiro problema em questão. O crime é o estupro, as vítimas são as crianças e não os valores conservadores. Ignorar o fato e colocar em foco os valores morais cristãos que os conservadores acreditam ser objetivos não é só um individualismo estúpido, é egoísmo.

Muito além destes questionamentos o que se nota é que o movimento conservador vive em constante contradição. Poderíamos pensar que esta manifestação contra o aborto seria considerada pró-vida, mas a imensa maioria daqueles que se apresentam como conservadores apoiam o porte de arma e muitos até já fizeram aborto. Neste sentido, é fácil ser conservador quando não se está na condição de vítima. Será que um conservador criaria um filho ou neto resultado de um estupro?

Se no passado recente conservadores criticaram a reprodução assistida questionando como seria explicar para uma criança que ela seria resultado de um “experimento de laboratório” como este mesmo conservador explicaria a uma criança de sua família que ela é fruto de um crime denominado estupro de vulnerável?

Não muito tempo antes do caso desta criança estuprada foi o dia dos pais e grupos conservadores causaram grande alvoroço nas redes sociais ao ver Thammy Miranda, um homem trans, fazendo propaganda da data comemorativa. Aparentemente, a lógica terraplanista dos conservadores não permite Thammy Miranda ser pai porque ele nasceu com seis vagina e sem pênis, mas um estuprador de crianças sim pode ser pai. A lógica terraplanista em questões morais conduz a efeitos muito mais nocivos a sociedade do que os vistos no formato da Terra. 

Ao mesmo tempo, nenhum dos conservadores é visto promovendo manifestações com essa mesma força contra os casos de pedofilia dentro de igrejas.

Isto se dá também porque a imensa maioria dessas pessoas que se apresentam como conservadores no Brasil não são realmente conservadores, mas apenas fundamentalistas religiosos reproduzindo o apadrinhamento político. Certamente a maioria dos que se assumem nessa posição sequer sabem que é o conservadorismo ou quando e onde surgiu.

O conservadorismo surgiu no século XVIII decorrente de ideias produzidos por pensadores geralmente da Inglaterra do século. No entanto, o pai do pensamento conservador é o irlandês Edmund Burke (1729-1797), defensor da tradição e valores morais sendo crítico do iluminismo, Jean Jacques Rousseau, Voltaire e especialmente da Revolução Francesa.

Burke defendia também o livre mercado, a propriedade privada, o direito natural e autonomia do indivíduo desde que não comprometa a harmonia do todo. Burke defendia que o homem era um ser dependente da ciência, arte e das virtudes. Assim sendo, ao encontrar esses três elementos na sociedade o homem pode seguir uma jornada em busca do bem comum social. No entanto, para este pensador, o bem comum e o bem estar é alcançado na sociedade não apenas pelos indivíduos que a compõem num dado momento, mas também pelos que já viveram nela anteriormente. Desta forma, Burke defende que a ligação ao passado e as tradições faz parte do bem estar social atual e do futuro, inaugurando assim o que seria chamado de conservadorismo, ou seja, preservar o que foi construído no passado como referência e por respeito.

Portanto, no pensamento de Burke as revoluções seriam mudanças abruptas que desrespeitariam tudo aquilo que foi construído e conquistado pelos ancestrais daquela sociedade. Assim, tudo deve ser feito respeitando os exemplos dados pelos antepassados para dar exemplos aos futuros herdeiros da sociedade conservando valores morais, costumes e hábitos. O homem conservador de Burke deveria encontrar o caminho correto segundo as tradições cumprindo, inclusive, os valores da religião, o contrato eterno da dívida com deus.

Para Burke, a sociedade com profundas raízes históricas e suas tradições se organizará politicamente de forma natural ao longo do tempo, sem que seja necessário recorrer a mudanças bruscas. Mudanças bruscas, revolucionárias deturpariam a ordem natural desta organização das sociedades e prejudicariam o bem estar social e o aprimoramento social. Isto explica as críticas que Burke fez a Revolução Francesa e seus intelectuais.

O segundo pensador importante para o pensamento conservador foi David Hume (1711-1776), filósofo e grande empirista importante na história da ciência.

No pensamento de Hume o ceticismo epistemológico é a base de seu conservadorismo. As certezas sobre as mudanças promovidas na sociedade não existem. Para Hume um novo modelo revolucionário de nova sociedade não oferece garantia de melhoria social e, portanto, deve-se manter os valores adquiridos pela tradição e pelos ancestrais. Se deu certo no passado dará certo no futuro. Evidentemente que poderíamos elencar uma série de críticas e falhas a este pressuposto do modelo conservador que não será feito neste momento.

Ser conservador não significa que não há possibilidade de mudanças, pois elas podem acontecer como historicamente sabemos. As mudanças que o conservadorismo permite são pontuais e não um projeto de reestruturação total das sociedades, como se apresenta no pensamento revolucionário socialista, comunista ou mesmo anarquista.

O conservador também rejeita tais mudanças sociais porque a sociedade preserva certos hábitos que foram estabelecidos ao longo de séculos de ancestralidade e garantiram certezas de bem estar e que devem então ser respeitados. Desta forma, mudanças abruptas desmantelam todos esses valores que garantiram a existência da sociedade por séculos – aqui caberia uma série de outras críticas a esse pressuposto.

Por esta razão muitas das mudanças e conquistas sociais atuais acabam incomodando os conservadores atuais. Para eles, mulheres devem cumprir as tarefas domésticas porque tradicionalmente são boas nisto graças a esta prática milenar. Atualmente, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso e que deseja uma casa limpa ou comida na mesa aprende tarefas domésticas independente do gênero. Quem tem fome aprende a cozinhar e quem quer casa limpa pega a vassoura e o esfregão. Homens que moram sozinhos fazem tarefas domésticas e mulheres garantiram direito de voto e de trabalhar – embora ainda haja profunda injustiça na questão salarial. Todas essas são mudanças sociais que mesmo o mais conservador ou conservadora desfruta.

Vejamos outro exemplo; a ideia de que a sexualidade e sexo são coisas distintas também incomoda, pois exige pensar algo mais do que o velho modelo binário de homem é macho e mulher é fêmea. Ao adicionar toda a tradição religiosa na situação muitas vezes o fundamentalista acaba se direcionando a episódios como o que vimos recentemente no caso do aborto ou mesmo nos ataques homofóbicos e transfóbicos. Neste sentido o conservador vê como ofensivo e revolucionário o casamento entre pessoas do mesmo sexo por infringir seus valores religiosos pessoais, não vendo isto como um avanço social. Essa conquista social para conservadores corresponde a uma mudança abrupta socialmente degenerativa que ofende sua crença pessoal.

Em tempos mais recentes tivemos o pensamento conservador do recém falecido Roger Scruton (1944-2020), que praticava o ceticismo político. Desconfiava dos políticos e instituições entendendo que as mudanças e revoluções causariam medo e interfeririam nas sociedades.

Na lógica desses conservadores filosóficos o mundo e a sociedade são perigosos e somente seguindo as regras sociais rígidas – como fizeram no passado – teríamos um futuro melhor. As mudanças ocorreriam, mas seriam casos espontâneos, naturais e ao longo do tempo. Sendo necessário salvaguardar os hábitos, tradições e valores passados. Isto não necessariamente se opõe a modernidade e aos valores e do iluminismo no pensamento de Scruton.

O pseudoconservadorismo brasileiro corre para a rejeição ao multiculturalismo histórico de nosso país, rejeita mudanças de políticas sociais que visam diminuir desigualdades sociais e acabam abrindo caminho para exclusões sociais (geralmente as minoriais que não se encaixam nos pressupostos).

Muitas vezes chegam ao ponto recorrer ao revisionismo histórico como forma de salvaguardar ideais nostálgicos recorrendo a gurus que muitas vezes tentam impor valores morais de séculos passados ignorando quaisquer mudanças sociais.

A apresentação desse grupo que se intitula conservador não representa propriamente pensamentos conservadores e sim reacionários ao recorrer a valores de um passado idealizado e reagindo de forma negativa, impositora, odiosa recorrendo a discursos autoritários e tirânicos em favor do passado que idealizam.

Assim sendo, a pobreza intelectual desses grupos que se apresentam como defensores da vida corre no sentido de profundas contradições que os jogam para fora da realidade, como vimos no recente caso. Enquanto finalizo este texto novas notícias sobre índices de estupro de crianças de 10 a 14 explodem nos diferentes estados do país. Em nenhum deles se observa grupos conservadores se manifestando em favor de medidas mais efetivas e punições a crimes como este, a favor da ciência ou da arte como preconizou Edmund Burke. É este tipo de pensamento pseudoconservador reacionário com uma lógica terraplanista de “liberal na economia e conservador nos costumes” que tem promovido o desmonte da ciência e da sociedade em geral ao impor sua política autoritária pseudointelectual.

Victor Rossetti

Palavra chave: Rossetti, NetNature, Ciência, Conservador, Estado Laico, Aborto.