ALGUMAS PESSOAS PODEM TER GENES QUE DIFICULTAM A AÇÃO DE UMA DROGA QUE PROTEGE CONTRA O HIV.

Variantes genéticas recentemente descobertas poderiam explicar por que uma medicação comum não protege a todos.

Resultados podem variar – As variantes genéticas podem impedir o bom funcionamento do medicamento anti-retroviral tenofovir em algumas pessoas. Niaid/Flickr (CC BY 2.0)

Alguns genes de pessoas podem impedir que um medicamento anti-retroviral os proteja contra o HIV, sugere um estudo genético.

O medicamento, chamado Tenofovir, é usado para prevenir e tratar uma infecção pelo HIV. Mas o sucesso na prevenção tem sido misto, com estudos relatando entre 78% e 92% de taxas de sucesso. Não ficou claro por que a droga não protegeu a todos.

Agora, estudos revelam que variantes genéticas raras podem impedir que o tenofovir se torne ativo no corpo, informou o farmacologista Namandjé Bumpus, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em 8 de abril, na reunião de Biologia Experimental de 2019.

As pessoas que têm HIV ou que estão em risco de contrair o HIV, como alguém cujo parceiro tem o vírus, tomam uma forma inativa da droga que deve ser ativada no corpo em um processo de duas etapas. Os cientistas sabiam que enzimas chamadas quinases são necessárias, mas não sabiam qual das muitas quinases do corpo humano convertem a droga em sua forma ativa.

Uma enzima chamada adenilato quinase 2 anexa um átomo de fosfato e outra enzima, a creatina quinase, ataca em um segundo para estimular a droga à ação, descobriram Bumpus e seus colegas. As variantes das quinases são raras: apenas 18 variantes da adenilato quinase 2 foram encontradas em 906 pessoas cujo DNA foi testado.

Separadamente, os pesquisadores testaram se as variantes afetavam a capacidade das adenilato cinases para ativar o tenofovir. De 477 pessoas que tomam a droga, sete pessoas com variantes previstas para desativar a enzima não tinham a versão ativa do tenofovir no sangue. Esse resultado sugere que as variantes afetam a eficácia da droga.

Algumas outras pessoas que não tinham variantes nocivas também não tinham a droga ativa no sangue, sugerindo que talvez não estivessem tomando o tenofovir corretamente. Bumpus espera repetir o estudo com pessoas conhecidas por tomarem o medicamento como prescrito.

Os resultados são muito preliminares para prever se o tenofovir protegerá uma determinada pessoa contra o HIV. “O objetivo é usar isso para medicina de precisão”, disse Bumpus, “mas não achamos que ainda estamos lá”.

Fonte: Science News

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s