MIMETISMO ENTRE BORBOLETAS RIODINIDAE E MARIPOSAS NOTODONTIDAE, GEOMETRIDAE E ARCTIIDAE

Variações de Chamaelimnas briola briola no Peru

Variações de Chamaelimnas briola briola no Peru

Há 6 espécies Chamaelimnas. Todos têm asas aveludadas negras com uma grande mancha amarela diagonal nas asas anteriores. Várias espécies, como C. cercides e C. briola têm manchas amarelas adicionais. As C. splendens tem uma faixa laranja nas asas dianteiras e uma grande mancha de azul metálico na base das asas posteriores.

C. cercides e C. cydonia

C. cercides e C. cydonia

A mais comum, Chamaelimnas briola, tem 4 subespécies – briola, doryphora, meridionalis e urbana. Cada uma destes subespécies está sujeita a uma ampla gama de variação, por exemplo as marcações das asas posteriores amarelas às vezes é dividida em duas metades, ou pode ser totalmente ausente; e as asas dianteiras podem ou não podem ter uma mancha amarela ou raia dentro da célula discal. A área de distribuição de briola cobre leste do Equador, Peru, Brasil e Paraguai. Esta espécie habita floresta primária em altitudes entre 200-1200m. Os machos adotam a postura de descanso típica de Riodinidae, com suas asas na posição horizontal, e as antenas juntas apontadas para frente. Sexo feminino é muito raro de ser visto, até mesmo em coleções e, provavelmente, passa a maior parte de sua vida nas copas das árvores.

C. Joviana, C. tircis e C. splendens

C. Joviana, C. tircis e C. splendens

Chamaelimnas são muito semelhantes na aparência a vários outras espécies da família Riodinidae, especialmente dos gêneros Xenandra, Melanis e Setabis. Existem também várias mariposas das famílias Geometridae, Notodontidae e Arctiidae que compartilham um padrão semelhante ao de Chamaelimnas. Essa borboleta pode ser distinguida dos demais por sua postura de repouso e forma da asa, e pelas antenas muito longas e retas.

Mimetismo de Chamaelimnas briola

Setabis cleomedes, Setabis myrtis e Setabis staudingeri fazem mimetismo de Chamaelimnas briola

Setabis buckley, velutina, phaedon, pythioides, lagus e Melanis leucophlegma fazem mimetismo com Chamaelimnas joviana e C. tircis

Setabis buckley, S.velutina, S. phaedon, S. pythioides, S. lagus e Melanis leucophlegma fazem mimetismo com Chamaelimnas joviana e C. tircis

O gênero Melanis contém 28 espécies e distribui-se a partir da Argentina para o México e pode ser bastante comum em algumas áreas mais do que outras. Essas borboletas são pretas com asas anteriores alongadas, algumas vezes com uma banda subapical, laranja ou amarela variável, manchas brancas ou vermelhas nas margens e na base de ambas asas. O centro de diversidade do gênero é da bacia sul da Amazônia através sudeste do Brasil para o Paraguai e Argentina. Três espécies são encontrados ao norte do Panamá. O gênero pertence à  tribo Riodinini.

Observações sobre a histórias de vida das espécies Melanis são poucas. Sabe-se que elas tem miméticos com o gênero Setabis. Existem registros de plantas hospedeiras de somente algumas espécies (Melanis pixe, M. auriferax, M. aegates, M. hillapana, M. xarifa

e M. eletron).

O Museu de Historia Natural da Universidad Nacional Mayor de San Marcos em Lima, Peru sugere que a gama de ocorrência de Melanis leucophlegma é do Equador ocidental e Peru para Lima a partir do nível do mar até 1300m do nível do mar. Em Lima, o período da reentrância é

confinada aos meses de verão ensolarados de dezembro a março, e a borboleta pode se tornar bastante comum em torno de áreas urbanas, onde sua planta hospedeira é cultivada.

Melanis leucophlegma são gregários e têm cerdas laterais longas em suas larvas, que servem como proteção contra formigas e outros predadores. Ainda sim são parasitadas por Hymenoptera (Ichneumonidae), que atuam como um controle biológico natural (Callaghan, 2003).

Xenandra nigrivenata e Xenandra helius mimetizam Chamaelimnas joviana e C. tircis

Xenandra nigrivenata e Xenandra helius mimetizam Chamaelimnas joviana e C. tircis

Setabis serica e Setabis fassli emmimetismo a Chamaelimnas splendes

Setabis serica e Setabis fassli fazem mimetismo de Chamaelimnas splendens

Myonia regis (Notodontidae) e Xanthoarctia pseudameoides (Arctiidae)

Myonia regis (Notodontidae) e Xanthoarctia pseudameoides (Arctiidae)

Há três espécies de Atyriodes neste gênero; A. JaneiraA. figulatum e A. cirene. Essas mariposas têm uma forte semelhança ás mariposas dos gêneros com Atryria e Cyllopoda, também membros da tribo Cyllopodini.

Todos compartilham um tema comum de estrias amarelo açafrão brilhante e uma cor de fundo preta. Em todas as espécies, ambos os sexos são de aparência semelhante, mas as fêmeas têm antenas fina não pectinada. O ciclo de vida e as plantas hospedeiras das larvas destas espécies são desconhecidos. Outros membros da subfamília Sterrhinae, que inclui as “Waves” e “Mochas” da região Holarctica. Geralmente são finas lagartas verdes disfarçadas como hastes nas arvores.

Atyriodes machos são freqüentemente vistos em um ou dois indivíduos ou agregação em bancos de areia ou leitos secos de rios junto com várias espécies de Cyllopoda (Geometridae) . É uma mariposa de ocorrência na América do Sul. Encontradas até cerca de 1500 metros acima do nível do mar, esta mariposa pode ser encontradas em árvores araucárias e se alimentando de sais minerais disponíveis na areia, sob o sol.

Mariposas Geometridae semelhantes a Chamaelimnas; Atyriodes figulatum e panapaná de Atyriodes janeira

Mariposas Geometridae semelhantes a Chamaelimnas; Atyriodes figulatum e panapaná de Atyriodes janeira

Setabis preciosa e mariposa Xanthiris flaveolata (Geometridae) semelhante a Chamaelimnas cercides

Setabis preciosa e mariposa Xanthiris flaveolata (Geometridae) semelhante a Chamaelimnas cercides

Mariposas Geometridae semelhantes a Chamaelimnas; Cyllopoda expansifascia, Cyllopoda jatropharia, Cyllopoda claudicula e Cyllopoda latiflava

Mariposas Geometridae semelhantes a Chamaelimnas; Cyllopoda expansifascia, Cyllopoda jatropharia, Cyllopoda claudicula e Cyllopoda latiflava

Referências Bibliográficas

Curtis John Callaghan. The biology of Melanis leucophlegma (Stichel, 1910) (Riodinidae) In Western Peru. Journal of the Lepidopterists’ Society. 57(3), 2003, 193-196

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