MISTÉRIO DE Wow! Signal NO ESPAÇO FINALMENTE É EXPLICADO. (Comentado)

Uma equipe de pesquisadores com o Center of Planetary Science (CPS) finalmente resolveu o mistério do “Wow!” Sinal de 1977. Era um cometa, eles relatam, que era desconhecido no momento da descoberta do sinal. O pesquisador principal, Antonio Paris, descreve sua teoria e como a equipe provou isso em um artigo publicado no Journal of the Washington Academy of Sciences.

O Wow! Sinal representado como “6EQUJ5”. Crédito: Observatório de Rádio Big Ear e Observatório Astrofísico da América do Norte (NAAPO).

Em agosto de 1977, uma equipe de astrônomos que estudavam transmissões de rádio de um observatório no estado de Ohio chamado “Big Ear” registrou um sinal incomum de 72 segundos – era tão forte que o membro da equipe Jerry Ehman rabiscasse “Wow!” Ao lado da leitura. Desde então, numerosos cientistas procuraram uma explicação do sinal, mas até agora, ninguém poderia oferecer um argumento válido. Possíveis fontes como asteroides, exo-planetas, estrelas e até mesmo sinais da Terra foram descartados. Alguns fora da comunidade científica sugeriram que era uma prova de alienígenas. Observou-se que a freqüência foi transmitida a 1.420 MHz, porém, que é a mesma freqüência que o hidrogênio.

A explicação começou a se concentrar no ano passado, quando uma equipe da CPS sugeriu que o sinal poderia ter vindo de uma nuvem de hidrogênio que acompanhava um cometa -, o movimento do cometa explicaria por que o sinal não foi visto novamente. A equipe observou que dois cometas haviam estado na mesma parte do céu que o Big Ear estava monitorando no dia fatídico. Aqueles cometas, P/2008 Y2 (Gibbs) e 266/P Christensen ainda não foram descobertos. A equipe então teve a chance de testar sua tese quando os dois cometas apareceram mais uma vez no céu noturno de novembro de 2016 a fevereiro de 2017.

Creditos: The Center for Planetary Science

A equipe relata que os sinais de rádio de 266/P Christensen coincidem com os da Wow! Sinal há 40 anos. Para verificar seus resultados, eles também testaram leituras de outros cometas e encontraram resultados semelhantes. Os pesquisadores reconhecem que não podem dizer com certeza que o Wow! O sinal foi gerado por Christensen 266/P, mas eles podem dizer com relativa garantia de que foi gerado por um cometa.

Jornal Referência: Hydrogen Line Observations of Cometary Spectra at 1420 MHZ , Journal of the Washington Academy of Sciences, http://planetary-science.org/research/the-wow-signal/ (Paper PDF)

Fonte: Phys.Org

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Comentários Internos

Como esperado e era cogitado anteriormente, o “Wow! Signal” se revelou um sinal promovido por um fenômeno natural, abafando mais uma vez 2 sentimentos: a esperança dos ufólogos em encontrar vida fora do planeta; a fé daqueles que apostavam em um designer da nossa espécie.

Infelizmente, estes movimentos pseudocientíficos vão tirar conclusões que de alguma forma vai direciona-los a ter mais fé ou esperança na busca por vida inteligente fora do planeta. A pseudociência se vale destes mecanismos: quando mais refutados maior a fé e esperança.

Um suposto “Wow Signal genético” também foi erguido após matemáticos do Cazaquistão elaborarem um sistema matemático em cima dos tríplex dos códons do DNA em 2013, sugerindo que tais números eram evidências de um criador da espécie humana, chamando a atenção até mesmo dos místicos proponentes do Design Inteligente (vertente do criacionismo bíblico) e uma suposta numerologia da criação. O texto foi bastante criticado, inclusive por biólogos como PZ Myers do Rational Skepticism.

Eventualmente as pessoas encontram supostos sinais de criação intencional onde eles não existem, mas se torna importante para os propagadores da pseudociência porque sustenta suas crenças e convicções mesmo diante das evidências que atestam uma explicação natural e oposta a metafísica. Independente dos resultados, as pessoas ainda criam suportes e ad hocs a sua esperança e fé, sejam eles ufólogos do Wow signal, numerólogos do Design Inteligente, gematristas cristãos que supostamente encontraram a palavra Jeová (em hebraico) no DNA, o código do pentateuco e sua flexibilidade em encontrar mensagens nada especificadas, no caso Roswell e seu balão meteorológico e todo tipo de leitura que fortaleça uma conclusão pré-concebida. Nada disto é diferente do indivíduo que coloca uma régua no chão e cria sua própria prova de que a terra é plana. A ausência de critério associada a discursos conspiracionistas, impossibilidade de testar teses e a apresentação de conclusões dogmáticas prévias as pesquisas continuarão sendo apresentadas – e sendo a marca identitária – revelando o caráter pseudocientífico destas frentes bizarras.

A suposta Esfera de Dyson que estaria “sugando” energia da estrela KIC 8462852 (constatada em 2015) só foi encontrada até o momento nos filmes do Star Wars. De fato, uma equipe liderada por  Brian Metzger, da Universidade de Columbia em Nova York, constatou que a estrela está retornando ao seu estado natural – depois de um grande período de atividade. A explicação de tal comportamento de escurecimento é o resultado da espiral de um corpo planetário ou corpos em torno da estrela. A pesquisa pode ser vista na revista arXiv.

Em conclusão, vemos então que o registro deixado em 1977 era simplesmente uma manifestação de um fenômeno natural e que a busca por vida fora do espaço não vai depender de sinais enviados por supostos alienígenas ou designer inteligente de outros planetas. Todas estas suposições feitas até agora foram desbancadas por fenômenos naturais, que explicam com mais simplicidade e coerência.

A busca por vida em outros planetas segue os padrões científicos de uma ciência emergente que é a astrobiologia, afastando-se do conteúdo pseudocientífico da ufologia e seus relacionados.

Os ufólogos, apesar de não admitirem, voltaram a estaca zero na busca pela vida inteligente fora da terra… nenhuma evidência até o momento justifica suas crenças!!!

Victor Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rosseti, Wow Signal, Ufologia, Vida Inteligente, Pseudociência.

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